terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Fugas de "Correio"

Um dos jornais diários que exige-se seja investigado é o "Correio da Manhã"(C.M). E é fácil concluir o porquê, tantas são as suspeitas que nos assaltam sobre ele. De que fontes de informação beneficia e se alimenta este jornal(!) para estar presente em todos os locais e às horas em que as baratas tontas se passeiam, de binóculos apontados ou de câmaras de filmar focadas na treva da denúncia, sempre bem antes de tudo acontecer, ou no momento preciso em que o que dará notícia ou escândalo vai acontecer? Que varinha de condão, que fada mágica, mensageiro privilegiado ou garganta funda, o avisa e põe de sentinela, sobressalta, o mobiliza ou destaca para que esse "órgão noticioso e especulativo" apareça primeiro que o ladrão, o polícia e o guarda nocturno, ou até o vizinho que mora em frente do caso que ele relata com relevo e artimanha? Desde o seu aparecimento nas bancas neste formato, logo conferimos que o CM é um jornal que se move como herdeiro entre o Tal&Qual, o 24 Horas e o Sexus, e acaba a embrulhar chicharro e castanhas antes de ser lido, ou depois de lido o pouco que tem para ler. De jornal sério tem pouco e a atestá-lo está a acusação feita ao JN e ao seu Director na ânsia de esmagar sem olhar a meios, um concorrente, que é o jornal de maior referência no norte, e no país entre os mais credíveis, aonde não cabe o CM, que apenas tem como objectivo o mercantilismo, e não a sua afirmação como um órgão de informação para memória futura e de esperança na actualidade, ou como escreveu Afonso Camões nas páginas do seu jornal “o JN é um exercício de memória contra o esquecimento” advertindo-nos que “um jornal são milhões de palavras e quem as escreve escreve-se a si também no seu registo histórico” e, (dizemos nós) não apenas com o sentido do lucro a qualquer preço, como é prática no CM, e sem se comprometer com a responsabilidade e o respeito que merecem a cultura e os leitores, o que lhe daria o direito de “habitar o tempo para trás e para a frente” segundo José Fanha na sua crónica, “meus queridos analfabetos”!


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