Ao organizar uma Conferência sobre o "desmantelamento do
Estado" conforme o conhecemos e vivemos, assente ainda e em parte no que
resta da Constituição, a sombra executiva de Passos Coelho, convocou sob
convite, uma dúzia de pessoas vip, que ele entende serem mobilizadoras da
Economia, e salvadoras da pátria frouxa, a quem chama de "sociedade
civil", que não representam outra coisa senão os seus interesses. É sabido,
que este governo não quer por várias razões e as de sobrevivência incluídas,
que os jornalistas "escrevam fora do penico", e por isso não permitiu
que o trabalho dos media presentes, fosse feito dentro do critério e dos
valores deontológicos que aos jornalistas cabe ter e aplicar, responsávelmente,
e vai daí, "expulsou-os" da cobertura noticiosa, na íntegra, no
Palácio da Foz, em Lisboa, embora os deixassem permanecer colados às cadeiras,
caso o desejassem fazer segundo as regras enumeradas pela Sofia. Deste modo e a
"pensar no futuro", a Sofia do PSD, com voz e a passo de coelho, em
obediência à pretensão do govêrno, contêxtualizou e impôs o silêncio e
desenhou, a figura de corpo presente a adoptar pelos órgãos de informação para
se manterem na sala, não lhes permitindo sequer, a captação do barulho que faz,
colocar a mordaça. Enquanto a Sofia expunha as regras do "lápis
ressuscitado", na Conferência privada e a convite, a sociedade civil de
facto, que se manifestava entredentes e com cartazes, no exterior, regressou às
feiras, onde pode fazer o barulho que achar apropriado, e até usar megafone
para se fazer ouvir mais alto e mais longe, para vender o seu riscado, tal como
faz o primeiro- ministro e o seu partido, com ou sem "moedas" como
troco. Portugal, vai a caminho do futuro, envolto num tecido pouco transparente
e contrafeito, e “os jornalistas é que têm a culpa”. Serão? Ou será que tudo não
passa de “conversa entre uma elite de
feirantes, reunidos num palácio, a conferenciar sobre tachos”?

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