segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"Leões ou Lagartos"


O Sporting Club de Portugal, não é uma casa de loucos, mas uma arrecadação de maçãs pôdres, a arder. De animal feroz tem pouco, embora de lagartixa tenha rasto considerável, que se vai apagando. De um passado algo glorioso, mas do qual a actual geração nada sabe, e de uma anterior que já não se lembra, ninguém faz a mínima ideia, de que é que o clube verde e branco, se vangloria, e onde se serve para ir beber motivação. À excepção do atletismo e de Moniz Pereira, quem recorda o SCP como um grande, no futebol de Portugal? Desde Laszlo Boloni, último treinador a ganhar a Liga, que por aquela agremiação, passaram e se trucidaram, tantos treinadores, quantos jogadores são precisos para formar uma equipa para competir. Vamos à lista ou plantel de despedidos; - Fernando Santos, Peseiro, Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, José Couceiro, Domingos, Sá Pinto, Oceano(!), Vercauteren, e agora, Jesualdo Ferreira. Onze ao todo. Se compararmos a "normalidade" desta procissão de técnicos, que em Alvalade carregaram o andor leonino e pesado, na tentativa de levar o clube, de volta ao altar do título, que o faz orgulhoso, com a "normalidade" no Manchester United, clube inglês com mais e melhor palmarés, que mantém o mesmo "mister" há já longos 26 anos, o escocês Alex Ferguson, concluíremos, que em Portugal há clubes de futebol que são geridos com os pés, e por autênticos anjinhos. Com a sua centena de milhares de sócios, que só podem reviver da história longínqua, o SCP, revela-se hoje no complexo desportivo, como uma Associação de perdidos, apenas capazes de permitirem alguma fantasia e aventura, a um qualquer falso messias, prometedor de sucessos, e delapidador de finanças e orçamentos, e só proporcionar experiências a técnicos de tácticas sem êxito, no desemprego, e à procura da realização do sonho de serem de novo campeões, após o longo jejum de mais de uma dezena de anos a atravessar o deserto, onde o lagarto ainda sobrevive melhor, que o leão sem garras, e que já não reina como outrora, num terreno onde algo vai pôdre, pior que maçãs. Um clube, uma colectividade, ou associação, não pode viver sempre à sombra da sua velha história, esquecida na prateleira, senão, acaba em hasta pública, com todo o espólio penhorado, e com Direcções, que fecham contratos, sucessivamente, com a "anormalidade".

                                   

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