"...se votar mudasse alguma coisa, seria proibido.
- Se querem proibir a abstenção é porque prejudica a classe que nos rouba e engana!"
Não há agora sociólogo, politólogo, comentador encartado e avençado, analista político, militante a recibo verde, etc. que me desautorize a dar também a minha opinião sobre o resultado crítico da "abstenção" nestas Eleições para eleger os mesmos do costume e viciados funcionários partidários. Ao contrário dos referenciados que se achavam únicos especuladores desta questão, vou tentar ser simples até porque não tenho "crédito académico de privada" capaz de rivalizar com as personalidades que se propuseram a ser eleitas e nem jeito tenho para entrar no "saco ou no tacho do oportunismo", carecterística de alguns candidatos e outros intelectuais, que vão ou estão em todas. Hoje, esta segunda-feira a seguir às europeias abre com mais luz. Quem quiser ficar mais iluminado, abra o Público desta data, e leia a entrevista que Sara Dias Oliveira faz ao sociólogo Boaventura Sousa Santos(B.S.S), destacada com a frase;-"Estar na Europa nestas condições é uma prisão". B.S.S é o director do Centro de Estudos Sociais da U.C.- uma excelsa autoridade, reconhecida. Vale a pena tal leitura logo a seguir ao acto que decorreu neste domingo a que um terço dos portugueses correspondeu e fez questão de ser eleitor. Em cada resposta bem estruturada e inteligente à pergunta objectiva e de igual modo inteligente, da jornalista, B.S.S ajuda-nos a perceber, sem que tenha sido essa a intenção, as razões que levam os portugueses a virar costas e a ficar em casa a curar as mágoas, a secar as lágrimas, e entredentes a insultar num sussuro doméstico os que nos governam e ao que nos sujeitam, obrigam, arrastados que estamos por tais governanças de infantis governantes, que nos pedem os votos e para que não fiquemos em casa. B.S.S. acaba com o seu saber acumulado, por fazer-nos ver, lendo essa entrevista dada à Sara, que afinal a "abstenção" nestas Eleições foi "baixíssima". Somando todos os malefícios e malfeitorias levadas a cabo pelos agentes políticos nacionais no governo, na Troika, FMI, BCE, Bruxelas, tutelados pelo “Merkel Bank”, o número de portugueses que se dispuseram a votar perante a tortura a que nos sujeitam, e que B.S.S. de certo modo acusa soberbamente desses maltratos, foi excessivo. Sendo assim, a abstenção, que tanto desgosto parece levantar, podia e devia ser ainda mais elevada, expressiva e mais denunciadora do desprezo por tais governantes e pelas condições impostas pela política europeia que nos consome até aos ossos, e que se "desenha" sob os lustres dos salões de Bruxelas, e geridas cá em s. Bento com apoio de Belém. Todos uns Santos. Boaventura Sousa, homem sábio, assim nos consciencializa enquanto sociólogo de Coimbra, na excelsa entrevista ao Público. Nela não há pergunta menor nem resposta sem elevada qualidade e substância. "O que trouxe a troika? Uma frustração, um insulto..." Eu acrescento que a troika levou-nos foi tudo. Não só os nossos tarecos, sim a "nossa auto-estima", sim a nossa dignidade, que julgamos nossas sempre. Ficamos mais pobres, mais doentes e mais indefesos. Um obrigado à Sara pelo trabalho apresentado e bem dirigido, com perguntas certeiras, que arrancaram respostas a quem sabe, de rara sensibilidade e análise superior, e inatacáveis, onde a preocupação fica mais visível e é acusadora dos carrascos comprometidos e que aparecem nestas datas a apelar ao voto, que dois terços souberam negar. Daí a abstenção!
- Se querem proibir a abstenção é porque prejudica a classe que nos rouba e engana!"
Não há agora sociólogo, politólogo, comentador encartado e avençado, analista político, militante a recibo verde, etc. que me desautorize a dar também a minha opinião sobre o resultado crítico da "abstenção" nestas Eleições para eleger os mesmos do costume e viciados funcionários partidários. Ao contrário dos referenciados que se achavam únicos especuladores desta questão, vou tentar ser simples até porque não tenho "crédito académico de privada" capaz de rivalizar com as personalidades que se propuseram a ser eleitas e nem jeito tenho para entrar no "saco ou no tacho do oportunismo", carecterística de alguns candidatos e outros intelectuais, que vão ou estão em todas. Hoje, esta segunda-feira a seguir às europeias abre com mais luz. Quem quiser ficar mais iluminado, abra o Público desta data, e leia a entrevista que Sara Dias Oliveira faz ao sociólogo Boaventura Sousa Santos(B.S.S), destacada com a frase;-"Estar na Europa nestas condições é uma prisão". B.S.S é o director do Centro de Estudos Sociais da U.C.- uma excelsa autoridade, reconhecida. Vale a pena tal leitura logo a seguir ao acto que decorreu neste domingo a que um terço dos portugueses correspondeu e fez questão de ser eleitor. Em cada resposta bem estruturada e inteligente à pergunta objectiva e de igual modo inteligente, da jornalista, B.S.S ajuda-nos a perceber, sem que tenha sido essa a intenção, as razões que levam os portugueses a virar costas e a ficar em casa a curar as mágoas, a secar as lágrimas, e entredentes a insultar num sussuro doméstico os que nos governam e ao que nos sujeitam, obrigam, arrastados que estamos por tais governanças de infantis governantes, que nos pedem os votos e para que não fiquemos em casa. B.S.S. acaba com o seu saber acumulado, por fazer-nos ver, lendo essa entrevista dada à Sara, que afinal a "abstenção" nestas Eleições foi "baixíssima". Somando todos os malefícios e malfeitorias levadas a cabo pelos agentes políticos nacionais no governo, na Troika, FMI, BCE, Bruxelas, tutelados pelo “Merkel Bank”, o número de portugueses que se dispuseram a votar perante a tortura a que nos sujeitam, e que B.S.S. de certo modo acusa soberbamente desses maltratos, foi excessivo. Sendo assim, a abstenção, que tanto desgosto parece levantar, podia e devia ser ainda mais elevada, expressiva e mais denunciadora do desprezo por tais governantes e pelas condições impostas pela política europeia que nos consome até aos ossos, e que se "desenha" sob os lustres dos salões de Bruxelas, e geridas cá em s. Bento com apoio de Belém. Todos uns Santos. Boaventura Sousa, homem sábio, assim nos consciencializa enquanto sociólogo de Coimbra, na excelsa entrevista ao Público. Nela não há pergunta menor nem resposta sem elevada qualidade e substância. "O que trouxe a troika? Uma frustração, um insulto..." Eu acrescento que a troika levou-nos foi tudo. Não só os nossos tarecos, sim a "nossa auto-estima", sim a nossa dignidade, que julgamos nossas sempre. Ficamos mais pobres, mais doentes e mais indefesos. Um obrigado à Sara pelo trabalho apresentado e bem dirigido, com perguntas certeiras, que arrancaram respostas a quem sabe, de rara sensibilidade e análise superior, e inatacáveis, onde a preocupação fica mais visível e é acusadora dos carrascos comprometidos e que aparecem nestas datas a apelar ao voto, que dois terços souberam negar. Daí a abstenção!
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