quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A Legenda da Foto


A legenda por debaixo da foto que ilustra a notícia, não abona nada de decente a favor do "artista" e do jornal que a consente. Um GNR ali identificado, foi condenado e bem, por mais uma morte, ontem de negros agora de cigano, com arma de fogo usada sem critério e sem competência, por mais um elemento das forças policiais e de perseguição ao crime. Sabemos há muito e já o dissemos repetidas vezes quantas as negadas pelo jornal em as publicar, que os membros seleccionados para integrar as polícias em portugal, são escolhidos entre bons e marginais por métodos que têm em conta mais a necessidade do que a qualidade do homem. Vai daí, qualquer um que não tem habilitação adequada para arranjar emprego na sociedade civil, concorre à farda de GNR ou PSP, sem que nos exames e nas provas específicas a que os submetem seja detectado o perfil desejado ou se de um potencial marginal, como mais tarde se vem a verificar. Falamos do perfil intelectual e psicológico do candidato. Agora o folclore. Corre por aí uma "onda solidária" com este  outro soldado, que atira de qualquer maneira para tudo quanto mexe, e na aventura que persegue, mata pelo caminho. O relatório irá dizer depois, que atirou para o ar. A gente já sabe como é. A bala sobe no ar que nem balão, e na queda livre e vagabunda, mata um ocupante de viatura em fuga. Ou então, atiram para os pneus, mas a "carroça a motor suspeita" e que foge sem o cão atrelado como antigamente, não há meio de parar. Continua a fugir cheia de bens, de maldades, de estigmas, de culpa e de medo. Então sob a pressão do dedo mal treinado, lá se solta "acidentalmente" o tiro fatal, dirá o inquérito aberto a este propósito. Mas o que incomoda ainda, é ver no jornal a foto do agente incriminado, mártir aos olhos da corporação, com a legenda -"H.E. condenado por matar filho de ladrões". A pergunta que a decência e a ética exige que se faça, é;- O filho de ladrão não merece outro tratamento, não vale nada? É um condenado à morte pela nascença descriminada sem dó nem piedade? Tem o jornal ou o autor da notícia o direito de o decretar, solidarizando-se com os esquadrões militares e justiceiros? Fica a pergunta e o JN que responda se o entender fazer, ou negue a publicação desta carta, talvez incorrecta também.

 

-p.s(quem assina quem a petição e ajuda ao recurso para o Supremo T.Justiça, senão os seus pares?)

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