sábado, 13 de dezembro de 2014

Porque é Natal

Fica bem chegados ao Natal, escrever meia dúzia, ou por aí, de palavras sobre este velho e sempre renovado acontecimento, que sabe sempre a repetição adorada para uns, e cheia de angústia para outros. Mas o mundo já não é perfeito desde que nasceu, e mesmo com o nascimento do Menino, também não melhorou nada que se visse ou se sinta. Pelo contrário. O número de desgraças aumentou, ganhando apenas discursos de circunstância, manifestações hipócritas, votos de futuro melhor, desejos de eliminar descriminações, desigualdades, injustiças, etc. Passado esta Quadra, os crimes sobre os famintos de pão e de trabalho, de habitação e de Educação, de calor humano e de conforto familiar, regressam com a violência que sabemos, e que nos há de acompanhar até ao festejos seguintes, já consagrados até em postais brilhantes, dourados e musicais e com muitos foguetes a iluminar o Céu. As ruas já se entopem de sacos bonitos, cheios de imagens condizentes, fitas a esvoaçar, euros a voar, carteiras a esvaziar, calotes a aumentar, e gente a sorrir sem certeza nenhuma de que amanhã será melhor e com o sol a brilhar para todos. A mão do Homem mesmo quando estendida ao seu semelhante nesta data, nem sempre é para dar com generosidade séria mas para tirar dividendos se puder e para não ficar mal na fotografia das boas intenções, que o Senhor registará no seu álbum dos que procuram a salvação no Reino e fugir do pecado infernal. Desse modo, aí está ele a tentar convencer o próximo de amizade com um gesto de caridade falsa, e a meter a factura da despesa nas deduções fiscais. A família já nem é pretexto para convívio e para motivo de reunião entre quem há muito não se vê. As agências de viagens estão de portas abertas a marcar destinos, a neve é mais linda e fofinha, a lareira do hotel dá outro aconchego e romance, e o Natal virou assim um acontecimento turístico, e fuga do aborrecimento que tal Noite simbólica origina e representa. Outros, os violentados, estuprados, os descalços, os sem abrigo, os "desinseridos" na Sociedade, continuarão a ajeitar-se na sua dor, no seu papelão estendido sob o neon das montras, ou debaixo dos viadutos ou das pontes da miséria e do frio, de vela acesa mas nada acolhedora. Nesta data, as Instituições que distribuem a sopa quente, também surgem acompanhadas de câmaras deTV para darem nota da sua caridadezinha e quando recolherem a casa todos irão adormecer melhor, com as consciências de terem prestado um bom serviço ao homem e à nação sobretudo. De Roma ouvir-se-ão os anjos certificados para enviar a mensagem urbi et orbi de Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos sem excepções. A Solidariedade nesta época e em todos os natais não tem fronteiras nem inimigos, nem prisões. Só é pena alguns darem em políticos e em governantes sem valor e sem louvor. De resto, somos todos uns santos.
          

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"Filosofando"

Corre por aí de norte a sul, certamente para manter a forma ou para a língua não enferrujar, uma afiada e "sustentada" conversa, sobre o que se passa com e à volta de um ex-1º ministro. Estamos em crer que é esse o tema a que uma jovem deputada do hemiciclo de S.Bento, chamou de "balanço semântico", embora noutro interrogatório e a outra personagem numa Comissão de Perguntas sem Respostas. Não há português que precise de momento de consultar uma obra específica e profunda, que bem podia chamar-se -"Saiba tudo sobre José Sócrates", ou "O que gostaria de saber e não sabe sobre um ex-1ºministro posto atrás das grades". Todos à lareira, no café, do campo à cidade, na net, estão mestres na matéria que condena o homem que agora espera que os que o julgam consigam ou recolham provas para que de facto todos fiquem finalmente convencidos das culpas de que está acusado e feito réu. Não sabemos quanto irá custar ao erário público tais recolhas de provas pela banca internacional, e de Portugal até à Suíça, com paragem e estada pagas por onde rola o soberbo pilim, que os altos magistrados e polícias têm que fazer. Daí o tal "balanço" bem dispendioso. Mas os portugueses parecem andar interessados(!) nas boas e bem empregues contas do Estado , e aguardam resultados sobre as pesquisas, que hão de arrumar de vez com o preso célebre, que adormece no calabouço alentejano, e ao som do "cante" agora elevado à condição de Património Imaterial da Humanidade. No meio desta trapalhada toda, já todos se esqueceram dos casos que vinham a fazer furor, e já ninguém fala com o mesmo acérrimo, de uma velha senhora morta no mato do Brasil que apanhou boleia de um português agora em apuros, do autarca de Oeiras e dos autarcas em geral, do descalabro da governação na Madeira e do País, das informações privilegiadas de accionistas de topo ligados a Oliveira e Costa e a Dias Loureiro, do caso Portucale, da pedolilia evangélica, do sucateiro, dos submarinos e dos pandur, dos "visa dourados e olhos em bico", dos banqueiros ilustres e milionários conhecedores do aroma do caviar, nem sequer do "palito" dos bosques que se alimentava de raízes e de frutos silvestres, quando não encontrava o padeiro. Etc,etc. De repente, já nem o preso nº 44 é expectante, mas sim o seu advogado. Ele sim virou a atenção de todos nós, e por ele suspiramos quando ele chega ou sai do Estabelecimento prisional de Évora. A forma como ele aborda as perguntas dos jornalistas e os desabafos que faz, é que o tornam no personagem central do processo em curso. O que é que ele vai dizer e como. Ele não é "marquês" mas príncipe do Direito. Depois disto, só nos resta aguardar, que as investigações sobre o engenheiro mais filósofo do país, que aguarda também fundamentadas acusações com toda a bravura que o carecteriza, dê em alguma coisa credível e irrefutável, ou se falhadas as investigações que justificam a medida mais gravosa aplicada por um filho de um mensageiro e de uma operária fabril, a alguém da élite política, constituído detido sem culpa provada, não vão transformar o preso mais visitado e mediático de Portugal num caso que mereça também ser apresentado e elevado à condição de Património da Cultura e de Matéria de Estudo Nacional, pelos falsetes no "cante" Judicial na Magistratura portuguesa.



domingo, 23 de novembro de 2014

Al-Shura

Dois "jihadistas" que se sentam nas últimas cadeiras da "al-shura" de S.Bento, lá no retiro aonde se afina a esperteza e o oportunismo e onde se pode ler os jornais e revistas de conteúdo terrorista - Couto dos Santos e José Lello(com dois LL como legionella), militantes dos partidos do arco da corrupção, que os julgávamos já abatidos ao efectivo de tais formações políticas - conjuraram um plano para assaltar os cofres do Estado ou seja os bolsos dos portugueses. Não satisfeitos com os rendimentos que auferem provenientes dos muitos anos de parasitismo que prestaram a bater palmas e a dar vivas "à cristina" enquanto foram chamados a arrumar papéis num consulado ou enquanto deputados e nas funções apagadas que lhes coube em tempos, gizaram recuperar uma proposta que lhes permitia acumular mais uns cobres ao que já levam para casa sem mérito algum, apelidadas de subvenções vitalícias que Sócrates abolira, sem a menor vergonha mas com a maior lata. Alertados para as dificuldades, roubos e sacrifícios que o povo que labuta sofre desde a enxada à padiola, que sangra à procura de pão e emprego, estes dois jihadistas carregados com um projecto próprio dos irmãos metralha, amarrado à cintura para fazer explodir o país, não se coibiram de o apresentar para aprovação sem pejo nem pestanejo e pingo de pudor como duas pécoras batidas. Prontamente condenados por gente com voz e de moral elevada, por deputados com o sentido da honra e que se sentam também no hemiciclo aonde tais personagens estorvam e ocupam lugar, os dois jihadistas lá retiraram sem convicção tal projecto bombista, que  até se pode considerar apenas adiado. Se estes dois elementos que se servem da democracia para sacar o que podem, por que razão, se acham que ganham pouco e necessitam de um ou mais complemento de reforma, não se inscrevem na Remax e se dedicam ao Imobiliário que rende ouro pelos vistos, que permite fácilmente um encaixe de mais de mil e cem milhões de euros e alguns berbicachos, ou então não arranjam forma de levar a leilão um ou mais chapéus de dois bicos saídos da cabeça iluminada de Pauleão Portaparte que rendem sem criar turbulência, com menor risco e esforço mais de mil e oitocentos milhões de euros, e assim serviam melhor o país e o povo que lhes paga o salário?


terça-feira, 11 de novembro de 2014

A "Legionébola"

A nós portugueses acontece de tudo, mas sobretudo do todo quanto é mau. Agora que estavamos todos de piquete e avisados até ao tutano para o mal do Ébola, febre que vem matando desde a Serra Leoa até aos EUA, e já nos esfrega as fronteiras, o governo da nação, o ministro Macedo mais o incansável porta voz de tais febres - o especialista Francisco George à frente de tal legião- saíram em campanha a equipar os hospitais e unidades de saúde, a consciencializar e a formar técnicos para lidar com o "mal ruim e fatal", a distribuir fardas especiais e escafandros à prova de bactéria com origem em morcegos que saltam de macaco em macaco, mas dos que não entram nos parlamentos, eis que surge um surto de febre cega que não constava das preocupações dos Técnicos diplomados, mas que já matou mais pessoas no país deste sul do sol turístico, do que naquelas terras de onde chegavam notícias e aonde tinham vítimas internadas e sem solução ou soro capaz de os tirar daquele "mal ruim", e que haviam viajado até aos países originários do mal e que lá o pegaram. Está visto que nós em vez de sorte apanhamos é um surto daqueles que nem água a ferver nos descansa, e que julgavamos ser doença medieval, como a tuberculose que ainda há pouco tempo regressou, nos surpreendeu e afligiu. Coincidiu com o aumento da miséria, mas só coincidiu por acaso. Não sei se foi a Ana Salazar quem desenhou os fatos protectores para vestir os técnicos de saúde destacados para o combate ao Ébola e também desconheço se eles foram exibidos nas TVs por craques da bola. Mas se foram podemos estar seguros pois a estilista não deixou buraco ou racha à mostra que permita deixar penetrar a bactéria que não escolhe claque aonde se alojar e pregar uma partida. Enquanto isto, que não é dado como certo, todos os dias, teorizavam nos órgãos de comunicação social os nossos altos responsáveis sobre a tal febre hemorrágica e oriunda lá da selva, e agora que se deparam com uma infecção ou a doença dos legionários, vulgo legionella, andam às aranhas sem saber o que fazer. Com a água que salpica por aí, e com estes Executivos no encalço das gotículas maléficas mas com aspirações, vamos acabar por ter mais mortos do que aquele causado pelo mal africano, e que passará a ser conhecido por "a legionébola". Aqui a nossa originalidade para a qual a Ana Salazar terá que redesenhar novos fatos, e próprios para um país doente e sujeito a todos os perigos internos e externos, com governantes que mesmo lavados com lexívia pura, será sempre reconhecido como uma(s) nódoa(s). De qualquer modo, um dia destes irão surgir nas TVs um e mais outro ministro a dizer que o país está melhor, e as funerárias estão a facturar bem, ao mesmo tempo que na Guarda, em Bragança, em minha casa, todos os dias os pedidos de ajuda para matar a fome aumentam, e se nos derem o pão desejado ficamos receosos de o poder comer à vontade e  acompanhado de água suspeita. Somos mesmo uns nódoas, governados por gente contaminada!





quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"A Merkelatura a mais"



Ignoro em que é que a srª Merkel é licenciada, e nem me dei ao trabalho de ir à net pescar qualquer nota curricular a esse respeito, mas acredito que se a kanzler tem uma Licenciatura ou um qualquer Doutoramento, simples Mestrado, ele foi conseguido por detrás da "cortina e arrancada a ferros" e de bico calado, de maneira que lhe foi impossível ver e ouvir bem de um lado para o outro, quando carregava debaixo dos braços os livros que a tornaram académica e a encaminhou até à Chanceleria da unificada Alemanha onde o "trabalho liberta e dá saúde". De quase toda a minha família de onde descendo não há um só membro que saiba ler uma letra do tamanho de um submarino polémico, e desde o regime de Abril de 74, mentiroso e falido nos dias de hoje, em Portugal continuam a existir famílias inteiras que são analfabetas, embora já tenham frequentado a Escola obrigatória, estágios, cursos de cursos mas insuficientes e doentes, o que as mantêm na noite antiga, derrubada mas teimosa, no desconhecimento, na iliteracia, de tal modo que os impede ainda de preencher sequer um impresso do "bêàbá", excepto os boletins do toto-jogo, e de comprarem raspadinhas e um bilhete de partida para a estranja a braços com mão de obra que se sujeita e escraviza - Por exemplo para a Alemanha, rica e pouco solidária, mas muito arrogante e até racista e xenófoba. É provável que a dita presidente do reinshtag ariano, educada que foi ao lado do senhor Honecker, tenha aprendido a ser pelo menos desinibida, não ligar a modas, e até de usar interiores do tempo da avó, isto a avaliar pelo corte do seu uniformrock ou jackett repetitivo, próprio para montadas mas não de montarias em portugueses de puro sangue e com olhos e cabelo de mil cores. Mas daí até mandar recados do tipo de que nós por cá temos licenciados a mais, e com isso querendo manter-nos na aptidão básica que só nos capacite lavar pratos, limpar latrinas, ou permita apertar parafusos nas oficinas germânicas a baixo custo salarial, ou ter medo que um luso emigrante evoluído, cientista reconhecido e inserido na sociedade alemã chegue um dia a Kaiser, como um negro chegou à presidência dos EUA, vai um grande abuso, uma ingerência grosseira, um diktat ordinário e reprovável que merece resposta firme e sem qualquer pudor. O que ela devia saber, é que aquilo que os portugueses têm a mais, é uma coisa, uma aptidão, que os atrapalha entre pernas e que no mínimo mede 18cm(!), e que de vez em quando precisa de um transvase em Bona ou em Berlim, e por isso lá vai ele de mala aviada e de pau feito com a ferramenta pronta a trabalhar, e até aparar-lhe a relva se ela a tiver por rapar. Aí não precisamos de qualquer abono ou licenciatura, mas sim de empenhamento e firmeza, e que nos paguem como é exigível. O serviço será bem feito e satisfatório mesmo!
                                 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"Bye bye, Barroso"

Há professores que são colocados no além e a baixo salário em mais do que uma escola para ensinar e não se deixam ir na pandeireta da fórmula “cratolana” aplicada, mas vivem os seus dias preocupados e com os dos seus alunos abandonados, enquanto o (ex-) Presidente da Comissão Europeia Durão Barroso larga tudo, vira as costas ao cargo para que foi eleito e governar o seu país, e vai à babuje agarrar no “tacho dourado” na companhia do mamilo tenro que o segue com sabor a “uva ” e que lhe apontam em Bruxelas, não querendo saber do povo a que pertence(!) para nada. Sabemos infelizmente de casos de portugueses que nos envergonham por terras além-mar, embora também saibamos dos que nos prestigiam e nos orgulham. Não é o caso do homem ex-maoísta que agora é mais ou menos bem visto pelas costas na hora de ser substituído num lugar que o encheu a ele e aos seu correligionários lusos, de vaidade, mas de pouca valia e de maus resultados para toda a Comunidade Internacional. Ele quer acreditar que assim não foi, e por isso nos últimos dias, dias de expiração da presidência, ele discursou à fartazana por tudo quanto foi palco e balcão ilustre, desdobrou-se em gabarolices e auto-elogios, sobre aquilo que não fez, e do que fez referiu com ar triunfante que o mundo está melhor, principalmente a Irlanda e Portugal. Mas a Irlanda sobretudo. Já não bastava a recordação que temos do ex-ministro desertor português, para agora acrestarmos-lhe mais esta desastrosa prestação no cargo que ocupou à frente de uma Comissão Europeia em que não tirou benefício algum para o país que a ele sim tanto beneficiou e lhe proporcionou uma “pipa de massa”. A mediocridade que o acompanhou, quer nos dias de sol em Portugal da austeridade sombria, quer nos dias mais nebulosos de Bruxelas enriquecedores, não se disfarçam embrulhados em nenhuma das línguas escamadas em que ele se expressou, e os exemplos que ele deu como de sucesso são disso bem reveladores. Enaltecer a Irlanda como o país que mais cresceu bastou-lhe para rasgar um sorriso de cherne. Ignorar o que se passa em Portugal e o flagelo do desemprego e da depressão de que padecem os seus indígenas, ficou-lhe a matar naquela boca de peixe mal cheiroso com pouca vergonha e menos reconhecimento. Decididamente Barroso por aonde quer que vá ou solo que pise deixa um rasto de "barro...só... durão" incapaz de moldar um pão que seja, e não acrescentou nem mais uma migalha na mesa dos portugueses(pelo contrário), dele esfomeados e esperançados e de outras soluções relevantes. Mais um português que não fica no álbum gold da Magnum e muito menos até na história do “portugal dos pequenitos”. O ridículo toma várias poses camuflado, e nunca saem do preto por mais que se queiram revelar em grupo G-VIP, e coloridas!

domingo, 12 de outubro de 2014

O joelho de gelo do Ronaldo

Sempre que a Selecção da Federação de Futebol e de alguns de nós(!) entra em campo, percorre-nos a espinha uma dúvida sobre do que ela é capaz de fazer. Ou seja, se vamos assistir a mais do mesmo que é sempre pouco. Não é preciso esperar muito para que a farsa descarada que atira para fora de jogo ou para canto, o ridículo, nos atinja e provoque uma conjuntivite ou uma lesão no cérebro. Sempre que Ronaldo, o tal que é sempre notícia quer faça uma coisa bem quer faça muitas outras mal-(pífias, como lhe chamam os espanhóis)- não dá uma "pr´a caixa" na Selecção de Bola pelo conjunto Luso e é substituído e vai sentar-se no banco mas de modo a não saír do campo da visão, tácitamente logo vem um "ortoterapeuta" colocar-lhe um contentor de gelo no joelho para que as câmaras de TV exibam pingo a pingo aquela lesão transparente para o defender, para proteger a sua imagem, querendo com tal esperteza, propagar ao mundo que o "maior 7" está deficiente, aleijado e por isso não rentável como se espera e desespera. Acontece, é que ele quando joga e atinge o brilho(!) no Real Madrid, e até marca um fartote de golos, quer seja de penalti quer à mama e a passe dos colegas de grande qualidade, como é costume, nunca é substituído e não vai para o banco amarrar um saco de gelo no joelho para disfarçar coisa alguma, sendo que o sítio certo, a fazê-lo, seria na cabeça. Só os parolos convidados e pagos que formam os painéis como comentadores desportivos nos canais nacionais de TV, é que repetem até à exaustão para que passe por verdade, que o "rapaz melhor do mundo não está a 100%", embora ele próprio reafirme que até ultrapassa tal percentagem,e Carlo Ancelotti e Florentino confirmem a versão do madeirense e ícone universal. Tais "especialistas do enrola a bola", não dizem é que para jogar melhor e marcar os golos na Selecção da Federação de Futebol e de alguns de nós(!), tal como CR7 o faz ao serviço dos merengues, tem que ter a seu lado a correr e a jogar por ele, os colegas craques que lhe fazem a papinha toda de modo a que ele apareça só para empurrar e abrir ou fechar o resultado que lhe dá fama. Por cá é o que se vê. Repetidamente é um gelo!


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

HSJ ou no cú da saúde



    HSJ - piso acima piso abaixo

:-(em memória do meu Irmão, Victor António Pinto de Moura que morreu neste Hospital vítima de imprudência e negligência médica mal ali deu entrada, e de meu Pai, António Cândido da Silva Moura que morreu nesta Instituição pouco após, vítima do acidente que o vitimou e do pouco conhecimento técnico-científico, onde faltou sapiência e até dedicação e outros insuficientes meios que ao tempo lhe foram disponibilizados nesta Unidade hospitalar)..


- Falar ou descrever o HSJ, não será preciso mais do que sinceridade, frontalidade, denúncia do que nos parece vai naquele enorme "complexo" errado. Não requer o mínimo de ousadia e sequer de atrevimento. Requer honestidade e não aceitar a resignação. Remédio que faz bem a todos. Esta página, que constituirá um verdadeiro alarme/alerta//choque sobre a verdade do que se passa nos corredores do HSJoão, desde a má gestão de Piso em Piso, no 7 sobretudo - (em tudo diferente do Piso 8 onde prima a excelência e os cuidados intensivos por Técnicos de Qualidade e sempre em cima do acontecimento e sob superior orientação - e aqui desde já um forte agradecimento ao ExmºCirurgião Vítor M. Monteiro) - desde a alimentação pobre, fria, sem talheres adequados e baralhados, dispendiosa e desperdiçada porque intragável, fruta dura e verde que não obedece à normalização nem calibre que o doente rejeita e o Mercado reprova, e própria para a alimentação do gado e por isso sempre devolvida - (aqui adivinha-se que alguém ligado ao aprovisionamento dos géneros e dos víveres alimentares se anda a "governar") - higiene indecente nas copas abandonadas que também servem de estações de paragem de lixo em trânsito, ruído sem medida nas horas que pedem paz e silêncio, movimentação sem lei nem ordem a roçar a feira, ambiente ao deus-dará e sem rei nem roque, desleixo ignorado, tudo à vara larga, equipamento(comandos/botoneiras) de cabeceira junto ao doente, deficientes/fios descarnados e inúteis, uso de luvas polivalentes, colectores de urina acumulados e junto a tabuleiros de alimentação e água, mudas de roupa de cama esquecidas debaixo da armação das camas, colchas reutilizadas cheias de manchas/nódoas, telemóveis e televisores ao sabor do ouvido de cada um, balbúrdia, algazarra, rega-bofe tudo ali acontece em geral, bagunça nos horários de visita que invade a privacidade de quem dela precisa para retemperar a saúde, WC impossíveis de utilizar com lavatórios e sanitas entupidos e  após uso por doentes fragilizados, diminuídos, fragilizados, enfraquecidos, debilitados, de piroca mole, desanimada, e por isso incapazes de mijar no sítio certo e outras necessidades mais básicas, falta de supervisão ou de zelo em cada corredor, falta de autoridade e de responsabilidade de quem está nomeada para ser presente nas áreas a observar, corrigir, e relatar à Administração que ao que parece se isola ou move nesta ignorância, assistência demorada e desesperante. Cada cor de bata determina a que cada funcionária faça só o que lhe apetece, caso contrário torce o nariz ou faz má cara e nem responde.- Como só o que é escrito poderá ser lido, dentro de algum tempo aqui será feita denúncia séria e dura que a toda a sociedade interessará e será útil a todos enquanto contribuintes, beneficiários e utentes do SNS, e à hospitalar em particular. O HSJ que não é um hotel e muito menos se pretende seja o Céu, também não pode caminhar para se tornar um Inferno. Hoje, assemelha-se mais a um manicómio, carregado de escarros, de gente que ressona e ronca sem apoio ou alívio. É mais um albergue de loucos, do que a uma Superior Instituição de Cuidados e de Tratamento de Saúde para quem a ela recorre. De onde se sai mais doente do que se entrou, e aonde se ingressou com a intenção e o projecto de sair mais vivo do que morto. É só aguardar pela minha robustez física e outro ordenamento ao tema para que alguma coisa mexa naquele Edifício com uma sobranceira Faculdade. Mas pode-se desde já afirmar que desde a publicação do livro "Mudar" em 2010 por Passos Coelho que ali no HSJ, e às críticas de Correia de Campos, que nada mudou. É pena, porque lá por dentro é o povo que sofre e de lá sai e vai a enterrar!
                                                      joaquim a. moura - penafiel

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Justiça d´um raio

A Justiça tem destas coisas - às vezes acerta outras atira ao lado. Dá uma no cravo e outra na ferradura. Quem não atira ao lado é a agente da PJ que agora foi ilibada do crime de que chegou a tribunal acusada. Absolvida! disseram eles, os juízes. O que é certo é que a velha morreu com uma boa dezena de tiros e que se saiba não fui eu o autor. Nem fui eu que surripiou uma "glock" da gaveta da secretária duma colega e a levei escondida na liga da perna, carregada de balas calibradas para despachar a idosa que até tinha um mealheiro, que ao que se sabe também, não tinha a forma de um porquinho, mas antes se parecia com um pé-de-meia. Mas a sentença foi clara assim assim - "in dubio pro reo". Até os juízes ficaram "in dubio". Nós já há muito que vivemos com ela. A Justiça pode queimar-nos a consciência, mais do que o cano de uma metralhadora acabada de dar fogo, ou uma simples omoleta que nos queima a mão e nos deixa um cheiro a pólvora. Os tribunais quando assim julgam e actuam perdem a credibilidade que precisam ter, e manter. Antes parecem transmitir que quando se trata de defender a "um membro da família que come à mesa do mesmo Orçamento", logo tratam de arranjar uma "sentença" condizente e conveniente. Lembram “saltões”. Neste momento tenho o telemóvel desligado, e (n)este portátil em que escrevo, também se encontra fora do alcance das antenas que detectam identificações, sinais e locais, para que ningúem se lembre de me processar, por tentar chegar à verdade, e perceber por que razão ou carga de água ou jorro de sangue, este país está como está – a meter água ou a sangrar. Mas o meu velho que morreu de perplexidade e às mãos da pobreza, já dizia,- cada um tem o que merece!


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Godinho & Sucatas Associados

O país está em choque, Armando Vara também. O país está pasmado, Godinho ainda não acordou. O Ministério Público costuma pedir penas severas mas o Tribunal raramente lhe faz a vontade. Desta vez surpreendeu-nos. Os juízes até excederam a pena pedida pela acusação. Costumam absolver ou reduzir a metade, as sanções, pelos crimes cometidos e julgados. Ainda há o clã Penedos. Pai & filho associados e condenados. O ex presidente da REN, pasme-se, apanhou cinco anos de choldra efectiva. O filho acompanha o pai. Compreende-se, é filho. O ex da EDP imobiliária, também não escapou. Foi apanhado por tabela e apanhou por medida e por corrupção passiva. As influências de uns com outros que são todos, os que entram nas sucatas. O negócio estava sujo mas lucrativo. A ferrujem não atacou desta vez os agentes da Lei e do Estado de Direito. O país está a mudar. Falta a partir de agora saber a quem é que o Tribunal de Aveiro quer mandar o recado. "Merci pour ce moment"!


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

No gume da cirurgia

Dentro de algum tempo, dias serão ao que julgo, vou submeter-me ao gume da faca em linguagem de magarefe, mas bisturi, em definição técnica especializada. Não por que a minha vida deslize hoje no fio da navalha, mas as sondas enviadas pelo corpo adentro, enviam sinais de entupimento e preocupação. Os tubos não deixam passar com eficácia o soro necessário e a seiva decente que alimenta e oxigena o motor, com boa rodagem e pronto p´rás curvas, capaz de acelerar ainda, dependendo da pista, sejamos claros. Ainda não há data definida para a operação cirúrgica bruta que a necessidade aconselha com pressa moderada, mas a hesitação berra e embirra com a rebarbadora rude e cega que aguarda, e já se ouve o seu ruído a ensaiar a manobra ali para os lados do Porto, num edifício com nome de santo tripeiro - O mais provável. Com esperança e um bom pedaço de tranquilidade abrirei o peito a este "poema", do ramo mecânico ou heavy metal, e preparado para receber numa troca de valores e de canos gastos e cheios de calcário, onde nem o "calgon" resultou, por outros com provas dadas e que de tripa limpa e da perna serão, que responderão bem à transferência e aceitação do novo lugar aonde instalar, previsto e documentado. A garantia de que o motor está bom, sem nunca ter sido posto em causa no asfalto da paixão sórdida ou sorrateira na idade ardente, é mais de meio caminho andado para fazer a viagem de volta ao meu posto, às palavras e à vossa companhia. Já sem o cansaço que me vem incomodando para grande surpresa minha com um passado de atleta e de Ranger. Até lá, vruuuum e pedal a fundo, sempre a bombar, antes que me enfarte de tudo isto, a que muitos e mais alguns chamam, risco, outros vida ou viver!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

"Estatísticas"

Nas páginas dos jornais desenham-se umas barras esticadas ao alto, coloridas e de tamanho desigual, que dizem ser gráficos de estatísticas representativas do número de mortos nas praias do nosso Atlântico, que querem traduzir que estão a baixar em relação a anos anteriores. Ao mesmo tempo, outras nos dizem que o número de incêndios florestais também diminuíram nesta última década, ou seja em idêntico período. Os especialistas, quer os do ISN(Instituto Socorro a Náufragos), quer a Autoridade Nacional de Protecção Civil e o ICNF(Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas)-uuff!-, adiantam explicações para o sucedido, realçando, como quem recolhe louros das algas e das cinzas, que a eles se deve tal sucesso. O ISN reclama que tal diminuição de mortos nas praias costeiras e rios das encostas se deve a grandes campanhas de esclarecimento e bem conduzidas, assim como ao trabalho dos municípios. Os técnicos ligados aos incêndios também encontram o calor do júbilo pelo menor número de fogos, e que a eles e às medidas saídas das mangueiras da competência postas no terreno, se deve igualmente. Será coincidência ou outra a razão, para que na mesma década tenham diminuído os casos trágicos em relação a anos anteriores? A questão não é tão líquida assim e tão seca que não requeira uma valente e reflexiva rega. A nós, parece-nos, que quer o número de fogos nas matas, quer o número de afogamentos nas praias têm a haver e coexistem com os anos em que afogamos na pobreza, na austeridade até ao pescoço, na falta de condições para sair de casa, viajar, fazer piqueniques à volta da fogueira, ir à praia tomar um banho de relax, etc. Se todos ficarmos em casa, passarmos os dias e as férias a olhar para o tecto e no convívio dos ratos, ou sentados na soleira da porta à conversa com o vizinho e a jogar a bisca lambida na tasca imaginando estar num resort, ou no jardim da velhice e à sombra do vazio, os casos relatados, e ilustrados por barras com as cores do sucesso, como se saíssem do atelier de Siza ou de Souto Moura, de combate aos fogos ou de afogamentos no mar e no rio diminuem de certeza drásticamente. Desde que entretanto não apareça um rectificativo a contabilizar as mortes na banheira doméstica, nestes dias de canícula setembrista, as estatíticas hão de bater certo mas não traduzem a realidade à semelhança das traçadas e muito propaladas para o desemprego sem ter em conta a emigração e a eliminação interna por desistência. A isto tudo, é o que se pode chamar de "fogo de artifício" generalizado, que se quer apagar com água política, traiçoeira e suja. A divulgação destes estudos(!) que originam tais estatísticas provam que não são como o algodão. Antes garantem que nós estamos ausentes de todos os lugares.


domingo, 31 de agosto de 2014

"Quem tem NATO, tem medo!

Até que enfim o presidente russo, Vladimir, mostrou que não é um filho da "putin". Falou à cidade e ao mundo, e falou grosso e firme, sem tibieza ou tremura como só um Homem deve falar. Estamos habituados a ouvir sintonizados só a voz monstruosa da América na onda comprida do - quero, posso e mando, a trocar recados e ameaças também ao mundo, lançar invasões e apoios diversos, desde alinhamentos com ditaduras latinas, afroasiáticas, árabes e hebreus, regimes irrecomendáveis, armamento e financiamento de forças rebeldes, a terroristas úteis que lhe dão jeito em territórios estratégicos em determinados países contra "governos" que lhes não convém e à sua política imperialista, dentro da estratégia que tem traçada para se impor e fazer obedecer e lucrar. Putin disse -"não se metam com a Rússia...a Rússia é uma potência nuclear e está pronta para repelir qualquer acto de agressão...que o melhor é os parceiros pensarem duas vezes antes de se meterem em assados com ela". Quem não tremeu também ao ouvir tais recomendações, foram Passos Coelho(PC), Aguiar Branco(A) e Paulo Portas(PP)- trio que muito dá que pensar. Desconfiamos nós que assim tenha sido o seu pestanejar. Portas e AB reagiram até junto de PC, lembrando-lhe o nosso sofisticado armamento armazenado, desde as máscaras de gás adquiridas para suportar o mau cheiro da nossa política interna, os Pandur enferrujados, os helicópteros secretos e de combate aos fogos suspeitos, e os polémicos submarinos adquiridos por processos claros como a água do encobrimento, que os tribunais não decifram, e a precisarem de serem ensaiados, postos à prova num teatro de operações mesmo a sério. Putin não reflectiu sobre esta ameaça lusa. O presidente Russo ignora a nossa História e o número de mortos que Portugal já sacrificou e deixou a apodrecer nas trincheiras e no mato, desde Aljubarrota, S.Mamede até La Lys, e do rasto de sangue que deixamos pela India e em África. Desconhece o "czar" de Moscovo, que nós somos uma nação valente e imortal, " por isso invencível, e ”que quem se meter connosco...leva". Os E.U. sempre solidários, mesmo quando armavam e apoiavam "os turras" das ex-colónias para nos matarem no capim africano, podem contar com os nossos ofícios e o apoio incondicional de Coelho, Portas e Aguiar Branco. A nós ninguém mete medo ou dá ordens, que nós de tão magros já nem cú temos, daí não sermos vistos nem achados. Somos independentes de qualquer "tio" mesmo que ele apareça pintado de índio ou feito cowboy. Fazemos boas parcerias e sempre prontos com as calças na mão ou pelos joelhos para disfarçar. Venham eles, que nós cá alinhamos de arma às costas e a assobiar para o lado na lama das asneiras sucessivas e dos milhares de mortos que a C.E. e os E.U. provocam no planeta, e hoje casa-a-casa nos decapitam. NATOralmente!


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"A grande entrevista"

Há uma jornalista de um canal de TV, que após ter-se retirado por motivo de desgraça acontecida no seio familiar, o que se lamenta, regressou ao ecrã e com ela trouxe uma “grande entrevista”  para nos apresentar e com que julgava cativar e surpreender a audiência. E surpreendeu! Não pela qualidade da, e interesse na apresentadora, nem pela personagem escolhida a entrevistar. A surpresa encontra-se na mediocridade das perguntas feitas ao convidado, conhecido e afamado nos meios desportivos e das revistas do social-corriqueiro. E como não podia deixar de ser, a presença do "colunável" jogador de bola merengue, suscitou de imediato a convocação ao estúdio, de outro "colunável" da mesma área, que presta serviço e dá brilho num clube rival e que o torna tanto ou mais famoso que o convidado da fragilizada jornalista, e feito ali ou por isso mesmo, rival também. Chama-se esse ímpar jogador, Leo Messi. Jogador argentino, só podendo ser comparável ao deus Diego Maradona, com prejuízo para este. Para quem anda distraído neste tipo de espectáculo, convém aqui enaltecer, que no Festival de Veneza a realizar a 6 de setembro  próximo, num dos certames mais importantes da 7ª Arte em todo o mundo, irá ser exibido pelo prestigioso cineasta Alex de la Iglesia, fora de Concurso, um filme rodado em Rosario, Buenos Aires e na Barcelona de Gaudi, sobre a vida e obra do magnífico e único, jogador dos blaugrana que encanta o planeta com a sua magia, e que se converteu no melhor de sempre após anos de trabalho e preparação no F.C.Barcelona. A nacional-jornalista ignorando tudo isto, pergunta, no seu estado diminuído, ao craque nacional-madeirense se "não achava que Messi, o tal rapaz criado em La Masía, estava a ser levado ao colo", querendo com tal pergunta provocar ou levantar a dúvida sobre quem era o melhor futebolista do mundo. A entrevista para mim começa e acaba aqui. O ridículo tomou lugar quando a entrevistadora ensaiou, em confusão e transtorno ali à nossa frente, a entrevista, que teve o mérito de nos esclarecer de que ela não regressou ao trabalho na melhor forma nem nas melhores condições de sanidade, o que deve preocupar o tal canal. Por nós, entendemos que a pivot deslocada do seu norte, merece mais uns dias de repouso, relax, e de reflexão. É que uma desgraça nunca vem só!


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Imagens da Guerra

Nestes últimos dias, as capas dos jornais não param de nos revelar fotos com imagens terríveis, monstruosas, que deviam pertencer a um mundo inexistente, ou apenas ao imaginário. Duas fotos ganham relevo e rebentam pelo impacto que contêm, ao mostrar-nos a perda da vida de duas pessoas, por entre milhões de mortes executadas pela estupidez e na loucura dos homens e da guerra permanente em que vivem e fazem disso profissão até. Os atentados, os massacres, o genocídio levado a cabo por homens contra homens através da bala, do punhal, da bomba e do míssil sofisticado e teledirigido contra o zé, o manel, a maria com criança ao peito, levam sempre na "embalagem a bula das explicações" que pretende justificar o acto da matança. O jornal Público, em dois dias seguidos encapou com duas fotos a história contemporânea e o seu miserável percurso. Num destes dias dá-nos a imagem violenta, quase indescritível, de uma mulher e mãe ucraniana deseperada, que destroçada chora envolta nos braços de um homem meio civil meio soldado. E no meio da calçada destruída, "jaz morta e arrefece" a sua filha descalça, desfeita, esborrachada pela metralha assassina que outros homens fardados e camuflados, disparam. Que dor tamanha nos faz e nos consome o coração! No outro dia o jornal não nos poupa, e espeta-nos com nova foto, desta vez a de um jornalista/repórter à beira da decapitação, indefeso e impotente, tendo por sombra o carrasco do deserto. De joelhos como penitente, com túnica laranja e a mão inimiga por cima do seu ombro, como espada ceifeira, prometida e cumpridora da hedionda sentença, fria e calculada. O Público quer-nos dar testemunho do que vai pelo Mundo. O jornal cumpre a sua função e o jornalista, quer o do deserto onde é refém quer o da redacção livre, não têm culpa de que a história se escreva desta forma e vá por este caminho. A mulher que sofre e chora sangue pela sua filha desfeita à frente dos seus olhos, e o freelancer decapitado também não. Apenas uma diferença os separa. Aquela mãe e filha não procuraram estar por dentro da guerra e dela queriam fugir. Já o repórter assassinado era voluntário. Foi para aquele teatro negro e reles em serviço por uma causa forte e de superior interesse para o mundo. Ele só queria informar-nos, dar notícia daquilo de que são capazes os homens, que em vez de amarem como aquela mãe ucraniana, caída e apertada nos braços protectores do filho consolador, matam num abrir e fechar de olhos, mesmo quem nunca sobre eles disparou senão a máquina fotográfica ou quem só quer encontrar o pão da sobrevivência. Mas a guerra é assim mesmo. A revelação da estupidez e da loucura dos homens. Eles sim, são um cancro dia(e)bolizado e incurável. Afinal a culpa será de nós todos!
                         

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O Soweto dos EUA

Os E.U são um barril de pólvora com mecha ensarilhada que a torna curta. E são por esticadas e repetidas razões, cheias de variantes estendidas desde Fergunson a Washington ou desde Nova Orleães a Nova Iorque, e todas assentes em traumas históricos, sociais, racistas, descriminações a preto e branco espremidas e encolhidas entre as imensas caixas de papelão que abrigam o pé descalço sob o néon da fantasia, da precaridade e da injustiça. O saco da rebelião que milhões carregam desde os subúrbios, os bairros pobres e marginalizados, está a transbordar. Só não rebentou ainda porque o pesado Estado Policial está de armas e de olhos postos permanentemente, pois todos sabem o terreno que pisam. E é terreno minado, embora contido, por enquanto. O Poder está vigilante e actua ao mínimo sinal de inquietação, adiando a fogueira. Até um dia. Mas esse tal dia de braseiro está na forja, e a América acordará já com o pesadelo do "levantamento sowetano" nas ruas por onde a marcha e o canto incendiário se fará e alargará. A Casa Branca poderá, nesse tal dia que será sangrento, passar a chamar-se "Mausoléu da Vergonha". Escrito a negro, é claro!



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Já(z) morta vai Dóris

A Dóris já não escreve mais sobre a obra do "embedded" Miguel Sousa Tavares (MST), o Senhor Todo Poderoso (STP) acarinhado e temido dos e pelos media(!) à semelhança do DDT, o Senhor Ricardo Salgado (SRS) que lhe é próximo, quase familiar por linhas travessas. São dois tipos com influentes activos em circuitos e círculos misteriosos. Um, avô nos media e na política com biombo da intriga, que se move como sombra entre o Expresso, a SIC, outros Títulos e Folhetos. O outro, avô na alta finança fraudulenta e no "crédito desbaratado" e criminoso. Porém, a morte da Dóris tem graça, porque mesmo na condição em que decidiu agora "estar" por estes dias, ela vem-nos alertar, em jeito de crítica literária, coisa que ela sabia fazer muito bem, para o ano da publicação do livro "Rio Das Flores". Livro que ela na sua condição de especialista, entendera então ser, um rio de mediocridade cheio de pétalas sem vigor e pálidas, como que saído do punho de um adolescente afogado na iniciação. Com muita lábia, alguma imaginação, polemizador q.b. e bem relacionado na praça - alfacinha sobretudo. De tal modo influente e orientado, que o Expresso e até o jornal Público se recusaram em tempos publicar um trabalho de análise literária sobre a obra do MST/STP, para o proteger. A Dóris mesmo morta, fez-nos reflectir sobre quem é quem em determinados meios, a força que exibem e a importância de tais "jeitosos" que são protegidos nas Direcções e Redacções dos jornais e por canais de TV, por onde ganham palco e recolhem avenças. A Dóris Graça-Dias, não era a Lady Di nem na figura nem no comportamento. Era uma Mulher com M grande, inteligente, que nos ajudou e fez saber mesmo agora já(z) morta, porque é que uma "carta do leitor aos jornais" deverá ser publicada, se uma “crítica literária” com a qualidade com que a Mestre Dóris registava a sua opinião, não o foi. O proteccionismo funciona assim mesmo - por tentáculos. Não nos devemos surpreender. É pena e surpreendente, isso sim, que um jornal como o Público, do qual a gente gosta, esteja "embutido" também com o acontecido no ano de 2008. Mágoa que partiu quase em segredo com a Dóris Graça-Dias. Que esteja na paz do maior e único Senhor!
       

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

BES, sem Vantagem CR

Há campanhas publicitárias com o propósito de nos vender um produto que são um desastre absoluto. É o caso da "Vantagem CR100 (sem Rendimento)" que o BES lançou, contratando dois personagens oriundos de palcos diferentes. Ambos evidenciaram apenas o lado ridículo e a comicidade implícita, mas bem paga, certamente. Isto de um Banco de referência usar como imagem de sucesso um tipo que anda por aí colado ou distribuído por todos os cantos já de tanga ou em cuecas, não prenunciava nada de bom ou de atraente, embora a intenção fosse exactamente fazer-nos acreditar que estávamos na presença dos "pés melhores do mundo". Mesmo que fosse a Dona Inércia desnudada e em pose teatral, a "vantagem" ou o lucro seria insignificante para qualquer candidato a cliente ou investidor. A prova de que usar como porta-voz de vantagens em mudar de Banco, uma dupla bizarra e sem estatuto e nenhum pedigree, mas popularucha, está à vista e badalada com estrondo, e que deu no que deu. Da "Vantagem CR sem Rendimento" que o diga a Selecção Nacional de Futebol, que após prometer uma grande prestação no Mundial Brasil 2014 através do mesmo porta-voz que serviu agora ao Banco falido, regressou a casa de bolsos vazios e sem cotação no mercado, mas com o ridículo valorizado, imagem agravada, e sem mercado para novos spot´s publicitários. Em um e outro cenário, o projecto propagandeado não podia ter corrido pior. A prestação da D. Inércia também não é recomendável, pois se se tivesse mantido fiel e firme na concorrência, não tinha sido arrastada para a taxa zero em que se vê agora enfiada. A imagem de um em cuecas, já era deplorável, mas imporem-nos logo dois, valha-nos Deus, pois que o Espírito Santo deixou de acudir e saiu-nos um flop de bradar aos céus. Uma campanha assim tão desatrosa revelou um "infeliz encontro entre três personagens" para iludir ou iludibriar o pagode. É "tanga" a mais e a um juro elevado!

   

terça-feira, 29 de julho de 2014

Com que tola e com que lata nos entalam!

Eu, que não sou Guia Supremo de coisa nenhuma no mundo nem sequer em minha casa, urge-se-me que venha a terreiro dizer e insurgir-me contra o que outros com responsabilidades imensas e de consequências irreparáveis, escondem a esse mesmo mundo, pois dele se fizeram governantes e ditadores, e por isso coniventes com os males inconcebíveis, sistemáticos e tolerados, que dos seus silêncios e das suas práticas persistentes emanam. Contra o que das suas soluções e resoluções políticas erradas resultam. Contra o que nos seus acordos e artimanhas estabelecem e articulam para se imporem aos povos a caminho da impaciência e do esgotamento. A minha "tollah" já não aguenta muito mais tanta hipocrisia, tanto cinismo, tanto conluio na falsidade e por igual participação na barbárie que se vai instalando e praticando em muitas regiões do planeta, à frente dos nossos olhos cheios de sal e de areia, e com a complacência das nações mais poderosas, sobretudo. Na Palestina, e em Gaza com particular precisão, a matança hora a hora sob o sol de pólvora, ou sob a lua de cristal, é levada a cabo pelos sobreviventes ao "gaz(e)amento nos campos de concentração e de extermínio nazi". Povo eleito por Hitler para tal fim, que hoje faz história pelas piores razões, que abomináveis são. Matança com raiva resistente e própria de ocupante ilegal, que é quase ignorada, uma, e demasiado aceitável, ao mesmo, que a origina, pelos governantes ocidentais que esperam submissamente sempre pela ordem de alinhamento determinada dentro da Casa Branca em Washington. É fácil, velho e sabido, o que vai naquelas cabeças imperialistas na terra do Tio Sam. Já estamos carecas e negros de saber, que espalham discursos de circunstância a cada drama, monstruosidade, na medida que lhes sirva a sua política, a sua táctica, os seus interesses vários, fora da sua porta. São quase sempre cómicos repetentes e ridículos actores em tais representações. Já ninguém os leva a sério. É fácil, velho e sabido, que enquanto fazem de conta que pedem a Israel para respeitar o Direito Internacional, dizem por baixo da mesa a Netanyahu que prossiga com a limpeza em contínuo e à bomba desde sempre, até ao fim, e se possível desde Teerão até aos Montes Golã, e enquanto os palestinianos não se entregarem e não entregarem todas as pedras que constituem o seu armamento pesado por troca com a paz miserável suspensa nas sofisticadas armas mortíferas dos judeus, que nós depois cá estamos para vos absolver. Mas a luta irá continuar, porque as pedras não se acabam e enquanto a terra ocupada não for libertada e recuperada segundo a História. Os amigos americanos também não, é certo, e estes têm muito material bélico para vender. Cavem-se mais valas. A terra tal como a guerra está prometida. Ao Ocidente cabe-lhe o papel de coveiro. Eu só queria ser “ayatollah” por uma vez!


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Teodoro e o Cavaco

O Teodoro e o país que está na sua posse, há quase tantos anos quantos João Jardim está na Madeira, foram admitidos entre abraços e sorrisos crioulos, como membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP). O "sim" dado à adesão da Guiné Equatorial à Lusofonia espatifada, e já outorgada(!) desde o seu comprometimento no Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, não nos dá garantias nenhumas de que o Teodoro mude de vida e de comportamento junto do seu povo esmagado na pobreza e na tortura até à morte. A aceitação da integração da Guiné Equatorial como membro na CPLP, obedeceu à lógica da batata da bolanha, e dos "nabos lusófonos" que se sentam na Organização que se pretende seja orientada por valores da Democracia, com dignidade e no respeito pela vida humana. O nosso Presidente da República, que por cá também o há, falou e disse no "flash interview" para justificar a táctica, que foi surpreendido por tal desfecho, mas que remédio tinha senão concordar com o resultado. Cheira-lhe a petróleo e a negócio, valores mais altos, que podem dar muito jeito ao país que ele se acha a governar, e o Teodoro até é capaz de se expressar em "portunhol", o que já é um contributo a considerar positivo. Outro, é o que Cavaco vai acrescentar ao mandar introduzir no AO(Acordo Ortogr.) o neo-verbo -"Obiangar"-: " eu obiango, tu obiangas, ele obianga, nós obiangamos, vós obiangais eles obiangam". A CPLP obviamente terá que assimilar tal conjugação. Em Boliqueime já se treina tal verbo transitivo no sotaque local!


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Palestina vs Portugal


Em Portugal, aconteça o que esteja a acontecer pelo mundo que sangra e grita, ninguém mexe uma palha em socorro ou pelo menos para dar sinal da sua existência. Pode cair o Carmo e a Trindade, o Taj Mahal e a Sinagoga La Ghriba, que não faz tremer a nossa condição de apagado e sem fazer borbulhas, de gente que tenta manter-se na sombra da história dos dias que correm ou nos fogem. Somos "o silêncio dos idiotas ou acéfalos inocentes". Na Palestina, o povo árabe que ali luta há muito e desde sempre pela terra sua e pelos direitos seus, negados e espezinhados pelos judeus de Israel, não tem qualquer notada solidariedade em terras lusas, e libertas através também da luta contra o ocupante castelhano. O mesmo já não acontece em França nem na Alemanha, vejam só. Nas capitais destes dois grandes países e de soberbas culturas existem "pequenas Jerusaléns", e nelas se manifestam os seus cidadãos em apoio ao povo massacrado da Palestina, e aonde demonstram o seu nojo contra um regime e um povo, o hebraico, que o Mundo auxiliou e por eles morreu, a tempo de não permitir que se extinguissem nas câmaras de gás aonde os nazis os "acomodavam" a seguir ao banho desparasitante. Mas por irónico que pareça, é em Berlim hoje que se levantam também manifestações em apoio ao povo árabe, em luta permanente e armado de luto numa noita infinda, e contra os "compreendidos hebreus pelos governantes dos anéis ocidentais". O que fazemos entretanto ou entrepouco nós por cá, em favor dos palestinianos? Do nosso governo vassalo e refém dos interesses dos judeus e dos seus guarda-costas norteamericanos nada podemos esperar, vergado que está e habituado a obedecer como lacaio dos interesses capitalistas e fascizantes, que se vão impondo um pouco por entre os fracos políticos que "fazem fracos a forte gente". Porém destes, governo e políticos, não reza nunca, a História. E de nós?


terça-feira, 22 de julho de 2014

"Vale(as corpus) e Azevedo"

O Ministério Público(MP), rejeitou o pedido ao Supremo Tribunal de Justiça para a libertação imediata do advogado suspenso e antigo presidente do S.L.Benfica, detido por falcatruas várias, na prisão da Carregueira e aonde vai carregar o resto da pena que lhe falta contando com o seu bom comportamento. Parece que todo o argumento apresentado pela sua defensora, a advogada Luísa Cruz, não foi suficientemente fundamentado para o aliviar da cruz que ainda tem que suportar, ao mesmo tempo que for acompanhando à missa e arrumando a biblioteca que serve de apoio ao bandido que queira cultivar-se. Os Juízes que lhe negaram a libertação ao abrigo do Habeas Corpus, entenderam que o argumento em que assentava o pedido que permitiria a liberdade era chocho, e quando adiantado pelo "Azevedo" de nada "Vale". Se Vale e Azevedo tivesse ido ao Brasil e lá num descampado tivesse sacado de pistola e dado uns tiros numa velha cheia de nota e a mandasse desta para melhor, e continuasse por aí à solta a dar música de igreja ao pagode protector, cheio de milhões que dariam para comprar muito tapete de automóvel, ainda os Juízes compreenderiam, e sabe-se lá se não aplaudiam o organista. Se Vale e Azevedo tivesse sido autarca, fumasse uns "cubanos" e pusesse o produto financeiro desviado no nome de um sobrinho a jeito que anda de taxi na “estranja”, a coisa ainda se resolvia a seu contento. Se comprasse sucata em conluio com "amigos bem relacionados com o poder" em vez de comprar jogadores de futebol, a ferrugem da Justiça não lhe pegaria ou pelo menos oleava o processo . Mas Vale e Azevedo era presidente do maior clube de futebol em Portugal e não reunia muita simpatia, apesar de aparentar ser um bonacheirão. Fez contratos misteriosos e desvios de dinheiro em proveito próprio, não tem grandes apoios e ninguém deles dependentes. Qualquer manobra junto dos tribunais por ele apresentada está condenada ao insucesso. O preconceito dos julgadores parece sobrepor-se à legalidade tolerante. Os Juízes que apreciam o seu caso não vão à bola com ele. Assim só decorridos cinco sextos do cumprimento da pena, ou seja lá para 07 de junho de 2016, é que o ex-presidente e ex-advogado, será ex-prisioneiro, e poderá regressar ao relvado da vida e do próximo Europeu a tempo de assistir à final em França se quiser e o deixarem, se entretanto não surgir outro pedido de captura mal ponha o pé fora do portão prisional.



quinta-feira, 17 de julho de 2014

"A mim não me enganas tu"

Bafejado pelos meios de comunicação social, que lhe dão desmesurada cobertura, o deslocalizado presidente da Câmara de Lisboa, percorre o país em campanha eleitoral para assalto ao poder, primeiro no Partido Socialista para depois seguir-se o que logo se verá. Este autarca e ex-repetido tri-ministro, possui gravado na pele as três piores características que um homem é capaz de reunir:- cobardia, traição e oportunismo. Cobardia, porque sempre que avançou para a liderança do seu partido, de todas as vezes recuou. Não tinha certezas de vitória, ou lhe cheirava a derrota, e as causas e os problemas a enfrentar e combater deixavam de ser prioritárias, e sempre na altura que o país mais reclamava por esforço e unidade para o melhorar. Traição, porque andou de braço dado e aos abraços solidários com o actual Secretário-Geral do PS durante a última campanha eleitoral para as Europeias e agora que roeu a corda, vê-se que era tudo fingimento. Coisa que não surpreende num político, e deste coturno. Oportunismo, porque partindo do princípio de que o seu ainda Secretário-Geral não está muito "seguro" e apresenta fragilidades de afirmação alargada no eleitorado estreito, incapaz de levar o seu partido ao poder com uma margem de apoio absoluta, avança mais uma vez como candidato ao lugar que o possa levar depois a 1º ministro, prometendo um satisfatório e expressivo sucesso que lhe permita soluções milagrosas quando e se chamado a governar o país. Os seus apoioantes saltam de quadraturas e de círculos vários, saem dos armários carunchosos figuras afastadas, quase esquecidas, e outras sinistras do continente e até das ilhas com contas mal feitas e nunca prestadas, numa de aproximação interesseira e interessada em regressar pela sua mão a poleiros que alguns já conhecem e aonde não fizeram obra fundamental nem alicerçada em competência. António Costa não é por tudo isto um homem de confiança. À volta dele esvoaça muito lixo e outro que se amontoa que ele não consegue eliminar, e sempre que pisca ou se zanga pela falta de consenso com o seu projecto e ambição, a luz tanto se apresenta verde, laranja ou vermelha, de forma baralhada, que só atrapalha o sentido que os seus militantes e simpatizantes querem tomar. Com ele ao volante do PS o trânsito entra numa estrada de demagogia maior e mais perigoso. Lisboa que o diga, e que Portugal dele se livre. Por alguma razão ele é bem visto à direita. Vêem nele o homem capaz de fazer com que o PS recue para os 28.5% nas próximas eleições legislativas!


quarta-feira, 9 de julho de 2014

"Gula ou Guleada"

O Futebol brasileiro terá forçosamente de reflectir ao mais alto nível sobre a sua desgraça, e para isso necessita de um grande esforço só para o tirar da lama onde esperneia, e sobre o que aconteceu à sua Selecção Nacional decorada de verde-amarelo frente à Alemanha no estádio da cidade ingrata de Belo Horizonte (que nome para registar tão grande desastre!), e concluir, por entre a ferida gigante e que há-de persistir e lamber por séculos, que aquilo que deve apresentar em campo, é qualidade real e séria e não arrogância, como é sua carecterística e até do seu povo que a confunde com, humildade. O Brasil do Futebol, que outrora fez história, terá que regressar ao pé descalço, percorrer as favelas e as praias para encontrar de novo quem faça da bola gato-sapato, e não bota de biqueira aflita calçada e no gramado milionário, como hoje lhe pesa. Não lhe bastará ser empurrada por muita propaganda,e publicidade a preceito para ilustrar o passado aonde repousam "estrelas" e exibir "símbolos" vivos, que tudo isso faz parte de um pacote que já não entra na equipa e não joga, e ao mesmo tempo agravada por ser comandada por um sargentão que engana brasileiros e iludibriou portugueses, com a "doçura do sotaque e a lábia da demagogia", e a quem cedemos com a nossa basbaquice. Tal como colocar bandeiras na lapela não tira um país da miséria, o mesmo acontece em apelar ao povo para por bandeiras motivadoras nas varandas não dá títulos - apenas vergonha. A "mannschaft" da srª Merkel demonstrou-o exuberantemente e sem apertar muito com os sambistas e feiticeiros dados às macumbas, só para não os fazer bonecreiros demais no carnaval do Mineirão. "K(c)lose" e os colegas fechou-lhes a marcha rumo ao triunfo que eles cariocas juravam imparável. E o Mineirão tornou-se assim, o estádio do vexame e da tragédia que aconteceu no "Feio Horizonte", e onde os "canários perderam o pio".


sábado, 5 de julho de 2014

"Fecuntalidade"

Os portugueses não fornicam quanto se pede e se espera de um latino, porque o "psique" do hipotético garanhão, anda em baixo. E é tanto mais em baixo quanto nos esvaziam o salário e emagrecem a carteira. As estatísticas dadas à luz por órgãos da comunicação social, com causas que já vêm de longe, dizem-nos coisas sabidas. Sem trabalho, bolsos cheios apenas de cotão, preocupação em alta e constante, não há ninguém que se aguente firme e em pé. A coisa dá em moleza e desmotivação. A vida presente apenas nos endurece a alma e não nos anima ao acto de amar e reproduzir para povoar o futuro. O sofrimento não é alimento, nem o viagra é solução. Com o homem do fraque a bater-nos à porta, a sombra da penhora a rondar-nos a casa, as ameaças de desemprego, o espectro da fome que nos enche a barriga, mulher e homem não engravidam de sonhos, e só vêem abortar as esperanças a cada dia que passa, sem sentir que o país aonde nos acolhemos nos alivia para uma relação feliz. Com esta pressão a habitar-nos o coração, quem é que é capaz de querer trazer filhos com amor a este mundo despido de garantias e num país sem projectos de as conceber? Só se for muito cruel!


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Comportamentos

Dinis Dias, DD, é um jovem futebolista natural de Monção que joga a médio no clube minhoto, o Vitória de Guimarães, cidade-berço da nação. Luís Suárez, é um dos melhores futebolistas uruguaios, um bom atacante que joga em Inglaterra no Liverpool. É bem pago, é "Bota de Ouro", e integrava a sua Selecção de Futebol no Mundial do Brasil 2014. Dinis Dias enquanto corria nas margens de um rio para manter a forma física e ao mesmo tempo que ouvia música, apercebeu-se de que dois jovens estavam em apuros e prestes a afogarem-se, saíu da ecopista de Salvaterra, cerrou os dentes, e atirou-se à água para "salvarhomens", o que fez com êxito. Luís Suárez deixou de correr atrás da bola porque foi expulso do Mundial em que participava e sem salvar coisa nenhuma regressou ao Uruguai e à sua casa, e foi recebido com pompa por uma multidão que estava à sua espera e que mereceu até a atenção do Presidente do seu país, o que não aconteceu com a Selecção das Quinas, que quando partiu de cá para o Brasil, carregava um sonho e chegou amaldiçoada e sem honra, e só aplaudida pelos familiares que os aguardavam. Luís Suárez, artilheiro perigoso agora alvo de sanção dura e séria, pelo contrário, provou que até à dentada defendeu a sua "Equipa", ao jeito daqueles adeptos do norte, que dizem -"até os comemos". A multidão reconheceu o esforço e fez mesmo assim questão de o saudar à chegada. DD, jogador português ainda sem fama e pouco proveito, também regressou a casa, mas com o seu feito corajoso e até heróico, num gesto usando a alma e os braços, não tinha ninguém a aguardá-lo para o felicitar, e jornalistas, comentadores e televisões também não. Todos por cá continuaram a falar do joelho do Ronaldo, do “gelo” que vai pelo país, do uruguaio famoso suspenso e da sua mordidela no ombro de um jogador italiano ferrado e desclassificado, que continua vivo, de boa saúde e já em casa a divertir-se como se nada fosse, gozando a vida. Luís Suárez voltará a ser aplaudido e homenageado - quem sabe! Dinis Dias voltará à marcha junto ao rio e com os auscultadores nos ouvidos retomará a música no compasso interrompido.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Falha ética"

A decisão dos juízes de uma "relação" de Lisboa, de repente delibera, que um recluso quase arrependido(!) vale por dois homens íntegros e honestos. E mais ainda se esse personagem estiver em boa forma física capaz de abraçar uma carreira de consultor e até de retomar depois da poeira judicial assentar, o seu lugar na sociedade dos governantes de avental e colar, no comando a régua e esquadro de autarquia saudosa, de mandar umas baforadas para o ar saidas de um charuto atrevido e demagogo, a formar uma nuvem que não nos deixe enxergar direito o que de torto há nesta recambolesca matéria com sentença anexa. O presidente de uma Fundação com nome pombalino, bateu as asas e foi posto em liberdade limitada, mas tem assegurado o pão com fiambre, manteiga e caviar regado com "Alvarinho" no mínimo. Uma reforma para já de 2800 euros não são trocos, a que se juntarão os rendimentos obtidos na promissora tarefa de consultadoria, sempre há-de dar para juntar mais um queijinho da serra. Aprendamos todos com quem sabe destas coisas ligadas às falcatruas sem taxímetro ligado, e não temam por cadeia pois está visto que quem sai de lá, trás uma "experiência enriquecedora e que merece ser contada em livro, até por motivos pedagógicos". Aprendamos mais. Pelo vistos, há gente capaz de enriquecer esteja aonde estiver. Não é o meu caso. Sempre que estou ou saio de casa dizem os governantes da nação, que estou em dívida e por isso mais pobre. Para dar a volta a tal situação, lembrei-me também de tirar um curso extra-escolar de Educação Física, que me dê os atributos musculados que me faltam, de forma a estar melhor preparado para fugir às polícias quando for perseguido por fuga ao Fisco, à Segurança Social ou outra qualquer "falha ética", que agora me escapa. A lição maior a tirar, é que vale a pena estar detido numa penitenciária lusa, atenciosa, já que todo o tempo que lá passamos dá numa consciencialização crítica, cheia de assunto misterioso e moral romanesca, a publicar em breve por editora perspicaz. Prova de que compensa publicar o crime, e que não se deve dar por perdido esse tempo de reclusão, de pena leve ou de clausura privilegiada(!). Sendo que o saldo é positivo e nos torna num homem novo, sem arrependimento nem mancha, digamos - mais branqueado dos pés à cabeça!


terça-feira, 24 de junho de 2014

A propaganda e o fracasso

Excepto a sardinha assada pelo S.João, não há nada que saiba tão bem aos adeptos do arraial e do espectáculo, como arranjar desculpas ou inventar casos serôdios para justificar a mediocridade e o fracasso numa missão, e assim aliviar as responsabilidades aceites e cometidas. E por que é que se repete tal necessidade sempre connosco? Será por causa de uma qualquer lesão antiga das guerras com Castela e que ainda não foi detectada? Será da incompetência dos fisioterapeutas que a não cuidaram como devia ser com azeite a ferver e o bacalhau recomendado na gastronomia aconselhada e que o tinham entre-mãos e na ementa para uso em terras cariocas? A equipa médica demitiu-se porque o ministro não os atendeu como eles exigem e quem pagou as consequências foi a Selecção Nacional? Será dos comentadores que invadiram as Tv´s, e à volta das mesas que enchem o ecrã 24 sobre 24 horas, e intoxicaram com as suas opiniões (erradas quase sempre), e só criaram confusão na cabeça do treinador das tácticas e baralhou os movimentos e as pernas dos jogadores? Nada disto meus senhores! Somos simplesmente o mais fraco colectivo do Mundial 2014 e na condução federativa das coisas da Bola, mas muito gabarolas e vaidosos nos penteados e nos bólides à porta dos hotéis. O que é que há de estranho nisto tudo?


segunda-feira, 23 de junho de 2014

A fantasia colectiva

A serenidade voltou e com ela todos regressam a casa. A bandeira foi recolhida, a pala do boné virou-se para o sítio certo, as quinas e os castelos vão continuar guardados para enfrentar próximas batalhas. As conquistas de novo virão em forma de promessas, mas só nos amanhãs da fantasia renascida que será recriada pelos media até ao tutano, sendo certo que ganharemos sempre tudo antes de tudo começar. Somos assim. Um misto de nacionalistas e de ingénuos, com comentários a roçar a idiotia, de que a imprensa escrita e a da imagem usa e abusa com fins de negócio e dentro da ética do “mercado mercantilista”. Mas agora que a normalidade enfrenta a realidade, talvez voltemos às coisas que tornam os dias sérios, tal como eram antes de nos armarmos em campeões de tudo e de nada, e possamos com mais calma ir até à caixa do correio, e com olhos de ver, tirar de lá as contas para pagar que entretanto chegaram, e são da luz e da água, e são do fisco e do banco e da seguradora, e são do senhorio que reclama do atraso, e são da ameaça do desemprego, do filho reivindicador de maior atenção, da protecção que acabou e que subsidiava o infantário e escola, da recolha alimentar contra a fome, da factura da oficina-auto, das prestações do plasma que foi adquirido só por causa da bola que escorregava na humidade do ar e na relva da amazónia, e... ah! o processo de divórcio caro e infindável. Com isto neste pé a bola da angústia não nos larga, e na garganta manter-se-à a secura dos dias da véspera em que tudo se quis esquecido. Se resolvermos na melhor direcção este jogo que nos faz calos nas mãos e bolhas no coração, esta carga de trabalhos que nos espera, talvez sejamos verdadeiramente os "melhores do mundo"- Esteja o calor ou o frio que estiver!



domingo, 22 de junho de 2014

Quem tem Messi tem o Mundo

Quem tem Messi tem o Mundo

 -Quem assistiu pela TV no sofá doméstico ou num cenário mais colectivo e ambiente acalorado, pode afirmar que no jogo que pôs frente a frente a Argentina e o Irão, levantou-se com um sentimento de que alguma injustiça sempre acaba por acontecer. O Irão e Carlos Queiroz não mereciam sair para o balneário apetecível debaixo da derrota. O Irão não merecia perder e até desperdiçou boas oportunidades de vencer a partida, o que constituiria a grande surpresa deste Mundial. Mas o que se conclui claramente depois de tudo que se viu, é que a diferença está em quem tem o melhor jogador do Mundo e quem não tem. O Irão não possui nas suas fileiras qualquer nome sonante, digno de constar nos compêndios do desporto rei, enquanto a Argentina tem um atleta superior, que é do outro mundo e que se chama Messi;- Lionel Messi. O que faz a tal enorme diferença. O resto, "árbitro p´raqui e penalti pr´acolá" é conversa de "chacha" para diminuir o impacto da figura maior do Futebol Mundial.Quem tem Messi tem a solução para a "caspa" mais difícil, quem não tem só tem paleio, shampô e gel sem produzir qualquer resultado!


sexta-feira, 20 de junho de 2014

O C.D da TV

Dava tudo para saber pronunciar-me sobre uma qualquer matéria, por exemplo o acto de escrever, com a qualidade, convicção, dinâmica, profundidade e sei lá mais o quê, como o faz através da fala, Carlos Daniel(CD), jornalista do primeiro ao último gene, no que diz respeito a Futebol. Ele, como nenhum outro, consegue saber e palrar tudo sobre qualquer equipa e sobre qualquer jogador que anda, corra ou pene aí pelo mundo, desde a "armenistão até ao práquistão passando por maltistão". Ele é um babilónio na área. Se o saudoso professor "Bitaites" ainda estivesse entre nós, apelidá-lo-ia de "o beethoven-comentador-analista- dos-toques-supra e dos passes-maxi-da-bola-redonda-e-de-todos-os-esféricos-mágicos”. Nenhum pormenor lhe escapa acerca de qualquer atleta nascido ou por nascer e clube que venha à baila com movimento neste planeta ou fora dele. Nenhuma enciclopédia comporta aquele saber. E se lhe der espaço, ele quando é chamado ao quadro, e então aí sim, é o êxtase. Ele nem precisa de ponteira ou raio laser para indicar a manobra táctico-técnica, o balanço da jogada, o bascular do posicionamento, a alternativa ou outra resultativa em maior aproveitamento. Junto ao quadro electrónico os círculos indicam-lhe o caminho, param o movimento, arrancam na direcção desejada e ao pormenor. Nem dez freitas lobo, nem doze ruis tovar, quinze alves dos santos, e vinte mários zambujais lhe chegam aos calcanhares. Nem que fossem capazes de uma simples trivela, um passe de letra, uma subtileza rara enfim só própria dos “pingas e garrinchas”, como as apreciadas e narradas por ele. O C. D é mesmo o supra-sumo do comentário, da análise mais sofisticada do Futebol, que esmaga por completo todo e qualquer treinador profissional e viajado pelos "team´s" de maior dimensão, que se lhe atravesse nos estúdios de canal especializado em tão elevada cultura que o ecrã expõe. A táctica adoptada por estes e para que não fiquem com aquele ar basbaque (aconselho agora eu), deve ser à defesa assim que ele se aproximar para intervir. Ele é um transportador de jogo teórico, de play-station, um maestro, um artífice, um patrão a meio e no resto do campo televisivo. Ele sabe e domina como ninguém a Ciência do Futebol e o que vai nos seus bastidores. Não se metam com ele, que tal atitude é pior que se meterem com o Pepe ou o Bruno Alves. "Com o CD, quem ganha nunca é você"!


sexta-feira, 13 de junho de 2014

O "Mundial 2014 da mentira"

A capa do diário Público, jornal que o temos como sério, tomou como legenda para a foto de capa sobre o Mundial do Brasil, país anfitrião e organizador de muita bagunça a par de tanta criatividade, a expressão em rima "brasil começa a sofrer e acaba a vencer". Tal legenda suscitou-me de imediato estas duas rimas que se parecem ou vão dar ao mesmo - " com mais um árbitro ladrão, Brasil será campeão", e esta -" com um árbitro assim, brasil vai até ao fim". E se não bastasse a expressão que faz capa, logo ao virar da página, a "poesia" do Público continua;- É carnaval? É arraial? Não, é o Mundial". A esta nós contrapomos com ;-"Não, é um roubo de catedral". A Croácia, que se estreou a levar com o apito aldrabão que desvirtuou a verdade do jogo e o que nele se passou, leva-nos a pensar que o Brasil do mensalão, de Lula, e agora da sua sucessora presidente Dilma Roussef, roçou a esfera da influência e da forjagem do resultado com o mesmo jeito com que desenvolveu e construíu os doze cenários aonde se vão disputar os jogos que o calendário determinou, mas que serão doze arenas de s.paulo, sempre que o jogo seja disputado contra o país organizador da Copa e primeiro beneficiário da desonestidade no resultado alcançado na estreia, que meteu samba mas acabou com palhaçada. Sabemos que o Brasil, se relaciona muito bem com o Japão e os turistas japoneses não são de deitar fora antes do tempo. Para quem tivesse dúvidas este comportamento do árbitro japonês, Nyuchi Nishimura, com nome que assentava bem em gato ou até em panda, vai ficar para a história pela sua prestação e decisões ajuizadas com olhos que não enxergam direito, que há quem diga até que  puseram os nossos olhos em bico, após terem sido esforçados a ver o que se passou no Estádio Arena, onde a relva tremeu ao 0-1 para a Croácia e um 0-2 mal anulado e não por causa dos AC/DC ao som do seu Thunderstruck. Tema e realização que soou a mentira e assombração na cerimónia da inauguração. Rima e é verdade!



quarta-feira, 11 de junho de 2014

O fraco 10 de junho

Ainda hoje está por se saber se a indisposição sofrida pelo homem que na cerimónia de distribuição de títulos e medalhas, condecorações de e às ordens de feitos mais ou menos desconhecidos, se deve ao facto de não constar o meu nome na lista das nomeações. O homem incumbido de tal competência, penso eu, quando se apercebeu de tal falha, deu-lhe um treco e teve que ser de pronto amparado e socorrido pelos guarda-costas, estratégicamente ali em missão. Cousa afinal a que está habituado desde longa data, muitos dez-de-junho, de Camões e de outras relevantes personalidades em várias e bastas áreas. Áreas, que não eram própriamente aquelas aonde se amontoaram pessoas anónimas, empunhando cartazes denunciadores de protesto contra a política nacional que faz pobres e marginalizados históricos, e ao mesmo tempo figuras e figurantes reconhecidos e recompensados, sabe-se lá por quê, que se riqueza for, ela não chega a casa do desgraçado. Mas a cerimónia decorreu quase perfeita, não fosse estes percalços: - a falta de uma condecoração de mérito que devia ser-me destinada, o desmaio imprevisto da Excelência quando detectou o erro no discurso oficial, e a manif perseguidora provocada por gente irritante e gritante, que não quer ir ao chão sem dar luta ou mandar recado do descontentamento que carrega na vida. E que nem sequer com tal Excelência dobrada sobre si mesma e suportada pelas forças fardadas, fizeram uma pausa ou abriram uma trégua aos protestos por medidas e leis que os esmagam. Assim, a minha interrogação, que dúvida é, prende-se com o motivo ou a causa que levou quase ao tapete o dono-das-medalhas, incumbido de as distribuir com elevação na cidade mais alta de Portugal, e no seu dia de maior significado. Reflecti, equacionei, voltei a somar e a dividir, e após este exercício matemático, este trabalho todo, regressei ao óbvio já apontado - que foi pelo facto de me terem subtraído e afastado das nomeações por obras valorosas, é que deu aquela fraqueza repentina ao responsável máximo que presidia ao acto nacional e tornou o dia numa imagem simbólica que correrá mundo sobre o estado da nação. Mas quem sou eu afinal, para merecer subir ao palco aonde se senta a elegância com a bandeira na lapela por um lado, e a autenticidade e o valor por outro, reconheça-se? Apenas aquele que trabalha e mantém o País de pé, que sofre e sangra, que é roubado, descrimininado, e desrespeitado continuamente - O Povo. Simplesmente!


quinta-feira, 5 de junho de 2014

"meireles" só há um!

Querem fazer-nos crer de que somos todos "meireles". Mas não somos, não! Nem todos nos prestamos ao papel de palhaço. Porém espalham-se por aí imagens ridículas que espelham em pose de degradação o estado do país, presidido por um eleito "meireles" conhecido por comer com a boca toda, e de vender avisado acções à velocidade do coiote "bip-bip", e agora também por se dedicar mais a participar em "selfie´s" do que aos problemas de governação. O circo montado e que se tornou já anedota nos media e nas redes sociais, bem pode exibir os sorrisos e os dentes todos com que nos comem por lorpas e escondidos debaixo de barbas com poucas variações, de confusas e parolas tatuagens, que nós os pobres, doentes, desdentados, sem emprego, sem eira nem beira, sem apoios sociais, saberemos o click aconselhado oportuno,  tirar-lhes o retrato bem focado que os defina como artistas rascas que não merecem o nosso aplauso. Até lá, eles que se vão divertindo!


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nem só de regueifa vive Valongo

É imperioso que se fale sobre acontecimentos, outros, que marcam a vida de muitos portugueses agora que o relógio de Portas parou de contar misérias. É tempo de enaltecer factos bem mais dignos de serem contados, de gente e população que apresenta resultados com especial grandeza. Deixemos de falar em eleições para lugares suspeitos cá e na europa, dos trambolhões dentro do PS, do desânimo que percorre o PSD/CDS, do corroído governo da nação, da queda de popularidade do PR, das "bombas" de luxo dos jogadores da selecção nacional que vai passear ao Brasil, do Jorge Jesus e da sua relação com a arte de Paula Rego e a Eça de Queiroz, e debrucemos-nos antes na "festa que festa foi" que entrou para a história do Desporto numa terra vista como de passagem para a Cidade Invicta, e que actualmente serve de dormitório à dita, e que até hoje era quase só conhecida pela qualidade da sua regueifa famosa, ou por ser caminho para Santa Rita. Falemos então aqui e agora de - Valongo. Mas mais simplesmente da sua equipa e de todo o colectivo, onde rola sobre rodas o hóquei em patins, e que viu chegada a hora que o relógio da humildade, registou, que lhes deu entrada na Galeria dos Campeões, merecidamente, e não num qualquer museu de bonecos de cera exibidos  até à exaustão. Tal "feito histórico" só se consegue com grande unidade, cooperação, identidade, trabalho a valer,organização séria, e muito muito apoio dos seus adeptos, que não faltaram a apoiar tal eleição ao título cobiçado, e encheram o seu pavilhão. Ali entusiasmados até ao rubro, levaram à vitória a sua Equipa, que bateu sem apelo nem agravo o mais candidato e mais bem posicionado clube da modalidade e detentor de outros alicerces, por um resultado evidente de 5-3 - o vizinho F.C.Porto. Vivam tais heróis e o hóquei do ADN- Associação Desportiva de Valongo, onde não se paga ou não se ganha para Porches nem Bugattis, e onde se vai a pé treinar e jogar, se for preciso. Rapazes que rolam assim até à grandeza sem vaidade, merecem os maiores louvores e serem mais notícia que qualquer shampô para a caspa que vai na cabeça de um jogador. Parabéns!


sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Costa das colinas


Naquele saco de gatos em que se ensarilha o Partido Socialista(PS), surgem à mínima sacudidela os maiores mios de militantes sonoros. Não é um exclusivo deste Partido. No PSD, já faz tempo, também os agitadores do costume que perseguem protagonismo, do mesmo modo procedem. Os resultados alcançados nas últimas eleições europeias, com a importância que o povo lhes deu num Portugal que não é ouvido nem achado e de mérito "inconseguido" na Europa, colocou o líder actual do PS numa situação que não o pôs nem mais nem menos "seguro", antes mais antónio, e mais à mercê de outro que por aí apareça. E tal como no PSD, surgia sempre em situação idêntica, um filipe menezes ou um santana lopes prontos com oitenta ou mais medidas para salvar o Partido e sacá-lo do sufoco ou do ponto crítico que eles entendiam, estava mergulhado, e levá-lo ao Poder, num passe de mágica, e que só eles se achavam capazes de o fazer.Assim é no PS. Neste Partido, portador viciado de esperanças frustradas, também há por lá um ou outro rapaz "bem intencionado" que anseia ser titã com força estranha, e chegar mais longe, depois, e com a fórmula contrafeita da descoberta da pólvora nas mãos. Normalmente são indivíduos de pouca genialidade registada, mas que se acham merecedores de reconhecimento, e estão à espera que se lhes peça encarecidamente que avancem e tomem as rédeas do apertado saco após felinas jogadas, mas que à posteriori se vêm a revelar um fracasso, e de agilidade bem pior do que a revelada e obtida pelo seu antecessor. Assim será com António Costa, actual presidente das sete colinas e do castelo do alvoroço, que depois de avançar duas vezes e fragilizar outras lideranças, logo que lhe cheire a derrota por falta de apoios, e ainda o som do murro na mesa que julga ter dado, paira e se dissipa, ele logo apresenta a desistência ao cargo, que desestabilizou unicamente. São personagens que se podem classificar de, inquietos, chatos, de aparente confiança, falinhas mansas, mas especialistas a puxar tapetes e pôr em causa qualquer "Seguro"- no momento em que se pedia, maior unidade.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

As razões da abstenção

"...se votar mudasse alguma coisa, seria proibido.
- Se querem proibir a abstenção é porque prejudica a classe que nos rouba e engana!"


Não há agora sociólogo, politólogo, comentador encartado e avençado, analista político, militante a recibo verde, etc. que me desautorize a dar também a minha opinião sobre o resultado crítico da "abstenção" nestas Eleições para eleger os mesmos do costume e viciados funcionários partidários. Ao contrário dos referenciados que se achavam únicos especuladores desta questão, vou tentar ser simples até porque não tenho "crédito académico de privada" capaz de rivalizar com as personalidades que se propuseram a ser eleitas e nem jeito tenho para entrar no "saco ou no tacho do oportunismo", carecterística de alguns candidatos e outros intelectuais, que vão ou estão em todas. Hoje, esta segunda-feira a seguir às europeias abre com mais luz. Quem quiser ficar mais iluminado, abra o Público desta data, e leia a entrevista que Sara Dias Oliveira faz ao sociólogo Boaventura Sousa Santos(B.S.S), destacada com a frase;-"Estar na Europa nestas condições é uma prisão". B.S.S é o director do Centro de Estudos Sociais da U.C.- uma excelsa autoridade, reconhecida. Vale a pena tal leitura logo a seguir ao acto que decorreu neste domingo a que um terço dos portugueses correspondeu e fez questão de ser eleitor. Em cada resposta bem estruturada e inteligente à pergunta objectiva e de igual modo inteligente, da jornalista, B.S.S ajuda-nos a perceber, sem que tenha sido essa a intenção, as razões que levam os portugueses a virar costas e a ficar em casa a curar as mágoas, a secar as lágrimas, e entredentes a insultar num sussuro doméstico os que nos governam e ao que nos sujeitam, obrigam, arrastados que estamos por tais governanças de infantis governantes, que nos pedem os votos e para que não fiquemos em casa. B.S.S. acaba com o seu saber acumulado, por fazer-nos ver, lendo essa entrevista dada à Sara, que afinal a "abstenção" nestas Eleições foi "baixíssima". Somando todos os malefícios e malfeitorias levadas a cabo pelos agentes políticos nacionais no governo, na Troika, FMI, BCE, Bruxelas, tutelados pelo “Merkel Bank”, o número de portugueses que se dispuseram a votar perante a tortura a que nos sujeitam, e que B.S.S. de certo modo acusa soberbamente desses maltratos, foi excessivo. Sendo assim, a abstenção, que tanto desgosto parece levantar, podia e devia ser ainda mais elevada, expressiva e mais denunciadora do desprezo por tais governantes e pelas condições impostas pela política europeia que nos consome até aos ossos, e que se "desenha" sob os lustres dos salões de Bruxelas, e geridas cá em s. Bento com apoio de Belém. Todos uns Santos. Boaventura Sousa, homem sábio, assim nos consciencializa enquanto sociólogo de Coimbra, na excelsa entrevista ao Público. Nela não há pergunta menor nem resposta sem elevada qualidade e substância. "O que trouxe a troika? Uma frustração, um insulto..." Eu acrescento que a troika levou-nos foi tudo. Não só os nossos tarecos, sim a "nossa auto-estima", sim a nossa dignidade, que julgamos nossas sempre. Ficamos mais pobres, mais doentes e mais indefesos. Um obrigado à Sara pelo trabalho apresentado e bem dirigido, com perguntas certeiras, que arrancaram respostas a quem sabe, de rara sensibilidade e análise superior, e inatacáveis, onde a preocupação fica mais visível e é acusadora dos carrascos comprometidos e que aparecem nestas datas a apelar ao voto, que dois terços souberam negar. Daí a abstenção!


sexta-feira, 23 de maio de 2014

O ridículo por um "Palito"


As polícias do Estado aparecem agora à frente das "objectivas" com ar ufano, triunfalista e aprumadas na farda nº1 e repleta de penduricalhos, a dissertar sobre a "captura" de Manuel Baltasar, alcunhado de "o palito", ainda de "o franzino". Puxaram dos galões além deles, os ministros daqueles assuntos, tecendo esfarrapados comentários à estratégia eficaz das forças da ordem, espalhadas aos magotes por aquele território, que era domínio do foragido, montadas numa despesa louca e que fez relinchar os cofres da Corporação e que farão mossa nos nossos bolsos. O que verdadeiramente aconteceu, foi que o "palito" que andava a monte pelas moitas familiares que ele cultivou e por onde caçou, apareceu pelo seu próprio pé, ao fim de 34 dias em fuga, gasto e desunhado, e não por efeito do dispendioso dispositivo montado pelas polícias destacadas para o prender pelos crimes de que ele está acusado. O ridículo tem várias formas de se assumir, e não tem vergonha de o expor, quase aceitar e saiu “borrada” da Operação militar. Já o resistente tropilheiro Manuel Pinto Baltasar, de Valongo dos Azeites, de Trevões, de Vale de Vila, de S. João da Pesqueira, de Penedono, de Várzea, de "Preocupação da Aldeia de Cima e de Aldeia de Baixo", apareceu cansado de regresso à casa assombrada, e pela noite matar a fome negra, tomar banho relaxante e tentar sair e entregar-se mais limpo desta "estória", do que os das fardas de gala e gravatas engomadas e purificadoras da ordem pública.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Regresso a ti ZÉ como prometido foi - 3ª carta




...meu Caro Amigo e por demais saudoso Zé Luís. Obedecendo à palavra dada na carta registada, que te foi entregue em mão de Arcanjo, o Anunciador-, nela inscrevi que respeitaria o dito ao jeito do que nos foi transmitido desde tenra idade, desde aquela fase traquina em que aprendemos poucas virtudes e demasiados defeitos, de que o prometido é devido, e por isso aqui estou meio tonto meio zombi, para te tirar do silêncio em que estás envolvido e mergulhado na luz a que só os melhores têm direito, e sobressaltar-te com as últimas notícias esféricas que correm mundo, o espaço galáctico, que tu e eu habitamos, salvo se a teu lado tiver já chegado, numa jogada de antecipação e a mando do Jesus, a claque do SLB e criado igual agitação à tua volta como a que faz por aqui. E não é pouca nem pequena - desde a Praça do Marquês a abarrotar de alegria, passando por Nova Iorque, indo à Crimeia que regressou à pátria vermelha que é cor vencedora como sabes, entrando pelo Dragão desbotado, mafioso e já sem chama nem a máscara do disfarce, onde provocou grande estrondo e instalou maior perturbação. Mas do FCP eu já te falo. De acordo com a luz que te cobre e que referi, ficou claro que uma das virtudes que também enalteci, é ser-se Benfiquista, está bom de ver, e como nós o sabemos desde pequeninos. Quando partistes por entre um até logo, para ires comprar Gitanes ou Gauloises, que tu não és de virar costas a ninguém para sempre, tu melhor que eu, sabias que o nosso Benfica tinha cerca de seis milhões de apoiantes. Pois agora, e aconselho-te desde já a ficar deitado, deve rondar os dez milhões, a que se deve somar os simpatizantes aderentes de última hora, à custa dos últimos acontecimentos e grandiosos feitos, e há ainda os que esperam na fila para preencherem a ficha de adesão ao Clube da Águia abençoada, que tu daí nesse camarote meigo aonde és estrela maior, vês esvoaçar mais de perto e melhor do que nós cá debaixo. Como sabes, o raio da ave armada em drone, voou sempre tão alto e hoje ainda mais, que até toca o céu aonde tu brilhas e como só as estrelas o fazem. Do FCP deixo para daqui a um bocado. Continuemos a debruçarmo-nos sobre o Glorioso. Os tempos cá em baixo correm agitados ou até nem correm de todo, devido ao excesso dos laranjas que combatestes, e que quando comidas a toda a hora dão em caganeira que até aí se há de revelar, sentir e cheirar mal - excepto os que são movidos pelo ânimo gigantesco do nosso Benfica, Clube Maior do Mundo, e que aí chegam perfumados e entoados por milhões de gargantas gritando com paixão - SLB;SLB;SLB; glorioso ésseélbê, glorioso ésseélbê - e o fundo musical do Luís Piçarra a dar voz ao Hino que tu conheces tão bem, e que até os azuis e brancos quando distraídos cantam sem querer - tal é a sua força. Eu que desafino à mínima nota também sou apanhado a cantarolar o raio da Ária que quando vai para o ar os tais azuis e brancos acabam roxos. É aliás este o Hino que mais vezes o Pinto canta à Fernanda quando ela está no WC a dar banho à crica. Tu sabes do que estou a falar. Mas então quais e quantos são os Feitos Gloriosos do SLB? São todos os que constituem uma grandeza inédita na história do Futebol em Portugal. Vê só. O Sport Lisboa e Benfica ganhou tudo o que havia para ganhar e quase sempre a jogar com dez em campo. O peso pesado, Cardozo, não deu uma p´rá caixa após a lesão que sofreu em cima da aselhice. É caso para dizer,- p.q.p. o p. Traduzo-te; puta que pariu o paraguaio. Peço-te que peças perdão aos anjos por mim se os ofendi. Benfica Campeão Nacional 2013/14; Benfica Vencedor da Taça da Liga; Benfica Vencedor da Taça de Portugal; Benfica vice-campeão da Taça da Europa, porque um árbitro ladrão e ao serviço de Lúcifer ou de Platini, assim o quis. Uma Taça que perdemos roubada sem que algum clube nos tivesse ganho! Que tal? Por esta não estavas à espera. A Rádio Club Penafiel sem ti a comentar este pacote de Títulos Grandiosos conquistados pelo Glorioso já não é a mesma. Perdeu a convicção, a energia, o encanto, o glamour que tu punhas no ar. E é chegado o tal momento para te falar do FCP. Não! não é desse que pensastes. É do teu Futebol Clube de Penafiel. Agarra-te bem ou se estavas deitado, levanta-te, caminha e junta-te à multidão rubro-negra que assistiu e aplaudiu o regresso do teu Clube, e aonde equipado a rigor destes uns pontapés na bola, ao escalão maior do Campeonato Nacional, o que lhe permite enfrentar na Época que se segue, 2014/2015, o teu e meu Sport Lisboa e Benfica. Manda-me dizer se tiveres por quem, para qual lado irá cair o teu coração que ainda mantens intacto, porque tu fostes sempre um gajo porreiro, e os corações dos tipos assim, podem mudar de ritmo mas nunca morrem. Continuam "a ter na alma a chama imensa". Saudades do amigo, Abílio Moura!