quinta-feira, 13 de junho de 2013

Amor à sobrevivência


Os reaccionários não desapareceram, nem reformaram-se ou passaram de moda. Dois leitores do JN de 13/06/2013 pronunciaram-se por carta menor que o jornal publicou na maior, e insurgiram-se contra os sindicatos e o seu método de acção. Supomos que por uma falha de consciência política ou por terem a barriga demasiado cheia que não os deixam pensar. Os leitores Padilha com o Costa a reforçar, não nutrem qualquer "amor ao sindicalismo" e acham que a "sobrevivência da democracia" resolve-se com a eliminação dos sindicatos, e mais concrectamente, com a demissão das "avoilas, dos nogueiras, helenas, nobres", pois entendem que com estes personagens fora das direcções das Centrais, que conjugam medidas e orientam a luta pelos direitos laborais e sociais, dos que trabalham e constroem as vias e assentam as vigas do futuro que se quer mais seguro, o país estaria melhor e seria até um paraíso. Impõe-se perguntar a esses dois "padilhas ou pandilhas" se no regime político do Estado Novo, que trouxe o país até Abril de 74 na pior miséria, pobreza e atraso em todos os segmentos da vida colectiva, em que não era permitido o Sindicalismo como o conhecemos hoje, nem reivindicações por melhores condições de vida, se tal estado de atraso "desse" país se deveu à existência das "avoilas, nogueiras, helenas,nobres" e outros dirigentes sindicais, agora eleitos democráticamente e porque se dispõem presentes, como hoje nos é consentido ter e ver. É nosso entendimento, que leitores frívolos como os mencionados e que se expressaram no JN, nos termos em que o fizeram, é que são prejudiciais e são travão do progresso e só "prejudicam o ritimo do país".


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