domingo, 18 de janeiro de 2015

"Charlie ou Charlot"?

O jornal Público sabe como nenhum outro fazer capas. E a capa da edição deste Domingo do mês dedicado ao rei Jano e hoje ao Senhor Divino, é forte. Tão forte quanto todas as capas ofensivas do "engraçadinho" hebdo...madário Charlie" do país que canta de galo, mas não tanto quanto Charlot, o Chaplin o foi. Este sim, era um génio! Todos os cartazes a preto e branco que a foto revela no jornal, documenta, erguidos no ar uma maior solidariedade do que as que nos foram exibidas na Praça da República onde se confundiam misturados, figurantes e figurões de braço dado por conveniência e oportunismo. "Je suis Muslin" que tinha como subtítulo "et j´aime mon Profhète" e não "jornal irresponsável", tinha sobretudo a força acrescida, quase abençoada, das palavras de Francisco, o Papa da Igreja de Cristo, que de lá do alto de dentro do avião, já bem perto de Deus e de Maomé, proferiu o ataque àqueles que ofendem a crença, a fé, a religião dos outros, por dá cá aquela palha ou que encontrando nisso muita graça, alguma piada e divertimento - agridem. O Papa de Roma condenou o abuso da tal prática insistente, obsessiva, provocadora, doentia, instigadora à violência como está provado e prometido provar ainda mais. O Sumo Pontíficie lá do ar, do céu azul de onde chega alguma esperança, não aprovou os métodos usados, as armas assassinas ou que "ferem de morte" os Homens e a sua natureza, mas soube dizer que quem maltratasse a sua mãe, biológica, sujeitava-se a levar um murro. Eu acompanho-o na intenção e na acção. O meu pai, quando não gostava de uma "brincadeira" de mau gosto, dizia-me: -" pára com isso se não levas já. Vai brincar com a pilinha"!

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