quarta-feira, 3 de setembro de 2014
No gume da cirurgia
Dentro de algum tempo, dias serão ao que julgo, vou submeter-me ao gume da faca em linguagem de magarefe, mas bisturi, em definição técnica especializada. Não por que a minha vida deslize hoje no fio da navalha, mas as sondas enviadas pelo corpo adentro, enviam sinais de entupimento e preocupação. Os tubos não deixam passar com eficácia o soro necessário e a seiva decente que alimenta e oxigena o motor, com boa rodagem e pronto p´rás curvas, capaz de acelerar ainda, dependendo da pista, sejamos claros. Ainda não há data definida para a operação cirúrgica bruta que a necessidade aconselha com pressa moderada, mas a hesitação berra e embirra com a rebarbadora rude e cega que aguarda, e já se ouve o seu ruído a ensaiar a manobra ali para os lados do Porto, num edifício com nome de santo tripeiro - O mais provável. Com esperança e um bom pedaço de tranquilidade abrirei o peito a este "poema", do ramo mecânico ou heavy metal, e preparado para receber numa troca de valores e de canos gastos e cheios de calcário, onde nem o "calgon" resultou, por outros com provas dadas e que de tripa limpa e da perna serão, que responderão bem à transferência e aceitação do novo lugar aonde instalar, previsto e documentado. A garantia de que o motor está bom, sem nunca ter sido posto em causa no asfalto da paixão sórdida ou sorrateira na idade ardente, é mais de meio caminho andado para fazer a viagem de volta ao meu posto, às palavras e à vossa companhia. Já sem o cansaço que me vem incomodando para grande surpresa minha com um passado de atleta e de Ranger. Até lá, vruuuum e pedal a fundo, sempre a bombar, antes que me enfarte de tudo isto, a que muitos e mais alguns chamam, risco, outros vida ou viver!
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