O Teodoro e o país que está na sua posse, há quase tantos anos quantos
João Jardim está na Madeira, foram admitidos entre abraços e sorrisos crioulos,
como membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP). O
"sim" dado à adesão da Guiné Equatorial à Lusofonia espatifada, e já
outorgada(!) desde o seu comprometimento no Conselho de Direitos Humanos da ONU
em Genebra, não nos dá garantias nenhumas de que o Teodoro mude de vida e de
comportamento junto do seu povo esmagado na pobreza e na tortura até à morte. A
aceitação da integração da Guiné Equatorial como membro na CPLP, obedeceu à
lógica da batata da bolanha, e dos "nabos lusófonos" que se sentam na
Organização que se pretende seja orientada por valores da Democracia, com dignidade
e no respeito pela vida humana. O nosso Presidente da República, que por cá
também o há, falou e disse no "flash interview" para justificar a
táctica, que foi surpreendido por tal desfecho, mas que remédio tinha senão
concordar com o resultado. Cheira-lhe a petróleo e a negócio, valores mais
altos, que podem dar muito jeito ao país que ele se acha a governar, e o
Teodoro até é capaz de se expressar em "portunhol", o que já é
um contributo a considerar positivo. Outro, é o que Cavaco vai acrescentar ao
mandar introduzir no AO(Acordo Ortogr.) o neo-verbo -"Obiangar"-:
" eu obiango, tu obiangas, ele obianga, nós obiangamos, vós obiangais eles
obiangam". A CPLP obviamente terá que assimilar tal conjugação. Em
Boliqueime já se treina tal verbo transitivo no sotaque local!
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