quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"A grande entrevista"

Há uma jornalista de um canal de TV, que após ter-se retirado por motivo de desgraça acontecida no seio familiar, o que se lamenta, regressou ao ecrã e com ela trouxe uma “grande entrevista”  para nos apresentar e com que julgava cativar e surpreender a audiência. E surpreendeu! Não pela qualidade da, e interesse na apresentadora, nem pela personagem escolhida a entrevistar. A surpresa encontra-se na mediocridade das perguntas feitas ao convidado, conhecido e afamado nos meios desportivos e das revistas do social-corriqueiro. E como não podia deixar de ser, a presença do "colunável" jogador de bola merengue, suscitou de imediato a convocação ao estúdio, de outro "colunável" da mesma área, que presta serviço e dá brilho num clube rival e que o torna tanto ou mais famoso que o convidado da fragilizada jornalista, e feito ali ou por isso mesmo, rival também. Chama-se esse ímpar jogador, Leo Messi. Jogador argentino, só podendo ser comparável ao deus Diego Maradona, com prejuízo para este. Para quem anda distraído neste tipo de espectáculo, convém aqui enaltecer, que no Festival de Veneza a realizar a 6 de setembro  próximo, num dos certames mais importantes da 7ª Arte em todo o mundo, irá ser exibido pelo prestigioso cineasta Alex de la Iglesia, fora de Concurso, um filme rodado em Rosario, Buenos Aires e na Barcelona de Gaudi, sobre a vida e obra do magnífico e único, jogador dos blaugrana que encanta o planeta com a sua magia, e que se converteu no melhor de sempre após anos de trabalho e preparação no F.C.Barcelona. A nacional-jornalista ignorando tudo isto, pergunta, no seu estado diminuído, ao craque nacional-madeirense se "não achava que Messi, o tal rapaz criado em La Masía, estava a ser levado ao colo", querendo com tal pergunta provocar ou levantar a dúvida sobre quem era o melhor futebolista do mundo. A entrevista para mim começa e acaba aqui. O ridículo tomou lugar quando a entrevistadora ensaiou, em confusão e transtorno ali à nossa frente, a entrevista, que teve o mérito de nos esclarecer de que ela não regressou ao trabalho na melhor forma nem nas melhores condições de sanidade, o que deve preocupar o tal canal. Por nós, entendemos que a pivot deslocada do seu norte, merece mais uns dias de repouso, relax, e de reflexão. É que uma desgraça nunca vem só!


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