quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Até que enfim!



O homem comum, aquele que procura no dia-adia, uma resposta para a sua frustração, como quem procura alimento no caixote dos desperdícios, para sossegar o corpo e a alma, e pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado, interroga-se por que razão só agora é que a magistrada Cândida Almeida "vai a despacho", com pré-aviso, se ao fim de mais de uma dezena de anos, fartou-se de procurar ser protagonista na área, que requer maior sigilo, discricção, e pouca conversa? Achei sempre que essa personagem, vá-se lá saber porquê, uma vez que sou um néscio na matéria delicada e de élite, como é a área da Justiça, que a digníssima mulher, comportava-se, mais como, almeida do que como cândida, quando lhe apontavam um microfone áqueles lábios de Betty Boop. Vi sempre nela, uma tagarela, que falava pelos cotovêlos, e num misto de ingenuidade e de leviandade, teatral. Sobre ela, repartem-se as opiniões. Uns, que é uma mulher corajosa, por este ou aquele processo que enfrentou, ou deixou prescrever. Outros, que proferia baboseiras, tais como - "em portugal não há corrupção, nem políticos corruptos". Quer-me parecer, que nunca foi isenta, e que, com as costas guardadas pelo seu superior, que também ele durou tempo a mais no cargo, protegeu um ou outro membro do governo anterior. Joana Marques Vidal, esta sim, parece-me uma Juíza com coragem e seriedade, que já deu sinal, e já (lhe) comunicou, que não haverá recondução no cargo, da Magistrada, que manifestava falta de visão, não sem antes a submeter a um inquérito disciplinar. Esta relação estreita entre a Magistrada que está de saída, e o anterior Procurador- Geral, tem similitude, com aquela que há, entre Passos Coelho e Miguel Relvas. O que é que unia aquele par, e que ninguém ainda sabe, e o que é que mantém unidos os actuais dois governantes, que ninguém os desata? Será que há uma estória de "swing" pelo poder, por detrás disto, ou uma simples caminhada académica, suspeita, de ganância teimosa, que legitima a dúvida do homem comum, que procura no caixote da vida incerta, maior justiça e pão para os seus, ou apenas modo de recuperar o que lhe foi roubado, e o atirou para debaixo da ponte, e que vê nestes governantes da coisa pública, os culpados pelo descalabro do país e do empobrecimento do povo? Quem me dera saber, para pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado.

                                  

 

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