sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Queres emprego? toma!

De acordo com as estatísticas oficiais(leia-se do governo) o desemprego no país vai desaparecendo a um ritmo que fará ser necessário a importação de mão de obra caucasiana, magrebina, africana, sulamericana, com ou sem religião mas armada de sentido de servidão. Não sei em que rua ou praça de lazer onde se joga à bisca e se discutem os fora de jogo, são feitos os inquéritos oficiais que dão a criação de postos de trabalho e originam a queda do desemprego. Sei isso sim que logo pelas seis da manhã vejo ranchos de rapazes e raparigas vindas das redondezas, a dirigirem-se para os Centros de Emprego que em fila procuram inscrever-se numa solução para sua malfadada e precária situação. Desconfio que os "Estudos e Estatísticas sobre o Emprego" que o Governo manda fazer e publicar sejam feitos a partir do casarão ou palacete deles, onde os seus filhos, mulher, familiares, estejam todos empregados e bem inseridos, mal acabam de sair da escola ou das universidades. Sempre que as Entidades que dependem como sucursais do Poder, publicam as mentirosas estatísticas do Desemprego, e sempre que registam que ele baixou, na minha rua são cada vez mais os que dependem da caridade e de algum subsídio ou esmola. Quando dizem que o Desemprego baixou para 13,9%, na minha rua ele mantém-se ou subiu dos 15,2%. É verdade que na minha rua não mora nenhum ministro ou secretário de Estado, ou até mesmo nenhum autarca, e por isso não vagueia por lá nenhum seu familiar à procura de sopa na hora de ponta em que o estômago berra e até castiga. Os filhos "deles" mal acabam os estudos têm logo uma porta dourada para entrar no emprego reluzente e bem remunerado mesmo que as suas habilitações em relação aos nosso filhos deixem muito a desejar e tenham sido conseguidas por aconselhada militância partidária ou por "créditos particulares". Sabemos que qualquer político bem instalado encaixa os "seus" sem demora em postos a prestar serviço "limpo", mesmo que tenham que ser inventados só para eles, enquanto os filhos dos pobres que com denodado esforço acabam os seus Cursos, e quando muito arranjam uma caixa de super mercado em regime de part-time nos fins de semana, ou têm de emigrar para se sujeitarem à sujidade da solidão, ou viram ninjas jihadistas no mínimo. Vivemos sob a mentira e a falsidade. Mas se a verdade vier ao de cima na hora que está determinada, e tendo em conta as projecções que o futuro nos reserva e os empresários confirmam, os números reais do Desemprego vão pôr a nú o país real e o drama sério que tem sido varrido para debaixo do tapete, desde há muito tempo e sem vergonha, pelos actuais eleitos e incompetentes com provas dadas em todas as áreas.
                          


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