Fica bem chegados ao Natal, escrever meia dúzia, ou por aí, de palavras
sobre este velho e sempre renovado acontecimento, que sabe sempre a repetição
adorada para uns, e cheia de angústia para outros. Mas o mundo já não é
perfeito desde que nasceu, e mesmo com o nascimento do Menino, também não
melhorou nada que se visse ou se sinta. Pelo contrário. O número de desgraças
aumentou, ganhando apenas discursos de circunstância, manifestações hipócritas,
votos de futuro melhor, desejos de eliminar descriminações, desigualdades,
injustiças, etc. Passado esta Quadra, os crimes sobre os famintos de pão e de
trabalho, de habitação e de Educação, de calor humano e de conforto familiar,
regressam com a violência que sabemos, e que nos há de acompanhar até ao
festejos seguintes, já consagrados até em postais brilhantes, dourados e
musicais e com muitos foguetes a iluminar o Céu. As ruas já se entopem de sacos
bonitos, cheios de imagens condizentes, fitas a esvoaçar, euros a voar,
carteiras a esvaziar, calotes a aumentar, e gente a sorrir sem certeza nenhuma
de que amanhã será melhor e com o sol a brilhar para todos. A mão do Homem
mesmo quando estendida ao seu semelhante nesta data, nem sempre é para dar com
generosidade séria mas para tirar dividendos se puder e para não ficar mal na
fotografia das boas intenções, que o Senhor registará no seu álbum dos que
procuram a salvação no Reino e fugir do pecado infernal. Desse modo, aí está
ele a tentar convencer o próximo de amizade com um gesto de caridade falsa, e a
meter a factura da despesa nas deduções fiscais. A família já nem é pretexto
para convívio e para motivo de reunião entre quem há muito não se vê. As agências
de viagens estão de portas abertas a marcar destinos, a neve é mais linda e
fofinha, a lareira do hotel dá outro aconchego e romance, e o Natal virou assim
um acontecimento turístico, e fuga do aborrecimento que tal Noite simbólica
origina e representa. Outros, os violentados, estuprados, os descalços, os sem
abrigo, os "desinseridos" na Sociedade, continuarão a ajeitar-se na
sua dor, no seu papelão estendido sob o neon das montras, ou debaixo dos
viadutos ou das pontes da miséria e do frio, de vela acesa mas nada acolhedora.
Nesta data, as Instituições que distribuem a sopa quente, também surgem
acompanhadas de câmaras deTV para darem nota da sua caridadezinha e quando
recolherem a casa todos irão adormecer melhor, com as consciências de terem
prestado um bom serviço ao homem e à nação sobretudo. De Roma ouvir-se-ão os
anjos certificados para enviar a mensagem urbi et orbi de Feliz Natal e
Próspero Ano Novo a todos sem excepções. A Solidariedade nesta época e em todos
os natais não tem fronteiras nem inimigos, nem prisões. Só é pena alguns darem
em políticos e em governantes sem valor e sem louvor. De resto, somos todos uns
santos.
sábado, 13 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
"Filosofando"
Corre por aí de norte a sul, certamente para manter a forma ou para a
língua não enferrujar, uma afiada e "sustentada" conversa, sobre o
que se passa com e à volta de um ex-1º ministro. Estamos em crer que é esse o
tema a que uma jovem deputada do hemiciclo de S.Bento, chamou de "balanço
semântico", embora noutro interrogatório e a outra personagem numa Comissão
de Perguntas sem Respostas. Não há português que precise de momento de
consultar uma obra específica e profunda, que bem podia chamar-se -"Saiba
tudo sobre José Sócrates", ou "O que gostaria de saber e não
sabe sobre um ex-1ºministro posto atrás das grades". Todos à lareira,
no café, do campo à cidade, na net, estão mestres na matéria que condena o
homem que agora espera que os que o julgam consigam ou recolham provas para que
de facto todos fiquem finalmente convencidos das culpas de que está acusado e
feito réu. Não sabemos quanto irá custar ao erário público tais recolhas de
provas pela banca internacional, e de Portugal até à Suíça, com paragem e
estada pagas por onde rola o soberbo pilim, que os altos magistrados e polícias
têm que fazer. Daí o tal "balanço" bem dispendioso. Mas os portugueses
parecem andar interessados(!) nas boas e bem empregues contas do Estado ,
e aguardam resultados sobre as pesquisas, que hão de arrumar de vez com o preso
célebre, que adormece no calabouço alentejano, e ao som do "cante"
agora elevado à condição de Património Imaterial da Humanidade. No meio desta
trapalhada toda, já todos se esqueceram dos casos que vinham a fazer furor, e
já ninguém fala com o mesmo acérrimo, de uma velha senhora morta no mato do
Brasil que apanhou boleia de um português agora em apuros, do autarca de Oeiras
e dos autarcas em geral, do descalabro da governação na Madeira e do País, das
informações privilegiadas de accionistas de topo ligados a Oliveira e Costa e a
Dias Loureiro, do caso Portucale, da pedolilia evangélica, do sucateiro, dos
submarinos e dos pandur, dos "visa dourados e olhos em bico", dos
banqueiros ilustres e milionários conhecedores do aroma do caviar, nem sequer
do "palito" dos bosques que se alimentava de raízes e de frutos
silvestres, quando não encontrava o padeiro. Etc,etc. De repente, já nem o
preso nº 44 é expectante, mas sim o seu advogado. Ele sim virou a atenção de
todos nós, e por ele suspiramos quando ele chega ou sai do Estabelecimento
prisional de Évora. A forma como ele aborda as perguntas dos jornalistas e os
desabafos que faz, é que o tornam no personagem central do processo em curso. O
que é que ele vai dizer e como. Ele não é "marquês" mas príncipe do
Direito. Depois disto, só nos resta aguardar, que as investigações sobre o
engenheiro mais filósofo do país, que aguarda também fundamentadas acusações
com toda a bravura que o carecteriza, dê em alguma coisa credível e
irrefutável, ou se falhadas as investigações que justificam a medida mais
gravosa aplicada por um filho de um mensageiro e de uma operária fabril, a
alguém da élite política, constituído detido sem culpa provada, não vão
transformar o preso mais visitado e mediático de Portugal num caso que mereça
também ser apresentado e elevado à condição de Património da Cultura e de
Matéria de Estudo Nacional, pelos falsetes no "cante" Judicial na
Magistratura portuguesa.
domingo, 23 de novembro de 2014
Al-Shura
Dois "jihadistas" que se sentam nas últimas cadeiras da
"al-shura" de S.Bento, lá no retiro aonde se afina a esperteza e o
oportunismo e onde se pode ler os jornais e revistas de conteúdo terrorista -
Couto dos Santos e José Lello(com dois LL como legionella), militantes
dos partidos do arco da corrupção, que os julgávamos já abatidos ao
efectivo de tais formações políticas - conjuraram um plano para assaltar os
cofres do Estado ou seja os bolsos dos portugueses. Não satisfeitos com os
rendimentos que auferem provenientes dos muitos anos de parasitismo que
prestaram a bater palmas e a dar vivas "à cristina" enquanto
foram chamados a arrumar papéis num consulado ou enquanto deputados e nas
funções apagadas que lhes coube em tempos, gizaram recuperar uma proposta que
lhes permitia acumular mais uns cobres ao que já levam para casa sem mérito
algum, apelidadas de subvenções vitalícias que Sócrates abolira, sem a menor
vergonha mas com a maior lata. Alertados para as dificuldades, roubos e
sacrifícios que o povo que labuta sofre desde a enxada à padiola, que sangra à
procura de pão e emprego, estes dois jihadistas carregados com um projecto
próprio dos irmãos metralha, amarrado à cintura para fazer explodir o país, não
se coibiram de o apresentar para aprovação sem pejo nem pestanejo e pingo de
pudor como duas pécoras batidas. Prontamente condenados por gente com voz e de
moral elevada, por deputados com o sentido da honra e que se sentam também no
hemiciclo aonde tais personagens estorvam e ocupam lugar, os dois jihadistas lá
retiraram sem convicção tal projecto bombista, que até se pode considerar apenas adiado. Se
estes dois elementos que se servem da democracia para sacar o que podem, por
que razão, se acham que ganham pouco e necessitam de um ou mais complemento de
reforma, não se inscrevem na Remax e se dedicam ao Imobiliário que rende ouro
pelos vistos, que permite fácilmente um encaixe de mais de mil e cem
milhões de euros e alguns berbicachos, ou então não arranjam forma de levar a
leilão um ou mais chapéus de dois bicos saídos da cabeça iluminada de Pauleão
Portaparte que rendem sem criar turbulência, com menor risco e esforço mais
de mil e oitocentos milhões de euros, e assim serviam melhor o país e o povo
que lhes paga o salário?
terça-feira, 11 de novembro de 2014
A "Legionébola"
A nós portugueses acontece de tudo, mas sobretudo do todo quanto é mau.
Agora que estavamos todos de piquete e avisados até ao tutano para o mal do Ébola,
febre que vem matando desde a Serra Leoa até aos EUA, e já nos esfrega as
fronteiras, o governo da nação, o ministro Macedo mais o incansável porta voz
de tais febres - o especialista Francisco George à frente de tal legião- saíram
em campanha a equipar os hospitais e unidades de saúde, a consciencializar e a
formar técnicos para lidar com o "mal ruim e fatal", a distribuir
fardas especiais e escafandros à prova de bactéria com origem em morcegos que
saltam de macaco em macaco, mas dos que não entram nos parlamentos, eis que
surge um surto de febre cega que não constava das preocupações dos Técnicos
diplomados, mas que já matou mais pessoas no país deste sul do sol turístico,
do que naquelas terras de onde chegavam notícias e aonde tinham vítimas internadas
e sem solução ou soro capaz de os tirar daquele "mal ruim", e que
haviam viajado até aos países originários do mal e que lá o pegaram. Está visto
que nós em vez de sorte apanhamos é um surto daqueles que nem água a ferver nos
descansa, e que julgavamos ser doença medieval, como a tuberculose que ainda há
pouco tempo regressou, nos surpreendeu e afligiu. Coincidiu com o aumento da
miséria, mas só coincidiu por acaso. Não sei se foi a Ana Salazar quem desenhou
os fatos protectores para vestir os técnicos de saúde destacados para o combate
ao Ébola e também desconheço se eles foram exibidos nas TVs por craques da
bola. Mas se foram podemos estar seguros pois a estilista não deixou buraco ou
racha à mostra que permita deixar penetrar a bactéria que não escolhe claque
aonde se alojar e pregar uma partida. Enquanto isto, que não é dado como certo,
todos os dias, teorizavam nos órgãos de comunicação social os nossos altos
responsáveis sobre a tal febre hemorrágica e oriunda lá da selva, e agora que
se deparam com uma infecção ou a doença dos legionários, vulgo legionella,
andam às aranhas sem saber o que fazer. Com a água que salpica por aí, e com
estes Executivos no encalço das gotículas maléficas mas com aspirações, vamos
acabar por ter mais mortos do que aquele causado pelo mal africano, e que
passará a ser conhecido por "a legionébola". Aqui a nossa
originalidade para a qual a Ana Salazar terá que redesenhar novos fatos, e
próprios para um país doente e sujeito a todos os perigos internos e externos,
com governantes que mesmo lavados com lexívia pura, será sempre reconhecido
como uma(s) nódoa(s). De qualquer modo, um dia destes irão surgir nas TVs um e
mais outro ministro a dizer que o país está melhor, e as funerárias estão a
facturar bem, ao mesmo tempo que na Guarda, em Bragança, em minha casa, todos
os dias os pedidos de ajuda para matar a fome aumentam, e se nos derem o pão
desejado ficamos receosos de o poder comer à vontade e acompanhado de água suspeita. Somos mesmo uns
nódoas, governados por gente contaminada!
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
"A Merkelatura a mais"
Ignoro em que é que a srª Merkel é licenciada, e nem me dei ao trabalho de ir à net pescar qualquer nota curricular a esse respeito, mas acredito que se a kanzler tem uma Licenciatura ou um qualquer Doutoramento, simples Mestrado, ele foi conseguido por detrás da "cortina e arrancada a ferros" e de bico calado, de maneira que lhe foi impossível ver e ouvir bem de um lado para o outro, quando carregava debaixo dos braços os livros que a tornaram académica e a encaminhou até à Chanceleria da unificada Alemanha onde o "trabalho liberta e dá saúde". De quase toda a minha família de onde descendo não há um só membro que saiba ler uma letra do tamanho de um submarino polémico, e desde o regime de Abril de 74, mentiroso e falido nos dias de hoje, em Portugal continuam a existir famílias inteiras que são analfabetas, embora já tenham frequentado a Escola obrigatória, estágios, cursos de cursos mas insuficientes e doentes, o que as mantêm na noite antiga, derrubada mas teimosa, no desconhecimento, na iliteracia, de tal modo que os impede ainda de preencher sequer um impresso do "bêàbá", excepto os boletins do toto-jogo, e de comprarem raspadinhas e um bilhete de partida para a estranja a braços com mão de obra que se sujeita e escraviza - Por exemplo para a Alemanha, rica e pouco solidária, mas muito arrogante e até racista e xenófoba. É provável que a dita presidente do reinshtag ariano, educada que foi ao lado do senhor Honecker, tenha aprendido a ser pelo menos desinibida, não ligar a modas, e até de usar interiores do tempo da avó, isto a avaliar pelo corte do seu uniformrock ou jackett repetitivo, próprio para montadas mas não de montarias em portugueses de puro sangue e com olhos e cabelo de mil cores. Mas daí até mandar recados do tipo de que nós por cá temos licenciados a mais, e com isso querendo manter-nos na aptidão básica que só nos capacite lavar pratos, limpar latrinas, ou permita apertar parafusos nas oficinas germânicas a baixo custo salarial, ou ter medo que um luso emigrante evoluído, cientista reconhecido e inserido na sociedade alemã chegue um dia a Kaiser, como um negro chegou à presidência dos EUA, vai um grande abuso, uma ingerência grosseira, um diktat ordinário e reprovável que merece resposta firme e sem qualquer pudor. O que ela devia saber, é que aquilo que os portugueses têm a mais, é uma coisa, uma aptidão, que os atrapalha entre pernas e que no mínimo mede 18cm(!), e que de vez em quando precisa de um transvase em Bona ou em Berlim, e por isso lá vai ele de mala aviada e de pau feito com a ferramenta pronta a trabalhar, e até aparar-lhe a relva se ela a tiver por rapar. Aí não precisamos de qualquer abono ou licenciatura, mas sim de empenhamento e firmeza, e que nos paguem como é exigível. O serviço será bem feito e satisfatório mesmo!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
"Bye bye, Barroso"
Há professores que são colocados no além e a baixo salário em mais do
que uma escola para ensinar e não se deixam ir na pandeireta da fórmula
“cratolana” aplicada, mas vivem os seus dias preocupados e com os dos seus
alunos abandonados, enquanto o (ex-) Presidente da Comissão Europeia Durão
Barroso larga tudo, vira as costas ao cargo para que foi eleito e governar o
seu país, e vai à babuje agarrar no “tacho dourado” na companhia do mamilo
tenro que o segue com sabor a “uva ” e
que lhe apontam em Bruxelas, não querendo saber do povo a que pertence(!) para
nada. Sabemos infelizmente de casos de portugueses que nos envergonham por
terras além-mar, embora também saibamos dos que nos prestigiam e nos orgulham.
Não é o caso do homem ex-maoísta que agora é mais ou menos bem visto pelas
costas na hora de ser substituído num lugar que o encheu a ele e aos seu
correligionários lusos, de vaidade, mas de pouca valia e de maus resultados
para toda a Comunidade Internacional. Ele quer acreditar que assim não foi, e
por isso nos últimos dias, dias de expiração da presidência, ele discursou à
fartazana por tudo quanto foi palco e balcão ilustre, desdobrou-se em
gabarolices e auto-elogios, sobre aquilo que não fez, e do que fez referiu com
ar triunfante que o mundo está melhor, principalmente a Irlanda e Portugal. Mas
a Irlanda sobretudo. Já não bastava a recordação que temos do ex-ministro desertor
português, para agora acrestarmos-lhe mais esta desastrosa prestação no cargo
que ocupou à frente de uma Comissão Europeia em que não tirou benefício algum
para o país que a ele sim tanto beneficiou e lhe proporcionou uma “pipa de
massa”. A mediocridade que o acompanhou, quer nos dias de sol em Portugal da
austeridade sombria, quer nos dias mais nebulosos de Bruxelas enriquecedores,
não se disfarçam embrulhados em nenhuma das línguas escamadas em que ele se
expressou, e os exemplos que ele deu como de sucesso são disso bem reveladores. Enaltecer a Irlanda como o país
que mais cresceu bastou-lhe para rasgar um sorriso de cherne. Ignorar o que se
passa em Portugal e o flagelo do desemprego e da depressão de que padecem os
seus indígenas, ficou-lhe a matar naquela boca de peixe mal cheiroso com pouca
vergonha e menos reconhecimento. Decididamente Barroso por aonde quer que vá ou
solo que pise deixa um rasto de "barro...só... durão" incapaz de
moldar um pão que seja, e não acrescentou nem mais uma migalha na mesa dos
portugueses(pelo contrário), dele esfomeados e esperançados e de outras
soluções relevantes. Mais um português que não fica no álbum gold da Magnum e muito menos até na
história do “portugal dos pequenitos”. O ridículo toma várias poses camuflado,
e nunca saem do preto por mais que se queiram revelar em grupo G-VIP, e
coloridas!
domingo, 12 de outubro de 2014
O joelho de gelo do Ronaldo
Sempre que a Selecção da Federação de Futebol e de alguns de nós(!)
entra em campo, percorre-nos a espinha uma dúvida sobre do que ela é capaz de
fazer. Ou seja, se vamos assistir a mais do mesmo que é sempre pouco. Não é
preciso esperar muito para que a farsa descarada que atira para fora de jogo ou
para canto, o ridículo, nos atinja e provoque uma conjuntivite ou uma lesão no
cérebro. Sempre que Ronaldo, o tal que é sempre notícia quer faça uma coisa bem
quer faça muitas outras mal-(pífias, como lhe chamam os espanhóis)- não dá uma
"pr´a caixa" na Selecção de Bola pelo conjunto Luso e é substituído e
vai sentar-se no banco mas de modo a não saír do campo da visão, tácitamente
logo vem um "ortoterapeuta" colocar-lhe um contentor de gelo no
joelho para que as câmaras de TV exibam pingo a pingo aquela lesão transparente
para o defender, para proteger a sua imagem, querendo com tal esperteza, propagar
ao mundo que o "maior 7" está deficiente, aleijado e por isso não
rentável como se espera e desespera. Acontece, é que ele quando joga e atinge o
brilho(!) no Real Madrid, e até marca um fartote de golos, quer seja de penalti
quer à mama e a passe dos colegas de grande qualidade, como é costume, nunca é
substituído e não vai para o banco amarrar um saco de gelo no joelho para
disfarçar coisa alguma, sendo que o sítio certo, a fazê-lo, seria na cabeça. Só
os parolos convidados e pagos que formam os painéis como comentadores
desportivos nos canais nacionais de TV, é que repetem até à exaustão para que
passe por verdade, que o "rapaz melhor do mundo não está a 100%", embora
ele próprio reafirme que até ultrapassa tal percentagem,e Carlo Ancelotti e Florentino
confirmem a versão do madeirense e ícone universal. Tais "especialistas
do enrola a bola", não dizem é que para jogar melhor e marcar os golos
na Selecção da Federação de Futebol e de alguns de nós(!), tal como CR7 o faz
ao serviço dos merengues, tem que ter a seu lado a correr e a jogar por ele, os
colegas craques que lhe fazem a papinha toda de modo a que ele apareça só para
empurrar e abrir ou fechar o resultado que lhe dá fama. Por cá é o que se vê.
Repetidamente é um gelo!
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
HSJ ou no cú da saúde
HSJ - piso acima piso abaixo
:-(em memória do meu Irmão, Victor António Pinto de Moura que morreu neste Hospital vítima de imprudência e negligência médica mal ali deu entrada, e de meu Pai, António Cândido da Silva Moura que morreu nesta Instituição pouco após, vítima do acidente que o vitimou e do pouco conhecimento técnico-científico, onde faltou sapiência e até dedicação e outros insuficientes meios que ao tempo lhe foram disponibilizados nesta Unidade hospitalar)..
- Falar ou descrever o HSJ, não será preciso mais do que sinceridade, frontalidade, denúncia do que nos parece vai naquele enorme "complexo" errado. Não requer o mínimo de ousadia e sequer de atrevimento. Requer honestidade e não aceitar a resignação. Remédio que faz bem a todos. Esta página, que constituirá um verdadeiro alarme/alerta//choque sobre a verdade do que se passa nos corredores do HSJoão, desde a má gestão de Piso em Piso, no 7 sobretudo - (em tudo diferente do Piso 8 onde prima a excelência e os cuidados intensivos por Técnicos de Qualidade e sempre em cima do acontecimento e sob superior orientação - e aqui desde já um forte agradecimento ao ExmºCirurgião Vítor M. Monteiro) - desde a alimentação pobre, fria, sem talheres adequados e baralhados, dispendiosa e desperdiçada porque intragável, fruta dura e verde que não obedece à normalização nem calibre que o doente rejeita e o Mercado reprova, e própria para a alimentação do gado e por isso sempre devolvida - (aqui adivinha-se que alguém ligado ao aprovisionamento dos géneros e dos víveres alimentares se anda a "governar") - higiene indecente nas copas abandonadas que também servem de estações de paragem de lixo em trânsito, ruído sem medida nas horas que pedem paz e silêncio, movimentação sem lei nem ordem a roçar a feira, ambiente ao deus-dará e sem rei nem roque, desleixo ignorado, tudo à vara larga, equipamento(comandos/botoneiras) de cabeceira junto ao doente, deficientes/fios descarnados e inúteis, uso de luvas polivalentes, colectores de urina acumulados e junto a tabuleiros de alimentação e água, mudas de roupa de cama esquecidas debaixo da armação das camas, colchas reutilizadas cheias de manchas/nódoas, telemóveis e televisores ao sabor do ouvido de cada um, balbúrdia, algazarra, rega-bofe tudo ali acontece em geral, bagunça nos horários de visita que invade a privacidade de quem dela precisa para retemperar a saúde, WC impossíveis de utilizar com lavatórios e sanitas entupidos e após uso por doentes fragilizados, diminuídos, fragilizados, enfraquecidos, debilitados, de piroca mole, desanimada, e por isso incapazes de mijar no sítio certo e outras necessidades mais básicas, falta de supervisão ou de zelo em cada corredor, falta de autoridade e de responsabilidade de quem está nomeada para ser presente nas áreas a observar, corrigir, e relatar à Administração que ao que parece se isola ou move nesta ignorância, assistência demorada e desesperante. Cada cor de bata determina a que cada funcionária faça só o que lhe apetece, caso contrário torce o nariz ou faz má cara e nem responde.- Como só o que é escrito poderá ser lido, dentro de algum tempo aqui será feita denúncia séria e dura que a toda a sociedade interessará e será útil a todos enquanto contribuintes, beneficiários e utentes do SNS, e à hospitalar em particular. O HSJ que não é um hotel e muito menos se pretende seja o Céu, também não pode caminhar para se tornar um Inferno. Hoje, assemelha-se mais a um manicómio, carregado de escarros, de gente que ressona e ronca sem apoio ou alívio. É mais um albergue de loucos, do que a uma Superior Instituição de Cuidados e de Tratamento de Saúde para quem a ela recorre. De onde se sai mais doente do que se entrou, e aonde se ingressou com a intenção e o projecto de sair mais vivo do que morto. É só aguardar pela minha robustez física e outro ordenamento ao tema para que alguma coisa mexa naquele Edifício com uma sobranceira Faculdade. Mas pode-se desde já afirmar que desde a publicação do livro "Mudar" em 2010 por Passos Coelho que ali no HSJ, e às críticas de Correia de Campos, que nada mudou. É pena, porque lá por dentro é o povo que sofre e de lá sai e vai a enterrar!
joaquim a. moura - penafiel
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Justiça d´um raio
A Justiça tem destas coisas - às vezes acerta outras atira ao lado. Dá
uma no cravo e outra na ferradura. Quem não atira ao lado é a agente da PJ que
agora foi ilibada do crime de que chegou a tribunal acusada. Absolvida! disseram eles, os juízes. O que é certo é que a velha
morreu com uma boa dezena de tiros e que se saiba não fui eu o autor. Nem fui
eu que surripiou uma "glock" da gaveta da secretária duma
colega e a levei escondida na liga da perna, carregada de balas calibradas para
despachar a idosa que até tinha um mealheiro, que ao que se sabe também, não
tinha a forma de um porquinho, mas antes se parecia com um pé-de-meia. Mas a
sentença foi clara assim assim - "in
dubio pro reo". Até os juízes ficaram "in dubio". Nós já há
muito que vivemos com ela. A Justiça pode queimar-nos a consciência, mais do
que o cano de uma metralhadora acabada de dar fogo, ou uma simples omoleta que
nos queima a mão e nos deixa um cheiro a pólvora. Os tribunais quando assim
julgam e actuam perdem a credibilidade que precisam ter, e manter. Antes
parecem transmitir que quando se trata de defender a "um membro da família que come
à mesa do mesmo Orçamento", logo tratam de arranjar uma "sentença" condizente e conveniente.
Lembram “saltões”. Neste momento tenho o telemóvel desligado, e (n)este
portátil em que escrevo, também se encontra fora do alcance das antenas que
detectam identificações, sinais e locais, para que ningúem se lembre de me
processar, por tentar chegar à verdade, e perceber por que razão ou carga de
água ou jorro de sangue, este país está como está – a meter água ou a sangrar.
Mas o meu velho que morreu de perplexidade e às mãos da pobreza, já
dizia,- cada um tem o que merece!
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Godinho & Sucatas Associados
O país está em choque, Armando Vara também. O país está pasmado, Godinho
ainda não acordou. O Ministério Público costuma pedir penas severas mas o
Tribunal raramente lhe faz a vontade. Desta vez surpreendeu-nos. Os juízes até
excederam a pena pedida pela acusação. Costumam absolver ou reduzir a metade,
as sanções, pelos crimes cometidos e julgados. Ainda há o clã Penedos. Pai
& filho associados e condenados. O ex presidente da REN, pasme-se, apanhou
cinco anos de choldra efectiva. O filho acompanha o pai. Compreende-se, é
filho. O ex da EDP imobiliária, também não escapou. Foi apanhado por tabela e
apanhou por medida e por corrupção passiva. As influências de uns com outros
que são todos, os que entram nas sucatas. O negócio estava sujo mas lucrativo.
A ferrujem não atacou desta vez os agentes da Lei e do Estado de Direito. O
país está a mudar. Falta a partir de agora saber a quem é que o Tribunal de
Aveiro quer mandar o recado. "Merci pour ce moment"!
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
No gume da cirurgia
Dentro de algum tempo, dias serão ao que julgo, vou submeter-me ao gume da faca em linguagem de magarefe, mas bisturi, em definição técnica especializada. Não por que a minha vida deslize hoje no fio da navalha, mas as sondas enviadas pelo corpo adentro, enviam sinais de entupimento e preocupação. Os tubos não deixam passar com eficácia o soro necessário e a seiva decente que alimenta e oxigena o motor, com boa rodagem e pronto p´rás curvas, capaz de acelerar ainda, dependendo da pista, sejamos claros. Ainda não há data definida para a operação cirúrgica bruta que a necessidade aconselha com pressa moderada, mas a hesitação berra e embirra com a rebarbadora rude e cega que aguarda, e já se ouve o seu ruído a ensaiar a manobra ali para os lados do Porto, num edifício com nome de santo tripeiro - O mais provável. Com esperança e um bom pedaço de tranquilidade abrirei o peito a este "poema", do ramo mecânico ou heavy metal, e preparado para receber numa troca de valores e de canos gastos e cheios de calcário, onde nem o "calgon" resultou, por outros com provas dadas e que de tripa limpa e da perna serão, que responderão bem à transferência e aceitação do novo lugar aonde instalar, previsto e documentado. A garantia de que o motor está bom, sem nunca ter sido posto em causa no asfalto da paixão sórdida ou sorrateira na idade ardente, é mais de meio caminho andado para fazer a viagem de volta ao meu posto, às palavras e à vossa companhia. Já sem o cansaço que me vem incomodando para grande surpresa minha com um passado de atleta e de Ranger. Até lá, vruuuum e pedal a fundo, sempre a bombar, antes que me enfarte de tudo isto, a que muitos e mais alguns chamam, risco, outros vida ou viver!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
"Estatísticas"
Nas páginas dos jornais desenham-se umas barras esticadas ao alto,
coloridas e de tamanho desigual, que dizem ser gráficos de estatísticas
representativas do número de mortos nas praias do nosso Atlântico, que
querem traduzir que estão a baixar em relação a anos anteriores. Ao mesmo
tempo, outras nos dizem que o número de incêndios florestais também diminuíram
nesta última década, ou seja em idêntico período. Os especialistas, quer os do
ISN(Instituto Socorro a Náufragos), quer a Autoridade Nacional de Protecção
Civil e o ICNF(Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas)-uuff!-,
adiantam explicações para o sucedido, realçando, como quem recolhe louros das
algas e das cinzas, que a eles se deve tal sucesso. O ISN reclama que tal
diminuição de mortos nas praias costeiras e rios das encostas se deve a grandes
campanhas de esclarecimento e bem conduzidas, assim como ao trabalho dos
municípios. Os técnicos ligados aos incêndios também encontram o calor do júbilo
pelo menor número de fogos, e que a eles e às medidas saídas das mangueiras da
competência postas no terreno, se deve igualmente. Será coincidência ou outra a
razão, para que na mesma década tenham diminuído os casos trágicos em relação a
anos anteriores? A questão não é tão líquida assim e tão seca que não requeira
uma valente e reflexiva rega. A nós, parece-nos, que quer o número de fogos nas
matas, quer o número de afogamentos nas praias têm a haver e coexistem com os
anos em que afogamos na pobreza, na austeridade até ao pescoço, na falta de
condições para sair de casa, viajar, fazer piqueniques à volta da fogueira, ir
à praia tomar um banho de relax, etc. Se todos ficarmos em casa,
passarmos os dias e as férias a olhar para o tecto e no convívio dos ratos, ou
sentados na soleira da porta à conversa com o vizinho e a jogar a bisca lambida
na tasca imaginando estar num resort, ou no jardim da velhice e à sombra
do vazio, os casos relatados, e ilustrados por barras com as cores do sucesso,
como se saíssem do atelier de Siza ou de Souto Moura, de combate aos fogos ou
de afogamentos no mar e no rio diminuem de certeza drásticamente. Desde que
entretanto não apareça um rectificativo a contabilizar as mortes na
banheira doméstica, nestes dias de canícula setembrista, as estatíticas hão de
bater certo mas não traduzem a realidade à semelhança das traçadas e muito
propaladas para o desemprego sem ter em conta a emigração e a eliminação
interna por desistência. A isto tudo, é o que se pode chamar de "fogo de
artifício" generalizado, que se quer apagar com água política, traiçoeira
e suja. A divulgação destes estudos(!) que originam tais estatísticas
provam que não são como o algodão. Antes garantem que nós estamos ausentes de
todos os lugares.
domingo, 31 de agosto de 2014
"Quem tem NATO, tem medo!
Até que enfim o presidente russo, Vladimir, mostrou que não é um filho
da "putin". Falou à cidade e ao mundo, e falou grosso e firme, sem
tibieza ou tremura como só um Homem deve falar. Estamos habituados a ouvir
sintonizados só a voz monstruosa da América na onda comprida do - quero,
posso e mando, a trocar recados e ameaças também ao mundo, lançar invasões
e apoios diversos, desde alinhamentos com ditaduras latinas, afroasiáticas,
árabes e hebreus, regimes irrecomendáveis, armamento e financiamento de forças
rebeldes, a terroristas úteis que lhe dão jeito em territórios estratégicos em
determinados países contra "governos" que lhes não convém e à sua
política imperialista, dentro da estratégia que tem traçada para se impor e
fazer obedecer e lucrar. Putin disse -"não se metam com a Rússia...a
Rússia é uma potência nuclear e está pronta para repelir qualquer acto de
agressão...que o melhor é os parceiros pensarem duas vezes antes de se meterem
em assados com ela". Quem não tremeu também ao ouvir tais
recomendações, foram Passos Coelho(PC), Aguiar Branco(A) e Paulo Portas(PP)-
trio que muito dá que pensar. Desconfiamos nós que assim tenha sido o seu pestanejar.
Portas e AB reagiram até junto de PC, lembrando-lhe o nosso sofisticado
armamento armazenado, desde as máscaras de gás adquiridas para suportar o mau
cheiro da nossa política interna, os Pandur enferrujados, os helicópteros
secretos e de combate aos fogos suspeitos, e os polémicos submarinos adquiridos
por processos claros como a água do encobrimento, que os tribunais não
decifram, e a precisarem de serem ensaiados, postos à prova num teatro de
operações mesmo a sério. Putin não reflectiu sobre esta ameaça lusa. O
presidente Russo ignora a nossa História e o número de mortos que Portugal já
sacrificou e deixou a apodrecer nas trincheiras e no mato, desde Aljubarrota,
S.Mamede até La Lys, e do rasto de sangue que deixamos pela India e em África.
Desconhece o "czar" de Moscovo, que nós somos uma nação
valente e imortal, " por isso invencível, e ”que quem se meter
connosco...leva". Os E.U. sempre solidários, mesmo quando armavam e
apoiavam "os turras" das ex-colónias para nos matarem no capim
africano, podem contar com os nossos ofícios e o apoio incondicional de Coelho,
Portas e Aguiar Branco. A nós ninguém mete medo ou dá ordens, que nós de tão
magros já nem cú temos, daí não sermos vistos nem achados. Somos independentes
de qualquer "tio" mesmo que ele apareça pintado de índio ou feito
cowboy. Fazemos boas parcerias e sempre prontos com as calças na mão ou pelos
joelhos para disfarçar. Venham eles, que nós cá alinhamos de arma às costas e a
assobiar para o lado na lama das asneiras sucessivas e dos milhares de mortos que
a C.E. e os E.U. provocam no planeta, e hoje casa-a-casa nos decapitam. NATOralmente!
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
"A grande entrevista"
Há uma jornalista de um canal de TV, que após ter-se retirado por motivo
de desgraça acontecida no seio familiar, o que se lamenta, regressou ao ecrã e
com ela trouxe uma “grande entrevista”
para nos apresentar e com que julgava cativar e surpreender a audiência.
E surpreendeu! Não pela qualidade da, e interesse na apresentadora, nem pela
personagem escolhida a entrevistar. A surpresa encontra-se na mediocridade das
perguntas feitas ao convidado, conhecido e afamado nos meios desportivos e das
revistas do social-corriqueiro. E como não podia deixar de ser, a presença do
"colunável" jogador de bola merengue, suscitou de imediato a
convocação ao estúdio, de outro "colunável" da mesma área, que
presta serviço e dá brilho num clube rival e que o torna tanto ou mais famoso
que o convidado da fragilizada jornalista, e feito ali ou por isso mesmo, rival
também. Chama-se esse ímpar jogador, Leo Messi. Jogador argentino, só podendo
ser comparável ao deus Diego Maradona, com prejuízo para este. Para quem anda
distraído neste tipo de espectáculo, convém aqui enaltecer, que no Festival de
Veneza a realizar a 6 de setembro próximo,
num dos certames mais importantes da 7ª Arte em todo o mundo, irá ser exibido
pelo prestigioso cineasta Alex de la Iglesia, fora de Concurso, um filme rodado
em Rosario, Buenos Aires e na Barcelona de Gaudi, sobre a vida e obra do
magnífico e único, jogador dos blaugrana que encanta o planeta com a sua
magia, e que se converteu no melhor de sempre após anos de trabalho e
preparação no F.C.Barcelona. A nacional-jornalista ignorando tudo isto,
pergunta, no seu estado diminuído, ao craque nacional-madeirense se "não achava que Messi, o tal rapaz criado
em La Masía, estava a ser levado
ao colo", querendo com tal pergunta provocar ou levantar a dúvida
sobre quem era o melhor futebolista do mundo. A entrevista para mim começa e
acaba aqui. O ridículo tomou lugar quando a entrevistadora ensaiou, em confusão
e transtorno ali à nossa frente, a entrevista, que teve o mérito de nos
esclarecer de que ela não regressou ao trabalho na melhor forma nem nas
melhores condições de sanidade, o que deve preocupar o tal canal. Por nós,
entendemos que a pivot deslocada do seu norte, merece mais uns dias de repouso, relax, e de
reflexão. É que uma desgraça nunca vem só!
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Imagens da Guerra
Nestes últimos dias, as capas dos jornais não param de nos revelar fotos
com imagens terríveis, monstruosas, que deviam pertencer a um mundo inexistente,
ou apenas ao imaginário. Duas fotos ganham relevo e rebentam pelo impacto que
contêm, ao mostrar-nos a perda da vida de duas pessoas, por entre milhões de
mortes executadas pela estupidez e na loucura dos homens e da guerra permanente
em que vivem e fazem disso profissão até. Os atentados, os massacres, o
genocídio levado a cabo por homens contra homens através da bala, do punhal, da
bomba e do míssil sofisticado e teledirigido contra o zé, o manel, a maria com
criança ao peito, levam sempre na "embalagem a bula das explicações"
que pretende justificar o acto da matança. O jornal Público, em dois dias
seguidos encapou com duas fotos a história contemporânea e o seu miserável
percurso. Num destes dias dá-nos a imagem violenta, quase indescritível, de uma
mulher e mãe ucraniana deseperada, que destroçada chora envolta nos braços de
um homem meio civil meio soldado. E no meio da calçada destruída, "jaz
morta e arrefece" a sua filha descalça, desfeita, esborrachada pela
metralha assassina que outros homens fardados e camuflados, disparam.
Que dor tamanha nos faz e nos consome o coração! No outro dia o jornal não nos
poupa, e espeta-nos com nova foto, desta vez a de um jornalista/repórter à
beira da decapitação, indefeso e impotente, tendo por sombra o carrasco do
deserto. De joelhos como penitente, com túnica laranja e a mão inimiga por cima
do seu ombro, como espada ceifeira, prometida e cumpridora da hedionda
sentença, fria e calculada. O Público quer-nos dar testemunho do que vai
pelo Mundo. O jornal cumpre a sua função e o jornalista, quer o do deserto onde
é refém quer o da redacção livre, não têm culpa de que a história se escreva
desta forma e vá por este caminho. A mulher que sofre e chora sangue pela sua
filha desfeita à frente dos seus olhos, e o freelancer decapitado também não.
Apenas uma diferença os separa. Aquela mãe e filha não procuraram estar por
dentro da guerra e dela queriam fugir. Já o repórter assassinado era
voluntário. Foi para aquele teatro negro e reles em serviço por uma causa forte
e de superior interesse para o mundo. Ele só queria informar-nos, dar notícia
daquilo de que são capazes os homens, que em vez de amarem como aquela mãe
ucraniana, caída e apertada nos braços protectores do filho consolador, matam
num abrir e fechar de olhos, mesmo quem nunca sobre eles disparou senão a
máquina fotográfica ou quem só quer encontrar o pão da sobrevivência. Mas a
guerra é assim mesmo. A revelação da estupidez e da loucura dos homens. Eles
sim, são um cancro dia(e)bolizado e incurável. Afinal a culpa será de
nós todos!
terça-feira, 19 de agosto de 2014
O Soweto dos EUA
Os E.U são um barril de pólvora com mecha ensarilhada que a torna curta.
E são por esticadas e repetidas razões, cheias de variantes estendidas desde
Fergunson a Washington ou desde Nova Orleães a Nova Iorque, e todas assentes em
traumas históricos, sociais, racistas, descriminações a preto e branco
espremidas e encolhidas entre as imensas caixas de papelão que abrigam o pé
descalço sob o néon da fantasia, da precaridade e da injustiça. O saco da
rebelião que milhões carregam desde os subúrbios, os bairros pobres e
marginalizados, está a transbordar. Só não rebentou ainda porque o pesado
Estado Policial está de armas e de olhos postos permanentemente, pois todos
sabem o terreno que pisam. E é terreno minado, embora contido, por enquanto. O
Poder está vigilante e actua ao mínimo sinal de inquietação, adiando a
fogueira. Até um dia. Mas esse tal dia de braseiro está na forja, e a América
acordará já com o pesadelo do "levantamento sowetano" nas ruas por
onde a marcha e o canto incendiário se fará e alargará. A Casa Branca poderá,
nesse tal dia que será sangrento, passar a chamar-se "Mausoléu da Vergonha".
Escrito a negro, é claro!
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Já(z) morta vai Dóris
A Dóris já não escreve mais sobre a obra do "embedded"
Miguel Sousa Tavares (MST), o Senhor Todo Poderoso (STP) acarinhado e temido
dos e pelos media(!) à semelhança do DDT, o Senhor Ricardo Salgado (SRS)
que lhe é próximo, quase familiar por linhas travessas. São dois tipos com
influentes activos em circuitos e círculos misteriosos. Um, avô nos media
e na política com biombo da intriga, que se move como sombra entre o Expresso,
a SIC, outros Títulos e Folhetos. O outro, avô na alta finança fraudulenta e no
"crédito desbaratado" e criminoso. Porém, a morte da Dóris tem
graça, porque mesmo na condição em que decidiu agora "estar"
por estes dias, ela vem-nos alertar, em jeito de crítica literária,
coisa que ela sabia fazer muito bem, para o ano da publicação do livro
"Rio Das Flores". Livro que ela na sua condição de especialista,
entendera então ser, um rio de mediocridade cheio de pétalas sem vigor e
pálidas, como que saído do punho de um adolescente afogado na iniciação. Com
muita lábia, alguma imaginação, polemizador q.b. e bem relacionado na praça -
alfacinha sobretudo. De tal modo influente e orientado, que o Expresso e até o
jornal Público se recusaram em tempos publicar um trabalho de análise literária
sobre a obra do MST/STP, para o proteger. A Dóris mesmo morta, fez-nos
reflectir sobre quem é quem em determinados meios, a força que exibem e
a importância de tais "jeitosos" que são protegidos nas Direcções e
Redacções dos jornais e por canais de TV, por onde ganham palco e recolhem
avenças. A Dóris Graça-Dias, não era a Lady Di nem na figura nem no
comportamento. Era uma Mulher com M grande, inteligente, que nos ajudou e fez
saber mesmo agora já(z) morta, porque é que uma "carta do leitor aos
jornais" deverá ser publicada, se uma “crítica literária” com a qualidade
com que a Mestre Dóris registava a sua opinião, não o foi. O
proteccionismo funciona assim mesmo - por tentáculos. Não nos devemos surpreender.
É pena e surpreendente, isso sim, que um jornal como o Público, do qual a gente
gosta, esteja "embutido" também com o acontecido no ano de
2008. Mágoa que partiu quase em segredo com a Dóris Graça-Dias. Que esteja na
paz do maior e único Senhor!
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
BES, sem Vantagem CR
Há campanhas publicitárias com o propósito de nos vender um produto que
são um desastre absoluto. É o caso da "Vantagem CR100 (sem Rendimento)"
que o BES lançou, contratando dois personagens oriundos de palcos diferentes.
Ambos evidenciaram apenas o lado ridículo e a comicidade implícita, mas bem
paga, certamente. Isto de um Banco de referência usar como imagem de sucesso um
tipo que anda por aí colado ou distribuído por todos os cantos já de tanga ou
em cuecas, não prenunciava nada de bom ou de atraente, embora a intenção fosse
exactamente fazer-nos acreditar que estávamos na presença dos "pés
melhores do mundo". Mesmo que fosse a Dona Inércia desnudada e em pose
teatral, a "vantagem" ou o lucro seria insignificante para qualquer
candidato a cliente ou investidor. A prova de que usar como porta-voz de
vantagens em mudar de Banco, uma dupla bizarra e sem estatuto e nenhum pedigree,
mas popularucha, está à vista e badalada com estrondo, e que deu no que deu. Da
"Vantagem CR sem Rendimento" que o diga a Selecção Nacional de
Futebol, que após prometer uma grande prestação no Mundial Brasil 2014 através
do mesmo porta-voz que serviu agora ao Banco falido, regressou a casa de bolsos
vazios e sem cotação no mercado, mas com o ridículo valorizado, imagem
agravada, e sem mercado para novos spot´s publicitários. Em um e outro
cenário, o projecto propagandeado não podia ter corrido pior. A prestação da D.
Inércia também não é recomendável, pois se se tivesse mantido fiel e firme na
concorrência, não tinha sido arrastada para a taxa zero em que se vê agora
enfiada. A imagem de um em cuecas, já era deplorável, mas imporem-nos logo
dois, valha-nos Deus, pois que o Espírito Santo deixou de acudir e saiu-nos um flop
de bradar aos céus. Uma campanha assim tão desatrosa revelou um "infeliz
encontro entre três personagens" para iludir ou iludibriar o pagode. É
"tanga" a mais e a um juro elevado!
terça-feira, 29 de julho de 2014
Com que tola e com que lata nos entalam!
Eu, que não sou Guia Supremo de coisa nenhuma no mundo nem sequer em
minha casa, urge-se-me que venha a terreiro dizer e insurgir-me contra o que
outros com responsabilidades imensas e de consequências irreparáveis, escondem
a esse mesmo mundo, pois dele se fizeram governantes e ditadores, e por isso
coniventes com os males inconcebíveis, sistemáticos e tolerados, que dos seus
silêncios e das suas práticas persistentes emanam. Contra o que das suas
soluções e resoluções políticas erradas resultam. Contra o que nos seus acordos
e artimanhas estabelecem e articulam para se imporem aos povos a caminho da
impaciência e do esgotamento. A minha "tollah" já não aguenta muito mais
tanta hipocrisia, tanto cinismo, tanto conluio na falsidade e por igual
participação na barbárie que se vai instalando e praticando em muitas regiões
do planeta, à frente dos nossos olhos cheios de sal e de areia, e com a
complacência das nações mais poderosas, sobretudo. Na Palestina, e em Gaza com
particular precisão, a matança hora a hora sob o sol de pólvora, ou sob a lua
de cristal, é levada a cabo pelos sobreviventes ao "gaz(e)amento nos
campos de concentração e de extermínio nazi". Povo eleito por
Hitler para tal fim, que hoje faz história pelas piores razões, que abomináveis
são. Matança com raiva resistente e própria de ocupante ilegal, que é quase
ignorada, uma, e demasiado aceitável, ao mesmo, que a origina, pelos
governantes ocidentais que esperam submissamente sempre pela ordem de
alinhamento determinada dentro da Casa Branca em Washington. É fácil, velho e
sabido, o que vai naquelas cabeças imperialistas na terra do Tio Sam. Já
estamos carecas e negros de saber, que espalham discursos de circunstância a
cada drama, monstruosidade, na medida que lhes sirva a sua política, a sua
táctica, os seus interesses vários, fora da sua porta. São quase sempre cómicos
repetentes e ridículos actores em tais representações. Já ninguém os leva a
sério. É fácil, velho e sabido, que enquanto fazem de conta que pedem a Israel
para respeitar o Direito Internacional, dizem por baixo da mesa a Netanyahu que
prossiga com a limpeza em contínuo e à bomba desde sempre, até ao fim, e se
possível desde Teerão até aos Montes Golã, e enquanto os palestinianos não se
entregarem e não entregarem todas as pedras que constituem o seu armamento
pesado por troca com a paz miserável suspensa nas sofisticadas armas mortíferas
dos judeus, que nós depois cá estamos para vos absolver. Mas a luta
irá continuar, porque as pedras não se acabam e enquanto a terra ocupada não
for libertada e recuperada segundo a História. Os amigos americanos também não,
é certo, e estes têm muito material bélico para vender. Cavem-se mais valas. A
terra tal como a guerra está prometida. Ao Ocidente cabe-lhe o papel de
coveiro. Eu só queria ser “ayatollah” por uma vez!
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Teodoro e o Cavaco
O Teodoro e o país que está na sua posse, há quase tantos anos quantos
João Jardim está na Madeira, foram admitidos entre abraços e sorrisos crioulos,
como membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP). O
"sim" dado à adesão da Guiné Equatorial à Lusofonia espatifada, e já
outorgada(!) desde o seu comprometimento no Conselho de Direitos Humanos da ONU
em Genebra, não nos dá garantias nenhumas de que o Teodoro mude de vida e de
comportamento junto do seu povo esmagado na pobreza e na tortura até à morte. A
aceitação da integração da Guiné Equatorial como membro na CPLP, obedeceu à
lógica da batata da bolanha, e dos "nabos lusófonos" que se sentam na
Organização que se pretende seja orientada por valores da Democracia, com dignidade
e no respeito pela vida humana. O nosso Presidente da República, que por cá
também o há, falou e disse no "flash interview" para justificar a
táctica, que foi surpreendido por tal desfecho, mas que remédio tinha senão
concordar com o resultado. Cheira-lhe a petróleo e a negócio, valores mais
altos, que podem dar muito jeito ao país que ele se acha a governar, e o
Teodoro até é capaz de se expressar em "portunhol", o que já é
um contributo a considerar positivo. Outro, é o que Cavaco vai acrescentar ao
mandar introduzir no AO(Acordo Ortogr.) o neo-verbo -"Obiangar"-:
" eu obiango, tu obiangas, ele obianga, nós obiangamos, vós obiangais eles
obiangam". A CPLP obviamente terá que assimilar tal conjugação. Em
Boliqueime já se treina tal verbo transitivo no sotaque local!
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Palestina vs Portugal
Em Portugal, aconteça o que esteja a acontecer pelo mundo que sangra e
grita, ninguém mexe uma palha em socorro ou pelo menos para dar sinal da sua
existência. Pode cair o Carmo e a Trindade, o Taj Mahal e a Sinagoga La Ghriba,
que não faz tremer a nossa condição de apagado e sem fazer borbulhas, de gente
que tenta manter-se na sombra da história dos dias que correm ou nos fogem.
Somos "o silêncio dos idiotas ou acéfalos inocentes". Na Palestina, o
povo árabe que ali luta há muito e desde sempre pela terra sua e pelos direitos
seus, negados e espezinhados pelos judeus de Israel, não tem qualquer notada
solidariedade em terras lusas, e libertas através também da luta contra o
ocupante castelhano. O mesmo já não acontece em França nem na Alemanha, vejam
só. Nas capitais destes dois grandes países e de soberbas culturas existem
"pequenas Jerusaléns", e nelas se manifestam os seus cidadãos em
apoio ao povo massacrado da Palestina, e aonde demonstram o seu nojo contra um
regime e um povo, o hebraico, que o Mundo auxiliou e por eles morreu, a tempo
de não permitir que se extinguissem nas câmaras de gás aonde os nazis os
"acomodavam" a seguir ao banho desparasitante. Mas por irónico que
pareça, é em Berlim hoje que se levantam também manifestações em apoio ao povo
árabe, em luta permanente e armado de luto numa noita infinda, e contra os
"compreendidos hebreus pelos governantes dos anéis ocidentais". O que
fazemos entretanto ou entrepouco nós por cá, em favor dos palestinianos? Do
nosso governo vassalo e refém dos interesses dos judeus e dos seus
guarda-costas norteamericanos nada podemos esperar, vergado que está e
habituado a obedecer como lacaio dos interesses capitalistas e fascizantes, que
se vão impondo um pouco por entre os fracos políticos que "fazem fracos a
forte gente". Porém destes, governo e políticos, não reza nunca, a
História. E de nós?
terça-feira, 22 de julho de 2014
"Vale(as corpus) e Azevedo"
O Ministério Público(MP), rejeitou o pedido ao Supremo Tribunal de
Justiça para a libertação imediata do advogado suspenso e antigo presidente do
S.L.Benfica, detido por falcatruas várias, na prisão da Carregueira e aonde vai
carregar o resto da pena que lhe falta contando com o seu bom comportamento.
Parece que todo o argumento apresentado pela sua defensora, a advogada Luísa
Cruz, não foi suficientemente fundamentado para o aliviar da cruz que ainda tem
que suportar, ao mesmo tempo que for acompanhando à missa e arrumando a
biblioteca que serve de apoio ao bandido que queira cultivar-se. Os Juízes que
lhe negaram a libertação ao abrigo do Habeas Corpus, entenderam que o argumento
em que assentava o pedido que permitiria a liberdade era chocho, e quando
adiantado pelo "Azevedo" de nada "Vale". Se Vale e Azevedo
tivesse ido ao Brasil e lá num descampado tivesse sacado de pistola e dado uns
tiros numa velha cheia de nota e a mandasse desta para melhor, e continuasse
por aí à solta a dar música de igreja ao pagode protector, cheio de milhões que
dariam para comprar muito tapete de automóvel, ainda os Juízes compreenderiam,
e sabe-se lá se não aplaudiam o organista. Se Vale e Azevedo tivesse sido
autarca, fumasse uns "cubanos" e pusesse o produto financeiro
desviado no nome de um sobrinho a jeito que anda de taxi na “estranja”, a coisa
ainda se resolvia a seu contento. Se comprasse sucata em conluio com
"amigos bem relacionados com o poder" em vez de comprar jogadores de
futebol, a ferrugem da Justiça não lhe pegaria ou pelo menos oleava o processo .
Mas Vale e Azevedo era presidente do maior clube de futebol em Portugal e não
reunia muita simpatia, apesar de aparentar ser um bonacheirão. Fez contratos
misteriosos e desvios de dinheiro em proveito próprio, não tem grandes apoios e
ninguém deles dependentes. Qualquer manobra junto dos tribunais por ele apresentada
está condenada ao insucesso. O preconceito dos julgadores parece sobrepor-se à
legalidade tolerante. Os Juízes que apreciam o seu caso não vão à bola com ele.
Assim só decorridos cinco sextos do cumprimento da pena, ou seja lá para 07 de
junho de 2016, é que o ex-presidente e ex-advogado, será ex-prisioneiro, e
poderá regressar ao relvado da vida e do próximo Europeu a tempo de assistir à
final em França se quiser e o deixarem, se entretanto não surgir outro pedido
de captura mal ponha o pé fora do portão prisional.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
"A mim não me enganas tu"
Bafejado pelos meios de comunicação social, que lhe dão desmesurada
cobertura, o deslocalizado presidente da Câmara de Lisboa, percorre o país em
campanha eleitoral para assalto ao poder, primeiro no Partido Socialista para
depois seguir-se o que logo se verá. Este autarca e ex-repetido tri-ministro,
possui gravado na pele as três piores características que um homem é capaz de
reunir:- cobardia, traição e oportunismo. Cobardia, porque sempre
que avançou para a liderança do seu partido, de todas as vezes recuou. Não
tinha certezas de vitória, ou lhe cheirava a derrota, e as causas e os
problemas a enfrentar e combater deixavam de ser prioritárias, e sempre na
altura que o país mais reclamava por esforço e unidade para o melhorar. Traição,
porque andou de braço dado e aos abraços solidários com o actual
Secretário-Geral do PS durante a última campanha eleitoral para as Europeias e
agora que roeu a corda, vê-se que era tudo fingimento. Coisa que não surpreende
num político, e deste coturno. Oportunismo, porque partindo do princípio
de que o seu ainda Secretário-Geral não está muito "seguro" e
apresenta fragilidades de afirmação alargada no eleitorado estreito, incapaz de
levar o seu partido ao poder com uma margem de apoio absoluta, avança mais uma
vez como candidato ao lugar que o possa levar depois a 1º ministro, prometendo
um satisfatório e expressivo sucesso que lhe permita soluções milagrosas quando
e se chamado a governar o país. Os seus apoioantes saltam de quadraturas e de
círculos vários, saem dos armários carunchosos figuras afastadas, quase
esquecidas, e outras sinistras do continente e até das ilhas com contas mal
feitas e nunca prestadas, numa de aproximação interesseira e interessada em
regressar pela sua mão a poleiros que alguns já conhecem e aonde não fizeram
obra fundamental nem alicerçada em competência. António Costa não é por tudo
isto um homem de confiança. À volta dele esvoaça muito lixo e outro que se
amontoa que ele não consegue eliminar, e sempre que pisca ou se zanga pela
falta de consenso com o seu projecto e ambição, a luz tanto se apresenta verde,
laranja ou vermelha, de forma baralhada, que só atrapalha o sentido que os seus
militantes e simpatizantes querem tomar. Com ele ao volante do PS o trânsito
entra numa estrada de demagogia maior e mais perigoso. Lisboa que o diga, e que
Portugal dele se livre. Por alguma razão ele é bem visto à direita. Vêem nele o
homem capaz de fazer com que o PS recue para os 28.5% nas próximas eleições
legislativas!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
"Gula ou Guleada"
O Futebol brasileiro terá forçosamente de reflectir ao mais alto nível
sobre a sua desgraça, e para isso necessita de um grande esforço só para o
tirar da lama onde esperneia, e sobre o que aconteceu à sua Selecção Nacional
decorada de verde-amarelo frente à Alemanha no estádio da cidade ingrata de
Belo Horizonte (que nome para registar tão grande desastre!), e concluir, por
entre a ferida gigante e que há-de persistir e lamber por séculos, que aquilo
que deve apresentar em campo, é qualidade real e séria e não arrogância, como é
sua carecterística e até do seu povo que a confunde com, humildade. O Brasil do
Futebol, que outrora fez história, terá que regressar ao pé descalço, percorrer
as favelas e as praias para encontrar de novo quem faça da bola gato-sapato, e
não bota de biqueira aflita calçada e no gramado milionário, como hoje lhe
pesa. Não lhe bastará ser empurrada por muita propaganda,e publicidade a
preceito para ilustrar o passado aonde repousam "estrelas" e
exibir "símbolos" vivos, que tudo isso faz parte de um pacote
que já não entra na equipa e não joga, e ao mesmo tempo agravada por ser
comandada por um sargentão que engana brasileiros e iludibriou
portugueses, com a "doçura do sotaque e a lábia da demagogia", e a
quem cedemos com a nossa basbaquice. Tal como colocar bandeiras na lapela não
tira um país da miséria, o mesmo acontece em apelar ao povo para por bandeiras motivadoras
nas varandas não dá títulos - apenas vergonha. A "mannschaft" da srª
Merkel demonstrou-o exuberantemente e sem apertar muito com os sambistas e
feiticeiros dados às macumbas, só para não os fazer bonecreiros demais no
carnaval do Mineirão. "K(c)lose" e os colegas fechou-lhes a marcha
rumo ao triunfo que eles cariocas juravam imparável. E o Mineirão tornou-se
assim, o estádio do vexame e da tragédia que aconteceu no "Feio
Horizonte", e onde os "canários perderam o pio".
sábado, 5 de julho de 2014
"Fecuntalidade"
Os portugueses não fornicam quanto se pede e se espera de um latino,
porque o "psique" do hipotético garanhão, anda em baixo. E é tanto
mais em baixo quanto nos esvaziam o salário e emagrecem a carteira. As
estatísticas dadas à luz por órgãos da comunicação social, com causas que já
vêm de longe, dizem-nos coisas sabidas. Sem trabalho, bolsos cheios apenas de
cotão, preocupação em alta e constante, não há ninguém que se aguente firme e
em pé. A coisa dá em moleza e desmotivação. A vida presente apenas nos endurece
a alma e não nos anima ao acto de amar e reproduzir para povoar o futuro. O
sofrimento não é alimento, nem o viagra é solução. Com o homem do fraque a
bater-nos à porta, a sombra da penhora a rondar-nos a casa, as ameaças de
desemprego, o espectro da fome que nos enche a barriga, mulher e homem não
engravidam de sonhos, e só vêem abortar as esperanças a cada dia que passa, sem
sentir que o país aonde nos acolhemos nos alivia para uma relação feliz. Com
esta pressão a habitar-nos o coração, quem é que é capaz de querer trazer
filhos com amor a este mundo despido de garantias e num país sem projectos de
as conceber? Só se for muito cruel!
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Comportamentos
Dinis Dias, DD, é um jovem futebolista natural de Monção que joga a
médio no clube minhoto, o Vitória de Guimarães, cidade-berço da nação. Luís
Suárez, é um dos melhores futebolistas uruguaios, um bom atacante que joga em Inglaterra
no Liverpool. É bem pago, é "Bota de Ouro", e integrava a sua
Selecção de Futebol no Mundial do Brasil 2014. Dinis Dias enquanto corria nas
margens de um rio para manter a forma física e ao mesmo tempo que ouvia música,
apercebeu-se de que dois jovens estavam em apuros e prestes a afogarem-se, saíu
da ecopista de Salvaterra, cerrou os dentes, e atirou-se à água para
"salvarhomens", o que fez com êxito. Luís Suárez deixou de correr
atrás da bola porque foi expulso do Mundial em que participava e sem salvar
coisa nenhuma regressou ao Uruguai e à sua casa, e foi recebido com pompa por
uma multidão que estava à sua espera e que mereceu até a atenção do Presidente
do seu país, o que não aconteceu com a Selecção das Quinas, que quando partiu
de cá para o Brasil, carregava um sonho e chegou amaldiçoada e sem honra, e só
aplaudida pelos familiares que os aguardavam. Luís Suárez, artilheiro perigoso
agora alvo de sanção dura e séria, pelo contrário, provou que até à dentada
defendeu a sua "Equipa", ao jeito daqueles adeptos do norte, que
dizem -"até os comemos". A multidão reconheceu o esforço e fez mesmo
assim questão de o saudar à chegada. DD, jogador português ainda sem fama e
pouco proveito, também regressou a casa, mas com o seu feito corajoso e até
heróico, num gesto usando a alma e os braços, não tinha ninguém a aguardá-lo
para o felicitar, e jornalistas, comentadores e televisões também não. Todos
por cá continuaram a falar do joelho do Ronaldo, do “gelo” que vai pelo país,
do uruguaio famoso suspenso e da sua mordidela no ombro de um jogador italiano
ferrado e desclassificado, que continua vivo, de boa saúde e já em casa a
divertir-se como se nada fosse, gozando a vida. Luís Suárez voltará a ser
aplaudido e homenageado - quem sabe! Dinis Dias voltará à marcha junto ao rio e
com os auscultadores nos ouvidos retomará a música no compasso interrompido.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
"Falha ética"
A decisão dos juízes de uma "relação" de Lisboa, de repente
delibera, que um recluso quase arrependido(!) vale por dois homens íntegros e
honestos. E mais ainda se esse personagem estiver em boa forma física capaz de
abraçar uma carreira de consultor e até de retomar depois da poeira judicial
assentar, o seu lugar na sociedade dos governantes de avental e colar, no
comando a régua e esquadro de autarquia saudosa, de mandar umas baforadas para
o ar saidas de um charuto atrevido e demagogo, a formar uma nuvem que não nos
deixe enxergar direito o que de torto há nesta recambolesca matéria com
sentença anexa. O presidente de uma Fundação com nome pombalino, bateu as asas
e foi posto em liberdade limitada, mas tem assegurado o pão com fiambre,
manteiga e caviar regado com "Alvarinho" no mínimo. Uma reforma para
já de 2800 euros não são trocos, a que se juntarão os rendimentos obtidos na
promissora tarefa de consultadoria, sempre há-de dar para juntar mais um
queijinho da serra. Aprendamos todos com quem sabe destas coisas ligadas às
falcatruas sem taxímetro ligado, e não temam por cadeia pois está visto que
quem sai de lá, trás uma "experiência enriquecedora e que merece ser
contada em livro, até por motivos pedagógicos". Aprendamos mais. Pelo
vistos, há gente capaz de enriquecer esteja aonde estiver. Não é o meu caso.
Sempre que estou ou saio de casa dizem os governantes da nação, que estou em
dívida e por isso mais pobre. Para dar a volta a tal situação, lembrei-me
também de tirar um curso extra-escolar de Educação Física, que me dê os
atributos musculados que me faltam, de forma a estar melhor preparado para
fugir às polícias quando for perseguido por fuga ao Fisco, à Segurança Social
ou outra qualquer "falha ética", que agora me escapa. A lição maior a
tirar, é que vale a pena estar detido numa penitenciária lusa, atenciosa, já
que todo o tempo que lá passamos dá numa consciencialização crítica, cheia de
assunto misterioso e moral romanesca, a publicar em breve por editora perspicaz.
Prova de que compensa publicar o crime, e que não se deve dar por perdido esse
tempo de reclusão, de pena leve ou de clausura privilegiada(!). Sendo que o
saldo é positivo e nos torna num homem novo, sem arrependimento nem mancha,
digamos - mais branqueado dos pés à cabeça!
terça-feira, 24 de junho de 2014
A propaganda e o fracasso
Excepto a sardinha assada pelo S.João, não há nada que saiba tão bem aos
adeptos do arraial e do espectáculo, como arranjar desculpas ou inventar casos
serôdios para justificar a mediocridade e o fracasso numa missão, e assim
aliviar as responsabilidades aceites e cometidas. E por que é que se repete tal
necessidade sempre connosco? Será por causa de uma qualquer lesão antiga das
guerras com Castela e que ainda não foi detectada? Será da incompetência dos
fisioterapeutas que a não cuidaram como devia ser com azeite a ferver e o
bacalhau recomendado na gastronomia aconselhada e que o tinham entre-mãos e na
ementa para uso em terras cariocas? A equipa médica demitiu-se porque o
ministro não os atendeu como eles exigem e quem pagou as consequências foi a
Selecção Nacional? Será dos comentadores que invadiram as Tv´s, e à volta das
mesas que enchem o ecrã 24 sobre 24 horas, e intoxicaram com as suas opiniões
(erradas quase sempre), e só criaram confusão na cabeça do treinador das
tácticas e baralhou os movimentos e as pernas dos jogadores? Nada disto meus
senhores! Somos simplesmente o mais fraco colectivo do Mundial 2014 e na
condução federativa das coisas da Bola, mas muito gabarolas e vaidosos nos
penteados e nos bólides à porta dos hotéis. O que é que há de estranho nisto
tudo?
segunda-feira, 23 de junho de 2014
A fantasia colectiva
A serenidade voltou e com ela todos regressam a casa. A bandeira foi
recolhida, a pala do boné virou-se para o sítio certo, as quinas e os castelos
vão continuar guardados para enfrentar próximas batalhas. As conquistas de novo
virão em forma de promessas, mas só nos amanhãs da fantasia renascida que será
recriada pelos media até ao tutano, sendo certo que ganharemos sempre
tudo antes de tudo começar. Somos assim. Um misto de nacionalistas e de
ingénuos, com comentários a roçar a idiotia, de que a imprensa escrita e a da
imagem usa e abusa com fins de negócio e dentro da ética do “mercado
mercantilista”. Mas agora que a normalidade enfrenta a realidade, talvez
voltemos às coisas que tornam os dias sérios, tal como eram antes de nos
armarmos em campeões de tudo e de nada, e possamos com mais calma ir até à
caixa do correio, e com olhos de ver, tirar de lá as contas para pagar que
entretanto chegaram, e são da luz e da água, e são do fisco e do banco e da
seguradora, e são do senhorio que reclama do atraso, e são da ameaça do
desemprego, do filho reivindicador de maior atenção, da protecção que acabou e
que subsidiava o infantário e escola, da recolha alimentar contra a fome, da
factura da oficina-auto, das prestações do plasma que foi adquirido só por
causa da bola que escorregava na humidade do ar e na relva da amazónia, e...
ah! o processo de divórcio caro e infindável. Com isto neste pé a bola da
angústia não nos larga, e na garganta manter-se-à a secura dos dias da véspera
em que tudo se quis esquecido. Se resolvermos na melhor direcção este jogo que
nos faz calos nas mãos e bolhas no coração, esta carga de trabalhos que nos
espera, talvez sejamos verdadeiramente os "melhores do mundo"- Esteja
o calor ou o frio que estiver!
domingo, 22 de junho de 2014
Quem tem Messi tem o Mundo
Quem tem Messi tem o Mundo
-Quem assistiu pela TV no sofá doméstico ou num cenário mais colectivo e ambiente acalorado, pode afirmar que no jogo que pôs frente a frente a Argentina e o Irão, levantou-se com um sentimento de que alguma injustiça sempre acaba por acontecer. O Irão e Carlos Queiroz não mereciam sair para o balneário apetecível debaixo da derrota. O Irão não merecia perder e até desperdiçou boas oportunidades de vencer a partida, o que constituiria a grande surpresa deste Mundial. Mas o que se conclui claramente depois de tudo que se viu, é que a diferença está em quem tem o melhor jogador do Mundo e quem não tem. O Irão não possui nas suas fileiras qualquer nome sonante, digno de constar nos compêndios do desporto rei, enquanto a Argentina tem um atleta superior, que é do outro mundo e que se chama Messi;- Lionel Messi. O que faz a tal enorme diferença. O resto, "árbitro p´raqui e penalti pr´acolá" é conversa de "chacha" para diminuir o impacto da figura maior do Futebol Mundial.Quem tem Messi tem a solução para a "caspa" mais difícil, quem não tem só tem paleio, shampô e gel sem produzir qualquer resultado!
sexta-feira, 20 de junho de 2014
O C.D da TV
Dava tudo para saber pronunciar-me sobre uma qualquer matéria, por
exemplo o acto de escrever, com a qualidade, convicção, dinâmica, profundidade
e sei lá mais o quê, como o faz através da fala, Carlos Daniel(CD), jornalista
do primeiro ao último gene, no que diz respeito a Futebol. Ele, como nenhum
outro, consegue saber e palrar tudo sobre qualquer equipa e sobre qualquer
jogador que anda, corra ou pene aí pelo mundo, desde a "armenistão até ao
práquistão passando por maltistão". Ele é um babilónio na área. Se o
saudoso professor "Bitaites" ainda estivesse entre nós, apelidá-lo-ia
de "o beethoven-comentador-analista- dos-toques-supra e dos passes-maxi-da-bola-redonda-e-de-todos-os-esféricos-mágicos”.
Nenhum pormenor lhe escapa acerca de qualquer atleta nascido ou por nascer e
clube que venha à baila com movimento neste planeta ou fora dele. Nenhuma
enciclopédia comporta aquele saber. E se lhe der espaço, ele quando é chamado
ao quadro, e então aí sim, é o êxtase. Ele nem precisa de ponteira ou raio
laser para indicar a manobra táctico-técnica, o balanço da jogada, o bascular
do posicionamento, a alternativa ou outra resultativa em maior aproveitamento.
Junto ao quadro electrónico os círculos indicam-lhe o caminho, param o
movimento, arrancam na direcção desejada e ao pormenor. Nem dez freitas lobo,
nem doze ruis tovar, quinze alves dos santos, e vinte mários zambujais lhe
chegam aos calcanhares. Nem que fossem capazes de uma simples trivela, um passe
de letra, uma subtileza rara enfim só própria dos “pingas e garrinchas”, como as apreciadas e narradas por ele. O C. D
é mesmo o supra-sumo do comentário, da análise mais sofisticada do Futebol, que
esmaga por completo todo e qualquer treinador profissional e viajado pelos
"team´s" de maior dimensão, que se lhe atravesse nos estúdios de
canal especializado em tão elevada cultura que o ecrã expõe. A táctica adoptada
por estes e para que não fiquem com aquele ar basbaque (aconselho agora eu),
deve ser à defesa assim que ele se aproximar para intervir. Ele é um
transportador de jogo teórico, de play-station, um maestro, um artífice, um
patrão a meio e no resto do campo televisivo. Ele sabe e domina como ninguém a
Ciência do Futebol e o que vai nos seus bastidores. Não se metam com ele, que
tal atitude é pior que se meterem com o Pepe ou o Bruno Alves. "Com o
CD, quem ganha nunca é você"!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
O "Mundial 2014 da mentira"
A capa do diário Público, jornal que o temos como sério, tomou como
legenda para a foto de capa sobre o Mundial do Brasil, país anfitrião e
organizador de muita bagunça a par de tanta criatividade, a expressão em rima "brasil
começa a sofrer e acaba a vencer". Tal legenda suscitou-me de imediato
estas duas rimas que se parecem ou vão dar ao mesmo - " com mais um
árbitro ladrão, Brasil será campeão", e esta -" com um
árbitro assim, brasil vai até ao fim". E se não bastasse a expressão
que faz capa, logo ao virar da página, a "poesia" do Público continua;- É
carnaval? É arraial? Não, é o Mundial". A esta nós contrapomos com
;-"Não, é um roubo de catedral". A Croácia, que se
estreou a levar com o apito aldrabão que desvirtuou a verdade do jogo e o que
nele se passou, leva-nos a pensar que o Brasil do mensalão, de Lula, e agora
da sua sucessora presidente Dilma Roussef, roçou a esfera da influência e
da forjagem do resultado com o mesmo jeito com que desenvolveu e construíu os
doze cenários aonde se vão disputar os jogos que o calendário determinou, mas
que serão doze arenas de s.paulo, sempre que o jogo seja disputado
contra o país organizador da Copa e primeiro beneficiário da desonestidade no
resultado alcançado na estreia, que meteu samba mas acabou com palhaçada.
Sabemos que o Brasil, se relaciona muito bem com o Japão e os turistas
japoneses não são de deitar fora antes do tempo. Para quem tivesse dúvidas este
comportamento do árbitro japonês, Nyuchi Nishimura, com nome que
assentava bem em gato ou até em panda, vai ficar para a história pela sua
prestação e decisões ajuizadas com olhos que não enxergam direito, que há quem
diga até que puseram os nossos olhos em
bico, após terem sido esforçados a ver o que se passou no Estádio Arena, onde a
relva tremeu ao 0-1 para a Croácia e um 0-2 mal anulado e não por causa dos
AC/DC ao som do seu Thunderstruck. Tema e realização que soou a mentira e assombração na cerimónia da inauguração. Rima e é verdade!
quarta-feira, 11 de junho de 2014
O fraco 10 de junho
Ainda hoje está por se saber se a indisposição sofrida pelo homem que na
cerimónia de distribuição de títulos e medalhas, condecorações de e às ordens
de feitos mais ou menos desconhecidos, se deve ao facto de não constar o meu
nome na lista das nomeações. O homem incumbido de tal competência, penso eu,
quando se apercebeu de tal falha, deu-lhe um treco e teve que ser de pronto
amparado e socorrido pelos guarda-costas, estratégicamente ali em missão. Cousa
afinal a que está habituado desde longa data, muitos dez-de-junho, de Camões e
de outras relevantes personalidades em várias e bastas áreas. Áreas, que não
eram própriamente aquelas aonde se amontoaram pessoas anónimas, empunhando
cartazes denunciadores de protesto contra a política nacional que faz pobres e
marginalizados históricos, e ao mesmo tempo figuras e figurantes reconhecidos e
recompensados, sabe-se lá por quê, que se riqueza for, ela não chega a casa do
desgraçado. Mas a cerimónia decorreu quase perfeita, não fosse estes percalços:
- a falta de uma condecoração de mérito que devia ser-me destinada, o desmaio
imprevisto da Excelência quando detectou o erro no discurso oficial, e a manif
perseguidora provocada por gente irritante e gritante, que não quer ir ao chão
sem dar luta ou mandar recado do descontentamento que carrega na vida. E que
nem sequer com tal Excelência dobrada sobre si mesma e suportada pelas forças
fardadas, fizeram uma pausa ou abriram uma trégua aos protestos por medidas e
leis que os esmagam. Assim, a minha interrogação, que dúvida é, prende-se com o
motivo ou a causa que levou quase ao tapete o dono-das-medalhas, incumbido de
as distribuir com elevação na cidade mais alta de Portugal, e no seu dia de
maior significado. Reflecti, equacionei, voltei a somar e a dividir, e após
este exercício matemático, este trabalho todo, regressei ao óbvio já apontado -
que foi pelo facto de me terem subtraído e afastado das nomeações por obras
valorosas, é que deu aquela fraqueza repentina ao responsável máximo que
presidia ao acto nacional e tornou o dia numa imagem simbólica que correrá
mundo sobre o estado da nação. Mas quem sou eu afinal, para merecer subir ao
palco aonde se senta a elegância com a bandeira na lapela por um lado, e a
autenticidade e o valor por outro, reconheça-se? Apenas aquele que trabalha e
mantém o País de pé, que sofre e sangra, que é roubado, descrimininado, e
desrespeitado continuamente - O Povo. Simplesmente!
quinta-feira, 5 de junho de 2014
"meireles" só há um!
Querem fazer-nos crer de que somos todos "meireles".
Mas não somos, não! Nem todos nos prestamos ao papel de palhaço. Porém
espalham-se por aí imagens ridículas que espelham em pose de degradação o
estado do país, presidido por um eleito "meireles" conhecido
por comer com a boca toda, e de vender avisado acções à velocidade do coiote "bip-bip",
e agora também por se dedicar mais a participar em "selfie´s" do
que aos problemas de governação. O circo montado e que se tornou já anedota nos
media e nas redes sociais, bem pode exibir os sorrisos e os dentes todos com
que nos comem por lorpas e escondidos debaixo de barbas com poucas variações,
de confusas e parolas tatuagens, que nós os pobres, doentes, desdentados, sem
emprego, sem eira nem beira, sem apoios sociais, saberemos o click aconselhado oportuno, tirar-lhes o retrato bem focado que os defina
como artistas rascas que não merecem o nosso aplauso. Até lá, eles que se vão
divertindo!
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Nem só de regueifa vive Valongo
É imperioso que se fale sobre acontecimentos, outros, que marcam a vida
de muitos portugueses agora que o relógio de Portas parou de contar misérias. É
tempo de enaltecer factos bem mais dignos de serem contados, de gente e
população que apresenta resultados com especial grandeza. Deixemos de falar em
eleições para lugares suspeitos cá e na europa, dos trambolhões dentro do PS,
do desânimo que percorre o PSD/CDS, do corroído governo da nação, da queda de
popularidade do PR, das "bombas" de luxo dos jogadores da selecção
nacional que vai passear ao Brasil, do Jorge Jesus e da sua relação com a arte
de Paula Rego e a Eça de Queiroz, e debrucemos-nos antes na "festa que
festa foi" que entrou para a história do Desporto numa terra vista como de
passagem para a Cidade Invicta, e que actualmente serve de dormitório à dita, e
que até hoje era quase só conhecida pela qualidade da sua regueifa famosa, ou
por ser caminho para Santa Rita. Falemos então aqui e agora de - Valongo. Mas
mais simplesmente da sua equipa e de todo o colectivo, onde rola sobre rodas o hóquei
em patins, e que viu chegada a hora que o relógio da humildade, registou, que
lhes deu entrada na Galeria dos Campeões, merecidamente, e não num qualquer
museu de bonecos de cera exibidos até à
exaustão. Tal "feito histórico" só se consegue com grande unidade,
cooperação, identidade, trabalho a valer,organização séria, e muito muito apoio
dos seus adeptos, que não faltaram a apoiar tal eleição ao título cobiçado, e
encheram o seu pavilhão. Ali entusiasmados até ao rubro, levaram à vitória a
sua Equipa, que bateu sem apelo nem agravo o mais candidato e mais bem
posicionado clube da modalidade e detentor de outros alicerces, por um
resultado evidente de 5-3 - o vizinho F.C.Porto. Vivam tais heróis e o hóquei
do ADN- Associação Desportiva de Valongo, onde não se paga ou não se ganha para
Porches nem Bugattis, e onde se vai a pé treinar e jogar, se for preciso.
Rapazes que rolam assim até à grandeza sem vaidade, merecem os maiores louvores
e serem mais notícia que qualquer shampô para a caspa que vai na cabeça de um
jogador. Parabéns!
sexta-feira, 30 de maio de 2014
O Costa das colinas
Naquele saco de gatos em que se ensarilha o Partido Socialista(PS),
surgem à mínima sacudidela os maiores mios de militantes sonoros. Não é um
exclusivo deste Partido. No PSD, já faz tempo, também os agitadores do costume
que perseguem protagonismo, do mesmo modo procedem. Os resultados alcançados
nas últimas eleições europeias, com a importância que o povo lhes deu num
Portugal que não é ouvido nem achado e de mérito "inconseguido"
na Europa, colocou o líder actual do PS numa situação que não o pôs nem mais
nem menos "seguro", antes mais antónio, e mais à mercê de outro que
por aí apareça. E tal como no PSD, surgia sempre em situação idêntica, um
filipe menezes ou um santana lopes prontos com oitenta ou mais medidas para
salvar o Partido e sacá-lo do sufoco ou do ponto crítico que eles entendiam,
estava mergulhado, e levá-lo ao Poder, num passe de mágica, e que só eles se
achavam capazes de o fazer.Assim é no PS. Neste Partido, portador viciado de
esperanças frustradas, também há por lá um ou outro rapaz "bem
intencionado" que anseia ser titã com força estranha, e chegar mais
longe, depois, e com a fórmula contrafeita da descoberta da pólvora nas mãos. Normalmente
são indivíduos de pouca genialidade registada, mas que se acham merecedores de
reconhecimento, e estão à espera que se lhes peça encarecidamente que avancem e
tomem as rédeas do apertado saco após felinas jogadas, mas que à posteriori se
vêm a revelar um fracasso, e de agilidade bem pior do que a revelada e obtida
pelo seu antecessor. Assim será com António Costa, actual presidente das sete
colinas e do castelo do alvoroço, que depois de avançar duas vezes e fragilizar
outras lideranças, logo que lhe cheire a derrota por falta de apoios, e ainda o
som do murro na mesa que julga ter dado, paira e se dissipa, ele logo apresenta
a desistência ao cargo, que desestabilizou unicamente. São personagens que se
podem classificar de, inquietos, chatos, de aparente confiança, falinhas
mansas, mas especialistas a puxar tapetes e pôr em causa qualquer "Seguro"- no
momento em que se pedia, maior unidade.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
As razões da abstenção
"...se votar mudasse alguma coisa, seria proibido.
- Se querem proibir a abstenção é porque prejudica a classe que nos rouba e engana!"
Não há agora sociólogo, politólogo, comentador encartado e avençado, analista político, militante a recibo verde, etc. que me desautorize a dar também a minha opinião sobre o resultado crítico da "abstenção" nestas Eleições para eleger os mesmos do costume e viciados funcionários partidários. Ao contrário dos referenciados que se achavam únicos especuladores desta questão, vou tentar ser simples até porque não tenho "crédito académico de privada" capaz de rivalizar com as personalidades que se propuseram a ser eleitas e nem jeito tenho para entrar no "saco ou no tacho do oportunismo", carecterística de alguns candidatos e outros intelectuais, que vão ou estão em todas. Hoje, esta segunda-feira a seguir às europeias abre com mais luz. Quem quiser ficar mais iluminado, abra o Público desta data, e leia a entrevista que Sara Dias Oliveira faz ao sociólogo Boaventura Sousa Santos(B.S.S), destacada com a frase;-"Estar na Europa nestas condições é uma prisão". B.S.S é o director do Centro de Estudos Sociais da U.C.- uma excelsa autoridade, reconhecida. Vale a pena tal leitura logo a seguir ao acto que decorreu neste domingo a que um terço dos portugueses correspondeu e fez questão de ser eleitor. Em cada resposta bem estruturada e inteligente à pergunta objectiva e de igual modo inteligente, da jornalista, B.S.S ajuda-nos a perceber, sem que tenha sido essa a intenção, as razões que levam os portugueses a virar costas e a ficar em casa a curar as mágoas, a secar as lágrimas, e entredentes a insultar num sussuro doméstico os que nos governam e ao que nos sujeitam, obrigam, arrastados que estamos por tais governanças de infantis governantes, que nos pedem os votos e para que não fiquemos em casa. B.S.S. acaba com o seu saber acumulado, por fazer-nos ver, lendo essa entrevista dada à Sara, que afinal a "abstenção" nestas Eleições foi "baixíssima". Somando todos os malefícios e malfeitorias levadas a cabo pelos agentes políticos nacionais no governo, na Troika, FMI, BCE, Bruxelas, tutelados pelo “Merkel Bank”, o número de portugueses que se dispuseram a votar perante a tortura a que nos sujeitam, e que B.S.S. de certo modo acusa soberbamente desses maltratos, foi excessivo. Sendo assim, a abstenção, que tanto desgosto parece levantar, podia e devia ser ainda mais elevada, expressiva e mais denunciadora do desprezo por tais governantes e pelas condições impostas pela política europeia que nos consome até aos ossos, e que se "desenha" sob os lustres dos salões de Bruxelas, e geridas cá em s. Bento com apoio de Belém. Todos uns Santos. Boaventura Sousa, homem sábio, assim nos consciencializa enquanto sociólogo de Coimbra, na excelsa entrevista ao Público. Nela não há pergunta menor nem resposta sem elevada qualidade e substância. "O que trouxe a troika? Uma frustração, um insulto..." Eu acrescento que a troika levou-nos foi tudo. Não só os nossos tarecos, sim a "nossa auto-estima", sim a nossa dignidade, que julgamos nossas sempre. Ficamos mais pobres, mais doentes e mais indefesos. Um obrigado à Sara pelo trabalho apresentado e bem dirigido, com perguntas certeiras, que arrancaram respostas a quem sabe, de rara sensibilidade e análise superior, e inatacáveis, onde a preocupação fica mais visível e é acusadora dos carrascos comprometidos e que aparecem nestas datas a apelar ao voto, que dois terços souberam negar. Daí a abstenção!
- Se querem proibir a abstenção é porque prejudica a classe que nos rouba e engana!"
Não há agora sociólogo, politólogo, comentador encartado e avençado, analista político, militante a recibo verde, etc. que me desautorize a dar também a minha opinião sobre o resultado crítico da "abstenção" nestas Eleições para eleger os mesmos do costume e viciados funcionários partidários. Ao contrário dos referenciados que se achavam únicos especuladores desta questão, vou tentar ser simples até porque não tenho "crédito académico de privada" capaz de rivalizar com as personalidades que se propuseram a ser eleitas e nem jeito tenho para entrar no "saco ou no tacho do oportunismo", carecterística de alguns candidatos e outros intelectuais, que vão ou estão em todas. Hoje, esta segunda-feira a seguir às europeias abre com mais luz. Quem quiser ficar mais iluminado, abra o Público desta data, e leia a entrevista que Sara Dias Oliveira faz ao sociólogo Boaventura Sousa Santos(B.S.S), destacada com a frase;-"Estar na Europa nestas condições é uma prisão". B.S.S é o director do Centro de Estudos Sociais da U.C.- uma excelsa autoridade, reconhecida. Vale a pena tal leitura logo a seguir ao acto que decorreu neste domingo a que um terço dos portugueses correspondeu e fez questão de ser eleitor. Em cada resposta bem estruturada e inteligente à pergunta objectiva e de igual modo inteligente, da jornalista, B.S.S ajuda-nos a perceber, sem que tenha sido essa a intenção, as razões que levam os portugueses a virar costas e a ficar em casa a curar as mágoas, a secar as lágrimas, e entredentes a insultar num sussuro doméstico os que nos governam e ao que nos sujeitam, obrigam, arrastados que estamos por tais governanças de infantis governantes, que nos pedem os votos e para que não fiquemos em casa. B.S.S. acaba com o seu saber acumulado, por fazer-nos ver, lendo essa entrevista dada à Sara, que afinal a "abstenção" nestas Eleições foi "baixíssima". Somando todos os malefícios e malfeitorias levadas a cabo pelos agentes políticos nacionais no governo, na Troika, FMI, BCE, Bruxelas, tutelados pelo “Merkel Bank”, o número de portugueses que se dispuseram a votar perante a tortura a que nos sujeitam, e que B.S.S. de certo modo acusa soberbamente desses maltratos, foi excessivo. Sendo assim, a abstenção, que tanto desgosto parece levantar, podia e devia ser ainda mais elevada, expressiva e mais denunciadora do desprezo por tais governantes e pelas condições impostas pela política europeia que nos consome até aos ossos, e que se "desenha" sob os lustres dos salões de Bruxelas, e geridas cá em s. Bento com apoio de Belém. Todos uns Santos. Boaventura Sousa, homem sábio, assim nos consciencializa enquanto sociólogo de Coimbra, na excelsa entrevista ao Público. Nela não há pergunta menor nem resposta sem elevada qualidade e substância. "O que trouxe a troika? Uma frustração, um insulto..." Eu acrescento que a troika levou-nos foi tudo. Não só os nossos tarecos, sim a "nossa auto-estima", sim a nossa dignidade, que julgamos nossas sempre. Ficamos mais pobres, mais doentes e mais indefesos. Um obrigado à Sara pelo trabalho apresentado e bem dirigido, com perguntas certeiras, que arrancaram respostas a quem sabe, de rara sensibilidade e análise superior, e inatacáveis, onde a preocupação fica mais visível e é acusadora dos carrascos comprometidos e que aparecem nestas datas a apelar ao voto, que dois terços souberam negar. Daí a abstenção!
sexta-feira, 23 de maio de 2014
O ridículo por um "Palito"
As polícias do Estado aparecem agora à frente das "objectivas"
com ar ufano, triunfalista e aprumadas na farda nº1 e repleta de penduricalhos,
a dissertar sobre a "captura" de Manuel Baltasar, alcunhado de
"o palito", ainda de "o franzino". Puxaram dos galões além
deles, os ministros daqueles assuntos, tecendo esfarrapados comentários à
estratégia eficaz das forças da ordem, espalhadas aos magotes por aquele
território, que era domínio do foragido, montadas numa despesa louca e que fez
relinchar os cofres da Corporação e que farão mossa nos nossos bolsos. O que
verdadeiramente aconteceu, foi que o "palito" que andava a monte
pelas moitas familiares que ele cultivou e por onde caçou, apareceu pelo seu
próprio pé, ao fim de 34 dias em fuga, gasto e desunhado, e não por efeito do dispendioso dispositivo
montado pelas polícias destacadas para o prender pelos crimes de que ele está
acusado. O ridículo tem várias formas de se assumir, e não tem vergonha de o
expor, quase aceitar e saiu “borrada” da Operação militar. Já o resistente
tropilheiro Manuel Pinto Baltasar, de Valongo dos Azeites, de Trevões, de Vale
de Vila, de S. João da Pesqueira, de Penedono, de Várzea, de "Preocupação da
Aldeia de Cima e de Aldeia de Baixo", apareceu cansado de regresso à casa
assombrada, e pela noite matar a fome negra, tomar banho relaxante e tentar
sair e entregar-se mais limpo desta "estória", do que os das fardas de gala e
gravatas engomadas e purificadoras da ordem pública.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Regresso a ti ZÉ como prometido foi - 3ª carta
...meu Caro Amigo e por demais saudoso Zé Luís. Obedecendo à palavra dada na carta registada, que te foi entregue em mão de Arcanjo, o Anunciador-, nela inscrevi que respeitaria o dito ao jeito do que nos foi transmitido desde tenra idade, desde aquela fase traquina em que aprendemos poucas virtudes e demasiados defeitos, de que o prometido é devido, e por isso aqui estou meio tonto meio zombi, para te tirar do silêncio em que estás envolvido e mergulhado na luz a que só os melhores têm direito, e sobressaltar-te com as últimas notícias esféricas que correm mundo, o espaço galáctico, que tu e eu habitamos, salvo se a teu lado tiver já chegado, numa jogada de antecipação e a mando do Jesus, a claque do SLB e criado igual agitação à tua volta como a que faz por aqui. E não é pouca nem pequena - desde a Praça do Marquês a abarrotar de alegria, passando por Nova Iorque, indo à Crimeia que regressou à pátria vermelha que é cor vencedora como sabes, entrando pelo Dragão desbotado, mafioso e já sem chama nem a máscara do disfarce, onde provocou grande estrondo e instalou maior perturbação. Mas do FCP eu já te falo. De acordo com a luz que te cobre e que referi, ficou claro que uma das virtudes que também enalteci, é ser-se Benfiquista, está bom de ver, e como nós o sabemos desde pequeninos. Quando partistes por entre um até logo, para ires comprar Gitanes ou Gauloises, que tu não és de virar costas a ninguém para sempre, tu melhor que eu, sabias que o nosso Benfica tinha cerca de seis milhões de apoiantes. Pois agora, e aconselho-te desde já a ficar deitado, deve rondar os dez milhões, a que se deve somar os simpatizantes aderentes de última hora, à custa dos últimos acontecimentos e grandiosos feitos, e há ainda os que esperam na fila para preencherem a ficha de adesão ao Clube da Águia abençoada, que tu daí nesse camarote meigo aonde és estrela maior, vês esvoaçar mais de perto e melhor do que nós cá debaixo. Como sabes, o raio da ave armada em drone, voou sempre tão alto e hoje ainda mais, que até toca o céu aonde tu brilhas e como só as estrelas o fazem. Do FCP deixo para daqui a um bocado. Continuemos a debruçarmo-nos sobre o Glorioso. Os tempos cá em baixo correm agitados ou até nem correm de todo, devido ao excesso dos laranjas que combatestes, e que quando comidas a toda a hora dão em caganeira que até aí se há de revelar, sentir e cheirar mal - excepto os que são movidos pelo ânimo gigantesco do nosso Benfica, Clube Maior do Mundo, e que aí chegam perfumados e entoados por milhões de gargantas gritando com paixão - SLB;SLB;SLB; glorioso ésseélbê, glorioso ésseélbê - e o fundo musical do Luís Piçarra a dar voz ao Hino que tu conheces tão bem, e que até os azuis e brancos quando distraídos cantam sem querer - tal é a sua força. Eu que desafino à mínima nota também sou apanhado a cantarolar o raio da Ária que quando vai para o ar os tais azuis e brancos acabam roxos. É aliás este o Hino que mais vezes o Pinto canta à Fernanda quando ela está no WC a dar banho à crica. Tu sabes do que estou a falar. Mas então quais e quantos são os Feitos Gloriosos do SLB? São todos os que constituem uma grandeza inédita na história do Futebol em Portugal. Vê só. O Sport Lisboa e Benfica ganhou tudo o que havia para ganhar e quase sempre a jogar com dez em campo. O peso pesado, Cardozo, não deu uma p´rá caixa após a lesão que sofreu em cima da aselhice. É caso para dizer,- p.q.p. o p. Traduzo-te; puta que pariu o paraguaio. Peço-te que peças perdão aos anjos por mim se os ofendi. Benfica Campeão Nacional 2013/14; Benfica Vencedor da Taça da Liga; Benfica Vencedor da Taça de Portugal; Benfica vice-campeão da Taça da Europa, porque um árbitro ladrão e ao serviço de Lúcifer ou de Platini, assim o quis. Uma Taça que perdemos roubada sem que algum clube nos tivesse ganho! Que tal? Por esta não estavas à espera. A Rádio Club Penafiel sem ti a comentar este pacote de Títulos Grandiosos conquistados pelo Glorioso já não é a mesma. Perdeu a convicção, a energia, o encanto, o glamour que tu punhas no ar. E é chegado o tal momento para te falar do FCP. Não! não é desse que pensastes. É do teu Futebol Clube de Penafiel. Agarra-te bem ou se estavas deitado, levanta-te, caminha e junta-te à multidão rubro-negra que assistiu e aplaudiu o regresso do teu Clube, e aonde equipado a rigor destes uns pontapés na bola, ao escalão maior do Campeonato Nacional, o que lhe permite enfrentar na Época que se segue, 2014/2015, o teu e meu Sport Lisboa e Benfica. Manda-me dizer se tiveres por quem, para qual lado irá cair o teu coração que ainda mantens intacto, porque tu fostes sempre um gajo porreiro, e os corações dos tipos assim, podem mudar de ritmo mas nunca morrem. Continuam "a ter na alma a chama imensa". Saudades do amigo, Abílio Moura!
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