terça-feira, 22 de julho de 2014

"Vale(as corpus) e Azevedo"

O Ministério Público(MP), rejeitou o pedido ao Supremo Tribunal de Justiça para a libertação imediata do advogado suspenso e antigo presidente do S.L.Benfica, detido por falcatruas várias, na prisão da Carregueira e aonde vai carregar o resto da pena que lhe falta contando com o seu bom comportamento. Parece que todo o argumento apresentado pela sua defensora, a advogada Luísa Cruz, não foi suficientemente fundamentado para o aliviar da cruz que ainda tem que suportar, ao mesmo tempo que for acompanhando à missa e arrumando a biblioteca que serve de apoio ao bandido que queira cultivar-se. Os Juízes que lhe negaram a libertação ao abrigo do Habeas Corpus, entenderam que o argumento em que assentava o pedido que permitiria a liberdade era chocho, e quando adiantado pelo "Azevedo" de nada "Vale". Se Vale e Azevedo tivesse ido ao Brasil e lá num descampado tivesse sacado de pistola e dado uns tiros numa velha cheia de nota e a mandasse desta para melhor, e continuasse por aí à solta a dar música de igreja ao pagode protector, cheio de milhões que dariam para comprar muito tapete de automóvel, ainda os Juízes compreenderiam, e sabe-se lá se não aplaudiam o organista. Se Vale e Azevedo tivesse sido autarca, fumasse uns "cubanos" e pusesse o produto financeiro desviado no nome de um sobrinho a jeito que anda de taxi na “estranja”, a coisa ainda se resolvia a seu contento. Se comprasse sucata em conluio com "amigos bem relacionados com o poder" em vez de comprar jogadores de futebol, a ferrugem da Justiça não lhe pegaria ou pelo menos oleava o processo . Mas Vale e Azevedo era presidente do maior clube de futebol em Portugal e não reunia muita simpatia, apesar de aparentar ser um bonacheirão. Fez contratos misteriosos e desvios de dinheiro em proveito próprio, não tem grandes apoios e ninguém deles dependentes. Qualquer manobra junto dos tribunais por ele apresentada está condenada ao insucesso. O preconceito dos julgadores parece sobrepor-se à legalidade tolerante. Os Juízes que apreciam o seu caso não vão à bola com ele. Assim só decorridos cinco sextos do cumprimento da pena, ou seja lá para 07 de junho de 2016, é que o ex-presidente e ex-advogado, será ex-prisioneiro, e poderá regressar ao relvado da vida e do próximo Europeu a tempo de assistir à final em França se quiser e o deixarem, se entretanto não surgir outro pedido de captura mal ponha o pé fora do portão prisional.



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