quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um "meteorito"do outro mundo



Não ousem “tocar” na Casa da Música, por favor, que não têm dedos educados para isso. Deixem-na sossegada, que o Norte saberá dar nota do recado, sem a ruidosa, inoportuna e desaconselhada intromissão dos ignorados "desconcertantes" de lisboa, e sempre desafinados, dos superiores anseios do povo. O Porto em particular e o Norte em geral, dá filhos de gabarito, e intelectuais famosos, que cheguem, para esmagar más vontades e opções monstruosas, que as mentes erradas que governam, ousam impôr, brandindo cifrões rapados como arma de arremesso e assassinas da Cultura, que os homens do Norte e do Porto, levam avante com prestígio sonante. Desde artistas plásticos, como soares dos reis, teixeira lopes, josé rodrigues, júlio resende, ângelo de sousa, nadir afonso, josé guimarães, etc. Arquitectos como siza vieira, alcino soutinho, fernando lanhas, souto de moura, etc. Escritores, como almeida garrett, eça, ana hatherly, soeiro gomes, antónio nobre, josé gomes ferreira, pedro homem de melo, sofia de mello, augustina, vasco graça moura, rebordão navarro, alberto pimenta, e outros como eugénio - o poeta do amor - que sendo beirão escolheu o porto para viver e morrer,etc. Cineastas como manoel de oliveira, paulo rocha, cantautores como, sérgio godinho, josé mário, pedro abrunhosa, rui veloso, etc. Compositores modernos como pedro osório, antónio pinho vargas. Intérpretes clássicos como, guilhermina suggia, helena sá e costa, pedro burmester, gente do teatro e da seiva trupe, etc. Ó meu deus ! vou parar, senão o exército é tão grande e talentoso, que a Lisboa, não chegavam as muralhas fernandinas para se esconder por tamanha vergonha, ajoelhada diante deste Norte imenso e de homens ilustres, o que nos dificulta a nomeação de todos, e que nos desculpem pela omissão forçada. E é esta gente do norte, que ordena aos ministros do sul, que nem tentem "tocar-lhe" e esvaziá-la daquilo com que se compram os melões, se fazem concertos, se engrandecem existências artísticas, e com que se alegram corações. Saibam os do sul, para que possam ver e ouvir, qualidade, têm de esperar que os do norte, desembarquem nos cais das tropas vencedoras, e das trupes criativas, carregadas de projectos e de sonhos, de chouriços, alheiras e do sumo dos vinhedos, vindos de lá para os lados, onde Torga se refugiou, entre "contos da montanha e vindima", para morrer ao centro mas nunca ao sul. Todas as verbas, que são devidas à Casa da Música, são mais bem empregues nas manifestações culturais que sobem no "meteorito" do holandês, do que em submarinos alemães, idiotas e fraudulentos. Não afundem na estupidez governativa, o nosso oxigénio cultural. Em nome desta gente, que "trabalha a pedra e a terra", e com a fala do norte, dizemos ao barítono ministro dos ministros, que faz coro na coelheira de s.bento - "tá quietinho e caladinho, ou lebas no focinho".

                                          

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