Os reaccionários não desapareceram, nem reformaram-se ou passaram de
moda. Dois leitores do JN de 13/06/2013 pronunciaram-se por carta menor que o
jornal publicou na maior, e insurgiram-se contra os sindicatos e o seu método
de acção. Supomos que por uma falha de consciência política ou por terem a
barriga demasiado cheia que não os deixam pensar. Os leitores Padilha com o
Costa a reforçar, não nutrem qualquer "amor ao sindicalismo" e acham
que a "sobrevivência da democracia" resolve-se com a eliminação dos
sindicatos, e mais concrectamente, com a demissão das "avoilas, dos
nogueiras, helenas, nobres", pois entendem que com estes personagens fora
das direcções das Centrais, que conjugam medidas e orientam a luta pelos
direitos laborais e sociais, dos que trabalham e constroem as vias e assentam
as vigas do futuro que se quer mais seguro, o país estaria melhor e seria até
um paraíso. Impõe-se perguntar a esses dois "padilhas ou pandilhas"
se no regime político do Estado Novo, que trouxe o país até Abril de 74 na pior
miséria, pobreza e atraso em todos os segmentos da vida colectiva, em que não
era permitido o Sindicalismo como o conhecemos hoje, nem reivindicações por
melhores condições de vida, se tal estado de atraso "desse" país se
deveu à existência das "avoilas, nogueiras, helenas,nobres" e outros
dirigentes sindicais, agora eleitos democráticamente e porque se dispõem
presentes, como hoje nos é consentido ter e ver. É nosso entendimento, que
leitores frívolos como os mencionados e que se expressaram no JN, nos termos em
que o fizeram, é que são prejudiciais e são travão do progresso e só "prejudicam
o ritimo do país".
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