quinta-feira, 7 de agosto de 2014

BES, sem Vantagem CR

Há campanhas publicitárias com o propósito de nos vender um produto que são um desastre absoluto. É o caso da "Vantagem CR100 (sem Rendimento)" que o BES lançou, contratando dois personagens oriundos de palcos diferentes. Ambos evidenciaram apenas o lado ridículo e a comicidade implícita, mas bem paga, certamente. Isto de um Banco de referência usar como imagem de sucesso um tipo que anda por aí colado ou distribuído por todos os cantos já de tanga ou em cuecas, não prenunciava nada de bom ou de atraente, embora a intenção fosse exactamente fazer-nos acreditar que estávamos na presença dos "pés melhores do mundo". Mesmo que fosse a Dona Inércia desnudada e em pose teatral, a "vantagem" ou o lucro seria insignificante para qualquer candidato a cliente ou investidor. A prova de que usar como porta-voz de vantagens em mudar de Banco, uma dupla bizarra e sem estatuto e nenhum pedigree, mas popularucha, está à vista e badalada com estrondo, e que deu no que deu. Da "Vantagem CR sem Rendimento" que o diga a Selecção Nacional de Futebol, que após prometer uma grande prestação no Mundial Brasil 2014 através do mesmo porta-voz que serviu agora ao Banco falido, regressou a casa de bolsos vazios e sem cotação no mercado, mas com o ridículo valorizado, imagem agravada, e sem mercado para novos spot´s publicitários. Em um e outro cenário, o projecto propagandeado não podia ter corrido pior. A prestação da D. Inércia também não é recomendável, pois se se tivesse mantido fiel e firme na concorrência, não tinha sido arrastada para a taxa zero em que se vê agora enfiada. A imagem de um em cuecas, já era deplorável, mas imporem-nos logo dois, valha-nos Deus, pois que o Espírito Santo deixou de acudir e saiu-nos um flop de bradar aos céus. Uma campanha assim tão desatrosa revelou um "infeliz encontro entre três personagens" para iludir ou iludibriar o pagode. É "tanga" a mais e a um juro elevado!

   

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