Desde que a miséria, instalada e consentida, se multiplicou por n, em Portugal, e pela entrada em vigor
dos novos roubos governamentais, e do avanço em paralelo da austeridade, que, ao
abrir as portas das casas, tipo, barracas desoladas, dos indígenas que há muito
não são vistos nem achados, pelos vizinhos, amigos (se os teve), na rua, no
trabalho (quem o tinha), ou nos locais por onde costumavam "serem
sinalizados", encontramos tarde e a más horas, repetidamente, os seus
moradores, mortos. Pessoas, que ainda estavam na idade, que permite e se merece,
ser feliz. Outras, morrem abandonadas na indiferença de um riacho qualquer, com
um caudal de água apenas suficiente para dar de beber às galinhas, mas nunca
para afogar uma pessoa. Ainda, de morte estranha e quase colectivas, entre mães
e filhos. Por me parecer, que algo vai muito mal, e é coisa velha que se sente
na pele e na alma, que o coração carrega, que há mistério de vida, nesta forma
de sucumbir, as perguntas que faço, são: - "de que estão a morrer os
portugueses, esvaziados de esperança, e ainda longe do fim, determinado de
jeito natural? Quais as verdadeiras e profundas causas que (n)os levam à morte,
tão cedo e tão sós, no meio de tanto silêncio e de sombra, e aparentemente,
aceite"? - Estará alguém competente no governo de portugal, devidamente
atento a estes horríveis acontecimentos e desumanos desfechos, com conhecimento
capaz, e de capaz consciência, para responder e desvendar tal mistério, ou
acharão todos, que assobiar para o lado, é solução, porque tudo é, isso mesmo,
natural? Não é antes, o País, que está de rastos, vai doente, e se tornou
promotor de desgostos?
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Na morte de "jaimite"
Um ou outro meio de informação diz; " morreu o comando, que manteve
Abril no 25 de novembro de 75". Dizemos nós, que também somos gente e
temos voz autónoma, que morreu o "comando" que travou a marcha da
Revolução de Abril que se propunha eliminar os abusos ditatoriais e
reaccionários, e com os sobreviventes do velho regime ou dele herdeiros. Se
Jaime Neves, em vez de ser um militar do antigo regime, tivesse sido
cozinheiro, talvez Abril hoje, não cheirasse tanto a esturro, e não encontrasse
Portugal a definhar e a sua pobre gente, porque foi entregue à cambada velha e
à bicharada nova, que tem conduzido o País desde então, á desgraça, envolto em
corrupção e compadrio do mais fino recorte, em tudo quanto é Administração da
coisa pública, absolutamente dependente e de mão estendida, com o seu povo
empobrecido cada vez mais, despojado dos seus haveres, e de ter entregado todo
o ouro aos bandidos, que todos os dias se vê obrigado a penhorá-los ou
vendê-los às escondidas, para cumprir obrigações fiscais e prestacionais, e mil
pressões que o entalam, como as de dar de comer aos filhos, e de os manter
activos na sua caminhada educacional e com saúde, para que não sintam a falta
das coisas básicas, até que a corda aguente, e o suicídio continue adiado.
Elogiado pela Direita que tanto lhe deve, nesta democracia(!) que só serve a
exploração do homem simples português, o "abominável jaime das neves"
leva com ele para o mundo onde se acertam as contas, histórica culpa, por
termos caído no (E)estado deplorável em que nos despenhámos. Subserviência e
pobreza generalizada, foi no que deu a sua "heroicidade", que lhe
vale agora rasgados louvores dos beneficiados, que já não pode juntar aos
atribuídos, por sectores que estão muito agradecidos, de todos os favores e
desvarios com(o) que têm governado desde que aquele enublado novembro permitiu
à canalha e demais ganapada, que nunca vergou a espinha, ascender ao Poder, e
feito a caldeirada e outros guizados, que só servem a mesa do grande capital.
Ascenção ao poder, de uma classe política oportunista, das jotas partidárias,
incompetente, que desvastaram toda a riqueza e recursos nacionais, em proveito
próprio e dos "empreiteiros ou entourage" que os trazem bem escorados,
e na redoma da impunidade até hoje. O e(E)stado em que nos encontrámos, a ele
também se deve, pois com a sua acção, determinou " que nos tornássemos na
democracia(!) que somos hoje", e como é do agrado de alguns articulistas.
A nossa voz menos académica mas mais assumida, repete-nos, que com Jaime Neves
fora do mapa e das chaimites da ameaça sangrenta, Portugal não estaria pior do
que está. Antes pelo contrário, pois pior é impossível.
(carta, políticamente incorrecta)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O FCP, ao de leve levezinho
O FCP, também regressou neste janeiro, aos mercados, não para ir
financiar-se, mas para investir, e para isso levou o livro de cheques. Nada que
preocupe o clube azul e branco, já que estamos em maré de saldos, e a despesa
comprometida corresponde a meros trocos. A questão que se levanta é, saber-se
por que razão, o investimento incide sobre um jogador no inverno, mais
que trintão, bem conhecido do futebol português, com provas dadas é certo, mas
actualmente a atingir o ocaso da sua carreira, e por isso e por mais, arrumado
na prateleira do Flamengo, clube que o cede a baixo custo. Será que o
"Levezinho", constituirá dentro do plantel do FCP, uma mais-valia, uma
ameaça para os adversários,ou o seu custo, que não é considerável, nem um
esforço para os cofres do Dragão, é ao mesmo tempo um enriquecimento do
"banco" para onde irá, e por isso ainda vale a pena a aposta nele, o
Liedson, aquele que resolvia? Ou será que o FCP, apenas, pensou e está só a
contar com ele, e daí a sua contratação mais como talismã, do que como reforço
goleador, para o jogo que em princípio, decidirá o título, e que porá frente a
frente Porto e Benfica, o derby mais
esperado da Liga? Se assim pensaram os dirigentes portistas, um jogador, mesmo
pelo preço que veio a público, não será demasiado caro? O FCP, não costuma
deitar dinheiro fora com o casting escolhido, mas com este Liedson, não
estarão a comprar um enigma, ou um activo, que vem rotulado de estar mal
nas rótulas? A ver vamos!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
"Leões ou Lagartos"
O Sporting Club de Portugal, não é uma casa de loucos, mas uma
arrecadação de maçãs pôdres, a arder. De animal feroz tem pouco, embora de
lagartixa tenha rasto considerável, que se vai apagando. De um passado algo
glorioso, mas do qual a actual geração nada sabe, e de uma anterior que já não
se lembra, ninguém faz a mínima ideia, de que é que o clube verde e branco, se
vangloria, e onde se serve para ir beber motivação. À excepção do atletismo e
de Moniz Pereira, quem recorda o SCP como um grande, no futebol de Portugal?
Desde Laszlo Boloni, último treinador a ganhar a Liga, que por aquela agremiação,
passaram e se trucidaram, tantos treinadores, quantos jogadores são precisos
para formar uma equipa para competir. Vamos à lista ou plantel de despedidos; -
Fernando Santos, Peseiro, Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, José Couceiro,
Domingos, Sá Pinto, Oceano(!), Vercauteren, e agora, Jesualdo Ferreira. Onze ao
todo. Se compararmos a "normalidade" desta procissão de
técnicos, que em Alvalade carregaram o andor leonino e pesado, na tentativa de
levar o clube, de volta ao altar do título, que o faz orgulhoso, com a "normalidade"
no Manchester United, clube inglês com mais e melhor palmarés, que mantém o
mesmo "mister" há já longos 26 anos, o escocês Alex Ferguson,
concluíremos, que em Portugal há clubes de futebol que são geridos com os pés,
e por autênticos anjinhos. Com a sua centena de milhares de sócios, que só
podem reviver da história longínqua, o SCP, revela-se hoje no complexo
desportivo, como uma Associação de perdidos, apenas capazes de permitirem
alguma fantasia e aventura, a um qualquer falso messias, prometedor de
sucessos, e delapidador de finanças e orçamentos, e só proporcionar
experiências a técnicos de tácticas sem êxito, no desemprego, e à procura da
realização do sonho de serem de novo campeões, após o longo jejum de mais de
uma dezena de anos a atravessar o deserto, onde o lagarto ainda sobrevive
melhor, que o leão sem garras, e que já não reina como outrora, num terreno onde
algo vai pôdre, pior que maçãs. Um clube, uma colectividade, ou associação, não
pode viver sempre à sombra da sua velha história, esquecida na prateleira,
senão, acaba em hasta pública, com todo o espólio penhorado, e com Direcções,
que fecham contratos, sucessivamente, com a "anormalidade".
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
"A Feira no Palácio da Foz"
Ao organizar uma Conferência sobre o "desmantelamento do
Estado" conforme o conhecemos e vivemos, assente ainda e em parte no que
resta da Constituição, a sombra executiva de Passos Coelho, convocou sob
convite, uma dúzia de pessoas vip, que ele entende serem mobilizadoras da
Economia, e salvadoras da pátria frouxa, a quem chama de "sociedade
civil", que não representam outra coisa senão os seus interesses. É sabido,
que este governo não quer por várias razões e as de sobrevivência incluídas,
que os jornalistas "escrevam fora do penico", e por isso não permitiu
que o trabalho dos media presentes, fosse feito dentro do critério e dos
valores deontológicos que aos jornalistas cabe ter e aplicar, responsávelmente,
e vai daí, "expulsou-os" da cobertura noticiosa, na íntegra, no
Palácio da Foz, em Lisboa, embora os deixassem permanecer colados às cadeiras,
caso o desejassem fazer segundo as regras enumeradas pela Sofia. Deste modo e a
"pensar no futuro", a Sofia do PSD, com voz e a passo de coelho, em
obediência à pretensão do govêrno, contêxtualizou e impôs o silêncio e
desenhou, a figura de corpo presente a adoptar pelos órgãos de informação para
se manterem na sala, não lhes permitindo sequer, a captação do barulho que faz,
colocar a mordaça. Enquanto a Sofia expunha as regras do "lápis
ressuscitado", na Conferência privada e a convite, a sociedade civil de
facto, que se manifestava entredentes e com cartazes, no exterior, regressou às
feiras, onde pode fazer o barulho que achar apropriado, e até usar megafone
para se fazer ouvir mais alto e mais longe, para vender o seu riscado, tal como
faz o primeiro- ministro e o seu partido, com ou sem "moedas" como
troco. Portugal, vai a caminho do futuro, envolto num tecido pouco transparente
e contrafeito, e “os jornalistas é que têm a culpa”. Serão? Ou será que tudo não
passa de “conversa entre uma elite de
feirantes, reunidos num palácio, a conferenciar sobre tachos”?
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
"A(r)turdoados"
Na Liga de Espanha, Mourinho, o técnico do Real Madrid, não contente com
a prestação do seu portero, o ìcone Casillas, e nada impressionado com a
sua auréola de S.Iker, entre os adeptos merengues, substituíu-o, por Ádan ou
adão, ao fim de um percurso que parecia intocável, no lugar que era até então o
seu paraíso - a baliza. Jesus, no Benfica, demora a perceber que o seu
guarda-redes, não é homem para defender o véu da noiva, nem de outros milagres.
Mourinho tem uma personalidade que lhe permite saber o que quer e quando,
enquanto na Luz, o Jesus vê-se e deseja-se para entender o colorido que só se descobre
longe do apagão que encheu com tristeza os lampiões, a última época desportiva.
Na jogada de todo o insucesso no passado, Artur, o guardião dos encarnados, foi
quem não correspondeu às expectativas que nele se depositava, e no jogo da
época actual no estádio da águia, voltou a não corresponder, e voou baixo, de
tal modo que ia transformando em desastre mais uma vez, o derby, que opunha
azuis crentes, a vermelhos desesperados. Mas enquanto em Espanha, Mou, não
hesita em pôr no banco o dono habitual das redes madridistas, o mister
benfiquista, depois de despachar Moreira e César, que não perdiam em qualidade
para o actual e principal guardião, teima em mantê-lo sob os postes, debaixo do
nervosismo e do seu pouco jeito dentro da baliza com as mãos, e de jogar com os
pés fora dela. Sempre que se confrontam, águias e dragões, os benfiquistas
ficam "arturdoados". E não é para menos!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
É só Saúde
Decidi corresponder, ao pedido, ordem ou conselho, não se sabe bem, do
secretário de estado para a saúde, com o apoio à rectaguarda do ministro da
tutela, e recusar-me a adoecer. Preparei já a mente, para suportar algumas
consequências por estar vivo - a fome e o frio por exemplo, e tendo em
consideração, a tese defendida e avançada por um médico espanhol, que nos veio
dizer em tempos, que a maioria das doenças não existem, que a maior parte das
"feridas", são apenas do foro psicológico, o que provocou nos seus
pares uma revolta e condena. Mais ainda, porque, há notícias, de vez em quando,
que apresentam teorias novas, que contrariam as que andam por aí a fazer
escola, em vigor, e que satisfazem a pretensão do membro do governo. Comer
muita vez faz mal, engordar não é saudável, e resistir ao frio é económico - a
energia gasta neste exercício, para manter o corpo quente, não é da rede
eléctrica e o país poupa. O combate à obesidade tem constituído uma gorda
despesa, que faz emagrecer o Orçamento do sector da saúde, ainda mais. Como a
Ciência que investiga - uma vez diz que o café e o chocolate fazem mal, outras,
que fazem bem; que o vinho prejudica, outras, que beneficia, um copinho tinto é
que está a dar, e nós acreditamos, e que o digam os bêbados apanhados da
assembleia da nação; que dormir muito embrutece, que devemos antes estar
activos e vigilantes, o que para tal é preciso estar acordado. Como não tenho
dinheiro, nem para festejar aniversários que nos envelhece, recuso-me a fazer
anos, o que é bom para atrasar as maleitas da idade,e nem sequer para ir a
algum lado, caminho ao pé da porta que é mais barato e bastante recomendado,
para manter a linha, o peso, e testar o coração. Assim quase obrigado, a
manter-me cheio de vigor, e a espalhar saúde, já não recorro às consultas
médicas, nem às farmácias, e longe das urgências hospitalares, evitando o risco
de morrer, por ter de esperar pelo "médico de serviço que estando a comer,
não atenderá a chamada", nem se vir
a saber o que possa comer, desde que
nenhuma enfermeira se encontre por perto. Aliás, passo a passos, tudo está a desaparecer, tal como os direitos dos
portugueses, que até há pouco estavam consagrados. Até agora, os portugueses
não se aviavam nas farmácias, porque não tinham "carcanhol". A partir
do pedido oficial do secretário do governo, não vão passar a aviar-se, porque
vendem saúde, e as farmácias fecham cheias de dívidas, e porque não têm
clientes, apesar dos fármacos terem baixado de preço. O que nos é exigido, é
apenas saúde... de aço!
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
"Público"- um jornal único
É dos livros, que saber ler é saber viver. Ou, que quem lê, sabe mais.
Podemos ainda dizer, que quem não lê, não é boa pessoa e muito menos bom chefe
de família. Não é boa pessoa, porque aceita sem um esgar, a sua condição de
ignorante ou de analfabeto, não se rebelando contra quem o quer nesse estado. E
não é bom chefe de família, porque é um mau exemplo dentro do lar e junto dos
seus. Para se viver, melhor informado, mais esclarecido, e até mais
participativo na sociedade ou na comunidade, não é preciso dispor de muito
dinheiro. Se houver vontade e atenção, metade do certificado de habilitações,
fica tirado, através da leitura de qualidade. Depois é só ir até à lusófona,
que, sai-se de lá doutor. Para se melhorar o “canudo”, basta aceder às
plataformas do jornal "Público", para obter o conhecimento
fundamental e objectivo, que nos torna mais cidadão, e até quem sabe - ministro.
O "Público", não é um diário dos assuntos da faca e alguidar, nem da
matéria que contribui para a alienação do indígena. Nele, se podem encontrar,
conteúdo para degustar, substrato para a vida, e os melhores especialistas em
áreas diversas e importantes, para compreendermos a sociedade e o mundo em que
nos movemos, atarefados na exigência. Desde sociólogos, politólogos, cronistas,
historiadores, gente das artes e do espectáculo, universitários, filósofos, e
etc. superiores, encontramos sobretudo, o maior bem essencial - a liberdade. E
é por essa porta da liberdade, que entram os leitores que escrevem, comentam, e
intervêm na vida pública quotidiana. Ainda mais agora, desde que o
"Público", se traduz mais público e se oferece, à participação de
todos no "feicebuque" bem português. Já ninguém mais pode reclamar de
falta de visibilidade por falta de espaço para intervir, para participar, na
defesa dos valores e direitos do homem em geral, e dos leitores em particular.
É por isso, que o "Público", jornal, cuja leitura antecede qualquer
discurso no parlamento, é um grande e bom jornal, num grafismo elevado, que faz
dele o mais consciencializador dos diários nacionais, e o mais útil, porque
inteligente e solidário. Parabéns.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Perguntas no início do túnel
Que país é este, que tem um Presidente, com a necessidade lancinante, de
apelar à entreajuda da sociedade lusa, e à pedinchice, ou com outros
substantivos vaidosos, mas bolorentos, para matar a fome do seu povo? Em que
estado de saúde geral, se encontra o território sem rumo, e as suas almas indígenas perdidas, para que possamos atravessar
o anunciado túnel, feito de sombras e de alçapões, mesmo que um optimista
aldrabão, travestido de ministro, nos incite a atravessá-lo, apontando-nos uma
luz que mais ninguém enxerga? Não se sentirá, o agora alarmado Presidente, que
se diz de todos, senão chefe de um Estado, terceiro mundista, tipo burkina
faso? E o homem que nos diz, que governa, que confiança tem ele na lanterna de
pavio curto e luz abatida, que empunha no escuro, e com que nos incita a fazer
a travessia do túnel estreito e perigoso, para a terra que foi sujeita ao
saque, sem nos ter dado ou devolvido, o equipamento necessário, para o fazer,
em segurança e com confiança no futuro apontado? Por que motivo, escondida a
razão de tudo isto, vem agora o P.R. apelar, à solidariedade de uns para com
todos, e vice-versa, e não o fez enquanto governou, e na actual situação, junto
de quem tem o destino da nação exangue, obrigando-o a governar melhor e com
mais justiça, castigando até, quem depauperou as finanças públicas e as
famílias, que sofrem as consequências, por tantos anos de gestão criminosa, que
permitiu, que toda a riqueza acumulada por alguns, tivesse sido construída com
base na corrupção, ilegalidade, e no aproveitamento dos lugares que ocupavam
nas administrações da coisa pública e privada, e no sistema governativo? Porquê
ainda hoje, um e outro governante, não estancam objectivamente, as fraudes e o
compadrio alapado entre vários gabinetes influentes e decisores, e resgatam os
valores extorquidos, que encheram as contas bancárias de quem teve tal prática,
e não os levam diante da justiça, a mesma que é capaz de confiscar a sanita ou
o bidé do empobrecido compulsivamente? Porque continuam a pactuar com tal
sistema, e a mentir, ao povo caído na desgraça, acenando-lhes com o apelo ao
assistencialismo caridoso, como solução de tudo e de coisa nenhuma, que os
devia era, envergonhar? E na tal marcha para que fomos convidados a fazer,
através da treva, quantos se perderão, antes que a "lanterna mágica",
tão ao fundo do túnel labiríntico, e tão falsa quanto o sinaleiro, que só manda
"farol", se extinga? Qual deles tem moral sã, para responder a estas
interrogações?
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Um "meteorito"do outro mundo
Não ousem “tocar” na Casa da Música, por favor, que não têm dedos
educados para isso. Deixem-na sossegada, que o Norte saberá dar nota do recado,
sem a ruidosa, inoportuna e desaconselhada intromissão dos ignorados
"desconcertantes" de lisboa, e sempre desafinados, dos superiores
anseios do povo. O Porto em particular e o Norte em geral, dá filhos de
gabarito, e intelectuais famosos, que cheguem, para esmagar más vontades e
opções monstruosas, que as mentes erradas que governam, ousam impôr, brandindo
cifrões rapados como arma de arremesso e assassinas da Cultura, que os homens
do Norte e do Porto, levam avante com prestígio sonante. Desde artistas
plásticos, como soares dos reis, teixeira lopes, josé rodrigues, júlio resende,
ângelo de sousa, nadir afonso, josé guimarães, etc. Arquitectos como siza
vieira, alcino soutinho, fernando lanhas, souto de moura, etc. Escritores, como
almeida garrett, eça, ana hatherly, soeiro gomes, antónio nobre, josé gomes
ferreira, pedro homem de melo, sofia de mello, augustina, vasco graça moura,
rebordão navarro, alberto pimenta, e outros como eugénio - o poeta do amor -
que sendo beirão escolheu o porto para viver e morrer,etc. Cineastas como
manoel de oliveira, paulo rocha, cantautores como, sérgio godinho, josé mário,
pedro abrunhosa, rui veloso, etc. Compositores modernos como pedro osório,
antónio pinho vargas. Intérpretes clássicos como, guilhermina suggia, helena sá
e costa, pedro burmester, gente do teatro e da seiva trupe, etc. Ó meu deus !
vou parar, senão o exército é tão grande e talentoso, que a Lisboa, não
chegavam as muralhas fernandinas para se esconder por tamanha vergonha,
ajoelhada diante deste Norte imenso e de homens ilustres, o que nos dificulta a
nomeação de todos, e que nos desculpem pela omissão forçada. E é esta gente do
norte, que ordena aos ministros do sul, que nem tentem "tocar-lhe" e
esvaziá-la daquilo com que se compram os melões, se fazem concertos, se
engrandecem existências artísticas, e com que se alegram corações. Saibam os do
sul, para que possam ver e ouvir, qualidade, têm de esperar que os do norte,
desembarquem nos cais das tropas vencedoras, e das trupes criativas, carregadas
de projectos e de sonhos, de chouriços, alheiras e do sumo dos vinhedos, vindos
de lá para os lados, onde Torga se refugiou, entre "contos da montanha e
vindima", para morrer ao centro mas nunca ao sul. Todas as verbas, que são
devidas à Casa da Música, são mais bem empregues nas manifestações culturais
que sobem no "meteorito" do holandês, do que em submarinos alemães,
idiotas e fraudulentos. Não afundem na estupidez governativa, o nosso oxigénio
cultural. Em nome desta gente, que "trabalha a pedra e a terra", e
com a fala do norte, dizemos ao barítono ministro dos ministros, que faz coro
na coelheira de s.bento - "tá quietinho e caladinho, ou lebas no
focinho".
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