quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Não sejamos "coelhos"

Num "sketch" de uma peça teatral posta em palco há uns bons anos, pela companhia do Porto, Seiva Trupe, uma mulher surge de repente em cena e é interpelada por outro personagem que espantado lhe diz- "ó mulher!outra vez grávida"? ao que ela responde- "ó homem! que é que queres. Casa onde não comem dez, não comem onze"! Vem isto a propósito, por o Ministro de Deus na Terra, Papa Francisco, aconselhar-nos a não nos reproduzirmos com se fossemos coelhos, para evitar as dificuldades que trupes alargadas de filhos, causam em todos os sentidos, já que a fome e a miséria, faltas de apoio diverso no trajecto da vida, leva aos maus tratos, abandono das crias, etc. quando mais cedo que tarde batem à porta de tal quartel, e que urge combater, fazendo dessa abstenção um meio de contracepção. Nós portugueses, podemos testemunhar que o Papa fala verdade, já que estamos submetidos a um teste de negação de procriação e de reprodução de filhos há muitas noites e dias, no bosque ou jardim, na praia deserta ao luar, ou no carro embaciado e na cama fofinha e tempestuosa ao mesmo tempo. Os portugueses têm a experiência de ter vivido nos últimos tempos uma vida murcha, a definhar para o desconforto da ausência do grito alegre da criançada motivado pela precaridade imposta em cada lar. Dito isto, eu só vejo uma razão, que é a causa de todas as coisas. Vejam bem o que seria se nos comportássemos como os coelhos, se por experiência sabemos que um só nos basta em S.Bento e ministro na terra também, que encabeça outra trupe, para fazer-nos a vida num inferno. O Papa Bergoglio sabe o que diz e o aviso que faz, quando se vê abraçado por tanta lágrima e sob os olhares de quem vê nele toda a esperança. Ele é um amigo, e só quer o nosso bem!

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