A legenda por debaixo da foto que ilustra a notícia, não abona nada de
decente a favor do "artista" e do jornal que a consente. Um GNR ali
identificado, foi condenado e bem, por mais uma morte, ontem de negros agora de
cigano, com arma de fogo usada sem critério e sem competência, por mais um
elemento das forças policiais e de perseguição ao crime. Sabemos há muito e já
o dissemos repetidas vezes quantas as negadas pelo jornal em as publicar, que
os membros seleccionados para integrar as polícias em portugal, são escolhidos
entre bons e marginais por métodos que têm em conta mais a necessidade do que a
qualidade do homem. Vai daí, qualquer um que não tem habilitação adequada para
arranjar emprego na sociedade civil, concorre à farda de GNR ou PSP, sem que
nos exames e nas provas específicas a que os submetem seja detectado o perfil
desejado ou se de um potencial marginal, como mais tarde se vem a verificar.
Falamos do perfil intelectual e psicológico do candidato. Agora o folclore.
Corre por aí uma "onda solidária" com este outro soldado, que atira de qualquer maneira
para tudo quanto mexe, e na aventura que persegue, mata pelo caminho. O
relatório irá dizer depois, que atirou para o ar. A gente já sabe como é. A
bala sobe no ar que nem balão, e na queda livre e vagabunda, mata um ocupante
de viatura em fuga. Ou então, atiram para os pneus, mas a "carroça a motor
suspeita" e que foge sem o cão atrelado como antigamente, não há meio de
parar. Continua a fugir cheia de bens, de maldades, de estigmas, de culpa e de
medo. Então sob a pressão do dedo mal treinado, lá se solta
"acidentalmente" o tiro fatal, dirá o inquérito aberto a este
propósito. Mas o que incomoda ainda, é ver no jornal a foto do agente
incriminado, mártir aos olhos da corporação, com a legenda -"H.E.
condenado por matar filho de ladrões". A pergunta que a decência e a ética
exige que se faça, é;- O filho de ladrão não merece outro tratamento, não vale
nada? É um condenado à morte pela nascença descriminada sem dó nem piedade? Tem
o jornal ou o autor da notícia o direito de o decretar, solidarizando-se com os
esquadrões militares e justiceiros? Fica a pergunta e o JN que responda se o
entender fazer, ou negue a publicação desta carta, talvez incorrecta também.
-p.s(quem assina quem a petição e ajuda ao recurso para o Supremo
T.Justiça, senão os seus pares?)
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