O Sporting Club de Portugal, não é uma casa de loucos, mas uma
arrecadação de maçãs pôdres, a arder. De animal feroz tem pouco, embora de
lagartixa tenha rasto considerável, que se vai apagando. De um passado algo
glorioso, mas do qual a actual geração nada sabe, e de uma anterior que já não
se lembra, ninguém faz a mínima ideia, de que é que o clube verde e branco, se
vangloria, e onde se serve para ir beber motivação. À excepção do atletismo e
de Moniz Pereira, quem recorda o SCP como um grande, no futebol de Portugal?
Desde Laszlo Boloni, último treinador a ganhar a Liga, que por aquela agremiação,
passaram e se trucidaram, tantos treinadores, quantos jogadores são precisos
para formar uma equipa para competir. Vamos à lista ou plantel de despedidos; -
Fernando Santos, Peseiro, Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, José Couceiro,
Domingos, Sá Pinto, Oceano(!), Vercauteren, e agora, Jesualdo Ferreira. Onze ao
todo. Se compararmos a "normalidade" desta procissão de
técnicos, que em Alvalade carregaram o andor leonino e pesado, na tentativa de
levar o clube, de volta ao altar do título, que o faz orgulhoso, com a "normalidade"
no Manchester United, clube inglês com mais e melhor palmarés, que mantém o
mesmo "mister" há já longos 26 anos, o escocês Alex Ferguson,
concluíremos, que em Portugal há clubes de futebol que são geridos com os pés,
e por autênticos anjinhos. Com a sua centena de milhares de sócios, que só
podem reviver da história longínqua, o SCP, revela-se hoje no complexo
desportivo, como uma Associação de perdidos, apenas capazes de permitirem
alguma fantasia e aventura, a um qualquer falso messias, prometedor de
sucessos, e delapidador de finanças e orçamentos, e só proporcionar
experiências a técnicos de tácticas sem êxito, no desemprego, e à procura da
realização do sonho de serem de novo campeões, após o longo jejum de mais de
uma dezena de anos a atravessar o deserto, onde o lagarto ainda sobrevive
melhor, que o leão sem garras, e que já não reina como outrora, num terreno onde
algo vai pôdre, pior que maçãs. Um clube, uma colectividade, ou associação, não
pode viver sempre à sombra da sua velha história, esquecida na prateleira,
senão, acaba em hasta pública, com todo o espólio penhorado, e com Direcções,
que fecham contratos, sucessivamente, com a "anormalidade".

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