quinta-feira, 17 de julho de 2014

"A mim não me enganas tu"

Bafejado pelos meios de comunicação social, que lhe dão desmesurada cobertura, o deslocalizado presidente da Câmara de Lisboa, percorre o país em campanha eleitoral para assalto ao poder, primeiro no Partido Socialista para depois seguir-se o que logo se verá. Este autarca e ex-repetido tri-ministro, possui gravado na pele as três piores características que um homem é capaz de reunir:- cobardia, traição e oportunismo. Cobardia, porque sempre que avançou para a liderança do seu partido, de todas as vezes recuou. Não tinha certezas de vitória, ou lhe cheirava a derrota, e as causas e os problemas a enfrentar e combater deixavam de ser prioritárias, e sempre na altura que o país mais reclamava por esforço e unidade para o melhorar. Traição, porque andou de braço dado e aos abraços solidários com o actual Secretário-Geral do PS durante a última campanha eleitoral para as Europeias e agora que roeu a corda, vê-se que era tudo fingimento. Coisa que não surpreende num político, e deste coturno. Oportunismo, porque partindo do princípio de que o seu ainda Secretário-Geral não está muito "seguro" e apresenta fragilidades de afirmação alargada no eleitorado estreito, incapaz de levar o seu partido ao poder com uma margem de apoio absoluta, avança mais uma vez como candidato ao lugar que o possa levar depois a 1º ministro, prometendo um satisfatório e expressivo sucesso que lhe permita soluções milagrosas quando e se chamado a governar o país. Os seus apoioantes saltam de quadraturas e de círculos vários, saem dos armários carunchosos figuras afastadas, quase esquecidas, e outras sinistras do continente e até das ilhas com contas mal feitas e nunca prestadas, numa de aproximação interesseira e interessada em regressar pela sua mão a poleiros que alguns já conhecem e aonde não fizeram obra fundamental nem alicerçada em competência. António Costa não é por tudo isto um homem de confiança. À volta dele esvoaça muito lixo e outro que se amontoa que ele não consegue eliminar, e sempre que pisca ou se zanga pela falta de consenso com o seu projecto e ambição, a luz tanto se apresenta verde, laranja ou vermelha, de forma baralhada, que só atrapalha o sentido que os seus militantes e simpatizantes querem tomar. Com ele ao volante do PS o trânsito entra numa estrada de demagogia maior e mais perigoso. Lisboa que o diga, e que Portugal dele se livre. Por alguma razão ele é bem visto à direita. Vêem nele o homem capaz de fazer com que o PS recue para os 28.5% nas próximas eleições legislativas!


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