quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Já(z) morta vai Dóris

A Dóris já não escreve mais sobre a obra do "embedded" Miguel Sousa Tavares (MST), o Senhor Todo Poderoso (STP) acarinhado e temido dos e pelos media(!) à semelhança do DDT, o Senhor Ricardo Salgado (SRS) que lhe é próximo, quase familiar por linhas travessas. São dois tipos com influentes activos em circuitos e círculos misteriosos. Um, avô nos media e na política com biombo da intriga, que se move como sombra entre o Expresso, a SIC, outros Títulos e Folhetos. O outro, avô na alta finança fraudulenta e no "crédito desbaratado" e criminoso. Porém, a morte da Dóris tem graça, porque mesmo na condição em que decidiu agora "estar" por estes dias, ela vem-nos alertar, em jeito de crítica literária, coisa que ela sabia fazer muito bem, para o ano da publicação do livro "Rio Das Flores". Livro que ela na sua condição de especialista, entendera então ser, um rio de mediocridade cheio de pétalas sem vigor e pálidas, como que saído do punho de um adolescente afogado na iniciação. Com muita lábia, alguma imaginação, polemizador q.b. e bem relacionado na praça - alfacinha sobretudo. De tal modo influente e orientado, que o Expresso e até o jornal Público se recusaram em tempos publicar um trabalho de análise literária sobre a obra do MST/STP, para o proteger. A Dóris mesmo morta, fez-nos reflectir sobre quem é quem em determinados meios, a força que exibem e a importância de tais "jeitosos" que são protegidos nas Direcções e Redacções dos jornais e por canais de TV, por onde ganham palco e recolhem avenças. A Dóris Graça-Dias, não era a Lady Di nem na figura nem no comportamento. Era uma Mulher com M grande, inteligente, que nos ajudou e fez saber mesmo agora já(z) morta, porque é que uma "carta do leitor aos jornais" deverá ser publicada, se uma “crítica literária” com a qualidade com que a Mestre Dóris registava a sua opinião, não o foi. O proteccionismo funciona assim mesmo - por tentáculos. Não nos devemos surpreender. É pena e surpreendente, isso sim, que um jornal como o Público, do qual a gente gosta, esteja "embutido" também com o acontecido no ano de 2008. Mágoa que partiu quase em segredo com a Dóris Graça-Dias. Que esteja na paz do maior e único Senhor!
       

Sem comentários:

Enviar um comentário