terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Na morte de "jaimite"



Um ou outro meio de informação diz; " morreu o comando, que manteve Abril no 25 de novembro de 75". Dizemos nós, que também somos gente e temos voz autónoma, que morreu o "comando" que travou a marcha da Revolução de Abril que se propunha eliminar os abusos ditatoriais e reaccionários, e com os sobreviventes do velho regime ou dele herdeiros. Se Jaime Neves, em vez de ser um militar do antigo regime, tivesse sido cozinheiro, talvez Abril hoje, não cheirasse tanto a esturro, e não encontrasse Portugal a definhar e a sua pobre gente, porque foi entregue à cambada velha e à bicharada nova, que tem conduzido o País desde então, á desgraça, envolto em corrupção e compadrio do mais fino recorte, em tudo quanto é Administração da coisa pública, absolutamente dependente e de mão estendida, com o seu povo empobrecido cada vez mais, despojado dos seus haveres, e de ter entregado todo o ouro aos bandidos, que todos os dias se vê obrigado a penhorá-los ou vendê-los às escondidas, para cumprir obrigações fiscais e prestacionais, e mil pressões que o entalam, como as de dar de comer aos filhos, e de os manter activos na sua caminhada educacional e com saúde, para que não sintam a falta das coisas básicas, até que a corda aguente, e o suicídio continue adiado. Elogiado pela Direita que tanto lhe deve, nesta democracia(!) que só serve a exploração do homem simples português, o "abominável jaime das neves" leva com ele para o mundo onde se acertam as contas, histórica culpa, por termos caído no (E)estado deplorável em que nos despenhámos. Subserviência e pobreza generalizada, foi no que deu a sua "heroicidade", que lhe vale agora rasgados louvores dos beneficiados, que já não pode juntar aos atribuídos, por sectores que estão muito agradecidos, de todos os favores e desvarios com(o) que têm governado desde que aquele enublado novembro permitiu à canalha e demais ganapada, que nunca vergou a espinha, ascender ao Poder, e feito a caldeirada e outros guizados, que só servem a mesa do grande capital. Ascenção ao poder, de uma classe política oportunista, das jotas partidárias, incompetente, que desvastaram toda a riqueza e recursos nacionais, em proveito próprio e dos "empreiteiros ou entourage" que os trazem bem escorados, e na redoma da impunidade até hoje. O e(E)stado em que nos encontrámos, a ele também se deve, pois com a sua acção, determinou " que nos tornássemos na democracia(!) que somos hoje", e como é do agrado de alguns articulistas. A nossa voz menos académica mas mais assumida, repete-nos, que com Jaime Neves fora do mapa e das chaimites da ameaça sangrenta, Portugal não estaria pior do que está. Antes pelo contrário, pois pior é impossível.



(carta, políticamente incorrecta)

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