quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Falha ética"

A decisão dos juízes de uma "relação" de Lisboa, de repente delibera, que um recluso quase arrependido(!) vale por dois homens íntegros e honestos. E mais ainda se esse personagem estiver em boa forma física capaz de abraçar uma carreira de consultor e até de retomar depois da poeira judicial assentar, o seu lugar na sociedade dos governantes de avental e colar, no comando a régua e esquadro de autarquia saudosa, de mandar umas baforadas para o ar saidas de um charuto atrevido e demagogo, a formar uma nuvem que não nos deixe enxergar direito o que de torto há nesta recambolesca matéria com sentença anexa. O presidente de uma Fundação com nome pombalino, bateu as asas e foi posto em liberdade limitada, mas tem assegurado o pão com fiambre, manteiga e caviar regado com "Alvarinho" no mínimo. Uma reforma para já de 2800 euros não são trocos, a que se juntarão os rendimentos obtidos na promissora tarefa de consultadoria, sempre há-de dar para juntar mais um queijinho da serra. Aprendamos todos com quem sabe destas coisas ligadas às falcatruas sem taxímetro ligado, e não temam por cadeia pois está visto que quem sai de lá, trás uma "experiência enriquecedora e que merece ser contada em livro, até por motivos pedagógicos". Aprendamos mais. Pelo vistos, há gente capaz de enriquecer esteja aonde estiver. Não é o meu caso. Sempre que estou ou saio de casa dizem os governantes da nação, que estou em dívida e por isso mais pobre. Para dar a volta a tal situação, lembrei-me também de tirar um curso extra-escolar de Educação Física, que me dê os atributos musculados que me faltam, de forma a estar melhor preparado para fugir às polícias quando for perseguido por fuga ao Fisco, à Segurança Social ou outra qualquer "falha ética", que agora me escapa. A lição maior a tirar, é que vale a pena estar detido numa penitenciária lusa, atenciosa, já que todo o tempo que lá passamos dá numa consciencialização crítica, cheia de assunto misterioso e moral romanesca, a publicar em breve por editora perspicaz. Prova de que compensa publicar o crime, e que não se deve dar por perdido esse tempo de reclusão, de pena leve ou de clausura privilegiada(!). Sendo que o saldo é positivo e nos torna num homem novo, sem arrependimento nem mancha, digamos - mais branqueado dos pés à cabeça!


Sem comentários:

Enviar um comentário