A Justiça tem destas coisas - às vezes acerta outras atira ao lado. Dá
uma no cravo e outra na ferradura. Quem não atira ao lado é a agente da PJ que
agora foi ilibada do crime de que chegou a tribunal acusada. Absolvida! disseram eles, os juízes. O que é certo é que a velha
morreu com uma boa dezena de tiros e que se saiba não fui eu o autor. Nem fui
eu que surripiou uma "glock" da gaveta da secretária duma
colega e a levei escondida na liga da perna, carregada de balas calibradas para
despachar a idosa que até tinha um mealheiro, que ao que se sabe também, não
tinha a forma de um porquinho, mas antes se parecia com um pé-de-meia. Mas a
sentença foi clara assim assim - "in
dubio pro reo". Até os juízes ficaram "in dubio". Nós já há
muito que vivemos com ela. A Justiça pode queimar-nos a consciência, mais do
que o cano de uma metralhadora acabada de dar fogo, ou uma simples omoleta que
nos queima a mão e nos deixa um cheiro a pólvora. Os tribunais quando assim
julgam e actuam perdem a credibilidade que precisam ter, e manter. Antes
parecem transmitir que quando se trata de defender a "um membro da família que come
à mesa do mesmo Orçamento", logo tratam de arranjar uma "sentença" condizente e conveniente.
Lembram “saltões”. Neste momento tenho o telemóvel desligado, e (n)este
portátil em que escrevo, também se encontra fora do alcance das antenas que
detectam identificações, sinais e locais, para que ningúem se lembre de me
processar, por tentar chegar à verdade, e perceber por que razão ou carga de
água ou jorro de sangue, este país está como está – a meter água ou a sangrar.
Mas o meu velho que morreu de perplexidade e às mãos da pobreza, já
dizia,- cada um tem o que merece!
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