sexta-feira, 23 de maio de 2014

O ridículo por um "Palito"


As polícias do Estado aparecem agora à frente das "objectivas" com ar ufano, triunfalista e aprumadas na farda nº1 e repleta de penduricalhos, a dissertar sobre a "captura" de Manuel Baltasar, alcunhado de "o palito", ainda de "o franzino". Puxaram dos galões além deles, os ministros daqueles assuntos, tecendo esfarrapados comentários à estratégia eficaz das forças da ordem, espalhadas aos magotes por aquele território, que era domínio do foragido, montadas numa despesa louca e que fez relinchar os cofres da Corporação e que farão mossa nos nossos bolsos. O que verdadeiramente aconteceu, foi que o "palito" que andava a monte pelas moitas familiares que ele cultivou e por onde caçou, apareceu pelo seu próprio pé, ao fim de 34 dias em fuga, gasto e desunhado, e não por efeito do dispendioso dispositivo montado pelas polícias destacadas para o prender pelos crimes de que ele está acusado. O ridículo tem várias formas de se assumir, e não tem vergonha de o expor, quase aceitar e saiu “borrada” da Operação militar. Já o resistente tropilheiro Manuel Pinto Baltasar, de Valongo dos Azeites, de Trevões, de Vale de Vila, de S. João da Pesqueira, de Penedono, de Várzea, de "Preocupação da Aldeia de Cima e de Aldeia de Baixo", apareceu cansado de regresso à casa assombrada, e pela noite matar a fome negra, tomar banho relaxante e tentar sair e entregar-se mais limpo desta "estória", do que os das fardas de gala e gravatas engomadas e purificadoras da ordem pública.


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