segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resposta à "Carta"



Em "Cartas do Atlântico" (Público, 02/02/15) João Carlos Espada, pessoa de bom punho mas de fraca arma, escreve no plural, portanto em nome de nós todos que, "Não queremos revoluções, muito obrigado". Agradece, o que já não é mau de todo. E assina o "despacho" como sendo professor universitário. Deve ser de uma "privada", julgamos nós a avaliar pela sigla - IEP-UCP, e de altos estudos para bolsas recheadas. O ministro Nuno Crato devia estar mais atento a professores destes que não se submetem a Avaliação, mas que têm o atrevimento de falar pelo povo como se fossem dele representantes e sem estarem por ele autorizados. E o que escreve o Espada de dois gumes, como se fosse uma lâmina Wilkinson de barbear para fazer-nos um escanhoado perfeito? Atira-se aos gregos, mas antes refere-se a nós e à "vacina" de PREC que levamos durante 18 meses, e que isso bastou e nos fez muito bem, amansou-nos, enquanto a Espanha, apanha hoje com o Podemos por ter tido uma transição de touro enquanto a nossa foi de carneiro. Aliás, é esse tipo de comportamento animal que nos define e explica o nosso atraso, cultural e económico. Sobre a Grécia atira-se a adivinhar e diz que "...alguma coisa muito séria está a ter lugar". E avisa - "E Portugal deve estar atento". E não satisfeito aconselha: -"não queremos revoluções de esquerda nem de direita, muito obrigado. E julgando saber que a gente sabe, continua: "E sabemos muito bem a que mundo queremos pertencer...". Ora o que quer o prof. Espada não é necessáriamente o que quero eu que sou povo. Ele na sua comodidade e pança confortada e casa aquecida, quer que tudo continue na miséria em que bibemos, na pobreza, na desgraça em que caimos, na ignomínia, indignidade e tudo o mais que faz apodrecer um povo ou que até o leva ao suicídio a retalho. Nós queremos -ó professor-, uma Revolução que tenha um sinal claro de esperança, como o dá o Syriza e o Podemos por exemplo, que seja capaz de alguma coisa séria, que nos arranque do atoleiro em que " o mundo euro-atlântico das democracias parlamentares e das economias de mercado", nos enterraram. Percebeu?

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