quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Capitulação

Portugal nação valente, com a actual governação é um país subserviente, e na hora de se pôr de cócoras ou de joelhos a lamber os tacões da Merkel, da coroa inglesa, ou os botins do Soba, aí está ele em todo o seu esplendor. Já não bastavam os crimes dos polícias arquivados ou escondidos nas secretarias dos quartéis à espera de absolvição e arquivamento ou prescrição pelos tribunais, as fraudes VIP, etc. agora acrescenta-lhe a decisão assente num real artifício encontrado, para reabrir o processo do desaparecimento da rapariga Madeleine, a garota turista abandonada à sua sorte no All Garve, enquanto os pais abancavam e se recriavam num restaurante confortável. Mas se isto não arrepia o suficiente, vem agora novo e tão real artifício quanto o anterior e com contornos a que nem o Sepp Blatter, presidente da FIFA resistia a parodiar. A "Justiça Superior" portuguesa submetida às pressões do governo de angola através do seu jornal oficial e porta voz do timoneiro e grande irmão naquela nação africana, demonstra toda a sua veia contorcionista quando a mandam subir para os pratos da balança de olhos vendados, no contencioso sério em que se transformou o relacionamento entre os dois países acerca dos casos mal explicados que envolve gente séria e outra que quer parecer ser. A lição que se pode tirar para já, enquanto não for explicado à luz da verdade tudo à opinião pública, é que Portugal nação valente, claudicou na defesa intransigente dos seus valores e independência como país soberano(!) e mais uma vez ridicularizou-nos perante a dependência do mais forte, que como é normal, venceu. A Procuradora Geral da República, que se adivinha também sofreu pressões, manchando a memória do seu pai, de voz grossa passou a piar mais fino ou nem piou mais, e mandou arquivar o luso-afro e polémico processo, que já vinha "ma(n)chetado" e manchado mas que agora é negro e constitui uma nódoa na história da Justiça portuguesa. Blatter já tem mais um motivo forte para "aFInFAr" no modo de ser e de estar dos portugueses e divertir-se à grande e à angolana.


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