Já quase tudo vai sendo dito e redito sobre "Madiba". Não há
palavra, discurso ou elogio por encontrar nas bibliotecas e excelsos arquivos,
que não tenha sido usado para enaltecer a grandeza do Homem, Nelson Mandela - a
maior personalidade de África desde o norte até ao sul protagonizada nestes
dois séculos, e um dos mais elevados exemplos de vida e de humanismo de sempre.
Parece que não há ninguém indiferente ao acontecimento, e que não seja de
repente especialista em "Mandelismo". Todos se repetem, mas cada qual
julga-se mais entendido na matéria histórica e na obra do mortal. Até eu
poderia pôr-me aqui a recitar o seu percurso, e outra coisa não faria senão
repetir. Tornáva-me igual aos demais, mesmo àqueles que sobre ele se pronunciam
e que nem sequer eram nascidos quando o líder histórico e perigoso activista
era notícia no mundo, e pesado silêncio em Portugal. Passos Coelho é no caso,
um deles. Mas da minha parte, e a fim de combater a ignorância, que trago por
dentro e que escondo da lapela, sobre o Homem negro, mártir e herói, que agora
recolheu ao lugar da memória eterna, vou estar atento ao que diz e vai dizendo
o nosso presidente Cavaco Silva, que, como é sabido, é homem de luta e de
convicções fortes, também, e desde o tempo em que fardou o caqui. E uma coisa
extraodinária já aprendi com ele. Quando acordou, descobriu, e começou a
mastigar de que há homens que são maior exemplo na Vida do que outros. E bastou
falar em algarvês e não em africâner, para que nós o admirássemos, agora mais e
com maior respeito. Quem se pronuncia com tão elevado conhecimento e igual
moral, que difere da que tomou há uns anos em conluio com os E.U e a
Inglaterra,deve ser escutado com muita fé e com a esperança de que ele venha a
imitar o ex-presidente histórico da África do Sul, Nelson Mandela, e
libertar-nos da miséria em que vivemos. Seria de Homem!
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