Na Liga de Espanha, Mourinho, o técnico do Real Madrid, não contente com
a prestação do seu portero, o ìcone Casillas, e nada impressionado com a
sua auréola de S.Iker, entre os adeptos merengues, substituíu-o, por Ádan ou
adão, ao fim de um percurso que parecia intocável, no lugar que era até então o
seu paraíso - a baliza. Jesus, no Benfica, demora a perceber que o seu
guarda-redes, não é homem para defender o véu da noiva, nem de outros milagres.
Mourinho tem uma personalidade que lhe permite saber o que quer e quando,
enquanto na Luz, o Jesus vê-se e deseja-se para entender o colorido que só se descobre
longe do apagão que encheu com tristeza os lampiões, a última época desportiva.
Na jogada de todo o insucesso no passado, Artur, o guardião dos encarnados, foi
quem não correspondeu às expectativas que nele se depositava, e no jogo da
época actual no estádio da águia, voltou a não corresponder, e voou baixo, de
tal modo que ia transformando em desastre mais uma vez, o derby, que opunha
azuis crentes, a vermelhos desesperados. Mas enquanto em Espanha, Mou, não
hesita em pôr no banco o dono habitual das redes madridistas, o mister
benfiquista, depois de despachar Moreira e César, que não perdiam em qualidade
para o actual e principal guardião, teima em mantê-lo sob os postes, debaixo do
nervosismo e do seu pouco jeito dentro da baliza com as mãos, e de jogar com os
pés fora dela. Sempre que se confrontam, águias e dragões, os benfiquistas
ficam "arturdoados". E não é para menos!
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