O Futebol brasileiro terá forçosamente de reflectir ao mais alto nível
sobre a sua desgraça, e para isso necessita de um grande esforço só para o
tirar da lama onde esperneia, e sobre o que aconteceu à sua Selecção Nacional
decorada de verde-amarelo frente à Alemanha no estádio da cidade ingrata de
Belo Horizonte (que nome para registar tão grande desastre!), e concluir, por
entre a ferida gigante e que há-de persistir e lamber por séculos, que aquilo
que deve apresentar em campo, é qualidade real e séria e não arrogância, como é
sua carecterística e até do seu povo que a confunde com, humildade. O Brasil do
Futebol, que outrora fez história, terá que regressar ao pé descalço, percorrer
as favelas e as praias para encontrar de novo quem faça da bola gato-sapato, e
não bota de biqueira aflita calçada e no gramado milionário, como hoje lhe
pesa. Não lhe bastará ser empurrada por muita propaganda,e publicidade a
preceito para ilustrar o passado aonde repousam "estrelas" e
exibir "símbolos" vivos, que tudo isso faz parte de um pacote
que já não entra na equipa e não joga, e ao mesmo tempo agravada por ser
comandada por um sargentão que engana brasileiros e iludibriou
portugueses, com a "doçura do sotaque e a lábia da demagogia", e a
quem cedemos com a nossa basbaquice. Tal como colocar bandeiras na lapela não
tira um país da miséria, o mesmo acontece em apelar ao povo para por bandeiras motivadoras
nas varandas não dá títulos - apenas vergonha. A "mannschaft" da srª
Merkel demonstrou-o exuberantemente e sem apertar muito com os sambistas e
feiticeiros dados às macumbas, só para não os fazer bonecreiros demais no
carnaval do Mineirão. "K(c)lose" e os colegas fechou-lhes a marcha
rumo ao triunfo que eles cariocas juravam imparável. E o Mineirão tornou-se
assim, o estádio do vexame e da tragédia que aconteceu no "Feio
Horizonte", e onde os "canários perderam o pio".
Sem comentários:
Enviar um comentário