De acordo com as estatísticas oficiais(leia-se do governo) o desemprego
no país vai desaparecendo a um ritmo que fará ser necessário a importação de
mão de obra caucasiana, magrebina, africana, sulamericana, com ou sem religião
mas armada de sentido de servidão. Não sei em que rua ou praça de lazer onde se
joga à bisca e se discutem os fora de jogo, são feitos os inquéritos oficiais
que dão a criação de postos de trabalho e originam a queda do desemprego. Sei
isso sim que logo pelas seis da manhã vejo ranchos de rapazes e raparigas
vindas das redondezas, a dirigirem-se para os Centros de Emprego que em fila
procuram inscrever-se numa solução para sua malfadada e precária situação.
Desconfio que os "Estudos e Estatísticas sobre o Emprego" que o
Governo manda fazer e publicar sejam feitos a partir do casarão ou palacete
deles, onde os seus filhos, mulher, familiares, estejam todos empregados e bem
inseridos, mal acabam de sair da escola ou das universidades. Sempre que as
Entidades que dependem como sucursais do Poder, publicam as mentirosas
estatísticas do Desemprego, e sempre que registam que ele baixou, na minha rua
são cada vez mais os que dependem da caridade e de algum subsídio ou esmola.
Quando dizem que o Desemprego baixou para 13,9%, na minha rua ele mantém-se ou
subiu dos 15,2%. É verdade que na minha rua não mora nenhum ministro ou
secretário de Estado, ou até mesmo nenhum autarca, e por isso não vagueia por
lá nenhum seu familiar à procura de sopa na hora de ponta em que o estômago
berra e até castiga. Os filhos "deles" mal acabam os estudos têm logo
uma porta dourada para entrar no emprego reluzente e bem remunerado mesmo que
as suas habilitações em relação aos nosso filhos deixem muito a desejar e
tenham sido conseguidas por aconselhada militância partidária ou por
"créditos particulares". Sabemos que qualquer político bem instalado
encaixa os "seus" sem demora em postos a prestar serviço "limpo",
mesmo que tenham que ser inventados só para eles, enquanto os filhos dos pobres
que com denodado esforço acabam os seus Cursos, e quando muito arranjam uma
caixa de super mercado em regime de part-time nos fins de semana, ou têm de
emigrar para se sujeitarem à sujidade da solidão, ou viram ninjas jihadistas no
mínimo. Vivemos sob a mentira e a falsidade. Mas se a verdade vier ao de cima
na hora que está determinada, e tendo em conta as projecções que o futuro nos
reserva e os empresários confirmam, os números reais do Desemprego vão pôr a nú
o país real e o drama sério que tem sido varrido para debaixo do tapete, desde
há muito tempo e sem vergonha, pelos actuais eleitos e incompetentes com provas
dadas em todas as áreas.
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