Naquele saco de gatos em que se ensarilha o Partido Socialista(PS),
surgem à mínima sacudidela os maiores mios de militantes sonoros. Não é um
exclusivo deste Partido. No PSD, já faz tempo, também os agitadores do costume
que perseguem protagonismo, do mesmo modo procedem. Os resultados alcançados
nas últimas eleições europeias, com a importância que o povo lhes deu num
Portugal que não é ouvido nem achado e de mérito "inconseguido"
na Europa, colocou o líder actual do PS numa situação que não o pôs nem mais
nem menos "seguro", antes mais antónio, e mais à mercê de outro que
por aí apareça. E tal como no PSD, surgia sempre em situação idêntica, um
filipe menezes ou um santana lopes prontos com oitenta ou mais medidas para
salvar o Partido e sacá-lo do sufoco ou do ponto crítico que eles entendiam,
estava mergulhado, e levá-lo ao Poder, num passe de mágica, e que só eles se
achavam capazes de o fazer.Assim é no PS. Neste Partido, portador viciado de
esperanças frustradas, também há por lá um ou outro rapaz "bem
intencionado" que anseia ser titã com força estranha, e chegar mais
longe, depois, e com a fórmula contrafeita da descoberta da pólvora nas mãos. Normalmente
são indivíduos de pouca genialidade registada, mas que se acham merecedores de
reconhecimento, e estão à espera que se lhes peça encarecidamente que avancem e
tomem as rédeas do apertado saco após felinas jogadas, mas que à posteriori se
vêm a revelar um fracasso, e de agilidade bem pior do que a revelada e obtida
pelo seu antecessor. Assim será com António Costa, actual presidente das sete
colinas e do castelo do alvoroço, que depois de avançar duas vezes e fragilizar
outras lideranças, logo que lhe cheire a derrota por falta de apoios, e ainda o
som do murro na mesa que julga ter dado, paira e se dissipa, ele logo apresenta
a desistência ao cargo, que desestabilizou unicamente. São personagens que se
podem classificar de, inquietos, chatos, de aparente confiança, falinhas
mansas, mas especialistas a puxar tapetes e pôr em causa qualquer "Seguro"- no
momento em que se pedia, maior unidade.
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