quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Stripper ao fim e ao Cabo

No Dia da Mulher, lá aparecia ele para dar shows. E para consolo delas, bem ou mal acompanhadas, para além do propósito de exibir os bíceps, exibia o cano, armado em estátua de CR7, colado à farda de serviço. Tudo indica que o cano era o verdadeiro e à prova de bala. Mas vá-se lá saber porquê, passado muito tempo do stripp nocturno feito por entre os pisca-pisca coloridos, o raio da Glock, em Sede de julgamento, amoleceu e virou molde em plástico. Sempre desconfiei da robustez e da qualidade de que são feitos os homens que fazem striptease em privado(!) ou às escondidas e com sombras pelo meio. Um homem sem farda apropriada, mesmo nú, afirma-se em casa nos colchões, no sofá, no soalho, no elevador, no banco traseiro do carro, no esplendor da relva, no calor da lua e à luz do sol, numa relação estável sem precisar de ir ao cacifo da leviandade e tirar de lá o material que só deve servir para usar em outras guerras, que não são de certeza as de alcofa. Tais práticas aventureiras, sejam elas cometidas em casas de pasto ou de dança que fazem abanar o capacete, devem ser metidas no compasso da ordem e da lei, e punidas por quem a deve aplicar. Portugal está a precisar é de quem trabalhe, e não de brincalhões deste tipo e de outras evas e adões.

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