Desde que a miséria, instalada e consentida, se multiplicou por n, em Portugal, e pela entrada em vigor
dos novos roubos governamentais, e do avanço em paralelo da austeridade, que, ao
abrir as portas das casas, tipo, barracas desoladas, dos indígenas que há muito
não são vistos nem achados, pelos vizinhos, amigos (se os teve), na rua, no
trabalho (quem o tinha), ou nos locais por onde costumavam "serem
sinalizados", encontramos tarde e a más horas, repetidamente, os seus
moradores, mortos. Pessoas, que ainda estavam na idade, que permite e se merece,
ser feliz. Outras, morrem abandonadas na indiferença de um riacho qualquer, com
um caudal de água apenas suficiente para dar de beber às galinhas, mas nunca
para afogar uma pessoa. Ainda, de morte estranha e quase colectivas, entre mães
e filhos. Por me parecer, que algo vai muito mal, e é coisa velha que se sente
na pele e na alma, que o coração carrega, que há mistério de vida, nesta forma
de sucumbir, as perguntas que faço, são: - "de que estão a morrer os
portugueses, esvaziados de esperança, e ainda longe do fim, determinado de
jeito natural? Quais as verdadeiras e profundas causas que (n)os levam à morte,
tão cedo e tão sós, no meio de tanto silêncio e de sombra, e aparentemente,
aceite"? - Estará alguém competente no governo de portugal, devidamente
atento a estes horríveis acontecimentos e desumanos desfechos, com conhecimento
capaz, e de capaz consciência, para responder e desvendar tal mistério, ou
acharão todos, que assobiar para o lado, é solução, porque tudo é, isso mesmo,
natural? Não é antes, o País, que está de rastos, vai doente, e se tornou
promotor de desgostos?
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