Que país é este, que tem um Presidente, com a necessidade lancinante, de
apelar à entreajuda da sociedade lusa, e à pedinchice, ou com outros
substantivos vaidosos, mas bolorentos, para matar a fome do seu povo? Em que
estado de saúde geral, se encontra o território sem rumo, e as suas almas indígenas perdidas, para que possamos atravessar
o anunciado túnel, feito de sombras e de alçapões, mesmo que um optimista
aldrabão, travestido de ministro, nos incite a atravessá-lo, apontando-nos uma
luz que mais ninguém enxerga? Não se sentirá, o agora alarmado Presidente, que
se diz de todos, senão chefe de um Estado, terceiro mundista, tipo burkina
faso? E o homem que nos diz, que governa, que confiança tem ele na lanterna de
pavio curto e luz abatida, que empunha no escuro, e com que nos incita a fazer
a travessia do túnel estreito e perigoso, para a terra que foi sujeita ao
saque, sem nos ter dado ou devolvido, o equipamento necessário, para o fazer,
em segurança e com confiança no futuro apontado? Por que motivo, escondida a
razão de tudo isto, vem agora o P.R. apelar, à solidariedade de uns para com
todos, e vice-versa, e não o fez enquanto governou, e na actual situação, junto
de quem tem o destino da nação exangue, obrigando-o a governar melhor e com
mais justiça, castigando até, quem depauperou as finanças públicas e as
famílias, que sofrem as consequências, por tantos anos de gestão criminosa, que
permitiu, que toda a riqueza acumulada por alguns, tivesse sido construída com
base na corrupção, ilegalidade, e no aproveitamento dos lugares que ocupavam
nas administrações da coisa pública e privada, e no sistema governativo? Porquê
ainda hoje, um e outro governante, não estancam objectivamente, as fraudes e o
compadrio alapado entre vários gabinetes influentes e decisores, e resgatam os
valores extorquidos, que encheram as contas bancárias de quem teve tal prática,
e não os levam diante da justiça, a mesma que é capaz de confiscar a sanita ou
o bidé do empobrecido compulsivamente? Porque continuam a pactuar com tal
sistema, e a mentir, ao povo caído na desgraça, acenando-lhes com o apelo ao
assistencialismo caridoso, como solução de tudo e de coisa nenhuma, que os
devia era, envergonhar? E na tal marcha para que fomos convidados a fazer,
através da treva, quantos se perderão, antes que a "lanterna mágica",
tão ao fundo do túnel labiríntico, e tão falsa quanto o sinaleiro, que só manda
"farol", se extinga? Qual deles tem moral sã, para responder a estas
interrogações?
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