sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O homem do apito

Estas nomeações " do melhor do século ou de sempre" tem muito que se lhe diga. E por que tem muito não cabe aqui, neste mais reparo que comentário. O que se nos oferece relevar agora, é denunciar a bajulação que geralmente anda de mão dada com a subserviência. Vejamos o caso do enaltecimento do árbitro Pedro Proença(PP), numa gala para um adeus. Quem lhe pôs o apito na boca deveria ter-lhe dito nesse dia, que um apito não é uma chupeta. Um apito, tenha ele a cor que tiver, equivale ao malhete de Thor, ao martelo de Juiz que pronuncia, avisa, põe ordem, e sentencia. Enquanto uma chupeta tem variadas interpretações ou presta-se a confusões. Pode ser para entreter, acalmar, mas também tem por fim nela mamar , enquanto o apito é a partir dele. Pedro Proença usou-as de ambas as maneiras. Umas vezes bem, outras bem mal. Que mérito se pode encontrar num "juiz" que provocou em vários jogos que arbitrou tantos e tão graves prejuízos a alguns clubes de futebol, pequenos e grandes, e com um à vontade de criar um sentimento de raiva? De tal modo que o sentiu na pele e nos próprios dentes? Que o diga o "Colombo". A arbitragem deste homenageado numa cerimónia acompanhada pelos bajuladores que dele disseram cruzes canhoto e o que Maomé não disse do presunto, não pode ser apagada ou esquecida. Os roubos de catedral que ele cometeu com apitadelas comprometidas e sob suspeição nos dois jogos fatais em duas épocas que opôs os dois históricos rivais candidatos ao título nacional da Liga, com benefício escandaloso dos Dragões, lesaram irremediavelmente o clube da Luz, o glorioso SLB. Esta constatação e confirmação unânime, agora que as análises se fazem mais distantes e a frio, entristecem-nos ainda mais por sabermos que na despedida de gala do árbitro "invulgar" marcou presença o presidente do Sport Lisboa e Benfica. Um sem vergonha, que gozou os seus adeptos, como lhe chamaria Pinto da Costa se o encontrasse ali para lados da "Pedreira" numa qualquer e intempestiva flash-interview. O carácter de PP está bem expresso no auto- elogio que constitui vitupério, também fica registado para memória futura - "Deixo uma imagem de competência, profissionalismo e credibilidade". Outra vergonha e uma verdadeira anedota, dizemos nós!


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