Bafejado pelos meios de comunicação social, que lhe dão desmesurada
cobertura, o deslocalizado presidente da Câmara de Lisboa, percorre o país em
campanha eleitoral para assalto ao poder, primeiro no Partido Socialista para
depois seguir-se o que logo se verá. Este autarca e ex-repetido tri-ministro,
possui gravado na pele as três piores características que um homem é capaz de
reunir:- cobardia, traição e oportunismo. Cobardia, porque sempre
que avançou para a liderança do seu partido, de todas as vezes recuou. Não
tinha certezas de vitória, ou lhe cheirava a derrota, e as causas e os
problemas a enfrentar e combater deixavam de ser prioritárias, e sempre na
altura que o país mais reclamava por esforço e unidade para o melhorar. Traição,
porque andou de braço dado e aos abraços solidários com o actual
Secretário-Geral do PS durante a última campanha eleitoral para as Europeias e
agora que roeu a corda, vê-se que era tudo fingimento. Coisa que não surpreende
num político, e deste coturno. Oportunismo, porque partindo do princípio
de que o seu ainda Secretário-Geral não está muito "seguro" e
apresenta fragilidades de afirmação alargada no eleitorado estreito, incapaz de
levar o seu partido ao poder com uma margem de apoio absoluta, avança mais uma
vez como candidato ao lugar que o possa levar depois a 1º ministro, prometendo
um satisfatório e expressivo sucesso que lhe permita soluções milagrosas quando
e se chamado a governar o país. Os seus apoioantes saltam de quadraturas e de
círculos vários, saem dos armários carunchosos figuras afastadas, quase
esquecidas, e outras sinistras do continente e até das ilhas com contas mal
feitas e nunca prestadas, numa de aproximação interesseira e interessada em
regressar pela sua mão a poleiros que alguns já conhecem e aonde não fizeram
obra fundamental nem alicerçada em competência. António Costa não é por tudo
isto um homem de confiança. À volta dele esvoaça muito lixo e outro que se
amontoa que ele não consegue eliminar, e sempre que pisca ou se zanga pela
falta de consenso com o seu projecto e ambição, a luz tanto se apresenta verde,
laranja ou vermelha, de forma baralhada, que só atrapalha o sentido que os seus
militantes e simpatizantes querem tomar. Com ele ao volante do PS o trânsito
entra numa estrada de demagogia maior e mais perigoso. Lisboa que o diga, e que
Portugal dele se livre. Por alguma razão ele é bem visto à direita. Vêem nele o
homem capaz de fazer com que o PS recue para os 28.5% nas próximas eleições
legislativas!
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