A notícia, se é que é notícia, é recente e tem muito de ridícula -
"Cristiano Ronaldo doa cheque ao IPO". Mas a notícia, se é que é notícia,
diz mais. Diz-nos que o CR7 é um unhas-de-fome. Eleito o melhor, após o jogo de
preparação num particular a feijões com a Holanda, em agosto, já lá vão uns
meses, o craque madeirense com estatuto universal, pago a peso de ouro e em
cera brilhante, e que ganha um balúrdio em poucos minutos, doou ao IPO de
Lisboa o prémio monetário que lhe foi atribuído no valor de 2500 euros, para
"ajudar" na compra de tecnologia para a sala de radioterapia do
Instituto com função importante e vital. Aprendi em tempos, que não se deve dar
uma gorjeta que se confunda com trocos nem ao empregado de mesa que nos
atendeu, abaixo do dignificável. Foi-me recomendado, que quando não se pode dar
coisa respeitadora e reconhecedora do mérito, o melhor é não fazer ondas, é
estar quieto. Ronaldo não foi educado nem alertado para tomar a atitude mais
adulta e compatível com o seu tal estatuto, e a não se expor ao ridículo por
minhoquices, deixando transparecer que tal atitude mais quer traduzir um golpe
de publicidade foleira no período em que está em jogo a atribuição da Bola de
Ouro pela FIFA. A esmola acrescida da demora que doou ao IPO, menor da que um
particular oferece para a compra de uma cadeira de rodas, quando um jornal
diário pede aos seus leitores ajuda, para alguém necessitado, e inferior ao
preço de uma garrafa de uísque, pago num bar vadio que o jogador frequenta para
dar nas vistas a uma qualquer Paris Hilton, não dá senão para comprar uma
garrafa de oxigénio ou de soro, hospitalar. É claro que o Instituto que combate
o cancro agradece, pois a penúria orçamental em que vivem os hospitais
tornam-nos sensíveis a todas as dádivas. Já quanto ao multimilionário atleta, e
aos seus assessores e a outros seus guias espirituais, aconselhamos-lhes uma intensa
cura para melhorar o bom senso, numa qualquer Unidade de doentes apetrechada
para o efeito, que trate tais incorrecções ou enfermidades, disfarçadas de
benemerência. Esperamos que este reparo seja também, notícia.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
"Mensagem de natal"
O 1º ministro de Portugal, deve andar a treinar ou a estagiar para
inteligente, mas ainda não passou de chico. Esperteza não lhe falta, e de mau
carácter e muito cinismo tem diploma que chega e sobra. Na sua mensagem de
natal aos rotos e aos nús sob o chicote da austeridade antiga, tentou dizer-nos
com conversa mole e anestesiante, que os "melhores tempos hão-de
vir", pois os 900 anos de história que carregamos isso nos revelam. Com
tais palavras descaradas, nos tenta impingir e servir uma dose de ânimo que nos
faça aceitar mais prolongamento do sofrimento a que estamos sujeitos, que nos
atirou para o mais fundo de toda a marcha em direcção ao bem-estar, e todos os
recuos a que nos tem obrigado e que mais virão. É com tais falas, que nos
aponta o milagre, que nos aponta o osso com tutano, lá para um dia que nenhum
dos rotos e dos nús actuais, será capaz de vir a experimentar, que nos tenta
manter adormecidos. O que os actuais mortais que se mantêm de pé sabem, é que
cada vez mais se vêem despojados do seu emprego, do seu rendimento, da sua
refoma, da sua saúde, e dos seus direitos. E para adiarem um maior entalamento
na vida, vão-se desfazendo dos seus bens, ora agora uma faca ora depois um
garfo de bom metal que os pais lhe deixaram, para os trocar por pão e pagar
dívidas. Os 900 anos enunciados pelo 1º ministro deste país, também nos
ensinam, que Portugal caminha há séculos, de agonia em agonia, e que o seu povo
nunca saíu da pobreza franciscana, e também nos revelam, que foi com dirigentes
do calibre que formam o actual governo e anteriores próximos, que Portugal caiu
na miséria agravada e na escuridão teimosa, que não pára a sangria que nos faz
recusar viver nele e nos leva à diáspora, para não mais voltar, e viver sob a
luz de quem nos acolhe, acarinha, e nos paga por trabalhar. Outra coisa que os
900 anos de história evocados nos transmitem, é que não há castigo para quem
comete tais crimes de lesa povo - Infelizmente! Parafraseando o governante que
nesta mensagem de natal apareceu, também um dia virá, que este povo então mais
exigente, reclamará por Justiça. É pena, que nenhum de nós esteja cá para ver e
intervir, e colher merecidamente "os primeiros frutos com a aplicação
dessa estratégia" - Felizmente!
sábado, 7 de dezembro de 2013
Gigante, Raro e Terreno
Já quase tudo vai sendo dito e redito sobre "Madiba". Não há
palavra, discurso ou elogio por encontrar nas bibliotecas e excelsos arquivos,
que não tenha sido usado para enaltecer a grandeza do Homem, Nelson Mandela - a
maior personalidade de África desde o norte até ao sul protagonizada nestes
dois séculos, e um dos mais elevados exemplos de vida e de humanismo de sempre.
Parece que não há ninguém indiferente ao acontecimento, e que não seja de
repente especialista em "Mandelismo". Todos se repetem, mas cada qual
julga-se mais entendido na matéria histórica e na obra do mortal. Até eu
poderia pôr-me aqui a recitar o seu percurso, e outra coisa não faria senão
repetir. Tornáva-me igual aos demais, mesmo àqueles que sobre ele se pronunciam
e que nem sequer eram nascidos quando o líder histórico e perigoso activista
era notícia no mundo, e pesado silêncio em Portugal. Passos Coelho é no caso,
um deles. Mas da minha parte, e a fim de combater a ignorância, que trago por
dentro e que escondo da lapela, sobre o Homem negro, mártir e herói, que agora
recolheu ao lugar da memória eterna, vou estar atento ao que diz e vai dizendo
o nosso presidente Cavaco Silva, que, como é sabido, é homem de luta e de
convicções fortes, também, e desde o tempo em que fardou o caqui. E uma coisa
extraodinária já aprendi com ele. Quando acordou, descobriu, e começou a
mastigar de que há homens que são maior exemplo na Vida do que outros. E bastou
falar em algarvês e não em africâner, para que nós o admirássemos, agora mais e
com maior respeito. Quem se pronuncia com tão elevado conhecimento e igual
moral, que difere da que tomou há uns anos em conluio com os E.U e a
Inglaterra,deve ser escutado com muita fé e com a esperança de que ele venha a
imitar o ex-presidente histórico da África do Sul, Nelson Mandela, e
libertar-nos da miséria em que vivemos. Seria de Homem!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
A Árvore de Mortal
A minha árvore de natal esta época, vais estar apagada. Sobre ela caiu
um manto de tristeza, e dela não se acenderá qualquer brilho. Será decorada com
sombras duras, pesadas e que ferem. As crianças não terão bonequinhos de
chocolate em forma de pai-natal, nem sininhos, estrelinhas, nem meias-luas, nem
moedas de imitação doces, para comer no fim da quadra festiva, no dia em que
ela se desmancha. As moedas a sério do salário e da reforma que nos tiraram de junto
das que não temos, despem-na da alegria com que a ornamentavamos noutros
tempos. Agora só podemos dependurar em cada ramo, o cotão áspero e amargo a
fazer de algodão. Com alguma fantasia e outro tanto de imaginação, ainda
podemos apanhar na rua uns caixotes de cartão, e neles desenhar e depois
recortar umas figuras ou uns símbolos para a decorar. Talvez que com algum
engenho, um pouco de jeito e uma tesoura animada, até nem fique feia. Tudo
embalado em prata dos maços velhos do tabaco terá efeito e engano no coração.
Não há dinheiro como havia para comprar uma iluminação oriental que a ponha a
piscar, nem sequer umas velinhas de cera que a aqueçam e à casa, e façam os
olhos luzir na noite tornada negra e que se queria mais feliz. Vai ser uma
árvore para esconder. Não terá em redor do seu pé, prendas para pôr no
sapatinho de ninguém, e os filhos quando forem mais crescidos hão-de emigrar, e
então lá nesse longe, comprarão a prenda adequada ao seu sapatão, e fazer dessa
noite e em família, “coisa mais linda e cheia de graça”. Acabou-se “o luxo e a
vaidade” de outrora para a exibir no melhor sítio da casa. Arranjei no entanto,
lugar para ela. O meu frigorífico está vazio. A minha despensa está vazia.
Vazia do que foi costume lá ter para o dia-a-dia para consumo, e para uma ou
outra extravagância. Em lugar dos pacotes de arroz, açúcar, farinha, ovos, massas,
atum, salsichas, alho, cebola, batatas, conservas, azeite, óleo, detergentes
que limpam manchas mas não eliminam mágoas, e um espaçozinho reservado para o
bacalhau às postas, que agora foi cortado da lista, e de uns livros velhos que
contavam a “estória” de uma noite mágica, vou lá colocá-la. Armada em árvore
festiva mas envergonhada é certo. Às escuras, já que a despensa não tem lâmpada
no tecto. Há muito que a desenrosquei para poupar onde se pode, e
desenrascar-me melhor nas contas a pagar. Ali,naquele cubículo, também não é um
lugar de convívio, antes passou a ser um reservatório onde agora se guarda a
fome. Mas vai ter companhia. É lá que vou pôr a minha árvore de natal e de
mortal. As lágrimas que abundam, é que não se consegue prendê-las em lado
nenhum. São demasiado líquidas e salgadas, e escapam-se sem a gente querer,
cheias de raiva, por onde entra a miséria e o frio. - Feliz Natal, senhores
ministros!
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
A Legenda da Foto
A legenda por debaixo da foto que ilustra a notícia, não abona nada de
decente a favor do "artista" e do jornal que a consente. Um GNR ali
identificado, foi condenado e bem, por mais uma morte, ontem de negros agora de
cigano, com arma de fogo usada sem critério e sem competência, por mais um
elemento das forças policiais e de perseguição ao crime. Sabemos há muito e já
o dissemos repetidas vezes quantas as negadas pelo jornal em as publicar, que
os membros seleccionados para integrar as polícias em portugal, são escolhidos
entre bons e marginais por métodos que têm em conta mais a necessidade do que a
qualidade do homem. Vai daí, qualquer um que não tem habilitação adequada para
arranjar emprego na sociedade civil, concorre à farda de GNR ou PSP, sem que
nos exames e nas provas específicas a que os submetem seja detectado o perfil
desejado ou se de um potencial marginal, como mais tarde se vem a verificar.
Falamos do perfil intelectual e psicológico do candidato. Agora o folclore.
Corre por aí uma "onda solidária" com este outro soldado, que atira de qualquer maneira
para tudo quanto mexe, e na aventura que persegue, mata pelo caminho. O
relatório irá dizer depois, que atirou para o ar. A gente já sabe como é. A
bala sobe no ar que nem balão, e na queda livre e vagabunda, mata um ocupante
de viatura em fuga. Ou então, atiram para os pneus, mas a "carroça a motor
suspeita" e que foge sem o cão atrelado como antigamente, não há meio de
parar. Continua a fugir cheia de bens, de maldades, de estigmas, de culpa e de
medo. Então sob a pressão do dedo mal treinado, lá se solta
"acidentalmente" o tiro fatal, dirá o inquérito aberto a este
propósito. Mas o que incomoda ainda, é ver no jornal a foto do agente
incriminado, mártir aos olhos da corporação, com a legenda -"H.E.
condenado por matar filho de ladrões". A pergunta que a decência e a ética
exige que se faça, é;- O filho de ladrão não merece outro tratamento, não vale
nada? É um condenado à morte pela nascença descriminada sem dó nem piedade? Tem
o jornal ou o autor da notícia o direito de o decretar, solidarizando-se com os
esquadrões militares e justiceiros? Fica a pergunta e o JN que responda se o
entender fazer, ou negue a publicação desta carta, talvez incorrecta também.
-p.s(quem assina quem a petição e ajuda ao recurso para o Supremo
T.Justiça, senão os seus pares?)
terça-feira, 5 de novembro de 2013
BES - Banco Em Suspenso
É preciso, é urgente,
tomar uma séria e responsável medida "cautelar" para evitar o
descalabro nas contas fétidas do BES, e poupar com a intervenção que o seu
estado insalubre pede, os portugueses, a um maior e mais prolongado aperto de
cinto, pois é sobre eles que caem todos os apuros negativos por gestões
danosas. Ricardo Salgado, o presidente do Banco inclinado, que nem a torre de
Pisa, veio-nos "preparar" como quem avisa, que o buraco registado com
a perfomance aplicada na sua actividade financeira, apresentou um prejuízo
colossal de 381 milhões de euros, enquanto que no mesmo período do ano anterior
o grupo bancário teve um lucro de 90,4 milhões em moeda periclitante europeia.
O que o presidente do BES veio-nos dizer é que dentro de algum tempo, os
portugueses de todas as pobrezas, vão pagar e pagar bem para lá do calendário "memorandado",
os descalabros na gestão do Banco que entra ou se parece com o tal buraco de
que fala José Sócrates que está a ser escavado cada vez mais para o fundo, por
estes "Rendeiros e Salgados" mais ainda por este governo que os
consola, defende e apoia. Se o Banco de Portugal não intervier com uma
fiscalização em cima, no prazo adequado e apertado para travar este gestor, e
eliminar acções como no BCP, e não lhes mandar pôr nos pulsos um
"adereço" como aquele que usou o Oliveira e Costa, de modo a corrigir
a sua passada, o povo português e o Tribunal Constitucional é que vão pagar as
favas logo após arcarem com as culpas pelo que acontece no sistema económico e
financeiro e por todo o resto das sobras encontradas, em que se afunda
Portugal.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
A Capitulação
Portugal nação valente, com a actual governação é um país subserviente,
e na hora de se pôr de cócoras ou de joelhos a lamber os tacões da Merkel, da
coroa inglesa, ou os botins do Soba, aí está ele em todo o seu esplendor. Já
não bastavam os crimes dos polícias arquivados ou escondidos nas secretarias
dos quartéis à espera de absolvição e arquivamento ou prescrição pelos
tribunais, as fraudes VIP, etc. agora acrescenta-lhe a decisão assente num real
artifício encontrado, para reabrir o processo do desaparecimento da rapariga
Madeleine, a garota turista abandonada à sua sorte no All Garve, enquanto os
pais abancavam e se recriavam num restaurante confortável. Mas se isto não
arrepia o suficiente, vem agora novo e tão real artifício quanto o anterior e
com contornos a que nem o Sepp Blatter, presidente da FIFA resistia a parodiar.
A "Justiça Superior" portuguesa submetida às pressões do governo de
angola através do seu jornal oficial e porta voz do timoneiro e grande irmão
naquela nação africana, demonstra toda a sua veia contorcionista quando a
mandam subir para os pratos da balança de olhos vendados, no contencioso sério
em que se transformou o relacionamento entre os dois países acerca dos casos
mal explicados que envolve gente séria e outra que quer parecer ser. A lição
que se pode tirar para já, enquanto não for explicado à luz da verdade tudo à
opinião pública, é que Portugal nação valente, claudicou na defesa
intransigente dos seus valores e independência como país soberano(!) e mais uma
vez ridicularizou-nos perante a dependência do mais forte, que como é normal,
venceu. A Procuradora Geral da República, que se adivinha também sofreu pressões,
manchando a memória do seu pai, de voz grossa passou a piar mais fino ou nem
piou mais, e mandou arquivar o luso-afro e polémico processo, que já vinha "ma(n)chetado"
e manchado mas que agora é negro e constitui uma nódoa na história da Justiça portuguesa.
Blatter já tem mais um motivo forte para "aFInFAr" no modo de ser e
de estar dos portugueses e divertir-se à grande e à angolana.
Más-línguas
Dizem as línguas soltas, que Oliveira Salazar deixou um país pobre e
atrasado, sem estradas que unissem o todo nacional, às escuras, mas com os
cofres a luzir cheios de ouro. Agora, outras línguas de palmo e meio dizem, que
vivemos em Democracia, que estamos numa época de modernidade e de amplas
liberdades, de que já temos vias novas, auto-estradas, asfaltadas de euros
vertiginosos e de suores sangrados, mas que ligam ao deserto e ao fracasso
económico, por onde não passam trabalhadores, nem viaturas, nem sequer animais
de estimação ou espécies protegidos. E se dantes Portugal, era povoado de
pobres históricos e infelizes de continuação que chegavam de longe, hoje temos
mais de 17,8% de desempregados, o que nos faz perder 3900 milhões de euros por ano,
como repete Bagão Félix - e se não fosse ele seria o Bélix Fagão que dava no
mesmo - a que se juntam todos os dias mais e mais, velhos e novos a dar com um
pau. Se no tempo do Ditador de santa comba dão, o povo era analfabeto, e na
falta da saúde tinha por remédio tomar dois ou três copos de tinto, e esfregava
um bagaço nas pernas para as dores, hoje de pouco serve à população ser mais
letrada e culta, formada e doutorada, já que a única saída para tanta
competência só dá para preencher papéis de desempregado, para participar em
filas para a sopa misericordiosa ou para emigrar, e até os que respiram saúde
recorrem mais ao suicídio e praticam a violência doméstica com maior
facilidade. Mais. Por razões de trabalho, emigrava-se, mas ganhava-se com
sofrimento o pão que cá não havia, que hoje volta a falhar, e enviava-se algum
para a família que ficava, com que mascaravam a fome, e ainda se depositava na
banca outra parte com que se fazia a casa e educava o filho. Hoje parte este e
aquele com a mesma intenção e objectivo apurado, mas na actual crise europeia e
de desconfiança latente, " o operário, o académico e o erudito"
emigrante, já não manda para cá nenhum euro que se veja, e não ajuda a família
como outros o fizeram, o que aumenta por cá o número de pobres dependentes e
interrompe os estudos de quem com eles sonhou. E se no “antigamente” se
estudava à luz de lâmpadas de 25 “velas”, hoje regressamos às sombras dentro de
casa, à luz da vela e ao candeeiro a petróleo. É isto, desenvolvimento? A este
diabólico cenário, criado por novos políticos dirigentes, que nunca governaram
coisa alguma com lucro para o país, que esvaziaram os cofres públicos e
hipotecaram o ouro herdado, chama-se evolução ou trapaça? Evolução não é com
certeza, pois Salazar ainda é recordado e apetecido...! – Porque será que tal
“desenvolvimento”(!) no Estado Moderno, não faz apagar da memória e enterrar de
vez o regime do Estado Novo? Porque será?
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
O comentador sob encomenda
Tomando o povo por uma massa idiota tipo tolinhos da silva, o comentador
avençado principescamente da TVI, tomou-se de dores por Cavaco Silva, o
presidente alinhado mais com o PSD e o governo do que com a República, e numa
cambalhota de chico esperto respondeu de soslaio ao ataque e à acusação feita
por Mário Soares, esse soldado experiente, ex-presidente e afiado democrata,
neste país de velhos sem abono e de emigrantes de destinos incertos. E na
tentativa de salvar Cavaco do ataque lançado pelo antigo pai e mentor(!) da
Democracia, "desenha"(está na moda dizer) uma comparação, estabelece
um paralelismo com a prática do actual Presidente da República no caso da sua
"jogada" e da sua ligação por detrás do biombo, no BPN e à SLN,
relembrando-nos, um ou outro episódio que fez correr tinta, de modo a esvaziar
a importância da acusação e exigência ímpar feita por Mário Soares, para que o
detentor do cargo supremo da nação no presente seja julgado no caso que o
hipoteca, o envolve e à família na SLN fraudulenta, que a nós pareceu uma
missão sob encomenda para o auxiliar ou limpar. Que comparação se pode
estabelecer entre uma prática de má governação/condução nos dossier polémicos
mencionados pelo professor, como provocação - Melancia, Macau, Descolonização -
com uma prática baça ou de aproveitamento privilegiado num negócio que hoje sai
roubo aos bolsos e à vida dos portugueses? Marcelo Rebelo de Sousa, armado em
má-língua e como quem não quer a coisa, pensa que é o mais inteligente dos
"canais TDT"(T-odos D-evem T-er), mas não passa de banal ex-líder
fraco, ex-político sem brilho, embora beneficiando de apoios herdados do
passado, e da demagogia bem aceite no presente-pimba.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
O ministro que faz Ma(n)chete
Já tudo ou quase tudo foi dito sobre o Rui Machete, o MNE de Portugal, e
a sua actuação desastrada enquanto "elefante dentro de um armazém de loiça
delicada" e com motivos africanos. Este ministro, recuperado de uma
prateleira ou de um álbum do passado, beneficia mesmo assim da protecção e do
estranho apoio, dos que têm a obrigação e o dever de salvar o regime e o bom
nome do país, e não de contribuir para a acentuação da humilhação e da sua
gente. Mas a condenação generalizada sobre o comportamento do Ministro Machete,
não terá efeitos a curto prazo, como é do costume por cá. E o costume, é irem
embora, demitirem-se, mas só ao fim de muito empurrão e com contas bem feitas a
seu favor. Noutros países, idênticos incidentes graves ou abusivas ingerências
cometidas por parte de um membro do governo, não ultrapassariam as 24horas para
o levar a apresentar a sua demissão ou ser demitido e sem louvor. Tal medida
seria tomada noutros países e não aqui. Jorge Jesus será dispensado do Benfica
mais cedo e por menor responsabilidade. Mas isso são outros desportos e com
interesses menos sérios e abrangentes. A questão que nos leva a pronunciar
também sobre esta diplomacia sem tacto, feita com os pés e subserviente, é o
insulto feito a Portugal a partir de "O Jornal de Angola" pela pena
de um jornalista subserviente à recomendação dada. Ao contrário do que diz o
comentador mor, Marcelo Rebelo de Sousa, que o "Jornal de Angola" não
é o governo angolano, pensamos que tal jornal, constituíu-se um órgão de defesa
do ministro luso, e constitui-se porta- voz do interesse político angolano.
Mais grave ainda, quando dispara a calúnia negra e ofende o M.P e a P.G.R, sindicatos
da classe e o que mais se verá, exigindo até uma forma de actuação da nossa
Justiça, para esta "tramóia", como eles consideram, contra figuras ou
figurões do Regime de Angola, feita pelas Leis do Estado português. Seria bom
perguntar ao jornalista-assessor e ao director do "Jornal do regime do
eterno presidente de Angola", o que aconteceria se idêntica
"tramóia" se passasse em Luanda e nos seus tribunais, entidades ou
instituições da Justiça, visando cidadãos lusos de relevo ou não, ou se só teríamos
conhecimento da "estória" quando fossem enfiados numa cela de um
musseque secreto da periferia da sua capital e se denunciado por um jornalista
local, dissidente e perseguido?
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A Juíza Fora da Lei
Uma juíza de Mamarrosa e de má consciência, faz ouvidos de mercador a
uma sentença proferida por um Tribunal de Justiça do Estado português, num dia
simbólico nos idos de um março inconsequente, já lá vai um tempo longo. A juíza
Joaquina, com idade para assumir responsabilidades e ter juízo, filha do
assassino do seu ex-marido e advogado jovem, opõe-se à decisão do Tribunal e
recusa a entrega periódica da menina, filha sua e do pai assassinado pelas
costas a tiro, aos avós paternos de respeitável idade. A juíza que não respeita
nada, nem a decisão judicial e muito menos o direito dos ex-sogros enlutados, é
“cúmplice” numa barbárie e comete teimosamente um conjunto de ilegalidades,
comportando-se como dona e senhora da Justiça que outros juízes deste Estado de
Direito determinaram aplicar, mas que não conseguem fazê-la cumprir, fazendo
antes parecer uma cumplicidade alargada. O que falta para que a prepotente cidadã
Ana Joaquina, filha de um assassino condenado, avô materno mas de traiçoeiro
colo onde escondia uma pistola, seja obrigado a obedecer à determinação do
Tribunal, ou será preciso dizer, que se tal situação se desenrolasse no seio de
outra família com outros genes, com outros avós privados do contacto com a neta
querida, e mais práticos na "solução" destes assuntos graves, a má
juíza de Mamarrosa, já tinha sido submetida à “acção directa” e levado com um
dos pratos da balança (simbólica), que procura não ter dois pesos e duas
medidas ao julgar o conflito, que nos devia envergonhar, e que a ela passaria a
dar fortes dores de cabeça, sentindo dessa forma o “peso” da justiça verdadeira
e eficaz. Esta seria uma justa sentença, que acabaria com o "quero, posso
e mando" revelado por uma juíza e mãe(!) de uma criança orfã e vítima, do
seu avô assassino do seu pai à queima-roupa num dia que se queria fosse de
afecto, de partilha e amor.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
O poeta dos HH
O poeta escondido, Herberto Helder, "tem dois tipos de
leitores". De modo diferente do que diz o "ípsilon", também eu o
afirmo. Há os que conseguem aceder ao livro mal ele é editado, uma elite, os da
proximidade e íntimos, e os que anseiam poder obtê-lo, os anónimos, se ele
chegasse a estar à venda durante tempo e território suficiente. Até só para ver
a capa que fosse. Sendo assim, esta impossibilidade criada de chegar à obra
herbertiana, torna-o quase nulo para a maioria. A "faca que corta" o
número de livros postos à venda no mercado, funciona como o "fogo" de
uma santa inquisição ou capelinha privilegiada, e as exigências, quer do autor
quer da editora, que destinam as obras mal estão prontas, para os amigos, são
irritantes. A indisponibilidade pré-determinada(!) por ambos intervenientes,
torna o poeta proibido, mais afastado do povo que circula por estas leituras e
que esbarram repetidamente contra este duplo H, com que as assinam e assassinam
logo à nascença, e retiram ao "homem" o direito a um 3º H maior, e
ainda o retratam antipático, no mínimo, embora estejamos conscientes do que são
opções ou critérios das partes que limitam. Concluímos nós há muito, que todos
os livros de H H "são finais, porque não chegam a ninguém, mesmo que
venham outros". Esta atitude não o torna numa raridade, no sentido
artístico, mas antes num ignorado, pior que incógnito.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Amor à sobrevivência
Os reaccionários não desapareceram, nem reformaram-se ou passaram de
moda. Dois leitores do JN de 13/06/2013 pronunciaram-se por carta menor que o
jornal publicou na maior, e insurgiram-se contra os sindicatos e o seu método
de acção. Supomos que por uma falha de consciência política ou por terem a
barriga demasiado cheia que não os deixam pensar. Os leitores Padilha com o
Costa a reforçar, não nutrem qualquer "amor ao sindicalismo" e acham
que a "sobrevivência da democracia" resolve-se com a eliminação dos
sindicatos, e mais concrectamente, com a demissão das "avoilas, dos
nogueiras, helenas, nobres", pois entendem que com estes personagens fora
das direcções das Centrais, que conjugam medidas e orientam a luta pelos
direitos laborais e sociais, dos que trabalham e constroem as vias e assentam
as vigas do futuro que se quer mais seguro, o país estaria melhor e seria até
um paraíso. Impõe-se perguntar a esses dois "padilhas ou pandilhas"
se no regime político do Estado Novo, que trouxe o país até Abril de 74 na pior
miséria, pobreza e atraso em todos os segmentos da vida colectiva, em que não
era permitido o Sindicalismo como o conhecemos hoje, nem reivindicações por
melhores condições de vida, se tal estado de atraso "desse" país se
deveu à existência das "avoilas, nogueiras, helenas,nobres" e outros
dirigentes sindicais, agora eleitos democráticamente e porque se dispõem
presentes, como hoje nos é consentido ter e ver. É nosso entendimento, que
leitores frívolos como os mencionados e que se expressaram no JN, nos termos em
que o fizeram, é que são prejudiciais e são travão do progresso e só "prejudicam
o ritimo do país".
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Luto permanente
Quase todos os dias, são encontrados dentro de suas casas, mortos e a
cheirar a podre, portugueses ou outras almas tristes, que escolheram mal ou
bem, este país para trabalhar e ser, enquanto existência humana. Não é difícil
descobrirem-se em cada dia que passa, tais e mais homens e mulheres, com laços
familiares mal atados, precários uns, ostracizados outros, mas sobretudo
esquecidos por todos, e que são notícia igual por razões idênticas - Lamentáveis,
dói de saber e pior de ver. O número de portugueses "botados" ao desprezo e ao
abandono sobe desmesuradamente, e por entre os milhões que somos nós, agonizam
muitos, fechados no silêncio da falência sem precedentes. As medidas
preventivas, securitárias, de solidariedade social, tomadas pelos organismos
estatais e ainda pelas forças esmorecidas da segurança pública e republicanas,
revelam-se no quotidiano, um fracasso gritante e com a habitual demagogia que a
propaganda ergue e a história regista. O exercício falhado de bater à porta
suspeita,da miséria escondida, da dor interiorizada, disfarçada, de facto,
está-se a tornar um drama alargado, uma notícia repetida e vergonhosa quanto
tem de horror. Este país, não é cada vez mais, nem para velhos nem para
ninguém. Revela-se útil, apenas para a canalha oportunista, calculista, que se
move nos meandros do poder político e da finança, sempre prontos a recolher os
despojos dos perdedores, e na esperança de rendibilizar os restos que ficam,
deixados pelos que partem destroçados, desta guerra, para onde somos atirados.
Qualquer troféu na actual conjuntura mesmo herdado do defunto é bom, desde que
dê lucro!
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Um milagre adiado
... e o milagre não aconteceu! A nova data santa para celebração do
Corpo de Deus, que passou de 5ª feira para domingo, ficou marcada por um
conjunto de acontecimentos que no seu todo constituíram um dia aziago para o
FCP. Nos Olivais, uns imberbes desportistas, "discutiram" para lá do
90º minuto o título nacional de juniores B, que acabou por sorrir aos juvenis
do SLB. As imagens dadas a consumir pela tv´s, e que correm no youtube,
mostram-nos que o jogo terminou numa batalha campal, com dois ou três GNR a
tentar segurar as rédeas dos "B´s" idiotas de ambas as equipas em
fogo, que nas horas vagas se dedicam a jogar(!) futebol. Noutra modalidade, o
andebol, que se realizou no Algarve, o FCP voltou a falhar, e mesmo para além
do tempo regulamentar em que costuma resolver os jogos a seu favor, não
conseguiu oferecer aos seus adeptos a "dobradinha à moda do Porto".
Os leões do Sporting repetiram a vitória do ano anterior, e foram para a praia
de Tavira festejar. Como não há duas sem três, o FCP voltou a claudicar na sua
mais cara prova e rainha para o seu presidente, a seguir ao futebol sénior,
onde é tricampeão. Segundo os relatos, nesta final da Liga Europeia em que saíu
vencedor o grande rival, o Benfica, no DragãoCaixa que é tão só a casa do
inimigo, não houve escaramuça no final para lá da contenda que estalou bem
antes do início ameaçado pelos "cordeiros" do costume, e até terminou
com abraços entre os atletas. Entre o pasto das razões para este fracasso alargado
do FCP, encontra-se a mudança da data dos festejos do Corpus Christi, em que a
invencibilidade do mortal Jorge e do seu Dragão, mito de outro reino, que
revelam um entrosamento perfeito sobre os seus adversários, que desta vez não
permitiu tal continuidade nas arenas em que actuaram. É caso, para que o
presidente vitalício do FCP peça a revogação da lei, que impôs aos cristãos os
festejos santos fora do seu dia histórico, e provocou a interrupção da
procissão de sucessos aos portistas, que num só dia tornava tudo ainda mais
azul. "Mas largos dias têm 100 anos"!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Jesus e o Benfica no OLX
Pior que o tornado que atingiu dolorosamente Oklahoma, foi o ciclone que
varreu por completo as aspirações contadas e a confiança cantada, no terreno do
Benfica - O Glorioso, e o seu desmesurado staff técnico e o seu farol
directivo. De todas as vezes que foram à fonte das decisões nas competições
desportivas que fazem jorrar sonhos e lágrimas felizes, regressaram sempre
delas com o cântaro quebrado. Os "milhões" de adeptos fiéis e de
simpatizantes teimosos, passaram em três semanas a "milhões" de
sofredores, e de enrubescidos pela luta em tantas frentes, a pálidos
desiludidos e com a crença no SLB de rastos. Jesus, acelerou o calvário que
iniciara nos últimos três jogos, bastante denunciado com o Estoril Praia, bem
exibido no Dragão, disfarçado com o Moreirense, e com o futebol escandaloso
apresentado agora no Jamor de Portugal, onde levou com a estocada final,
desferida pelos "guerreiros afonsinos" de Guimarães. Todos os anseios
legítimos mas envoltos em propaganda excessiva, redundaram numa derrocada
tremenda, num fracasso histórico e difícil de igualar, que ganha contornos
ridículos, anedóticos mesmo. A "nação benfiquista" não foi poupada à
tristeza nem à dor que as tempestades causam e não merece tais desenlaces, e
aprendeu com certeza que não mais exibirá cartazes rogando ao técnico do clube
e pouco "conquistador" de títulos, para que fique. A partir de agora,
quer é vê-lo pelas costas, ou só anunciado no OLX, embora ele e o SLB só valham
X.
sábado, 25 de maio de 2013
"Clown´s há muitos seu..."!
Ser ou não ser palhaço, é esta a questão. Cavaco Silva é um homem e está
provado. É casado, tem mulher, tem filhos e ainda gosta de vacas, daquelas que
riem sem ir aos Globos de Ouro. Beppe Grillo é um homem igual a todos os que o
são e nisto não se vê qualquer diferença para Cavaco. Mas para além disso é
comediante, o mesmo é dizer que é palhaço. Assim a gente o vê e o chama.
Acresce que foi eleito deputado para o seu parlamento, e tornou-se igual ao
ex-deputado eleito que hoje é presidente deste país. E se considerarmos que um
deputado é em repetidas sessões ou comporta-se como um comediante, portanto um palhaço,
o deputado-comediante-palhaço Beppe Grillo é igual ao
deputado-comediante-palhaço Cavaco Silva. Miguel Sousa Tavares, é um homem, e
está confirmado. É mais do que casado, com mulhere(s), tem filhos, e ainda
adora viajar por outros pastos verdejantes. É ainda escritor, jornalista e
humorista. Não é deputado mas gosta de dizer umas piadas. É, por assim dizer,
um comediante e por isso, palhaço. Agora, que segundo uns ofendidos, lhe caíram
em cima por este comparar o homem e cidadão Cavaco, ao palhaço Grillo, e o
querem perseguir com um processo judicial por tal graçola, a nós, que nunca nos
divertimos com os apartes infelizes do nosso presidente, parece-nos é que o
comentador Miguel, ofendeu o criativo e palhaço-deputado Grillo italiano,
quando o compara ao tartufo luso Cavaco Silva. Só por isto é que o autor da
frase polémica, deve ser condenado!
terça-feira, 23 de abril de 2013
A corda no canto,que "Abril" teceu
"Ó tempo, volta p´ra trás. Dá-me tudo o que eu perdi..."No
antigamente eram os pobres, sim, com pão suado mas garantido. "Abril"
aconteceu, malfadado como se sabe e logo se sente, e agora os pobres são mais
pobres e sem o pão na mesa, nem à partida nem à chegada, enquanto os ricos,
juntam ao seu, o ouro, que o pobre guardou de dedo em dedo, de mão em mão, e
que hoje vai vendendo a conta-gotas de loja em loja, e os ricos ficam mais
ricos. Antes de "Abril", o pobre sonhava menos, ou emigrava para
realizar sonhos. Depois de "Abril", e de tantas promessas e
verdadeiras mentiras, qualquer sonho actual desfaz-se num pestanejar, e num
abrir ou fechar olhos, vira pesadelo, preocupação, angústia - suicídio. Antes
da festa dos cravos vermelhos, eram côdeas, eram espinhos, e havia trabalho que
dava pão. Duro podia ser, mas era pão. Agora é só floreado murcho,compadrio,
conversa chocha ou da treta, encerramentos, abandono, desemprego e suicídio de
novo, ou filas de homens e mulheres em busca dele, por tudo quanto é cantina,
lar da misericórdia, paróquia, mão da caridade. Dantes era a emigração do pobre
e analfabeto. Hoje é a emigração de quem continua atado à pobreza, que parte junto
aos que se recusam a serem pobres, embora instruídos e cultos. Os envolvidos no
"Abril", teriam feito melhor, se tivessem ficado nos quartéis, a
descascar ervilhas, a cortar salsichas, a depenar galinhas, e nos intervalos
dessa guerra, a limpar as armas, que para nada serviram e nada trouxeram, que
nos faça mais seguros e mais felizes. Pobre, de barriga vazia, não come paleio
e de pouco lhe serve a liberdade filosófica, da burguesia e do capitalismo
"democrático". "Que saudades que tenho da minha alegre casinha,
tão modesta quanto eu"... mas que dela nunca ninguém me despejou, até que
"Abril" chegou. Hoje dormimos pior, cada vez mais estendidos debaixo
da ponte da miséria. Apetece sob o seu arco, cantarolar em tom de alívio,
"ó tempo volta p´ra trás..."
terça-feira, 2 de abril de 2013
Efeméride
Para não encurtar ainda mais a memória, e apagar a história, recordemos.
A 04 de abril de 1968, assassinaram na América das oportunidades e da pólvora,
um Homem, que lutava e sonhava ao mesmo tempo, por um mundo melhor, ou que
lutava para que o sonho feito de preocupações se tornasse, uma realidade feliz
- era "o messias negro". 45 anos depois, outro negro ocupa a Casa
Branca, e tem o Poder do Mundo nas mãos. Porém, ainda falta cumprir muitos dos
Direitos Civis, pelos quais Martin L. King, morreu. A sua luta, feita no
sacrifício da vida, pela libertação do seu povo, ajudou a que Obama, ascendesse
ao poder da nação tão rica quanto contestada, e se acomode hoje, na cadeira da
Sala Oval, onde a hipotética virtude dá por vezes lugar ao pecado consumado, e
onde o sonho continua a girar, enquanto o Mundo, às voltas, desespera no
pesadelo, por entre tanta desordem e violência, com mat(r)izes diversas. Homens
, como Martin Luther King, precisam-se. São urgentes. Recordêmo-lo também
nestes dias cinzentos, e até perigosos, mas que se queriam ainda e sempre de
Páscoa.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
A Revolução em Marcha
Há uma revolução em marcha, mas ao que parece, poucos ou ninguém lhe
está a dar a devida importância. Como não se vêem as metralhadoras G-3
empunhadas e a riscar no ar, e não há tanques pelas ruas, saídos dos quartéis,
há contudo, uma canção que volta, saída da casa e da boca de cada um e que a
solta como arma, nos alerta como um grito, e nos mobiliza. Em Portugal, que não
está só nem orgulhoso, vive-se agora num estado de permanente conflito, de
pré-derrocada geral, e o povo move-se e pragueja por todo o lado, e à frente
dos governantes, por onde quer que eles apareçam. Tal como os rios, as
revoluções começam na gota de água, e por vezes transbordam, são indomáveis, e
dão lugar a medidas repressivas, ensaiadas nas mentes perversas dos que não se
dão bem com a democracia, e as manifestações populares, e que a partir duma
vontade recalcada que vem de Abril, ordenam o avanço das polícias de viseira e
capacete, que não são cravos nem rosas, própriamente, para as conter. O hino
nacional que nos liberta, no tempo actual, chama-se, Grândola Vila Morena. Uma
canção de dor sem lágrimas, que apela à fraternidade e ao direito à felicidade.
Quem está no poder, que se cuide, arrepie caminho, pois esta arma que baila na
boca do povo, irá persegui-los, até que a paz social, laboral, na saúde,
educação, regresse à casa de cada um, tal com o rio que se quer dentro das suas
margens. Antes e depois do adeus.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Até que enfim!
O homem comum, aquele que procura no dia-adia, uma resposta para a sua
frustração, como quem procura alimento no caixote dos desperdícios, para
sossegar o corpo e a alma, e pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado,
interroga-se por que razão só agora é que a magistrada Cândida Almeida
"vai a despacho", com pré-aviso, se ao fim de mais de uma dezena de
anos, fartou-se de procurar ser protagonista na área, que requer maior sigilo,
discricção, e pouca conversa? Achei sempre que essa personagem, vá-se lá saber
porquê, uma vez que sou um néscio na matéria delicada e de élite, como é a área
da Justiça, que a digníssima mulher, comportava-se, mais como, almeida do que
como cândida, quando lhe apontavam um microfone áqueles lábios de Betty Boop.
Vi sempre nela, uma tagarela, que falava pelos cotovêlos, e num misto de
ingenuidade e de leviandade, teatral. Sobre ela, repartem-se as opiniões. Uns,
que é uma mulher corajosa, por este ou aquele processo que enfrentou, ou deixou
prescrever. Outros, que proferia baboseiras, tais como - "em portugal não
há corrupção, nem políticos corruptos". Quer-me parecer, que nunca foi
isenta, e que, com as costas guardadas pelo seu superior, que também ele durou
tempo a mais no cargo, protegeu um ou outro membro do governo anterior. Joana
Marques Vidal, esta sim, parece-me uma Juíza com coragem e seriedade, que já
deu sinal, e já (lhe) comunicou, que não haverá recondução no cargo, da
Magistrada, que manifestava falta de visão, não sem antes a submeter a um
inquérito disciplinar. Esta relação estreita entre a Magistrada que está de
saída, e o anterior Procurador- Geral, tem similitude, com aquela que há, entre
Passos Coelho e Miguel Relvas. O que é que unia aquele par, e que ninguém ainda
sabe, e o que é que mantém unidos os actuais dois governantes, que ninguém os
desata? Será que há uma estória de "swing" pelo poder, por detrás
disto, ou uma simples caminhada académica, suspeita, de ganância teimosa, que
legitima a dúvida do homem comum, que procura no caixote da vida incerta, maior
justiça e pão para os seus, ou apenas modo de recuperar o que lhe foi roubado, e
o atirou para debaixo da ponte, e que vê nestes governantes da coisa pública,
os culpados pelo descalabro do país e do empobrecimento do povo? Quem me dera
saber, para pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
" Pastor da paróquia"
Morreu hoje com 82 anos, o padre Gabriel da Costa Maia, ordenado em 1955 para o exercício de tão "terreno" ministério, e elevado à condição de Monsenhor Gabriel, da paróquia de s. martinho de Penafiel. Este homem sobretudo, e reverendo, não deixa na comunidade, grande saudade em todos os paroquianos, ao que se diz. Aqui e ali se ouviam queixas dele, enquanto esteve a administrar a Igreja Matriz desta cidade,e até onde o seu poder se estendia, e por onde espalhou, polémica Nunca privei com o homem e muito menos com o prelado, mas creio que ele não tinha todos os defeitos de que o acusam, e até me parece, que era um apóstolo preocupado com o rebanho que lhe coube em sorte ou que lhe calhou para pastorear. Prova disso, são os documentos que a seguir reproduzo, provenientes de uma troca de "correspondência" no final do ano 2001. Agora que o homem e padre, partiram, de regresso ao pó que levantaram, faço votos para que a terra lhe seja leve, e que tenha um eterno descanso, junto do seu Mestre e Senhor.
Carta Modelo do Páraco Gabriel:
Resposta Paterna à Carta:
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
De Papa em Papa
Bento XVI, abdica voluntáriamente do trono papal, tal como o fizera
Celestino V no séc.XIII. Outros foram os Papas, depostos por imperadores e mais
soberanos, e outros ainda, abdicaram, contra uma compensação financeira
vantajosa, tal como alguns políticos de hoje, fizeram, tipo Durão Barroso, e a
favor de uma "cadeira" menos missionária, mas mais confortável. O
Sumo Pontíficie, demitiu-se por razões de saúde, o que nem sempre aconteceu. Já
não tem o vigor exigido, para abençoar a "urbi", e dar a assistência
necessária, que cada vez mais, a "orbi" reclama aos gritos. O anúncio
da sua demissão, não foi dado a conhecer pelo arcanjo Gabriel, mas pelo seu
irmão, Georg Ratzinger. Família, é em qualquer circunstância, família, e deve
estar em primeiro. São Malaquias, não previu este desenlace, embora tenha
profetizado, que este Papa, será o penúltimo a ocupar o ministério de Pedro.
Venha quem vier, e paramentado por interesses vários, que melhoras pode esperar
o mundo, já que até hoje, a Igreja de Cristo, só tem arrastado de altar em
altar, escândalos atrás de escândalos, que pouco ou nada contribuíram para travar
conflitos de toda a ordem - bélicos, étnicos, laborais, sociais, e excepcionais
crises comportamentais? A debilidade do Bispo de Roma, espelha a fragilidade da
sociedade humana, na actualidade. Com a pobreza que grassa e a aumentar por todas
as esquinas, a Casa do Senhor volta a encher-se, e a ter sentados à mesa, os
novos famintos, e desempregados em comunhão com o desepero. O próximo e
"último" Papa , segundo o bispo S. Malaquias, será eleito pelo
processo habitual, dê as voltas que der, o que nos dá a garantia, de que nenhum
político e do governo de Portugal, interferirá no acto, nem nomeará para o
lugar, que será vago antes da Páscoa, nenhum familiar ou amigo do peito e do
mesmo credo. Os compadres da confraria política lusa, que desbarataram a
riqueza e condenaram os portugueses, ao inferno, ainda não chegaram todos a
"sucessores do Pedro", com direito a fumo branco, embora rezem
para isso, mas a serem levados à presença da Justiça, se Portugal fosse um
Estado de Direito, por terem "papado" tudo. Valha-nos Deus, por isso!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
"Maria X, Manel Z"
Desde que a miséria, instalada e consentida, se multiplicou por n, em Portugal, e pela entrada em vigor
dos novos roubos governamentais, e do avanço em paralelo da austeridade, que, ao
abrir as portas das casas, tipo, barracas desoladas, dos indígenas que há muito
não são vistos nem achados, pelos vizinhos, amigos (se os teve), na rua, no
trabalho (quem o tinha), ou nos locais por onde costumavam "serem
sinalizados", encontramos tarde e a más horas, repetidamente, os seus
moradores, mortos. Pessoas, que ainda estavam na idade, que permite e se merece,
ser feliz. Outras, morrem abandonadas na indiferença de um riacho qualquer, com
um caudal de água apenas suficiente para dar de beber às galinhas, mas nunca
para afogar uma pessoa. Ainda, de morte estranha e quase colectivas, entre mães
e filhos. Por me parecer, que algo vai muito mal, e é coisa velha que se sente
na pele e na alma, que o coração carrega, que há mistério de vida, nesta forma
de sucumbir, as perguntas que faço, são: - "de que estão a morrer os
portugueses, esvaziados de esperança, e ainda longe do fim, determinado de
jeito natural? Quais as verdadeiras e profundas causas que (n)os levam à morte,
tão cedo e tão sós, no meio de tanto silêncio e de sombra, e aparentemente,
aceite"? - Estará alguém competente no governo de portugal, devidamente
atento a estes horríveis acontecimentos e desumanos desfechos, com conhecimento
capaz, e de capaz consciência, para responder e desvendar tal mistério, ou
acharão todos, que assobiar para o lado, é solução, porque tudo é, isso mesmo,
natural? Não é antes, o País, que está de rastos, vai doente, e se tornou
promotor de desgostos?
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Na morte de "jaimite"
Um ou outro meio de informação diz; " morreu o comando, que manteve
Abril no 25 de novembro de 75". Dizemos nós, que também somos gente e
temos voz autónoma, que morreu o "comando" que travou a marcha da
Revolução de Abril que se propunha eliminar os abusos ditatoriais e
reaccionários, e com os sobreviventes do velho regime ou dele herdeiros. Se
Jaime Neves, em vez de ser um militar do antigo regime, tivesse sido
cozinheiro, talvez Abril hoje, não cheirasse tanto a esturro, e não encontrasse
Portugal a definhar e a sua pobre gente, porque foi entregue à cambada velha e
à bicharada nova, que tem conduzido o País desde então, á desgraça, envolto em
corrupção e compadrio do mais fino recorte, em tudo quanto é Administração da
coisa pública, absolutamente dependente e de mão estendida, com o seu povo
empobrecido cada vez mais, despojado dos seus haveres, e de ter entregado todo
o ouro aos bandidos, que todos os dias se vê obrigado a penhorá-los ou
vendê-los às escondidas, para cumprir obrigações fiscais e prestacionais, e mil
pressões que o entalam, como as de dar de comer aos filhos, e de os manter
activos na sua caminhada educacional e com saúde, para que não sintam a falta
das coisas básicas, até que a corda aguente, e o suicídio continue adiado.
Elogiado pela Direita que tanto lhe deve, nesta democracia(!) que só serve a
exploração do homem simples português, o "abominável jaime das neves"
leva com ele para o mundo onde se acertam as contas, histórica culpa, por
termos caído no (E)estado deplorável em que nos despenhámos. Subserviência e
pobreza generalizada, foi no que deu a sua "heroicidade", que lhe
vale agora rasgados louvores dos beneficiados, que já não pode juntar aos
atribuídos, por sectores que estão muito agradecidos, de todos os favores e
desvarios com(o) que têm governado desde que aquele enublado novembro permitiu
à canalha e demais ganapada, que nunca vergou a espinha, ascender ao Poder, e
feito a caldeirada e outros guizados, que só servem a mesa do grande capital.
Ascenção ao poder, de uma classe política oportunista, das jotas partidárias,
incompetente, que desvastaram toda a riqueza e recursos nacionais, em proveito
próprio e dos "empreiteiros ou entourage" que os trazem bem escorados,
e na redoma da impunidade até hoje. O e(E)stado em que nos encontrámos, a ele
também se deve, pois com a sua acção, determinou " que nos tornássemos na
democracia(!) que somos hoje", e como é do agrado de alguns articulistas.
A nossa voz menos académica mas mais assumida, repete-nos, que com Jaime Neves
fora do mapa e das chaimites da ameaça sangrenta, Portugal não estaria pior do
que está. Antes pelo contrário, pois pior é impossível.
(carta, políticamente incorrecta)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O FCP, ao de leve levezinho
O FCP, também regressou neste janeiro, aos mercados, não para ir
financiar-se, mas para investir, e para isso levou o livro de cheques. Nada que
preocupe o clube azul e branco, já que estamos em maré de saldos, e a despesa
comprometida corresponde a meros trocos. A questão que se levanta é, saber-se
por que razão, o investimento incide sobre um jogador no inverno, mais
que trintão, bem conhecido do futebol português, com provas dadas é certo, mas
actualmente a atingir o ocaso da sua carreira, e por isso e por mais, arrumado
na prateleira do Flamengo, clube que o cede a baixo custo. Será que o
"Levezinho", constituirá dentro do plantel do FCP, uma mais-valia, uma
ameaça para os adversários,ou o seu custo, que não é considerável, nem um
esforço para os cofres do Dragão, é ao mesmo tempo um enriquecimento do
"banco" para onde irá, e por isso ainda vale a pena a aposta nele, o
Liedson, aquele que resolvia? Ou será que o FCP, apenas, pensou e está só a
contar com ele, e daí a sua contratação mais como talismã, do que como reforço
goleador, para o jogo que em princípio, decidirá o título, e que porá frente a
frente Porto e Benfica, o derby mais
esperado da Liga? Se assim pensaram os dirigentes portistas, um jogador, mesmo
pelo preço que veio a público, não será demasiado caro? O FCP, não costuma
deitar dinheiro fora com o casting escolhido, mas com este Liedson, não
estarão a comprar um enigma, ou um activo, que vem rotulado de estar mal
nas rótulas? A ver vamos!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
"Leões ou Lagartos"
O Sporting Club de Portugal, não é uma casa de loucos, mas uma
arrecadação de maçãs pôdres, a arder. De animal feroz tem pouco, embora de
lagartixa tenha rasto considerável, que se vai apagando. De um passado algo
glorioso, mas do qual a actual geração nada sabe, e de uma anterior que já não
se lembra, ninguém faz a mínima ideia, de que é que o clube verde e branco, se
vangloria, e onde se serve para ir beber motivação. À excepção do atletismo e
de Moniz Pereira, quem recorda o SCP como um grande, no futebol de Portugal?
Desde Laszlo Boloni, último treinador a ganhar a Liga, que por aquela agremiação,
passaram e se trucidaram, tantos treinadores, quantos jogadores são precisos
para formar uma equipa para competir. Vamos à lista ou plantel de despedidos; -
Fernando Santos, Peseiro, Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, José Couceiro,
Domingos, Sá Pinto, Oceano(!), Vercauteren, e agora, Jesualdo Ferreira. Onze ao
todo. Se compararmos a "normalidade" desta procissão de
técnicos, que em Alvalade carregaram o andor leonino e pesado, na tentativa de
levar o clube, de volta ao altar do título, que o faz orgulhoso, com a "normalidade"
no Manchester United, clube inglês com mais e melhor palmarés, que mantém o
mesmo "mister" há já longos 26 anos, o escocês Alex Ferguson,
concluíremos, que em Portugal há clubes de futebol que são geridos com os pés,
e por autênticos anjinhos. Com a sua centena de milhares de sócios, que só
podem reviver da história longínqua, o SCP, revela-se hoje no complexo
desportivo, como uma Associação de perdidos, apenas capazes de permitirem
alguma fantasia e aventura, a um qualquer falso messias, prometedor de
sucessos, e delapidador de finanças e orçamentos, e só proporcionar
experiências a técnicos de tácticas sem êxito, no desemprego, e à procura da
realização do sonho de serem de novo campeões, após o longo jejum de mais de
uma dezena de anos a atravessar o deserto, onde o lagarto ainda sobrevive
melhor, que o leão sem garras, e que já não reina como outrora, num terreno onde
algo vai pôdre, pior que maçãs. Um clube, uma colectividade, ou associação, não
pode viver sempre à sombra da sua velha história, esquecida na prateleira,
senão, acaba em hasta pública, com todo o espólio penhorado, e com Direcções,
que fecham contratos, sucessivamente, com a "anormalidade".
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
"A Feira no Palácio da Foz"
Ao organizar uma Conferência sobre o "desmantelamento do
Estado" conforme o conhecemos e vivemos, assente ainda e em parte no que
resta da Constituição, a sombra executiva de Passos Coelho, convocou sob
convite, uma dúzia de pessoas vip, que ele entende serem mobilizadoras da
Economia, e salvadoras da pátria frouxa, a quem chama de "sociedade
civil", que não representam outra coisa senão os seus interesses. É sabido,
que este governo não quer por várias razões e as de sobrevivência incluídas,
que os jornalistas "escrevam fora do penico", e por isso não permitiu
que o trabalho dos media presentes, fosse feito dentro do critério e dos
valores deontológicos que aos jornalistas cabe ter e aplicar, responsávelmente,
e vai daí, "expulsou-os" da cobertura noticiosa, na íntegra, no
Palácio da Foz, em Lisboa, embora os deixassem permanecer colados às cadeiras,
caso o desejassem fazer segundo as regras enumeradas pela Sofia. Deste modo e a
"pensar no futuro", a Sofia do PSD, com voz e a passo de coelho, em
obediência à pretensão do govêrno, contêxtualizou e impôs o silêncio e
desenhou, a figura de corpo presente a adoptar pelos órgãos de informação para
se manterem na sala, não lhes permitindo sequer, a captação do barulho que faz,
colocar a mordaça. Enquanto a Sofia expunha as regras do "lápis
ressuscitado", na Conferência privada e a convite, a sociedade civil de
facto, que se manifestava entredentes e com cartazes, no exterior, regressou às
feiras, onde pode fazer o barulho que achar apropriado, e até usar megafone
para se fazer ouvir mais alto e mais longe, para vender o seu riscado, tal como
faz o primeiro- ministro e o seu partido, com ou sem "moedas" como
troco. Portugal, vai a caminho do futuro, envolto num tecido pouco transparente
e contrafeito, e “os jornalistas é que têm a culpa”. Serão? Ou será que tudo não
passa de “conversa entre uma elite de
feirantes, reunidos num palácio, a conferenciar sobre tachos”?
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
"A(r)turdoados"
Na Liga de Espanha, Mourinho, o técnico do Real Madrid, não contente com
a prestação do seu portero, o ìcone Casillas, e nada impressionado com a
sua auréola de S.Iker, entre os adeptos merengues, substituíu-o, por Ádan ou
adão, ao fim de um percurso que parecia intocável, no lugar que era até então o
seu paraíso - a baliza. Jesus, no Benfica, demora a perceber que o seu
guarda-redes, não é homem para defender o véu da noiva, nem de outros milagres.
Mourinho tem uma personalidade que lhe permite saber o que quer e quando,
enquanto na Luz, o Jesus vê-se e deseja-se para entender o colorido que só se descobre
longe do apagão que encheu com tristeza os lampiões, a última época desportiva.
Na jogada de todo o insucesso no passado, Artur, o guardião dos encarnados, foi
quem não correspondeu às expectativas que nele se depositava, e no jogo da
época actual no estádio da águia, voltou a não corresponder, e voou baixo, de
tal modo que ia transformando em desastre mais uma vez, o derby, que opunha
azuis crentes, a vermelhos desesperados. Mas enquanto em Espanha, Mou, não
hesita em pôr no banco o dono habitual das redes madridistas, o mister
benfiquista, depois de despachar Moreira e César, que não perdiam em qualidade
para o actual e principal guardião, teima em mantê-lo sob os postes, debaixo do
nervosismo e do seu pouco jeito dentro da baliza com as mãos, e de jogar com os
pés fora dela. Sempre que se confrontam, águias e dragões, os benfiquistas
ficam "arturdoados". E não é para menos!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
É só Saúde
Decidi corresponder, ao pedido, ordem ou conselho, não se sabe bem, do
secretário de estado para a saúde, com o apoio à rectaguarda do ministro da
tutela, e recusar-me a adoecer. Preparei já a mente, para suportar algumas
consequências por estar vivo - a fome e o frio por exemplo, e tendo em
consideração, a tese defendida e avançada por um médico espanhol, que nos veio
dizer em tempos, que a maioria das doenças não existem, que a maior parte das
"feridas", são apenas do foro psicológico, o que provocou nos seus
pares uma revolta e condena. Mais ainda, porque, há notícias, de vez em quando,
que apresentam teorias novas, que contrariam as que andam por aí a fazer
escola, em vigor, e que satisfazem a pretensão do membro do governo. Comer
muita vez faz mal, engordar não é saudável, e resistir ao frio é económico - a
energia gasta neste exercício, para manter o corpo quente, não é da rede
eléctrica e o país poupa. O combate à obesidade tem constituído uma gorda
despesa, que faz emagrecer o Orçamento do sector da saúde, ainda mais. Como a
Ciência que investiga - uma vez diz que o café e o chocolate fazem mal, outras,
que fazem bem; que o vinho prejudica, outras, que beneficia, um copinho tinto é
que está a dar, e nós acreditamos, e que o digam os bêbados apanhados da
assembleia da nação; que dormir muito embrutece, que devemos antes estar
activos e vigilantes, o que para tal é preciso estar acordado. Como não tenho
dinheiro, nem para festejar aniversários que nos envelhece, recuso-me a fazer
anos, o que é bom para atrasar as maleitas da idade,e nem sequer para ir a
algum lado, caminho ao pé da porta que é mais barato e bastante recomendado,
para manter a linha, o peso, e testar o coração. Assim quase obrigado, a
manter-me cheio de vigor, e a espalhar saúde, já não recorro às consultas
médicas, nem às farmácias, e longe das urgências hospitalares, evitando o risco
de morrer, por ter de esperar pelo "médico de serviço que estando a comer,
não atenderá a chamada", nem se vir
a saber o que possa comer, desde que
nenhuma enfermeira se encontre por perto. Aliás, passo a passos, tudo está a desaparecer, tal como os direitos dos
portugueses, que até há pouco estavam consagrados. Até agora, os portugueses
não se aviavam nas farmácias, porque não tinham "carcanhol". A partir
do pedido oficial do secretário do governo, não vão passar a aviar-se, porque
vendem saúde, e as farmácias fecham cheias de dívidas, e porque não têm
clientes, apesar dos fármacos terem baixado de preço. O que nos é exigido, é
apenas saúde... de aço!
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
"Público"- um jornal único
É dos livros, que saber ler é saber viver. Ou, que quem lê, sabe mais.
Podemos ainda dizer, que quem não lê, não é boa pessoa e muito menos bom chefe
de família. Não é boa pessoa, porque aceita sem um esgar, a sua condição de
ignorante ou de analfabeto, não se rebelando contra quem o quer nesse estado. E
não é bom chefe de família, porque é um mau exemplo dentro do lar e junto dos
seus. Para se viver, melhor informado, mais esclarecido, e até mais
participativo na sociedade ou na comunidade, não é preciso dispor de muito
dinheiro. Se houver vontade e atenção, metade do certificado de habilitações,
fica tirado, através da leitura de qualidade. Depois é só ir até à lusófona,
que, sai-se de lá doutor. Para se melhorar o “canudo”, basta aceder às
plataformas do jornal "Público", para obter o conhecimento
fundamental e objectivo, que nos torna mais cidadão, e até quem sabe - ministro.
O "Público", não é um diário dos assuntos da faca e alguidar, nem da
matéria que contribui para a alienação do indígena. Nele, se podem encontrar,
conteúdo para degustar, substrato para a vida, e os melhores especialistas em
áreas diversas e importantes, para compreendermos a sociedade e o mundo em que
nos movemos, atarefados na exigência. Desde sociólogos, politólogos, cronistas,
historiadores, gente das artes e do espectáculo, universitários, filósofos, e
etc. superiores, encontramos sobretudo, o maior bem essencial - a liberdade. E
é por essa porta da liberdade, que entram os leitores que escrevem, comentam, e
intervêm na vida pública quotidiana. Ainda mais agora, desde que o
"Público", se traduz mais público e se oferece, à participação de
todos no "feicebuque" bem português. Já ninguém mais pode reclamar de
falta de visibilidade por falta de espaço para intervir, para participar, na
defesa dos valores e direitos do homem em geral, e dos leitores em particular.
É por isso, que o "Público", jornal, cuja leitura antecede qualquer
discurso no parlamento, é um grande e bom jornal, num grafismo elevado, que faz
dele o mais consciencializador dos diários nacionais, e o mais útil, porque
inteligente e solidário. Parabéns.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Perguntas no início do túnel
Que país é este, que tem um Presidente, com a necessidade lancinante, de
apelar à entreajuda da sociedade lusa, e à pedinchice, ou com outros
substantivos vaidosos, mas bolorentos, para matar a fome do seu povo? Em que
estado de saúde geral, se encontra o território sem rumo, e as suas almas indígenas perdidas, para que possamos atravessar
o anunciado túnel, feito de sombras e de alçapões, mesmo que um optimista
aldrabão, travestido de ministro, nos incite a atravessá-lo, apontando-nos uma
luz que mais ninguém enxerga? Não se sentirá, o agora alarmado Presidente, que
se diz de todos, senão chefe de um Estado, terceiro mundista, tipo burkina
faso? E o homem que nos diz, que governa, que confiança tem ele na lanterna de
pavio curto e luz abatida, que empunha no escuro, e com que nos incita a fazer
a travessia do túnel estreito e perigoso, para a terra que foi sujeita ao
saque, sem nos ter dado ou devolvido, o equipamento necessário, para o fazer,
em segurança e com confiança no futuro apontado? Por que motivo, escondida a
razão de tudo isto, vem agora o P.R. apelar, à solidariedade de uns para com
todos, e vice-versa, e não o fez enquanto governou, e na actual situação, junto
de quem tem o destino da nação exangue, obrigando-o a governar melhor e com
mais justiça, castigando até, quem depauperou as finanças públicas e as
famílias, que sofrem as consequências, por tantos anos de gestão criminosa, que
permitiu, que toda a riqueza acumulada por alguns, tivesse sido construída com
base na corrupção, ilegalidade, e no aproveitamento dos lugares que ocupavam
nas administrações da coisa pública e privada, e no sistema governativo? Porquê
ainda hoje, um e outro governante, não estancam objectivamente, as fraudes e o
compadrio alapado entre vários gabinetes influentes e decisores, e resgatam os
valores extorquidos, que encheram as contas bancárias de quem teve tal prática,
e não os levam diante da justiça, a mesma que é capaz de confiscar a sanita ou
o bidé do empobrecido compulsivamente? Porque continuam a pactuar com tal
sistema, e a mentir, ao povo caído na desgraça, acenando-lhes com o apelo ao
assistencialismo caridoso, como solução de tudo e de coisa nenhuma, que os
devia era, envergonhar? E na tal marcha para que fomos convidados a fazer,
através da treva, quantos se perderão, antes que a "lanterna mágica",
tão ao fundo do túnel labiríntico, e tão falsa quanto o sinaleiro, que só manda
"farol", se extinga? Qual deles tem moral sã, para responder a estas
interrogações?
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Um "meteorito"do outro mundo
Não ousem “tocar” na Casa da Música, por favor, que não têm dedos
educados para isso. Deixem-na sossegada, que o Norte saberá dar nota do recado,
sem a ruidosa, inoportuna e desaconselhada intromissão dos ignorados
"desconcertantes" de lisboa, e sempre desafinados, dos superiores
anseios do povo. O Porto em particular e o Norte em geral, dá filhos de
gabarito, e intelectuais famosos, que cheguem, para esmagar más vontades e
opções monstruosas, que as mentes erradas que governam, ousam impôr, brandindo
cifrões rapados como arma de arremesso e assassinas da Cultura, que os homens
do Norte e do Porto, levam avante com prestígio sonante. Desde artistas
plásticos, como soares dos reis, teixeira lopes, josé rodrigues, júlio resende,
ângelo de sousa, nadir afonso, josé guimarães, etc. Arquitectos como siza
vieira, alcino soutinho, fernando lanhas, souto de moura, etc. Escritores, como
almeida garrett, eça, ana hatherly, soeiro gomes, antónio nobre, josé gomes
ferreira, pedro homem de melo, sofia de mello, augustina, vasco graça moura,
rebordão navarro, alberto pimenta, e outros como eugénio - o poeta do amor -
que sendo beirão escolheu o porto para viver e morrer,etc. Cineastas como
manoel de oliveira, paulo rocha, cantautores como, sérgio godinho, josé mário,
pedro abrunhosa, rui veloso, etc. Compositores modernos como pedro osório,
antónio pinho vargas. Intérpretes clássicos como, guilhermina suggia, helena sá
e costa, pedro burmester, gente do teatro e da seiva trupe, etc. Ó meu deus !
vou parar, senão o exército é tão grande e talentoso, que a Lisboa, não
chegavam as muralhas fernandinas para se esconder por tamanha vergonha,
ajoelhada diante deste Norte imenso e de homens ilustres, o que nos dificulta a
nomeação de todos, e que nos desculpem pela omissão forçada. E é esta gente do
norte, que ordena aos ministros do sul, que nem tentem "tocar-lhe" e
esvaziá-la daquilo com que se compram os melões, se fazem concertos, se
engrandecem existências artísticas, e com que se alegram corações. Saibam os do
sul, para que possam ver e ouvir, qualidade, têm de esperar que os do norte,
desembarquem nos cais das tropas vencedoras, e das trupes criativas, carregadas
de projectos e de sonhos, de chouriços, alheiras e do sumo dos vinhedos, vindos
de lá para os lados, onde Torga se refugiou, entre "contos da montanha e
vindima", para morrer ao centro mas nunca ao sul. Todas as verbas, que são
devidas à Casa da Música, são mais bem empregues nas manifestações culturais
que sobem no "meteorito" do holandês, do que em submarinos alemães,
idiotas e fraudulentos. Não afundem na estupidez governativa, o nosso oxigénio
cultural. Em nome desta gente, que "trabalha a pedra e a terra", e
com a fala do norte, dizemos ao barítono ministro dos ministros, que faz coro
na coelheira de s.bento - "tá quietinho e caladinho, ou lebas no
focinho".
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