segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O ministro que faz Ma(n)chete

Já tudo ou quase tudo foi dito sobre o Rui Machete, o MNE de Portugal, e a sua actuação desastrada enquanto "elefante dentro de um armazém de loiça delicada" e com motivos africanos. Este ministro, recuperado de uma prateleira ou de um álbum do passado, beneficia mesmo assim da protecção e do estranho apoio, dos que têm a obrigação e o dever de salvar o regime e o bom nome do país, e não de contribuir para a acentuação da humilhação e da sua gente. Mas a condenação generalizada sobre o comportamento do Ministro Machete, não terá efeitos a curto prazo, como é do costume por cá. E o costume, é irem embora, demitirem-se, mas só ao fim de muito empurrão e com contas bem feitas a seu favor. Noutros países, idênticos incidentes graves ou abusivas ingerências cometidas por parte de um membro do governo, não ultrapassariam as 24horas para o levar a apresentar a sua demissão ou ser demitido e sem louvor. Tal medida seria tomada noutros países e não aqui. Jorge Jesus será dispensado do Benfica mais cedo e por menor responsabilidade. Mas isso são outros desportos e com interesses menos sérios e abrangentes. A questão que nos leva a pronunciar também sobre esta diplomacia sem tacto, feita com os pés e subserviente, é o insulto feito a Portugal a partir de "O Jornal de Angola" pela pena de um jornalista subserviente à recomendação dada. Ao contrário do que diz o comentador mor, Marcelo Rebelo de Sousa, que o "Jornal de Angola" não é o governo angolano, pensamos que tal jornal, constituíu-se um órgão de defesa do ministro luso, e constitui-se porta- voz do interesse político angolano. Mais grave ainda, quando dispara a calúnia negra e ofende o M.P e a P.G.R, sindicatos da classe e o que mais se verá, exigindo até uma forma de actuação da nossa Justiça, para esta "tramóia", como eles consideram, contra figuras ou figurões do Regime de Angola, feita pelas Leis do Estado português. Seria bom perguntar ao jornalista-assessor e ao director do "Jornal do regime do eterno presidente de Angola", o que aconteceria se idêntica "tramóia" se passasse em Luanda e nos seus tribunais, entidades ou instituições da Justiça, visando cidadãos lusos de relevo ou não, ou se só teríamos conhecimento da "estória" quando fossem enfiados numa cela de um musseque secreto da periferia da sua capital e se denunciado por um jornalista local, dissidente e perseguido?


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