A Dóris já não escreve mais sobre a obra do "embedded"
Miguel Sousa Tavares (MST), o Senhor Todo Poderoso (STP) acarinhado e temido
dos e pelos media(!) à semelhança do DDT, o Senhor Ricardo Salgado (SRS)
que lhe é próximo, quase familiar por linhas travessas. São dois tipos com
influentes activos em circuitos e círculos misteriosos. Um, avô nos media
e na política com biombo da intriga, que se move como sombra entre o Expresso,
a SIC, outros Títulos e Folhetos. O outro, avô na alta finança fraudulenta e no
"crédito desbaratado" e criminoso. Porém, a morte da Dóris tem
graça, porque mesmo na condição em que decidiu agora "estar"
por estes dias, ela vem-nos alertar, em jeito de crítica literária,
coisa que ela sabia fazer muito bem, para o ano da publicação do livro
"Rio Das Flores". Livro que ela na sua condição de especialista,
entendera então ser, um rio de mediocridade cheio de pétalas sem vigor e
pálidas, como que saído do punho de um adolescente afogado na iniciação. Com
muita lábia, alguma imaginação, polemizador q.b. e bem relacionado na praça -
alfacinha sobretudo. De tal modo influente e orientado, que o Expresso e até o
jornal Público se recusaram em tempos publicar um trabalho de análise literária
sobre a obra do MST/STP, para o proteger. A Dóris mesmo morta, fez-nos
reflectir sobre quem é quem em determinados meios, a força que exibem e
a importância de tais "jeitosos" que são protegidos nas Direcções e
Redacções dos jornais e por canais de TV, por onde ganham palco e recolhem
avenças. A Dóris Graça-Dias, não era a Lady Di nem na figura nem no
comportamento. Era uma Mulher com M grande, inteligente, que nos ajudou e fez
saber mesmo agora já(z) morta, porque é que uma "carta do leitor aos
jornais" deverá ser publicada, se uma “crítica literária” com a qualidade
com que a Mestre Dóris registava a sua opinião, não o foi. O
proteccionismo funciona assim mesmo - por tentáculos. Não nos devemos surpreender.
É pena e surpreendente, isso sim, que um jornal como o Público, do qual a gente
gosta, esteja "embutido" também com o acontecido no ano de
2008. Mágoa que partiu quase em segredo com a Dóris Graça-Dias. Que esteja na
paz do maior e único Senhor!
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