Já tudo ou quase tudo foi dito sobre o Rui Machete, o MNE de Portugal, e
a sua actuação desastrada enquanto "elefante dentro de um armazém de loiça
delicada" e com motivos africanos. Este ministro, recuperado de uma
prateleira ou de um álbum do passado, beneficia mesmo assim da protecção e do
estranho apoio, dos que têm a obrigação e o dever de salvar o regime e o bom
nome do país, e não de contribuir para a acentuação da humilhação e da sua
gente. Mas a condenação generalizada sobre o comportamento do Ministro Machete,
não terá efeitos a curto prazo, como é do costume por cá. E o costume, é irem
embora, demitirem-se, mas só ao fim de muito empurrão e com contas bem feitas a
seu favor. Noutros países, idênticos incidentes graves ou abusivas ingerências
cometidas por parte de um membro do governo, não ultrapassariam as 24horas para
o levar a apresentar a sua demissão ou ser demitido e sem louvor. Tal medida
seria tomada noutros países e não aqui. Jorge Jesus será dispensado do Benfica
mais cedo e por menor responsabilidade. Mas isso são outros desportos e com
interesses menos sérios e abrangentes. A questão que nos leva a pronunciar
também sobre esta diplomacia sem tacto, feita com os pés e subserviente, é o
insulto feito a Portugal a partir de "O Jornal de Angola" pela pena
de um jornalista subserviente à recomendação dada. Ao contrário do que diz o
comentador mor, Marcelo Rebelo de Sousa, que o "Jornal de Angola" não
é o governo angolano, pensamos que tal jornal, constituíu-se um órgão de defesa
do ministro luso, e constitui-se porta- voz do interesse político angolano.
Mais grave ainda, quando dispara a calúnia negra e ofende o M.P e a P.G.R, sindicatos
da classe e o que mais se verá, exigindo até uma forma de actuação da nossa
Justiça, para esta "tramóia", como eles consideram, contra figuras ou
figurões do Regime de Angola, feita pelas Leis do Estado português. Seria bom
perguntar ao jornalista-assessor e ao director do "Jornal do regime do
eterno presidente de Angola", o que aconteceria se idêntica
"tramóia" se passasse em Luanda e nos seus tribunais, entidades ou
instituições da Justiça, visando cidadãos lusos de relevo ou não, ou se só teríamos
conhecimento da "estória" quando fossem enfiados numa cela de um
musseque secreto da periferia da sua capital e se denunciado por um jornalista
local, dissidente e perseguido?
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