segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Perguntas no início do túnel


Que país é este, que tem um Presidente, com a necessidade lancinante, de apelar à entreajuda da sociedade lusa, e à pedinchice, ou com outros substantivos vaidosos, mas bolorentos, para matar a fome do seu povo? Em que estado de saúde geral, se encontra o território sem rumo, e as suas  almas indígenas perdidas, para que possamos atravessar o anunciado túnel, feito de sombras e de alçapões, mesmo que um optimista aldrabão, travestido de ministro, nos incite a atravessá-lo, apontando-nos uma luz que mais ninguém enxerga? Não se sentirá, o agora alarmado Presidente, que se diz de todos, senão chefe de um Estado, terceiro mundista, tipo burkina faso? E o homem que nos diz, que governa, que confiança tem ele na lanterna de pavio curto e luz abatida, que empunha no escuro, e com que nos incita a fazer a travessia do túnel estreito e perigoso, para a terra que foi sujeita ao saque, sem nos ter dado ou devolvido, o equipamento necessário, para o fazer, em segurança e com confiança no futuro apontado? Por que motivo, escondida a razão de tudo isto, vem agora o P.R. apelar, à solidariedade de uns para com todos, e vice-versa, e não o fez enquanto governou, e na actual situação, junto de quem tem o destino da nação exangue, obrigando-o a governar melhor e com mais justiça, castigando até, quem depauperou as finanças públicas e as famílias, que sofrem as consequências, por tantos anos de gestão criminosa, que permitiu, que toda a riqueza acumulada por alguns, tivesse sido construída com base na corrupção, ilegalidade, e no aproveitamento dos lugares que ocupavam nas administrações da coisa pública e privada, e no sistema governativo? Porquê ainda hoje, um e outro governante, não estancam objectivamente, as fraudes e o compadrio alapado entre vários gabinetes influentes e decisores, e resgatam os valores extorquidos, que encheram as contas bancárias de quem teve tal prática, e não os levam diante da justiça, a mesma que é capaz de confiscar a sanita ou o bidé do empobrecido compulsivamente? Porque continuam a pactuar com tal sistema, e a mentir, ao povo caído na desgraça, acenando-lhes com o apelo ao assistencialismo caridoso, como solução de tudo e de coisa nenhuma, que os devia era, envergonhar? E na tal marcha para que fomos convidados a fazer, através da treva, quantos se perderão, antes que a "lanterna mágica", tão ao fundo do túnel labiríntico, e tão falsa quanto o sinaleiro, que só manda "farol", se extinga? Qual deles tem moral sã, para responder a estas interrogações?

                                           

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