terça-feira, 29 de julho de 2014

Com que tola e com que lata nos entalam!

Eu, que não sou Guia Supremo de coisa nenhuma no mundo nem sequer em minha casa, urge-se-me que venha a terreiro dizer e insurgir-me contra o que outros com responsabilidades imensas e de consequências irreparáveis, escondem a esse mesmo mundo, pois dele se fizeram governantes e ditadores, e por isso coniventes com os males inconcebíveis, sistemáticos e tolerados, que dos seus silêncios e das suas práticas persistentes emanam. Contra o que das suas soluções e resoluções políticas erradas resultam. Contra o que nos seus acordos e artimanhas estabelecem e articulam para se imporem aos povos a caminho da impaciência e do esgotamento. A minha "tollah" já não aguenta muito mais tanta hipocrisia, tanto cinismo, tanto conluio na falsidade e por igual participação na barbárie que se vai instalando e praticando em muitas regiões do planeta, à frente dos nossos olhos cheios de sal e de areia, e com a complacência das nações mais poderosas, sobretudo. Na Palestina, e em Gaza com particular precisão, a matança hora a hora sob o sol de pólvora, ou sob a lua de cristal, é levada a cabo pelos sobreviventes ao "gaz(e)amento nos campos de concentração e de extermínio nazi". Povo eleito por Hitler para tal fim, que hoje faz história pelas piores razões, que abomináveis são. Matança com raiva resistente e própria de ocupante ilegal, que é quase ignorada, uma, e demasiado aceitável, ao mesmo, que a origina, pelos governantes ocidentais que esperam submissamente sempre pela ordem de alinhamento determinada dentro da Casa Branca em Washington. É fácil, velho e sabido, o que vai naquelas cabeças imperialistas na terra do Tio Sam. Já estamos carecas e negros de saber, que espalham discursos de circunstância a cada drama, monstruosidade, na medida que lhes sirva a sua política, a sua táctica, os seus interesses vários, fora da sua porta. São quase sempre cómicos repetentes e ridículos actores em tais representações. Já ninguém os leva a sério. É fácil, velho e sabido, que enquanto fazem de conta que pedem a Israel para respeitar o Direito Internacional, dizem por baixo da mesa a Netanyahu que prossiga com a limpeza em contínuo e à bomba desde sempre, até ao fim, e se possível desde Teerão até aos Montes Golã, e enquanto os palestinianos não se entregarem e não entregarem todas as pedras que constituem o seu armamento pesado por troca com a paz miserável suspensa nas sofisticadas armas mortíferas dos judeus, que nós depois cá estamos para vos absolver. Mas a luta irá continuar, porque as pedras não se acabam e enquanto a terra ocupada não for libertada e recuperada segundo a História. Os amigos americanos também não, é certo, e estes têm muito material bélico para vender. Cavem-se mais valas. A terra tal como a guerra está prometida. Ao Ocidente cabe-lhe o papel de coveiro. Eu só queria ser “ayatollah” por uma vez!


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