sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cristiano - o mãos-largas

A notícia, se é que é notícia, é recente e tem muito de ridícula - "Cristiano Ronaldo doa cheque ao IPO". Mas a notícia, se é que é notícia, diz mais. Diz-nos que o CR7 é um unhas-de-fome. Eleito o melhor, após o jogo de preparação num particular a feijões com a Holanda, em agosto, já lá vão uns meses, o craque madeirense com estatuto universal, pago a peso de ouro e em cera brilhante, e que ganha um balúrdio em poucos minutos, doou ao IPO de Lisboa o prémio monetário que lhe foi atribuído no valor de 2500 euros, para "ajudar" na compra de tecnologia para a sala de radioterapia do Instituto com função importante e vital. Aprendi em tempos, que não se deve dar uma gorjeta que se confunda com trocos nem ao empregado de mesa que nos atendeu, abaixo do dignificável. Foi-me recomendado, que quando não se pode dar coisa respeitadora e reconhecedora do mérito, o melhor é não fazer ondas, é estar quieto. Ronaldo não foi educado nem alertado para tomar a atitude mais adulta e compatível com o seu tal estatuto, e a não se expor ao ridículo por minhoquices, deixando transparecer que tal atitude mais quer traduzir um golpe de publicidade foleira no período em que está em jogo a atribuição da Bola de Ouro pela FIFA. A esmola acrescida da demora que doou ao IPO, menor da que um particular oferece para a compra de uma cadeira de rodas, quando um jornal diário pede aos seus leitores ajuda, para alguém necessitado, e inferior ao preço de uma garrafa de uísque, pago num bar vadio que o jogador frequenta para dar nas vistas a uma qualquer Paris Hilton, não dá senão para comprar uma garrafa de oxigénio ou de soro, hospitalar. É claro que o Instituto que combate o cancro agradece, pois a penúria orçamental em que vivem os hospitais tornam-nos sensíveis a todas as dádivas. Já quanto ao multimilionário atleta, e aos seus assessores e a outros seus guias espirituais, aconselhamos-lhes uma intensa cura para melhorar o bom senso, numa qualquer Unidade de doentes apetrechada para o efeito, que trate tais incorrecções ou enfermidades, disfarçadas de benemerência. Esperamos que este reparo seja também, notícia.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"Mensagem de natal"

O 1º ministro de Portugal, deve andar a treinar ou a estagiar para inteligente, mas ainda não passou de chico. Esperteza não lhe falta, e de mau carácter e muito cinismo tem diploma que chega e sobra. Na sua mensagem de natal aos rotos e aos nús sob o chicote da austeridade antiga, tentou dizer-nos com conversa mole e anestesiante, que os "melhores tempos hão-de vir", pois os 900 anos de história que carregamos isso nos revelam. Com tais palavras descaradas, nos tenta impingir e servir uma dose de ânimo que nos faça aceitar mais prolongamento do sofrimento a que estamos sujeitos, que nos atirou para o mais fundo de toda a marcha em direcção ao bem-estar, e todos os recuos a que nos tem obrigado e que mais virão. É com tais falas, que nos aponta o milagre, que nos aponta o osso com tutano, lá para um dia que nenhum dos rotos e dos nús actuais, será capaz de vir a experimentar, que nos tenta manter adormecidos. O que os actuais mortais que se mantêm de pé sabem, é que cada vez mais se vêem despojados do seu emprego, do seu rendimento, da sua refoma, da sua saúde, e dos seus direitos. E para adiarem um maior entalamento na vida, vão-se desfazendo dos seus bens, ora agora uma faca ora depois um garfo de bom metal que os pais lhe deixaram, para os trocar por pão e pagar dívidas. Os 900 anos enunciados pelo 1º ministro deste país, também nos ensinam, que Portugal caminha há séculos, de agonia em agonia, e que o seu povo nunca saíu da pobreza franciscana, e também nos revelam, que foi com dirigentes do calibre que formam o actual governo e anteriores próximos, que Portugal caiu na miséria agravada e na escuridão teimosa, que não pára a sangria que nos faz recusar viver nele e nos leva à diáspora, para não mais voltar, e viver sob a luz de quem nos acolhe, acarinha, e nos paga por trabalhar. Outra coisa que os 900 anos de história evocados nos transmitem, é que não há castigo para quem comete tais crimes de lesa povo - Infelizmente! Parafraseando o governante que nesta mensagem de natal apareceu, também um dia virá, que este povo então mais exigente, reclamará por Justiça. É pena, que nenhum de nós esteja cá para ver e intervir, e colher merecidamente "os primeiros frutos com a aplicação dessa estratégia" - Felizmente! 


sábado, 7 de dezembro de 2013

Gigante, Raro e Terreno

Já quase tudo vai sendo dito e redito sobre "Madiba". Não há palavra, discurso ou elogio por encontrar nas bibliotecas e excelsos arquivos, que não tenha sido usado para enaltecer a grandeza do Homem, Nelson Mandela - a maior personalidade de África desde o norte até ao sul protagonizada nestes dois séculos, e um dos mais elevados exemplos de vida e de humanismo de sempre. Parece que não há ninguém indiferente ao acontecimento, e que não seja de repente especialista em "Mandelismo". Todos se repetem, mas cada qual julga-se mais entendido na matéria histórica e na obra do mortal. Até eu poderia pôr-me aqui a recitar o seu percurso, e outra coisa não faria senão repetir. Tornáva-me igual aos demais, mesmo àqueles que sobre ele se pronunciam e que nem sequer eram nascidos quando o líder histórico e perigoso activista era notícia no mundo, e pesado silêncio em Portugal. Passos Coelho é no caso, um deles. Mas da minha parte, e a fim de combater a ignorância, que trago por dentro e que escondo da lapela, sobre o Homem negro, mártir e herói, que agora recolheu ao lugar da memória eterna, vou estar atento ao que diz e vai dizendo o nosso presidente Cavaco Silva, que, como é sabido, é homem de luta e de convicções fortes, também, e desde o tempo em que fardou o caqui. E uma coisa extraodinária já aprendi com ele. Quando acordou, descobriu, e começou a mastigar de que há homens que são maior exemplo na Vida do que outros. E bastou falar em algarvês e não em africâner, para que nós o admirássemos, agora mais e com maior respeito. Quem se pronuncia com tão elevado conhecimento e igual moral, que difere da que tomou há uns anos em conluio com os E.U e a Inglaterra,deve ser escutado com muita fé e com a esperança de que ele venha a imitar o ex-presidente histórico da África do Sul, Nelson Mandela, e libertar-nos da miséria em que vivemos. Seria de Homem!



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Árvore de Mortal

A minha árvore de natal esta época, vais estar apagada. Sobre ela caiu um manto de tristeza, e dela não se acenderá qualquer brilho. Será decorada com sombras duras, pesadas e que ferem. As crianças não terão bonequinhos de chocolate em forma de pai-natal, nem sininhos, estrelinhas, nem meias-luas, nem moedas de imitação doces, para comer no fim da quadra festiva, no dia em que ela se desmancha. As moedas a sério do salário e da reforma que nos tiraram de junto das que não temos, despem-na da alegria com que a ornamentavamos noutros tempos. Agora só podemos dependurar em cada ramo, o cotão áspero e amargo a fazer de algodão. Com alguma fantasia e outro tanto de imaginação, ainda podemos apanhar na rua uns caixotes de cartão, e neles desenhar e depois recortar umas figuras ou uns símbolos para a decorar. Talvez que com algum engenho, um pouco de jeito e uma tesoura animada, até nem fique feia. Tudo embalado em prata dos maços velhos do tabaco terá efeito e engano no coração. Não há dinheiro como havia para comprar uma iluminação oriental que a ponha a piscar, nem sequer umas velinhas de cera que a aqueçam e à casa, e façam os olhos luzir na noite tornada negra e que se queria mais feliz. Vai ser uma árvore para esconder. Não terá em redor do seu pé, prendas para pôr no sapatinho de ninguém, e os filhos quando forem mais crescidos hão-de emigrar, e então lá nesse longe, comprarão a prenda adequada ao seu sapatão, e fazer dessa noite e em família, “coisa mais linda e cheia de graça”. Acabou-se “o luxo e a vaidade” de outrora para a exibir no melhor sítio da casa. Arranjei no entanto, lugar para ela. O meu frigorífico está vazio. A minha despensa está vazia. Vazia do que foi costume lá ter para o dia-a-dia para consumo, e para uma ou outra extravagância. Em lugar dos pacotes de arroz, açúcar, farinha, ovos, massas, atum, salsichas, alho, cebola, batatas, conservas, azeite, óleo, detergentes que limpam manchas mas não eliminam mágoas, e um espaçozinho reservado para o bacalhau às postas, que agora foi cortado da lista, e de uns livros velhos que contavam a “estória” de uma noite mágica, vou lá colocá-la. Armada em árvore festiva mas envergonhada é certo. Às escuras, já que a despensa não tem lâmpada no tecto. Há muito que a desenrosquei para poupar onde se pode, e desenrascar-me melhor nas contas a pagar. Ali,naquele cubículo, também não é um lugar de convívio, antes passou a ser um reservatório onde agora se guarda a fome. Mas vai ter companhia. É lá que vou pôr a minha árvore de natal e de mortal. As lágrimas que abundam, é que não se consegue prendê-las em lado nenhum. São demasiado líquidas e salgadas, e escapam-se sem a gente querer, cheias de raiva, por onde entra a miséria e o frio. - Feliz Natal, senhores ministros!


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A Legenda da Foto


A legenda por debaixo da foto que ilustra a notícia, não abona nada de decente a favor do "artista" e do jornal que a consente. Um GNR ali identificado, foi condenado e bem, por mais uma morte, ontem de negros agora de cigano, com arma de fogo usada sem critério e sem competência, por mais um elemento das forças policiais e de perseguição ao crime. Sabemos há muito e já o dissemos repetidas vezes quantas as negadas pelo jornal em as publicar, que os membros seleccionados para integrar as polícias em portugal, são escolhidos entre bons e marginais por métodos que têm em conta mais a necessidade do que a qualidade do homem. Vai daí, qualquer um que não tem habilitação adequada para arranjar emprego na sociedade civil, concorre à farda de GNR ou PSP, sem que nos exames e nas provas específicas a que os submetem seja detectado o perfil desejado ou se de um potencial marginal, como mais tarde se vem a verificar. Falamos do perfil intelectual e psicológico do candidato. Agora o folclore. Corre por aí uma "onda solidária" com este  outro soldado, que atira de qualquer maneira para tudo quanto mexe, e na aventura que persegue, mata pelo caminho. O relatório irá dizer depois, que atirou para o ar. A gente já sabe como é. A bala sobe no ar que nem balão, e na queda livre e vagabunda, mata um ocupante de viatura em fuga. Ou então, atiram para os pneus, mas a "carroça a motor suspeita" e que foge sem o cão atrelado como antigamente, não há meio de parar. Continua a fugir cheia de bens, de maldades, de estigmas, de culpa e de medo. Então sob a pressão do dedo mal treinado, lá se solta "acidentalmente" o tiro fatal, dirá o inquérito aberto a este propósito. Mas o que incomoda ainda, é ver no jornal a foto do agente incriminado, mártir aos olhos da corporação, com a legenda -"H.E. condenado por matar filho de ladrões". A pergunta que a decência e a ética exige que se faça, é;- O filho de ladrão não merece outro tratamento, não vale nada? É um condenado à morte pela nascença descriminada sem dó nem piedade? Tem o jornal ou o autor da notícia o direito de o decretar, solidarizando-se com os esquadrões militares e justiceiros? Fica a pergunta e o JN que responda se o entender fazer, ou negue a publicação desta carta, talvez incorrecta também.

 

-p.s(quem assina quem a petição e ajuda ao recurso para o Supremo T.Justiça, senão os seus pares?)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

BES - Banco Em Suspenso


É preciso, é urgente, tomar uma séria e responsável medida "cautelar" para evitar o descalabro nas contas fétidas do BES, e poupar com a intervenção que o seu estado insalubre pede, os portugueses, a um maior e mais prolongado aperto de cinto, pois é sobre eles que caem todos os apuros negativos por gestões danosas. Ricardo Salgado, o presidente do Banco inclinado, que nem a torre de Pisa, veio-nos "preparar" como quem avisa, que o buraco registado com a perfomance aplicada na sua actividade financeira, apresentou um prejuízo colossal de 381 milhões de euros, enquanto que no mesmo período do ano anterior o grupo bancário teve um lucro de 90,4 milhões em moeda periclitante europeia. O que o presidente do BES veio-nos dizer é que dentro de algum tempo, os portugueses de todas as pobrezas, vão pagar e pagar bem para lá do calendário "memorandado", os descalabros na gestão do Banco que entra ou se parece com o tal buraco de que fala José Sócrates que está a ser escavado cada vez mais para o fundo, por estes "Rendeiros e Salgados" mais ainda por este governo que os consola, defende e apoia. Se o Banco de Portugal não intervier com uma fiscalização em cima, no prazo adequado e apertado para travar este gestor, e eliminar acções como no BCP, e não lhes mandar pôr nos pulsos um "adereço" como aquele que usou o Oliveira e Costa, de modo a corrigir a sua passada, o povo português e o Tribunal Constitucional é que vão pagar as favas logo após arcarem com as culpas pelo que acontece no sistema económico e financeiro e por todo o resto das sobras encontradas, em que se afunda Portugal.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Capitulação

Portugal nação valente, com a actual governação é um país subserviente, e na hora de se pôr de cócoras ou de joelhos a lamber os tacões da Merkel, da coroa inglesa, ou os botins do Soba, aí está ele em todo o seu esplendor. Já não bastavam os crimes dos polícias arquivados ou escondidos nas secretarias dos quartéis à espera de absolvição e arquivamento ou prescrição pelos tribunais, as fraudes VIP, etc. agora acrescenta-lhe a decisão assente num real artifício encontrado, para reabrir o processo do desaparecimento da rapariga Madeleine, a garota turista abandonada à sua sorte no All Garve, enquanto os pais abancavam e se recriavam num restaurante confortável. Mas se isto não arrepia o suficiente, vem agora novo e tão real artifício quanto o anterior e com contornos a que nem o Sepp Blatter, presidente da FIFA resistia a parodiar. A "Justiça Superior" portuguesa submetida às pressões do governo de angola através do seu jornal oficial e porta voz do timoneiro e grande irmão naquela nação africana, demonstra toda a sua veia contorcionista quando a mandam subir para os pratos da balança de olhos vendados, no contencioso sério em que se transformou o relacionamento entre os dois países acerca dos casos mal explicados que envolve gente séria e outra que quer parecer ser. A lição que se pode tirar para já, enquanto não for explicado à luz da verdade tudo à opinião pública, é que Portugal nação valente, claudicou na defesa intransigente dos seus valores e independência como país soberano(!) e mais uma vez ridicularizou-nos perante a dependência do mais forte, que como é normal, venceu. A Procuradora Geral da República, que se adivinha também sofreu pressões, manchando a memória do seu pai, de voz grossa passou a piar mais fino ou nem piou mais, e mandou arquivar o luso-afro e polémico processo, que já vinha "ma(n)chetado" e manchado mas que agora é negro e constitui uma nódoa na história da Justiça portuguesa. Blatter já tem mais um motivo forte para "aFInFAr" no modo de ser e de estar dos portugueses e divertir-se à grande e à angolana.


Más-línguas

Dizem as línguas soltas, que Oliveira Salazar deixou um país pobre e atrasado, sem estradas que unissem o todo nacional, às escuras, mas com os cofres a luzir cheios de ouro. Agora, outras línguas de palmo e meio dizem, que vivemos em Democracia, que estamos numa época de modernidade e de amplas liberdades, de que já temos vias novas, auto-estradas, asfaltadas de euros vertiginosos e de suores sangrados, mas que ligam ao deserto e ao fracasso económico, por onde não passam trabalhadores, nem viaturas, nem sequer animais de estimação ou espécies protegidos. E se dantes Portugal, era povoado de pobres históricos e infelizes de continuação que chegavam de longe, hoje temos mais de 17,8% de desempregados, o que nos faz perder 3900 milhões de euros por ano, como repete Bagão Félix - e se não fosse ele seria o Bélix Fagão que dava no mesmo - a que se juntam todos os dias mais e mais, velhos e novos a dar com um pau. Se no tempo do Ditador de santa comba dão, o povo era analfabeto, e na falta da saúde tinha por remédio tomar dois ou três copos de tinto, e esfregava um bagaço nas pernas para as dores, hoje de pouco serve à população ser mais letrada e culta, formada e doutorada, já que a única saída para tanta competência só dá para preencher papéis de desempregado, para participar em filas para a sopa misericordiosa ou para emigrar, e até os que respiram saúde recorrem mais ao suicídio e praticam a violência doméstica com maior facilidade. Mais. Por razões de trabalho, emigrava-se, mas ganhava-se com sofrimento o pão que cá não havia, que hoje volta a falhar, e enviava-se algum para a família que ficava, com que mascaravam a fome, e ainda se depositava na banca outra parte com que se fazia a casa e educava o filho. Hoje parte este e aquele com a mesma intenção e objectivo apurado, mas na actual crise europeia e de desconfiança latente, " o operário, o académico e o erudito" emigrante, já não manda para cá nenhum euro que se veja, e não ajuda a família como outros o fizeram, o que aumenta por cá o número de pobres dependentes e interrompe os estudos de quem com eles sonhou. E se no “antigamente” se estudava à luz de lâmpadas de 25 “velas”, hoje regressamos às sombras dentro de casa, à luz da vela e ao candeeiro a petróleo. É isto, desenvolvimento? A este diabólico cenário, criado por novos políticos dirigentes, que nunca governaram coisa alguma com lucro para o país, que esvaziaram os cofres públicos e hipotecaram o ouro herdado, chama-se evolução ou trapaça? Evolução não é com certeza, pois Salazar ainda é recordado e apetecido...! – Porque será que tal “desenvolvimento”(!) no Estado Moderno, não faz apagar da memória e enterrar de vez o regime do Estado Novo? Porque será?

                                                                                                                                         

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O comentador sob encomenda

Tomando o povo por uma massa idiota tipo tolinhos da silva, o comentador avençado principescamente da TVI, tomou-se de dores por Cavaco Silva, o presidente alinhado mais com o PSD e o governo do que com a República, e numa cambalhota de chico esperto respondeu de soslaio ao ataque e à acusação feita por Mário Soares, esse soldado experiente, ex-presidente e afiado democrata, neste país de velhos sem abono e de emigrantes de destinos incertos. E na tentativa de salvar Cavaco do ataque lançado pelo antigo pai e mentor(!) da Democracia, "desenha"(está na moda dizer) uma comparação, estabelece um paralelismo com a prática do actual Presidente da República no caso da sua "jogada" e da sua ligação por detrás do biombo, no BPN e à SLN, relembrando-nos, um ou outro episódio que fez correr tinta, de modo a esvaziar a importância da acusação e exigência ímpar feita por Mário Soares, para que o detentor do cargo supremo da nação no presente seja julgado no caso que o hipoteca, o envolve e à família na SLN fraudulenta, que a nós pareceu uma missão sob encomenda para o auxiliar ou limpar. Que comparação se pode estabelecer entre uma prática de má governação/condução nos dossier polémicos mencionados pelo professor, como provocação - Melancia, Macau, Descolonização - com uma prática baça ou de aproveitamento privilegiado num negócio que hoje sai roubo aos bolsos e à vida dos portugueses? Marcelo Rebelo de Sousa, armado em má-língua e como quem não quer a coisa, pensa que é o mais inteligente dos "canais TDT"(T-odos D-evem T-er), mas não passa de banal ex-líder fraco, ex-político sem brilho, embora beneficiando de apoios herdados do passado, e da demagogia bem aceite no presente-pimba.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O ministro que faz Ma(n)chete

Já tudo ou quase tudo foi dito sobre o Rui Machete, o MNE de Portugal, e a sua actuação desastrada enquanto "elefante dentro de um armazém de loiça delicada" e com motivos africanos. Este ministro, recuperado de uma prateleira ou de um álbum do passado, beneficia mesmo assim da protecção e do estranho apoio, dos que têm a obrigação e o dever de salvar o regime e o bom nome do país, e não de contribuir para a acentuação da humilhação e da sua gente. Mas a condenação generalizada sobre o comportamento do Ministro Machete, não terá efeitos a curto prazo, como é do costume por cá. E o costume, é irem embora, demitirem-se, mas só ao fim de muito empurrão e com contas bem feitas a seu favor. Noutros países, idênticos incidentes graves ou abusivas ingerências cometidas por parte de um membro do governo, não ultrapassariam as 24horas para o levar a apresentar a sua demissão ou ser demitido e sem louvor. Tal medida seria tomada noutros países e não aqui. Jorge Jesus será dispensado do Benfica mais cedo e por menor responsabilidade. Mas isso são outros desportos e com interesses menos sérios e abrangentes. A questão que nos leva a pronunciar também sobre esta diplomacia sem tacto, feita com os pés e subserviente, é o insulto feito a Portugal a partir de "O Jornal de Angola" pela pena de um jornalista subserviente à recomendação dada. Ao contrário do que diz o comentador mor, Marcelo Rebelo de Sousa, que o "Jornal de Angola" não é o governo angolano, pensamos que tal jornal, constituíu-se um órgão de defesa do ministro luso, e constitui-se porta- voz do interesse político angolano. Mais grave ainda, quando dispara a calúnia negra e ofende o M.P e a P.G.R, sindicatos da classe e o que mais se verá, exigindo até uma forma de actuação da nossa Justiça, para esta "tramóia", como eles consideram, contra figuras ou figurões do Regime de Angola, feita pelas Leis do Estado português. Seria bom perguntar ao jornalista-assessor e ao director do "Jornal do regime do eterno presidente de Angola", o que aconteceria se idêntica "tramóia" se passasse em Luanda e nos seus tribunais, entidades ou instituições da Justiça, visando cidadãos lusos de relevo ou não, ou se só teríamos conhecimento da "estória" quando fossem enfiados numa cela de um musseque secreto da periferia da sua capital e se denunciado por um jornalista local, dissidente e perseguido?


terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Juíza Fora da Lei


Uma juíza de Mamarrosa e de má consciência, faz ouvidos de mercador a uma sentença proferida por um Tribunal de Justiça do Estado português, num dia simbólico nos idos de um março inconsequente, já lá vai um tempo longo. A juíza Joaquina, com idade para assumir responsabilidades e ter juízo, filha do assassino do seu ex-marido e advogado jovem, opõe-se à decisão do Tribunal e recusa a entrega periódica da menina, filha sua e do pai assassinado pelas costas a tiro, aos avós paternos de respeitável idade. A juíza que não respeita nada, nem a decisão judicial e muito menos o direito dos ex-sogros enlutados, é “cúmplice” numa barbárie e comete teimosamente um conjunto de ilegalidades, comportando-se como dona e senhora da Justiça que outros juízes deste Estado de Direito determinaram aplicar, mas que não conseguem fazê-la cumprir, fazendo antes parecer uma cumplicidade alargada. O que falta para que a prepotente cidadã Ana Joaquina, filha de um assassino condenado, avô materno mas de traiçoeiro colo onde escondia uma pistola, seja obrigado a obedecer à determinação do Tribunal, ou será preciso dizer, que se tal situação se desenrolasse no seio de outra família com outros genes, com outros avós privados do contacto com a neta querida, e mais práticos na "solução" destes assuntos graves, a má juíza de Mamarrosa, já tinha sido submetida à “acção directa” e levado com um dos pratos da balança (simbólica), que procura não ter dois pesos e duas medidas ao julgar o conflito, que nos devia envergonhar, e que a ela passaria a dar fortes dores de cabeça, sentindo dessa forma o “peso” da justiça verdadeira e eficaz. Esta seria uma justa sentença, que acabaria com o "quero, posso e mando" revelado por uma juíza e mãe(!) de uma criança orfã e vítima, do seu avô assassino do seu pai à queima-roupa num dia que se queria fosse de afecto, de partilha e amor.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

FAUP em Festa! - CONCERTO (Luís Moura e Hugo Coelho)

O poeta dos HH


O poeta escondido, Herberto Helder, "tem dois tipos de leitores". De modo diferente do que diz o "ípsilon", também eu o afirmo. Há os que conseguem aceder ao livro mal ele é editado, uma elite, os da proximidade e íntimos, e os que anseiam poder obtê-lo, os anónimos, se ele chegasse a estar à venda durante tempo e território suficiente. Até só para ver a capa que fosse. Sendo assim, esta impossibilidade criada de chegar à obra herbertiana, torna-o quase nulo para a maioria. A "faca que corta" o número de livros postos à venda no mercado, funciona como o "fogo" de uma santa inquisição ou capelinha privilegiada, e as exigências, quer do autor quer da editora, que destinam as obras mal estão prontas, para os amigos, são irritantes. A indisponibilidade pré-determinada(!) por ambos intervenientes, torna o poeta proibido, mais afastado do povo que circula por estas leituras e que esbarram repetidamente contra este duplo H, com que as assinam e assassinam logo à nascença, e retiram ao "homem" o direito a um 3º H maior, e ainda o retratam antipático, no mínimo, embora estejamos conscientes do que são opções ou critérios das partes que limitam. Concluímos nós há muito, que todos os livros de H H "são finais, porque não chegam a ninguém, mesmo que venham outros". Esta atitude não o torna numa raridade, no sentido artístico, mas antes num ignorado, pior que incógnito.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Amor à sobrevivência


Os reaccionários não desapareceram, nem reformaram-se ou passaram de moda. Dois leitores do JN de 13/06/2013 pronunciaram-se por carta menor que o jornal publicou na maior, e insurgiram-se contra os sindicatos e o seu método de acção. Supomos que por uma falha de consciência política ou por terem a barriga demasiado cheia que não os deixam pensar. Os leitores Padilha com o Costa a reforçar, não nutrem qualquer "amor ao sindicalismo" e acham que a "sobrevivência da democracia" resolve-se com a eliminação dos sindicatos, e mais concrectamente, com a demissão das "avoilas, dos nogueiras, helenas, nobres", pois entendem que com estes personagens fora das direcções das Centrais, que conjugam medidas e orientam a luta pelos direitos laborais e sociais, dos que trabalham e constroem as vias e assentam as vigas do futuro que se quer mais seguro, o país estaria melhor e seria até um paraíso. Impõe-se perguntar a esses dois "padilhas ou pandilhas" se no regime político do Estado Novo, que trouxe o país até Abril de 74 na pior miséria, pobreza e atraso em todos os segmentos da vida colectiva, em que não era permitido o Sindicalismo como o conhecemos hoje, nem reivindicações por melhores condições de vida, se tal estado de atraso "desse" país se deveu à existência das "avoilas, nogueiras, helenas,nobres" e outros dirigentes sindicais, agora eleitos democráticamente e porque se dispõem presentes, como hoje nos é consentido ter e ver. É nosso entendimento, que leitores frívolos como os mencionados e que se expressaram no JN, nos termos em que o fizeram, é que são prejudiciais e são travão do progresso e só "prejudicam o ritimo do país".


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Luto permanente

Quase todos os dias, são encontrados dentro de suas casas, mortos e a cheirar a podre, portugueses ou outras almas tristes, que escolheram mal ou bem, este país para trabalhar e ser, enquanto existência humana. Não é difícil descobrirem-se em cada dia que passa, tais e mais homens e mulheres, com laços familiares mal atados, precários uns, ostracizados outros, mas sobretudo esquecidos por todos, e que são notícia igual por razões idênticas - Lamentáveis, dói de saber e pior de ver. O número de portugueses "botados" ao desprezo e ao abandono sobe desmesuradamente, e por entre os milhões que somos nós, agonizam muitos, fechados no silêncio da falência sem precedentes. As medidas preventivas, securitárias, de solidariedade social, tomadas pelos organismos estatais e ainda pelas forças esmorecidas da segurança pública e republicanas, revelam-se no quotidiano, um fracasso gritante e com a habitual demagogia que a propaganda ergue e a história regista. O exercício falhado de bater à porta suspeita,da miséria escondida, da dor interiorizada, disfarçada, de facto, está-se a tornar um drama alargado, uma notícia repetida e vergonhosa quanto tem de horror. Este país, não é cada vez mais, nem para velhos nem para ninguém. Revela-se útil, apenas para a canalha oportunista, calculista, que se move nos meandros do poder político e da finança, sempre prontos a recolher os despojos dos perdedores, e na esperança de rendibilizar os restos que ficam, deixados pelos que partem destroçados, desta guerra, para onde somos atirados. Qualquer troféu na actual conjuntura mesmo herdado do defunto é bom, desde que dê lucro!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um milagre adiado

... e o milagre não aconteceu! A nova data santa para celebração do Corpo de Deus, que passou de 5ª feira para domingo, ficou marcada por um conjunto de acontecimentos que no seu todo constituíram um dia aziago para o FCP. Nos Olivais, uns imberbes desportistas, "discutiram" para lá do 90º minuto o título nacional de juniores B, que acabou por sorrir aos juvenis do SLB. As imagens dadas a consumir pela tv´s, e que correm no youtube, mostram-nos que o jogo terminou numa batalha campal, com dois ou três GNR a tentar segurar as rédeas dos "B´s" idiotas de ambas as equipas em fogo, que nas horas vagas se dedicam a jogar(!) futebol. Noutra modalidade, o andebol, que se realizou no Algarve, o FCP voltou a falhar, e mesmo para além do tempo regulamentar em que costuma resolver os jogos a seu favor, não conseguiu oferecer aos seus adeptos a "dobradinha à moda do Porto". Os leões do Sporting repetiram a vitória do ano anterior, e foram para a praia de Tavira festejar. Como não há duas sem três, o FCP voltou a claudicar na sua mais cara prova e rainha para o seu presidente, a seguir ao futebol sénior, onde é tricampeão. Segundo os relatos, nesta final da Liga Europeia em que saíu vencedor o grande rival, o Benfica, no DragãoCaixa que é tão só a casa do inimigo, não houve escaramuça no final para lá da contenda que estalou bem antes do início ameaçado pelos "cordeiros" do costume, e até terminou com abraços entre os atletas. Entre o pasto das razões para este fracasso alargado do FCP, encontra-se a mudança da data dos festejos do Corpus Christi, em que a invencibilidade do mortal Jorge e do seu Dragão, mito de outro reino, que revelam um entrosamento perfeito sobre os seus adversários, que desta vez não permitiu tal continuidade nas arenas em que actuaram. É caso, para que o presidente vitalício do FCP peça a revogação da lei, que impôs aos cristãos os festejos santos fora do seu dia histórico, e provocou a interrupção da procissão de sucessos aos portistas, que num só dia tornava tudo ainda mais azul. "Mas largos dias têm 100 anos"!


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Jesus e o Benfica no OLX


Pior que o tornado que atingiu dolorosamente Oklahoma, foi o ciclone que varreu por completo as aspirações contadas e a confiança cantada, no terreno do Benfica - O Glorioso, e o seu desmesurado staff técnico e o seu farol directivo. De todas as vezes que foram à fonte das decisões nas competições desportivas que fazem jorrar sonhos e lágrimas felizes, regressaram sempre delas com o cântaro quebrado. Os "milhões" de adeptos fiéis e de simpatizantes teimosos, passaram em três semanas a "milhões" de sofredores, e de enrubescidos pela luta em tantas frentes, a pálidos desiludidos e com a crença no SLB de rastos. Jesus, acelerou o calvário que iniciara nos últimos três jogos, bastante denunciado com o Estoril Praia, bem exibido no Dragão, disfarçado com o Moreirense, e com o futebol escandaloso apresentado agora no Jamor de Portugal, onde levou com a estocada final, desferida pelos "guerreiros afonsinos" de Guimarães. Todos os anseios legítimos mas envoltos em propaganda excessiva, redundaram numa derrocada tremenda, num fracasso histórico e difícil de igualar, que ganha contornos ridículos, anedóticos mesmo. A "nação benfiquista" não foi poupada à tristeza nem à dor que as tempestades causam e não merece tais desenlaces, e aprendeu com certeza que não mais exibirá cartazes rogando ao técnico do clube e pouco "conquistador" de títulos, para que fique. A partir de agora, quer é vê-lo pelas costas, ou só anunciado no OLX, embora ele e o SLB só valham X.

sábado, 25 de maio de 2013

"Clown´s há muitos seu..."!

Ser ou não ser palhaço, é esta a questão. Cavaco Silva é um homem e está provado. É casado, tem mulher, tem filhos e ainda gosta de vacas, daquelas que riem sem ir aos Globos de Ouro. Beppe Grillo é um homem igual a todos os que o são e nisto não se vê qualquer diferença para Cavaco. Mas para além disso é comediante, o mesmo é dizer que é palhaço. Assim a gente o vê e o chama. Acresce que foi eleito deputado para o seu parlamento, e tornou-se igual ao ex-deputado eleito que hoje é presidente deste país. E se considerarmos que um deputado é em repetidas sessões ou comporta-se como um comediante, portanto um palhaço, o deputado-comediante-palhaço Beppe Grillo é igual ao deputado-comediante-palhaço Cavaco Silva. Miguel Sousa Tavares, é um homem, e está confirmado. É mais do que casado, com mulhere(s), tem filhos, e ainda adora viajar por outros pastos verdejantes. É ainda escritor, jornalista e humorista. Não é deputado mas gosta de dizer umas piadas. É, por assim dizer, um comediante e por isso, palhaço. Agora, que segundo uns ofendidos, lhe caíram em cima por este comparar o homem e cidadão Cavaco, ao palhaço Grillo, e o querem perseguir com um processo judicial por tal graçola, a nós, que nunca nos divertimos com os apartes infelizes do nosso presidente, parece-nos é que o comentador Miguel, ofendeu o criativo e palhaço-deputado Grillo italiano, quando o compara ao tartufo luso Cavaco Silva. Só por isto é que o autor da frase polémica, deve ser condenado!


terça-feira, 23 de abril de 2013

A corda no canto,que "Abril" teceu


"Ó tempo, volta p´ra trás. Dá-me tudo o que eu perdi..."No antigamente eram os pobres, sim, com pão suado mas garantido. "Abril" aconteceu, malfadado como se sabe e logo se sente, e agora os pobres são mais pobres e sem o pão na mesa, nem à partida nem à chegada, enquanto os ricos, juntam ao seu, o ouro, que o pobre guardou de dedo em dedo, de mão em mão, e que hoje vai vendendo a conta-gotas de loja em loja, e os ricos ficam mais ricos. Antes de "Abril", o pobre sonhava menos, ou emigrava para realizar sonhos. Depois de "Abril", e de tantas promessas e verdadeiras mentiras, qualquer sonho actual desfaz-se num pestanejar, e num abrir ou fechar olhos, vira pesadelo, preocupação, angústia - suicídio. Antes da festa dos cravos vermelhos, eram côdeas, eram espinhos, e havia trabalho que dava pão. Duro podia ser, mas era pão. Agora é só floreado murcho,compadrio, conversa chocha ou da treta, encerramentos, abandono, desemprego e suicídio de novo, ou filas de homens e mulheres em busca dele, por tudo quanto é cantina, lar da misericórdia, paróquia, mão da caridade. Dantes era a emigração do pobre e analfabeto. Hoje é a emigração de quem continua atado à pobreza, que parte junto aos que se recusam a serem pobres, embora instruídos e cultos. Os envolvidos no "Abril", teriam feito melhor, se tivessem ficado nos quartéis, a descascar ervilhas, a cortar salsichas, a depenar galinhas, e nos intervalos dessa guerra, a limpar as armas, que para nada serviram e nada trouxeram, que nos faça mais seguros e mais felizes. Pobre, de barriga vazia, não come paleio e de pouco lhe serve a liberdade filosófica, da burguesia e do capitalismo "democrático". "Que saudades que tenho da minha alegre casinha, tão modesta quanto eu"... mas que dela nunca ninguém me despejou, até que "Abril" chegou. Hoje dormimos pior, cada vez mais estendidos debaixo da ponte da miséria. Apetece sob o seu arco, cantarolar em tom de alívio, "ó tempo volta p´ra trás..."

terça-feira, 2 de abril de 2013

Efeméride


Para não encurtar ainda mais a memória, e apagar a história, recordemos. A 04 de abril de 1968, assassinaram na América das oportunidades e da pólvora, um Homem, que lutava e sonhava ao mesmo tempo, por um mundo melhor, ou que lutava para que o sonho feito de preocupações se tornasse, uma realidade feliz - era "o messias negro". 45 anos depois, outro negro ocupa a Casa Branca, e tem o Poder do Mundo nas mãos. Porém, ainda falta cumprir muitos dos Direitos Civis, pelos quais Martin L. King, morreu. A sua luta, feita no sacrifício da vida, pela libertação do seu povo, ajudou a que Obama, ascendesse ao poder da nação tão rica quanto contestada, e se acomode hoje, na cadeira da Sala Oval, onde a hipotética virtude dá por vezes lugar ao pecado consumado, e onde o sonho continua a girar, enquanto o Mundo, às voltas, desespera no pesadelo, por entre tanta desordem e violência, com mat(r)izes diversas. Homens , como Martin Luther King, precisam-se. São urgentes. Recordêmo-lo também nestes dias cinzentos, e até perigosos, mas que se queriam ainda e sempre de Páscoa.
                         

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Revolução em Marcha


Há uma revolução em marcha, mas ao que parece, poucos ou ninguém lhe está a dar a devida importância. Como não se vêem as metralhadoras G-3 empunhadas e a riscar no ar, e não há tanques pelas ruas, saídos dos quartéis, há contudo, uma canção que volta, saída da casa e da boca de cada um e que a solta como arma, nos alerta como um grito, e nos mobiliza. Em Portugal, que não está só nem orgulhoso, vive-se agora num estado de permanente conflito, de pré-derrocada geral, e o povo move-se e pragueja por todo o lado, e à frente dos governantes, por onde quer que eles apareçam. Tal como os rios, as revoluções começam na gota de água, e por vezes transbordam, são indomáveis, e dão lugar a medidas repressivas, ensaiadas nas mentes perversas dos que não se dão bem com a democracia, e as manifestações populares, e que a partir duma vontade recalcada que vem de Abril, ordenam o avanço das polícias de viseira e capacete, que não são cravos nem rosas, própriamente, para as conter. O hino nacional que nos liberta, no tempo actual, chama-se, Grândola Vila Morena. Uma canção de dor sem lágrimas, que apela à fraternidade e ao direito à felicidade. Quem está no poder, que se cuide, arrepie caminho, pois esta arma que baila na boca do povo, irá persegui-los, até que a paz social, laboral, na saúde, educação, regresse à casa de cada um, tal com o rio que se quer dentro das suas margens. Antes e depois do adeus.

                                     

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Até que enfim!



O homem comum, aquele que procura no dia-adia, uma resposta para a sua frustração, como quem procura alimento no caixote dos desperdícios, para sossegar o corpo e a alma, e pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado, interroga-se por que razão só agora é que a magistrada Cândida Almeida "vai a despacho", com pré-aviso, se ao fim de mais de uma dezena de anos, fartou-se de procurar ser protagonista na área, que requer maior sigilo, discricção, e pouca conversa? Achei sempre que essa personagem, vá-se lá saber porquê, uma vez que sou um néscio na matéria delicada e de élite, como é a área da Justiça, que a digníssima mulher, comportava-se, mais como, almeida do que como cândida, quando lhe apontavam um microfone áqueles lábios de Betty Boop. Vi sempre nela, uma tagarela, que falava pelos cotovêlos, e num misto de ingenuidade e de leviandade, teatral. Sobre ela, repartem-se as opiniões. Uns, que é uma mulher corajosa, por este ou aquele processo que enfrentou, ou deixou prescrever. Outros, que proferia baboseiras, tais como - "em portugal não há corrupção, nem políticos corruptos". Quer-me parecer, que nunca foi isenta, e que, com as costas guardadas pelo seu superior, que também ele durou tempo a mais no cargo, protegeu um ou outro membro do governo anterior. Joana Marques Vidal, esta sim, parece-me uma Juíza com coragem e seriedade, que já deu sinal, e já (lhe) comunicou, que não haverá recondução no cargo, da Magistrada, que manifestava falta de visão, não sem antes a submeter a um inquérito disciplinar. Esta relação estreita entre a Magistrada que está de saída, e o anterior Procurador- Geral, tem similitude, com aquela que há, entre Passos Coelho e Miguel Relvas. O que é que unia aquele par, e que ninguém ainda sabe, e o que é que mantém unidos os actuais dois governantes, que ninguém os desata? Será que há uma estória de "swing" pelo poder, por detrás disto, ou uma simples caminhada académica, suspeita, de ganância teimosa, que legitima a dúvida do homem comum, que procura no caixote da vida incerta, maior justiça e pão para os seus, ou apenas modo de recuperar o que lhe foi roubado, e o atirou para debaixo da ponte, e que vê nestes governantes da coisa pública, os culpados pelo descalabro do país e do empobrecimento do povo? Quem me dera saber, para pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado.

                                  

 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

" Pastor da paróquia"



Morreu hoje com 82 anos, o padre Gabriel da Costa Maia, ordenado em 1955 para o exercício de tão "terreno" ministério, e elevado à condição de Monsenhor Gabriel, da paróquia de s. martinho de Penafiel. Este homem sobretudo, e reverendo, não deixa na comunidade, grande saudade em todos os paroquianos, ao que se diz. Aqui e ali se ouviam queixas dele, enquanto esteve a administrar a Igreja Matriz desta cidade,e até onde o seu poder se estendia, e por onde espalhou, polémica Nunca privei com o homem e muito menos com o prelado, mas creio que ele não tinha todos os defeitos de que o acusam, e até me parece, que era um apóstolo preocupado com o rebanho que lhe coube em sorte ou que lhe calhou para pastorear. Prova disso, são os documentos que a seguir reproduzo, provenientes de uma troca de "correspondência" no final do ano 2001. Agora que o homem e padre, partiram, de regresso ao pó que levantaram, faço votos para que a terra lhe seja leve, e que tenha um eterno descanso, junto do seu Mestre e Senhor.


Carta Modelo do Páraco Gabriel:



Resposta Paterna à Carta:
 
 


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

De Papa em Papa


Bento XVI, abdica voluntáriamente do trono papal, tal como o fizera Celestino V no séc.XIII. Outros foram os Papas, depostos por imperadores e mais soberanos, e outros ainda, abdicaram, contra uma compensação financeira vantajosa, tal como alguns políticos de hoje, fizeram, tipo Durão Barroso, e a favor de uma "cadeira" menos missionária, mas mais confortável. O Sumo Pontíficie, demitiu-se por razões de saúde, o que nem sempre aconteceu. Já não tem o vigor exigido, para abençoar a "urbi", e dar a assistência necessária, que cada vez mais, a "orbi" reclama aos gritos. O anúncio da sua demissão, não foi dado a conhecer pelo arcanjo Gabriel, mas pelo seu irmão, Georg Ratzinger. Família, é em qualquer circunstância, família, e deve estar em primeiro. São Malaquias, não previu este desenlace, embora tenha profetizado, que este Papa, será o penúltimo a ocupar o ministério de Pedro. Venha quem vier, e paramentado por interesses vários, que melhoras pode esperar o mundo, já que até hoje, a Igreja de Cristo, só tem arrastado de altar em altar, escândalos atrás de escândalos, que pouco ou nada contribuíram para travar conflitos de toda a ordem - bélicos, étnicos, laborais, sociais, e excepcionais crises comportamentais? A debilidade do Bispo de Roma, espelha a fragilidade da sociedade humana, na actualidade. Com a pobreza que grassa e a aumentar por todas as esquinas, a Casa do Senhor volta a encher-se, e a ter sentados à mesa, os novos famintos, e desempregados em comunhão com o desepero. O próximo e "último" Papa , segundo o bispo S. Malaquias, será eleito pelo processo habitual, dê as voltas que der, o que nos dá a garantia, de que nenhum político e do governo de Portugal, interferirá no acto, nem nomeará para o lugar, que será vago antes da Páscoa, nenhum familiar ou amigo do peito e do mesmo credo. Os compadres da confraria política lusa, que desbarataram a riqueza e condenaram os portugueses, ao inferno, ainda não chegaram todos a "sucessores do Pedro", com direito a fumo branco, embora rezem para isso, mas a serem levados à presença da Justiça, se Portugal fosse um Estado de Direito, por terem "papado" tudo. Valha-nos Deus, por isso!

                               

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Maria X, Manel Z"


Desde que a miséria, instalada e consentida, se multiplicou por n, em Portugal, e pela entrada em vigor dos novos roubos governamentais, e do avanço em paralelo da austeridade, que, ao abrir as portas das casas, tipo, barracas desoladas, dos indígenas que há muito não são vistos nem achados, pelos vizinhos, amigos (se os teve), na rua, no trabalho (quem o tinha), ou nos locais por onde costumavam "serem sinalizados", encontramos tarde e a más horas, repetidamente, os seus moradores, mortos. Pessoas, que ainda estavam na idade, que permite e se merece, ser feliz. Outras, morrem abandonadas na indiferença de um riacho qualquer, com um caudal de água apenas suficiente para dar de beber às galinhas, mas nunca para afogar uma pessoa. Ainda, de morte estranha e quase colectivas, entre mães e filhos. Por me parecer, que algo vai muito mal, e é coisa velha que se sente na pele e na alma, que o coração carrega, que há mistério de vida, nesta forma de sucumbir, as perguntas que faço, são: - "de que estão a morrer os portugueses, esvaziados de esperança, e ainda longe do fim, determinado de jeito natural? Quais as verdadeiras e profundas causas que (n)os levam à morte, tão cedo e tão sós, no meio de tanto silêncio e de sombra, e aparentemente, aceite"? - Estará alguém competente no governo de portugal, devidamente atento a estes horríveis acontecimentos e desumanos desfechos, com conhecimento capaz, e de capaz consciência, para responder e desvendar tal mistério, ou acharão todos, que assobiar para o lado, é solução, porque tudo é, isso mesmo, natural? Não é antes, o País, que está de rastos, vai doente, e se tornou promotor de desgostos?

                               

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Na morte de "jaimite"



Um ou outro meio de informação diz; " morreu o comando, que manteve Abril no 25 de novembro de 75". Dizemos nós, que também somos gente e temos voz autónoma, que morreu o "comando" que travou a marcha da Revolução de Abril que se propunha eliminar os abusos ditatoriais e reaccionários, e com os sobreviventes do velho regime ou dele herdeiros. Se Jaime Neves, em vez de ser um militar do antigo regime, tivesse sido cozinheiro, talvez Abril hoje, não cheirasse tanto a esturro, e não encontrasse Portugal a definhar e a sua pobre gente, porque foi entregue à cambada velha e à bicharada nova, que tem conduzido o País desde então, á desgraça, envolto em corrupção e compadrio do mais fino recorte, em tudo quanto é Administração da coisa pública, absolutamente dependente e de mão estendida, com o seu povo empobrecido cada vez mais, despojado dos seus haveres, e de ter entregado todo o ouro aos bandidos, que todos os dias se vê obrigado a penhorá-los ou vendê-los às escondidas, para cumprir obrigações fiscais e prestacionais, e mil pressões que o entalam, como as de dar de comer aos filhos, e de os manter activos na sua caminhada educacional e com saúde, para que não sintam a falta das coisas básicas, até que a corda aguente, e o suicídio continue adiado. Elogiado pela Direita que tanto lhe deve, nesta democracia(!) que só serve a exploração do homem simples português, o "abominável jaime das neves" leva com ele para o mundo onde se acertam as contas, histórica culpa, por termos caído no (E)estado deplorável em que nos despenhámos. Subserviência e pobreza generalizada, foi no que deu a sua "heroicidade", que lhe vale agora rasgados louvores dos beneficiados, que já não pode juntar aos atribuídos, por sectores que estão muito agradecidos, de todos os favores e desvarios com(o) que têm governado desde que aquele enublado novembro permitiu à canalha e demais ganapada, que nunca vergou a espinha, ascender ao Poder, e feito a caldeirada e outros guizados, que só servem a mesa do grande capital. Ascenção ao poder, de uma classe política oportunista, das jotas partidárias, incompetente, que desvastaram toda a riqueza e recursos nacionais, em proveito próprio e dos "empreiteiros ou entourage" que os trazem bem escorados, e na redoma da impunidade até hoje. O e(E)stado em que nos encontrámos, a ele também se deve, pois com a sua acção, determinou " que nos tornássemos na democracia(!) que somos hoje", e como é do agrado de alguns articulistas. A nossa voz menos académica mas mais assumida, repete-nos, que com Jaime Neves fora do mapa e das chaimites da ameaça sangrenta, Portugal não estaria pior do que está. Antes pelo contrário, pois pior é impossível.



(carta, políticamente incorrecta)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O FCP, ao de leve levezinho




O FCP, também regressou neste janeiro, aos mercados, não para ir financiar-se, mas para investir, e para isso levou o livro de cheques. Nada que preocupe o clube azul e branco, já que estamos em maré de saldos, e a despesa comprometida corresponde a meros trocos. A questão que se levanta é, saber-se por que razão, o investimento incide sobre um jogador no inverno, mais que trintão, bem conhecido do futebol português, com provas dadas é certo, mas actualmente a atingir o ocaso da sua carreira, e por isso e por mais, arrumado na prateleira do Flamengo, clube que o cede a baixo custo. Será que o "Levezinho", constituirá dentro do plantel do FCP, uma mais-valia, uma ameaça para os adversários,ou o seu custo, que não é considerável, nem um esforço para os cofres do Dragão, é ao mesmo tempo um enriquecimento do "banco" para onde irá, e por isso ainda vale a pena a aposta nele, o Liedson, aquele que resolvia? Ou será que o FCP, apenas, pensou e está só a contar com ele, e daí a sua contratação mais como talismã, do que como reforço goleador, para o jogo que em princípio, decidirá o título, e que porá frente a frente Porto e Benfica, o derby mais esperado da Liga? Se assim pensaram os dirigentes portistas, um jogador, mesmo pelo preço que veio a público, não será demasiado caro? O FCP, não costuma deitar dinheiro fora com o casting escolhido, mas com este Liedson, não estarão a comprar um enigma, ou um activo, que vem rotulado de estar mal nas rótulas? A ver vamos!

                                 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"Leões ou Lagartos"


O Sporting Club de Portugal, não é uma casa de loucos, mas uma arrecadação de maçãs pôdres, a arder. De animal feroz tem pouco, embora de lagartixa tenha rasto considerável, que se vai apagando. De um passado algo glorioso, mas do qual a actual geração nada sabe, e de uma anterior que já não se lembra, ninguém faz a mínima ideia, de que é que o clube verde e branco, se vangloria, e onde se serve para ir beber motivação. À excepção do atletismo e de Moniz Pereira, quem recorda o SCP como um grande, no futebol de Portugal? Desde Laszlo Boloni, último treinador a ganhar a Liga, que por aquela agremiação, passaram e se trucidaram, tantos treinadores, quantos jogadores são precisos para formar uma equipa para competir. Vamos à lista ou plantel de despedidos; - Fernando Santos, Peseiro, Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, José Couceiro, Domingos, Sá Pinto, Oceano(!), Vercauteren, e agora, Jesualdo Ferreira. Onze ao todo. Se compararmos a "normalidade" desta procissão de técnicos, que em Alvalade carregaram o andor leonino e pesado, na tentativa de levar o clube, de volta ao altar do título, que o faz orgulhoso, com a "normalidade" no Manchester United, clube inglês com mais e melhor palmarés, que mantém o mesmo "mister" há já longos 26 anos, o escocês Alex Ferguson, concluíremos, que em Portugal há clubes de futebol que são geridos com os pés, e por autênticos anjinhos. Com a sua centena de milhares de sócios, que só podem reviver da história longínqua, o SCP, revela-se hoje no complexo desportivo, como uma Associação de perdidos, apenas capazes de permitirem alguma fantasia e aventura, a um qualquer falso messias, prometedor de sucessos, e delapidador de finanças e orçamentos, e só proporcionar experiências a técnicos de tácticas sem êxito, no desemprego, e à procura da realização do sonho de serem de novo campeões, após o longo jejum de mais de uma dezena de anos a atravessar o deserto, onde o lagarto ainda sobrevive melhor, que o leão sem garras, e que já não reina como outrora, num terreno onde algo vai pôdre, pior que maçãs. Um clube, uma colectividade, ou associação, não pode viver sempre à sombra da sua velha história, esquecida na prateleira, senão, acaba em hasta pública, com todo o espólio penhorado, e com Direcções, que fecham contratos, sucessivamente, com a "anormalidade".

                                   

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"A Feira no Palácio da Foz"




Ao organizar uma Conferência sobre o "desmantelamento do Estado" conforme o conhecemos e vivemos, assente ainda e em parte no que resta da Constituição, a sombra executiva de Passos Coelho, convocou sob convite, uma dúzia de pessoas vip, que ele entende serem mobilizadoras da Economia, e salvadoras da pátria frouxa, a quem chama de "sociedade civil", que não representam outra coisa senão os seus interesses. É sabido, que este governo não quer por várias razões e as de sobrevivência incluídas, que os jornalistas "escrevam fora do penico", e por isso não permitiu que o trabalho dos media presentes, fosse feito dentro do critério e dos valores deontológicos que aos jornalistas cabe ter e aplicar, responsávelmente, e vai daí, "expulsou-os" da cobertura noticiosa, na íntegra, no Palácio da Foz, em Lisboa, embora os deixassem permanecer colados às cadeiras, caso o desejassem fazer segundo as regras enumeradas pela Sofia. Deste modo e a "pensar no futuro", a Sofia do PSD, com voz e a passo de coelho, em obediência à pretensão do govêrno, contêxtualizou e impôs o silêncio e desenhou, a figura de corpo presente a adoptar pelos órgãos de informação para se manterem na sala, não lhes permitindo sequer, a captação do barulho que faz, colocar a mordaça. Enquanto a Sofia expunha as regras do "lápis ressuscitado", na Conferência privada e a convite, a sociedade civil de facto, que se manifestava entredentes e com cartazes, no exterior, regressou às feiras, onde pode fazer o barulho que achar apropriado, e até usar megafone para se fazer ouvir mais alto e mais longe, para vender o seu riscado, tal como faz o primeiro- ministro e o seu partido, com ou sem "moedas" como troco. Portugal, vai a caminho do futuro, envolto num tecido pouco transparente e contrafeito, e “os jornalistas é que têm a culpa”. Serão? Ou será que tudo não passa de “conversa entre uma elite de feirantes, reunidos num palácio, a conferenciar sobre tachos”?

                                  

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"A(r)turdoados"


Na Liga de Espanha, Mourinho, o técnico do Real Madrid, não contente com a prestação do seu portero, o ìcone Casillas, e nada impressionado com a sua auréola de S.Iker, entre os adeptos merengues, substituíu-o, por Ádan ou adão, ao fim de um percurso que parecia intocável, no lugar que era até então o seu paraíso - a baliza. Jesus, no Benfica, demora a perceber que o seu guarda-redes, não é homem para defender o véu da noiva, nem de outros milagres. Mourinho tem uma personalidade que lhe permite saber o que quer e quando, enquanto na Luz, o Jesus vê-se e deseja-se para entender o colorido que só se descobre longe do apagão que encheu com tristeza os lampiões, a última época desportiva. Na jogada de todo o insucesso no passado, Artur, o guardião dos encarnados, foi quem não correspondeu às expectativas que nele se depositava, e no jogo da época actual no estádio da águia, voltou a não corresponder, e voou baixo, de tal modo que ia transformando em desastre mais uma vez, o derby, que opunha azuis crentes, a vermelhos desesperados. Mas enquanto em Espanha, Mou, não hesita em pôr no banco o dono habitual das redes madridistas, o mister benfiquista, depois de despachar Moreira e César, que não perdiam em qualidade para o actual e principal guardião, teima em mantê-lo sob os postes, debaixo do nervosismo e do seu pouco jeito dentro da baliza com as mãos, e de jogar com os pés fora dela. Sempre que se confrontam, águias e dragões, os benfiquistas ficam "arturdoados". E não é para menos!

                                        

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

É só Saúde




Decidi corresponder, ao pedido, ordem ou conselho, não se sabe bem, do secretário de estado para a saúde, com o apoio à rectaguarda do ministro da tutela, e recusar-me a adoecer. Preparei já a mente, para suportar algumas consequências por estar vivo - a fome e o frio por exemplo, e tendo em consideração, a tese defendida e avançada por um médico espanhol, que nos veio dizer em tempos, que a maioria das doenças não existem, que a maior parte das "feridas", são apenas do foro psicológico, o que provocou nos seus pares uma revolta e condena. Mais ainda, porque, há notícias, de vez em quando, que apresentam teorias novas, que contrariam as que andam por aí a fazer escola, em vigor, e que satisfazem a pretensão do membro do governo. Comer muita vez faz mal, engordar não é saudável, e resistir ao frio é económico - a energia gasta neste exercício, para manter o corpo quente, não é da rede eléctrica e o país poupa. O combate à obesidade tem constituído uma gorda despesa, que faz emagrecer o Orçamento do sector da saúde, ainda mais. Como a Ciência que investiga - uma vez diz que o café e o chocolate fazem mal, outras, que fazem bem; que o vinho prejudica, outras, que beneficia, um copinho tinto é que está a dar, e nós acreditamos, e que o digam os bêbados apanhados da assembleia da nação; que dormir muito embrutece, que devemos antes estar activos e vigilantes, o que para tal é preciso estar acordado. Como não tenho dinheiro, nem para festejar aniversários que nos envelhece, recuso-me a fazer anos, o que é bom para atrasar as maleitas da idade,e nem sequer para ir a algum lado, caminho ao pé da porta que é mais barato e bastante recomendado, para manter a linha, o peso, e testar o coração. Assim quase obrigado, a manter-me cheio de vigor, e a espalhar saúde, já não recorro às consultas médicas, nem às farmácias, e longe das urgências hospitalares, evitando o risco de morrer, por ter de esperar pelo "médico de serviço que estando a comer, não atenderá a chamada", nem se vir a saber o que possa comer, desde que nenhuma enfermeira se encontre por perto. Aliás, passo a passos, tudo está a desaparecer, tal como os direitos dos portugueses, que até há pouco estavam consagrados. Até agora, os portugueses não se aviavam nas farmácias, porque não tinham "carcanhol". A partir do pedido oficial do secretário do governo, não vão passar a aviar-se, porque vendem saúde, e as farmácias fecham cheias de dívidas, e porque não têm clientes, apesar dos fármacos terem baixado de preço. O que nos é exigido, é apenas saúde... de aço!

                               

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"Público"- um jornal único

 
 

É dos livros, que saber ler é saber viver. Ou, que quem lê, sabe mais. Podemos ainda dizer, que quem não lê, não é boa pessoa e muito menos bom chefe de família. Não é boa pessoa, porque aceita sem um esgar, a sua condição de ignorante ou de analfabeto, não se rebelando contra quem o quer nesse estado. E não é bom chefe de família, porque é um mau exemplo dentro do lar e junto dos seus. Para se viver, melhor informado, mais esclarecido, e até mais participativo na sociedade ou na comunidade, não é preciso dispor de muito dinheiro. Se houver vontade e atenção, metade do certificado de habilitações, fica tirado, através da leitura de qualidade. Depois é só ir até à lusófona, que, sai-se de lá doutor. Para se melhorar o “canudo”, basta aceder às plataformas do jornal "Público", para obter o conhecimento fundamental e objectivo, que nos torna mais cidadão, e até quem sabe - ministro. O "Público", não é um diário dos assuntos da faca e alguidar, nem da matéria que contribui para a alienação do indígena. Nele, se podem encontrar, conteúdo para degustar, substrato para a vida, e os melhores especialistas em áreas diversas e importantes, para compreendermos a sociedade e o mundo em que nos movemos, atarefados na exigência. Desde sociólogos, politólogos, cronistas, historiadores, gente das artes e do espectáculo, universitários, filósofos, e etc. superiores, encontramos sobretudo, o maior bem essencial - a liberdade. E é por essa porta da liberdade, que entram os leitores que escrevem, comentam, e intervêm na vida pública quotidiana. Ainda mais agora, desde que o "Público", se traduz mais público e se oferece, à participação de todos no "feicebuque" bem português. Já ninguém mais pode reclamar de falta de visibilidade por falta de espaço para intervir, para participar, na defesa dos valores e direitos do homem em geral, e dos leitores em particular. É por isso, que o "Público", jornal, cuja leitura antecede qualquer discurso no parlamento, é um grande e bom jornal, num grafismo elevado, que faz dele o mais consciencializador dos diários nacionais, e o mais útil, porque inteligente e solidário. Parabéns.

                                       

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Perguntas no início do túnel


Que país é este, que tem um Presidente, com a necessidade lancinante, de apelar à entreajuda da sociedade lusa, e à pedinchice, ou com outros substantivos vaidosos, mas bolorentos, para matar a fome do seu povo? Em que estado de saúde geral, se encontra o território sem rumo, e as suas  almas indígenas perdidas, para que possamos atravessar o anunciado túnel, feito de sombras e de alçapões, mesmo que um optimista aldrabão, travestido de ministro, nos incite a atravessá-lo, apontando-nos uma luz que mais ninguém enxerga? Não se sentirá, o agora alarmado Presidente, que se diz de todos, senão chefe de um Estado, terceiro mundista, tipo burkina faso? E o homem que nos diz, que governa, que confiança tem ele na lanterna de pavio curto e luz abatida, que empunha no escuro, e com que nos incita a fazer a travessia do túnel estreito e perigoso, para a terra que foi sujeita ao saque, sem nos ter dado ou devolvido, o equipamento necessário, para o fazer, em segurança e com confiança no futuro apontado? Por que motivo, escondida a razão de tudo isto, vem agora o P.R. apelar, à solidariedade de uns para com todos, e vice-versa, e não o fez enquanto governou, e na actual situação, junto de quem tem o destino da nação exangue, obrigando-o a governar melhor e com mais justiça, castigando até, quem depauperou as finanças públicas e as famílias, que sofrem as consequências, por tantos anos de gestão criminosa, que permitiu, que toda a riqueza acumulada por alguns, tivesse sido construída com base na corrupção, ilegalidade, e no aproveitamento dos lugares que ocupavam nas administrações da coisa pública e privada, e no sistema governativo? Porquê ainda hoje, um e outro governante, não estancam objectivamente, as fraudes e o compadrio alapado entre vários gabinetes influentes e decisores, e resgatam os valores extorquidos, que encheram as contas bancárias de quem teve tal prática, e não os levam diante da justiça, a mesma que é capaz de confiscar a sanita ou o bidé do empobrecido compulsivamente? Porque continuam a pactuar com tal sistema, e a mentir, ao povo caído na desgraça, acenando-lhes com o apelo ao assistencialismo caridoso, como solução de tudo e de coisa nenhuma, que os devia era, envergonhar? E na tal marcha para que fomos convidados a fazer, através da treva, quantos se perderão, antes que a "lanterna mágica", tão ao fundo do túnel labiríntico, e tão falsa quanto o sinaleiro, que só manda "farol", se extinga? Qual deles tem moral sã, para responder a estas interrogações?

                                           

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um "meteorito"do outro mundo



Não ousem “tocar” na Casa da Música, por favor, que não têm dedos educados para isso. Deixem-na sossegada, que o Norte saberá dar nota do recado, sem a ruidosa, inoportuna e desaconselhada intromissão dos ignorados "desconcertantes" de lisboa, e sempre desafinados, dos superiores anseios do povo. O Porto em particular e o Norte em geral, dá filhos de gabarito, e intelectuais famosos, que cheguem, para esmagar más vontades e opções monstruosas, que as mentes erradas que governam, ousam impôr, brandindo cifrões rapados como arma de arremesso e assassinas da Cultura, que os homens do Norte e do Porto, levam avante com prestígio sonante. Desde artistas plásticos, como soares dos reis, teixeira lopes, josé rodrigues, júlio resende, ângelo de sousa, nadir afonso, josé guimarães, etc. Arquitectos como siza vieira, alcino soutinho, fernando lanhas, souto de moura, etc. Escritores, como almeida garrett, eça, ana hatherly, soeiro gomes, antónio nobre, josé gomes ferreira, pedro homem de melo, sofia de mello, augustina, vasco graça moura, rebordão navarro, alberto pimenta, e outros como eugénio - o poeta do amor - que sendo beirão escolheu o porto para viver e morrer,etc. Cineastas como manoel de oliveira, paulo rocha, cantautores como, sérgio godinho, josé mário, pedro abrunhosa, rui veloso, etc. Compositores modernos como pedro osório, antónio pinho vargas. Intérpretes clássicos como, guilhermina suggia, helena sá e costa, pedro burmester, gente do teatro e da seiva trupe, etc. Ó meu deus ! vou parar, senão o exército é tão grande e talentoso, que a Lisboa, não chegavam as muralhas fernandinas para se esconder por tamanha vergonha, ajoelhada diante deste Norte imenso e de homens ilustres, o que nos dificulta a nomeação de todos, e que nos desculpem pela omissão forçada. E é esta gente do norte, que ordena aos ministros do sul, que nem tentem "tocar-lhe" e esvaziá-la daquilo com que se compram os melões, se fazem concertos, se engrandecem existências artísticas, e com que se alegram corações. Saibam os do sul, para que possam ver e ouvir, qualidade, têm de esperar que os do norte, desembarquem nos cais das tropas vencedoras, e das trupes criativas, carregadas de projectos e de sonhos, de chouriços, alheiras e do sumo dos vinhedos, vindos de lá para os lados, onde Torga se refugiou, entre "contos da montanha e vindima", para morrer ao centro mas nunca ao sul. Todas as verbas, que são devidas à Casa da Música, são mais bem empregues nas manifestações culturais que sobem no "meteorito" do holandês, do que em submarinos alemães, idiotas e fraudulentos. Não afundem na estupidez governativa, o nosso oxigénio cultural. Em nome desta gente, que "trabalha a pedra e a terra", e com a fala do norte, dizemos ao barítono ministro dos ministros, que faz coro na coelheira de s.bento - "tá quietinho e caladinho, ou lebas no focinho".