O 1º ministro de Portugal, deve andar a treinar ou a estagiar para
inteligente, mas ainda não passou de chico. Esperteza não lhe falta, e de mau
carácter e muito cinismo tem diploma que chega e sobra. Na sua mensagem de
natal aos rotos e aos nús sob o chicote da austeridade antiga, tentou dizer-nos
com conversa mole e anestesiante, que os "melhores tempos hão-de
vir", pois os 900 anos de história que carregamos isso nos revelam. Com
tais palavras descaradas, nos tenta impingir e servir uma dose de ânimo que nos
faça aceitar mais prolongamento do sofrimento a que estamos sujeitos, que nos
atirou para o mais fundo de toda a marcha em direcção ao bem-estar, e todos os
recuos a que nos tem obrigado e que mais virão. É com tais falas, que nos
aponta o milagre, que nos aponta o osso com tutano, lá para um dia que nenhum
dos rotos e dos nús actuais, será capaz de vir a experimentar, que nos tenta
manter adormecidos. O que os actuais mortais que se mantêm de pé sabem, é que
cada vez mais se vêem despojados do seu emprego, do seu rendimento, da sua
refoma, da sua saúde, e dos seus direitos. E para adiarem um maior entalamento
na vida, vão-se desfazendo dos seus bens, ora agora uma faca ora depois um
garfo de bom metal que os pais lhe deixaram, para os trocar por pão e pagar
dívidas. Os 900 anos enunciados pelo 1º ministro deste país, também nos
ensinam, que Portugal caminha há séculos, de agonia em agonia, e que o seu povo
nunca saíu da pobreza franciscana, e também nos revelam, que foi com dirigentes
do calibre que formam o actual governo e anteriores próximos, que Portugal caiu
na miséria agravada e na escuridão teimosa, que não pára a sangria que nos faz
recusar viver nele e nos leva à diáspora, para não mais voltar, e viver sob a
luz de quem nos acolhe, acarinha, e nos paga por trabalhar. Outra coisa que os
900 anos de história evocados nos transmitem, é que não há castigo para quem
comete tais crimes de lesa povo - Infelizmente! Parafraseando o governante que
nesta mensagem de natal apareceu, também um dia virá, que este povo então mais
exigente, reclamará por Justiça. É pena, que nenhum de nós esteja cá para ver e
intervir, e colher merecidamente "os primeiros frutos com a aplicação
dessa estratégia" - Felizmente!
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