As polícias do Estado aparecem agora à frente das "objectivas"
com ar ufano, triunfalista e aprumadas na farda nº1 e repleta de penduricalhos,
a dissertar sobre a "captura" de Manuel Baltasar, alcunhado de
"o palito", ainda de "o franzino". Puxaram dos galões além
deles, os ministros daqueles assuntos, tecendo esfarrapados comentários à
estratégia eficaz das forças da ordem, espalhadas aos magotes por aquele
território, que era domínio do foragido, montadas numa despesa louca e que fez
relinchar os cofres da Corporação e que farão mossa nos nossos bolsos. O que
verdadeiramente aconteceu, foi que o "palito" que andava a monte
pelas moitas familiares que ele cultivou e por onde caçou, apareceu pelo seu
próprio pé, ao fim de 34 dias em fuga, gasto e desunhado, e não por efeito do dispendioso dispositivo
montado pelas polícias destacadas para o prender pelos crimes de que ele está
acusado. O ridículo tem várias formas de se assumir, e não tem vergonha de o
expor, quase aceitar e saiu “borrada” da Operação militar. Já o resistente
tropilheiro Manuel Pinto Baltasar, de Valongo dos Azeites, de Trevões, de Vale
de Vila, de S. João da Pesqueira, de Penedono, de Várzea, de "Preocupação da
Aldeia de Cima e de Aldeia de Baixo", apareceu cansado de regresso à casa
assombrada, e pela noite matar a fome negra, tomar banho relaxante e tentar
sair e entregar-se mais limpo desta "estória", do que os das fardas de gala e
gravatas engomadas e purificadoras da ordem pública.
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