Em Portugal, aconteça o que esteja a acontecer pelo mundo que sangra e
grita, ninguém mexe uma palha em socorro ou pelo menos para dar sinal da sua
existência. Pode cair o Carmo e a Trindade, o Taj Mahal e a Sinagoga La Ghriba,
que não faz tremer a nossa condição de apagado e sem fazer borbulhas, de gente
que tenta manter-se na sombra da história dos dias que correm ou nos fogem.
Somos "o silêncio dos idiotas ou acéfalos inocentes". Na Palestina, o
povo árabe que ali luta há muito e desde sempre pela terra sua e pelos direitos
seus, negados e espezinhados pelos judeus de Israel, não tem qualquer notada
solidariedade em terras lusas, e libertas através também da luta contra o
ocupante castelhano. O mesmo já não acontece em França nem na Alemanha, vejam
só. Nas capitais destes dois grandes países e de soberbas culturas existem
"pequenas Jerusaléns", e nelas se manifestam os seus cidadãos em
apoio ao povo massacrado da Palestina, e aonde demonstram o seu nojo contra um
regime e um povo, o hebraico, que o Mundo auxiliou e por eles morreu, a tempo
de não permitir que se extinguissem nas câmaras de gás aonde os nazis os
"acomodavam" a seguir ao banho desparasitante. Mas por irónico que
pareça, é em Berlim hoje que se levantam também manifestações em apoio ao povo
árabe, em luta permanente e armado de luto numa noita infinda, e contra os
"compreendidos hebreus pelos governantes dos anéis ocidentais". O que
fazemos entretanto ou entrepouco nós por cá, em favor dos palestinianos? Do
nosso governo vassalo e refém dos interesses dos judeus e dos seus
guarda-costas norteamericanos nada podemos esperar, vergado que está e
habituado a obedecer como lacaio dos interesses capitalistas e fascizantes, que
se vão impondo um pouco por entre os fracos políticos que "fazem fracos a
forte gente". Porém destes, governo e políticos, não reza nunca, a
História. E de nós?
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