Num "sketch" de uma peça teatral posta em palco há uns bons
anos, pela companhia do Porto, Seiva Trupe, uma mulher surge de repente em cena
e é interpelada por outro personagem que espantado lhe diz- "ó
mulher!outra vez grávida"? ao que ela responde- "ó homem! que
é que queres. Casa onde não comem dez, não comem onze"! Vem isto a
propósito, por o Ministro de Deus na Terra, Papa Francisco, aconselhar-nos a
não nos reproduzirmos com se fossemos coelhos, para evitar as dificuldades que
trupes alargadas de filhos, causam em todos os sentidos, já que a fome e a
miséria, faltas de apoio diverso no trajecto da vida, leva aos maus tratos,
abandono das crias, etc. quando mais cedo que tarde batem à porta de tal quartel,
e que urge combater, fazendo dessa abstenção um meio de contracepção. Nós
portugueses, podemos testemunhar que o Papa fala verdade, já que estamos
submetidos a um teste de negação de procriação e de reprodução de filhos há
muitas noites e dias, no bosque ou jardim, na praia deserta ao luar, ou no
carro embaciado e na cama fofinha e tempestuosa ao mesmo tempo. Os portugueses
têm a experiência de ter vivido nos últimos tempos uma vida murcha, a definhar
para o desconforto da ausência do grito alegre da criançada motivado pela
precaridade imposta em cada lar. Dito isto, eu só vejo uma razão, que é a causa
de todas as coisas. Vejam bem o que seria se nos comportássemos como os coelhos,
se por experiência sabemos que um só nos basta em S.Bento e ministro na terra
também, que encabeça outra trupe, para fazer-nos a vida num inferno. O Papa
Bergoglio sabe o que diz e o aviso que faz, quando se vê abraçado por tanta
lágrima e sob os olhares de quem vê nele toda a esperança. Ele é um amigo, e só
quer o nosso bem!
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