quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Maria X, Manel Z"


Desde que a miséria, instalada e consentida, se multiplicou por n, em Portugal, e pela entrada em vigor dos novos roubos governamentais, e do avanço em paralelo da austeridade, que, ao abrir as portas das casas, tipo, barracas desoladas, dos indígenas que há muito não são vistos nem achados, pelos vizinhos, amigos (se os teve), na rua, no trabalho (quem o tinha), ou nos locais por onde costumavam "serem sinalizados", encontramos tarde e a más horas, repetidamente, os seus moradores, mortos. Pessoas, que ainda estavam na idade, que permite e se merece, ser feliz. Outras, morrem abandonadas na indiferença de um riacho qualquer, com um caudal de água apenas suficiente para dar de beber às galinhas, mas nunca para afogar uma pessoa. Ainda, de morte estranha e quase colectivas, entre mães e filhos. Por me parecer, que algo vai muito mal, e é coisa velha que se sente na pele e na alma, que o coração carrega, que há mistério de vida, nesta forma de sucumbir, as perguntas que faço, são: - "de que estão a morrer os portugueses, esvaziados de esperança, e ainda longe do fim, determinado de jeito natural? Quais as verdadeiras e profundas causas que (n)os levam à morte, tão cedo e tão sós, no meio de tanto silêncio e de sombra, e aparentemente, aceite"? - Estará alguém competente no governo de portugal, devidamente atento a estes horríveis acontecimentos e desumanos desfechos, com conhecimento capaz, e de capaz consciência, para responder e desvendar tal mistério, ou acharão todos, que assobiar para o lado, é solução, porque tudo é, isso mesmo, natural? Não é antes, o País, que está de rastos, vai doente, e se tornou promotor de desgostos?

                               

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Na morte de "jaimite"



Um ou outro meio de informação diz; " morreu o comando, que manteve Abril no 25 de novembro de 75". Dizemos nós, que também somos gente e temos voz autónoma, que morreu o "comando" que travou a marcha da Revolução de Abril que se propunha eliminar os abusos ditatoriais e reaccionários, e com os sobreviventes do velho regime ou dele herdeiros. Se Jaime Neves, em vez de ser um militar do antigo regime, tivesse sido cozinheiro, talvez Abril hoje, não cheirasse tanto a esturro, e não encontrasse Portugal a definhar e a sua pobre gente, porque foi entregue à cambada velha e à bicharada nova, que tem conduzido o País desde então, á desgraça, envolto em corrupção e compadrio do mais fino recorte, em tudo quanto é Administração da coisa pública, absolutamente dependente e de mão estendida, com o seu povo empobrecido cada vez mais, despojado dos seus haveres, e de ter entregado todo o ouro aos bandidos, que todos os dias se vê obrigado a penhorá-los ou vendê-los às escondidas, para cumprir obrigações fiscais e prestacionais, e mil pressões que o entalam, como as de dar de comer aos filhos, e de os manter activos na sua caminhada educacional e com saúde, para que não sintam a falta das coisas básicas, até que a corda aguente, e o suicídio continue adiado. Elogiado pela Direita que tanto lhe deve, nesta democracia(!) que só serve a exploração do homem simples português, o "abominável jaime das neves" leva com ele para o mundo onde se acertam as contas, histórica culpa, por termos caído no (E)estado deplorável em que nos despenhámos. Subserviência e pobreza generalizada, foi no que deu a sua "heroicidade", que lhe vale agora rasgados louvores dos beneficiados, que já não pode juntar aos atribuídos, por sectores que estão muito agradecidos, de todos os favores e desvarios com(o) que têm governado desde que aquele enublado novembro permitiu à canalha e demais ganapada, que nunca vergou a espinha, ascender ao Poder, e feito a caldeirada e outros guizados, que só servem a mesa do grande capital. Ascenção ao poder, de uma classe política oportunista, das jotas partidárias, incompetente, que desvastaram toda a riqueza e recursos nacionais, em proveito próprio e dos "empreiteiros ou entourage" que os trazem bem escorados, e na redoma da impunidade até hoje. O e(E)stado em que nos encontrámos, a ele também se deve, pois com a sua acção, determinou " que nos tornássemos na democracia(!) que somos hoje", e como é do agrado de alguns articulistas. A nossa voz menos académica mas mais assumida, repete-nos, que com Jaime Neves fora do mapa e das chaimites da ameaça sangrenta, Portugal não estaria pior do que está. Antes pelo contrário, pois pior é impossível.



(carta, políticamente incorrecta)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O FCP, ao de leve levezinho




O FCP, também regressou neste janeiro, aos mercados, não para ir financiar-se, mas para investir, e para isso levou o livro de cheques. Nada que preocupe o clube azul e branco, já que estamos em maré de saldos, e a despesa comprometida corresponde a meros trocos. A questão que se levanta é, saber-se por que razão, o investimento incide sobre um jogador no inverno, mais que trintão, bem conhecido do futebol português, com provas dadas é certo, mas actualmente a atingir o ocaso da sua carreira, e por isso e por mais, arrumado na prateleira do Flamengo, clube que o cede a baixo custo. Será que o "Levezinho", constituirá dentro do plantel do FCP, uma mais-valia, uma ameaça para os adversários,ou o seu custo, que não é considerável, nem um esforço para os cofres do Dragão, é ao mesmo tempo um enriquecimento do "banco" para onde irá, e por isso ainda vale a pena a aposta nele, o Liedson, aquele que resolvia? Ou será que o FCP, apenas, pensou e está só a contar com ele, e daí a sua contratação mais como talismã, do que como reforço goleador, para o jogo que em princípio, decidirá o título, e que porá frente a frente Porto e Benfica, o derby mais esperado da Liga? Se assim pensaram os dirigentes portistas, um jogador, mesmo pelo preço que veio a público, não será demasiado caro? O FCP, não costuma deitar dinheiro fora com o casting escolhido, mas com este Liedson, não estarão a comprar um enigma, ou um activo, que vem rotulado de estar mal nas rótulas? A ver vamos!

                                 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"Leões ou Lagartos"


O Sporting Club de Portugal, não é uma casa de loucos, mas uma arrecadação de maçãs pôdres, a arder. De animal feroz tem pouco, embora de lagartixa tenha rasto considerável, que se vai apagando. De um passado algo glorioso, mas do qual a actual geração nada sabe, e de uma anterior que já não se lembra, ninguém faz a mínima ideia, de que é que o clube verde e branco, se vangloria, e onde se serve para ir beber motivação. À excepção do atletismo e de Moniz Pereira, quem recorda o SCP como um grande, no futebol de Portugal? Desde Laszlo Boloni, último treinador a ganhar a Liga, que por aquela agremiação, passaram e se trucidaram, tantos treinadores, quantos jogadores são precisos para formar uma equipa para competir. Vamos à lista ou plantel de despedidos; - Fernando Santos, Peseiro, Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, José Couceiro, Domingos, Sá Pinto, Oceano(!), Vercauteren, e agora, Jesualdo Ferreira. Onze ao todo. Se compararmos a "normalidade" desta procissão de técnicos, que em Alvalade carregaram o andor leonino e pesado, na tentativa de levar o clube, de volta ao altar do título, que o faz orgulhoso, com a "normalidade" no Manchester United, clube inglês com mais e melhor palmarés, que mantém o mesmo "mister" há já longos 26 anos, o escocês Alex Ferguson, concluíremos, que em Portugal há clubes de futebol que são geridos com os pés, e por autênticos anjinhos. Com a sua centena de milhares de sócios, que só podem reviver da história longínqua, o SCP, revela-se hoje no complexo desportivo, como uma Associação de perdidos, apenas capazes de permitirem alguma fantasia e aventura, a um qualquer falso messias, prometedor de sucessos, e delapidador de finanças e orçamentos, e só proporcionar experiências a técnicos de tácticas sem êxito, no desemprego, e à procura da realização do sonho de serem de novo campeões, após o longo jejum de mais de uma dezena de anos a atravessar o deserto, onde o lagarto ainda sobrevive melhor, que o leão sem garras, e que já não reina como outrora, num terreno onde algo vai pôdre, pior que maçãs. Um clube, uma colectividade, ou associação, não pode viver sempre à sombra da sua velha história, esquecida na prateleira, senão, acaba em hasta pública, com todo o espólio penhorado, e com Direcções, que fecham contratos, sucessivamente, com a "anormalidade".

                                   

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"A Feira no Palácio da Foz"




Ao organizar uma Conferência sobre o "desmantelamento do Estado" conforme o conhecemos e vivemos, assente ainda e em parte no que resta da Constituição, a sombra executiva de Passos Coelho, convocou sob convite, uma dúzia de pessoas vip, que ele entende serem mobilizadoras da Economia, e salvadoras da pátria frouxa, a quem chama de "sociedade civil", que não representam outra coisa senão os seus interesses. É sabido, que este governo não quer por várias razões e as de sobrevivência incluídas, que os jornalistas "escrevam fora do penico", e por isso não permitiu que o trabalho dos media presentes, fosse feito dentro do critério e dos valores deontológicos que aos jornalistas cabe ter e aplicar, responsávelmente, e vai daí, "expulsou-os" da cobertura noticiosa, na íntegra, no Palácio da Foz, em Lisboa, embora os deixassem permanecer colados às cadeiras, caso o desejassem fazer segundo as regras enumeradas pela Sofia. Deste modo e a "pensar no futuro", a Sofia do PSD, com voz e a passo de coelho, em obediência à pretensão do govêrno, contêxtualizou e impôs o silêncio e desenhou, a figura de corpo presente a adoptar pelos órgãos de informação para se manterem na sala, não lhes permitindo sequer, a captação do barulho que faz, colocar a mordaça. Enquanto a Sofia expunha as regras do "lápis ressuscitado", na Conferência privada e a convite, a sociedade civil de facto, que se manifestava entredentes e com cartazes, no exterior, regressou às feiras, onde pode fazer o barulho que achar apropriado, e até usar megafone para se fazer ouvir mais alto e mais longe, para vender o seu riscado, tal como faz o primeiro- ministro e o seu partido, com ou sem "moedas" como troco. Portugal, vai a caminho do futuro, envolto num tecido pouco transparente e contrafeito, e “os jornalistas é que têm a culpa”. Serão? Ou será que tudo não passa de “conversa entre uma elite de feirantes, reunidos num palácio, a conferenciar sobre tachos”?

                                  

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"A(r)turdoados"


Na Liga de Espanha, Mourinho, o técnico do Real Madrid, não contente com a prestação do seu portero, o ìcone Casillas, e nada impressionado com a sua auréola de S.Iker, entre os adeptos merengues, substituíu-o, por Ádan ou adão, ao fim de um percurso que parecia intocável, no lugar que era até então o seu paraíso - a baliza. Jesus, no Benfica, demora a perceber que o seu guarda-redes, não é homem para defender o véu da noiva, nem de outros milagres. Mourinho tem uma personalidade que lhe permite saber o que quer e quando, enquanto na Luz, o Jesus vê-se e deseja-se para entender o colorido que só se descobre longe do apagão que encheu com tristeza os lampiões, a última época desportiva. Na jogada de todo o insucesso no passado, Artur, o guardião dos encarnados, foi quem não correspondeu às expectativas que nele se depositava, e no jogo da época actual no estádio da águia, voltou a não corresponder, e voou baixo, de tal modo que ia transformando em desastre mais uma vez, o derby, que opunha azuis crentes, a vermelhos desesperados. Mas enquanto em Espanha, Mou, não hesita em pôr no banco o dono habitual das redes madridistas, o mister benfiquista, depois de despachar Moreira e César, que não perdiam em qualidade para o actual e principal guardião, teima em mantê-lo sob os postes, debaixo do nervosismo e do seu pouco jeito dentro da baliza com as mãos, e de jogar com os pés fora dela. Sempre que se confrontam, águias e dragões, os benfiquistas ficam "arturdoados". E não é para menos!

                                        

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

É só Saúde




Decidi corresponder, ao pedido, ordem ou conselho, não se sabe bem, do secretário de estado para a saúde, com o apoio à rectaguarda do ministro da tutela, e recusar-me a adoecer. Preparei já a mente, para suportar algumas consequências por estar vivo - a fome e o frio por exemplo, e tendo em consideração, a tese defendida e avançada por um médico espanhol, que nos veio dizer em tempos, que a maioria das doenças não existem, que a maior parte das "feridas", são apenas do foro psicológico, o que provocou nos seus pares uma revolta e condena. Mais ainda, porque, há notícias, de vez em quando, que apresentam teorias novas, que contrariam as que andam por aí a fazer escola, em vigor, e que satisfazem a pretensão do membro do governo. Comer muita vez faz mal, engordar não é saudável, e resistir ao frio é económico - a energia gasta neste exercício, para manter o corpo quente, não é da rede eléctrica e o país poupa. O combate à obesidade tem constituído uma gorda despesa, que faz emagrecer o Orçamento do sector da saúde, ainda mais. Como a Ciência que investiga - uma vez diz que o café e o chocolate fazem mal, outras, que fazem bem; que o vinho prejudica, outras, que beneficia, um copinho tinto é que está a dar, e nós acreditamos, e que o digam os bêbados apanhados da assembleia da nação; que dormir muito embrutece, que devemos antes estar activos e vigilantes, o que para tal é preciso estar acordado. Como não tenho dinheiro, nem para festejar aniversários que nos envelhece, recuso-me a fazer anos, o que é bom para atrasar as maleitas da idade,e nem sequer para ir a algum lado, caminho ao pé da porta que é mais barato e bastante recomendado, para manter a linha, o peso, e testar o coração. Assim quase obrigado, a manter-me cheio de vigor, e a espalhar saúde, já não recorro às consultas médicas, nem às farmácias, e longe das urgências hospitalares, evitando o risco de morrer, por ter de esperar pelo "médico de serviço que estando a comer, não atenderá a chamada", nem se vir a saber o que possa comer, desde que nenhuma enfermeira se encontre por perto. Aliás, passo a passos, tudo está a desaparecer, tal como os direitos dos portugueses, que até há pouco estavam consagrados. Até agora, os portugueses não se aviavam nas farmácias, porque não tinham "carcanhol". A partir do pedido oficial do secretário do governo, não vão passar a aviar-se, porque vendem saúde, e as farmácias fecham cheias de dívidas, e porque não têm clientes, apesar dos fármacos terem baixado de preço. O que nos é exigido, é apenas saúde... de aço!

                               

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"Público"- um jornal único

 
 

É dos livros, que saber ler é saber viver. Ou, que quem lê, sabe mais. Podemos ainda dizer, que quem não lê, não é boa pessoa e muito menos bom chefe de família. Não é boa pessoa, porque aceita sem um esgar, a sua condição de ignorante ou de analfabeto, não se rebelando contra quem o quer nesse estado. E não é bom chefe de família, porque é um mau exemplo dentro do lar e junto dos seus. Para se viver, melhor informado, mais esclarecido, e até mais participativo na sociedade ou na comunidade, não é preciso dispor de muito dinheiro. Se houver vontade e atenção, metade do certificado de habilitações, fica tirado, através da leitura de qualidade. Depois é só ir até à lusófona, que, sai-se de lá doutor. Para se melhorar o “canudo”, basta aceder às plataformas do jornal "Público", para obter o conhecimento fundamental e objectivo, que nos torna mais cidadão, e até quem sabe - ministro. O "Público", não é um diário dos assuntos da faca e alguidar, nem da matéria que contribui para a alienação do indígena. Nele, se podem encontrar, conteúdo para degustar, substrato para a vida, e os melhores especialistas em áreas diversas e importantes, para compreendermos a sociedade e o mundo em que nos movemos, atarefados na exigência. Desde sociólogos, politólogos, cronistas, historiadores, gente das artes e do espectáculo, universitários, filósofos, e etc. superiores, encontramos sobretudo, o maior bem essencial - a liberdade. E é por essa porta da liberdade, que entram os leitores que escrevem, comentam, e intervêm na vida pública quotidiana. Ainda mais agora, desde que o "Público", se traduz mais público e se oferece, à participação de todos no "feicebuque" bem português. Já ninguém mais pode reclamar de falta de visibilidade por falta de espaço para intervir, para participar, na defesa dos valores e direitos do homem em geral, e dos leitores em particular. É por isso, que o "Público", jornal, cuja leitura antecede qualquer discurso no parlamento, é um grande e bom jornal, num grafismo elevado, que faz dele o mais consciencializador dos diários nacionais, e o mais útil, porque inteligente e solidário. Parabéns.

                                       

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Perguntas no início do túnel


Que país é este, que tem um Presidente, com a necessidade lancinante, de apelar à entreajuda da sociedade lusa, e à pedinchice, ou com outros substantivos vaidosos, mas bolorentos, para matar a fome do seu povo? Em que estado de saúde geral, se encontra o território sem rumo, e as suas  almas indígenas perdidas, para que possamos atravessar o anunciado túnel, feito de sombras e de alçapões, mesmo que um optimista aldrabão, travestido de ministro, nos incite a atravessá-lo, apontando-nos uma luz que mais ninguém enxerga? Não se sentirá, o agora alarmado Presidente, que se diz de todos, senão chefe de um Estado, terceiro mundista, tipo burkina faso? E o homem que nos diz, que governa, que confiança tem ele na lanterna de pavio curto e luz abatida, que empunha no escuro, e com que nos incita a fazer a travessia do túnel estreito e perigoso, para a terra que foi sujeita ao saque, sem nos ter dado ou devolvido, o equipamento necessário, para o fazer, em segurança e com confiança no futuro apontado? Por que motivo, escondida a razão de tudo isto, vem agora o P.R. apelar, à solidariedade de uns para com todos, e vice-versa, e não o fez enquanto governou, e na actual situação, junto de quem tem o destino da nação exangue, obrigando-o a governar melhor e com mais justiça, castigando até, quem depauperou as finanças públicas e as famílias, que sofrem as consequências, por tantos anos de gestão criminosa, que permitiu, que toda a riqueza acumulada por alguns, tivesse sido construída com base na corrupção, ilegalidade, e no aproveitamento dos lugares que ocupavam nas administrações da coisa pública e privada, e no sistema governativo? Porquê ainda hoje, um e outro governante, não estancam objectivamente, as fraudes e o compadrio alapado entre vários gabinetes influentes e decisores, e resgatam os valores extorquidos, que encheram as contas bancárias de quem teve tal prática, e não os levam diante da justiça, a mesma que é capaz de confiscar a sanita ou o bidé do empobrecido compulsivamente? Porque continuam a pactuar com tal sistema, e a mentir, ao povo caído na desgraça, acenando-lhes com o apelo ao assistencialismo caridoso, como solução de tudo e de coisa nenhuma, que os devia era, envergonhar? E na tal marcha para que fomos convidados a fazer, através da treva, quantos se perderão, antes que a "lanterna mágica", tão ao fundo do túnel labiríntico, e tão falsa quanto o sinaleiro, que só manda "farol", se extinga? Qual deles tem moral sã, para responder a estas interrogações?

                                           

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um "meteorito"do outro mundo



Não ousem “tocar” na Casa da Música, por favor, que não têm dedos educados para isso. Deixem-na sossegada, que o Norte saberá dar nota do recado, sem a ruidosa, inoportuna e desaconselhada intromissão dos ignorados "desconcertantes" de lisboa, e sempre desafinados, dos superiores anseios do povo. O Porto em particular e o Norte em geral, dá filhos de gabarito, e intelectuais famosos, que cheguem, para esmagar más vontades e opções monstruosas, que as mentes erradas que governam, ousam impôr, brandindo cifrões rapados como arma de arremesso e assassinas da Cultura, que os homens do Norte e do Porto, levam avante com prestígio sonante. Desde artistas plásticos, como soares dos reis, teixeira lopes, josé rodrigues, júlio resende, ângelo de sousa, nadir afonso, josé guimarães, etc. Arquitectos como siza vieira, alcino soutinho, fernando lanhas, souto de moura, etc. Escritores, como almeida garrett, eça, ana hatherly, soeiro gomes, antónio nobre, josé gomes ferreira, pedro homem de melo, sofia de mello, augustina, vasco graça moura, rebordão navarro, alberto pimenta, e outros como eugénio - o poeta do amor - que sendo beirão escolheu o porto para viver e morrer,etc. Cineastas como manoel de oliveira, paulo rocha, cantautores como, sérgio godinho, josé mário, pedro abrunhosa, rui veloso, etc. Compositores modernos como pedro osório, antónio pinho vargas. Intérpretes clássicos como, guilhermina suggia, helena sá e costa, pedro burmester, gente do teatro e da seiva trupe, etc. Ó meu deus ! vou parar, senão o exército é tão grande e talentoso, que a Lisboa, não chegavam as muralhas fernandinas para se esconder por tamanha vergonha, ajoelhada diante deste Norte imenso e de homens ilustres, o que nos dificulta a nomeação de todos, e que nos desculpem pela omissão forçada. E é esta gente do norte, que ordena aos ministros do sul, que nem tentem "tocar-lhe" e esvaziá-la daquilo com que se compram os melões, se fazem concertos, se engrandecem existências artísticas, e com que se alegram corações. Saibam os do sul, para que possam ver e ouvir, qualidade, têm de esperar que os do norte, desembarquem nos cais das tropas vencedoras, e das trupes criativas, carregadas de projectos e de sonhos, de chouriços, alheiras e do sumo dos vinhedos, vindos de lá para os lados, onde Torga se refugiou, entre "contos da montanha e vindima", para morrer ao centro mas nunca ao sul. Todas as verbas, que são devidas à Casa da Música, são mais bem empregues nas manifestações culturais que sobem no "meteorito" do holandês, do que em submarinos alemães, idiotas e fraudulentos. Não afundem na estupidez governativa, o nosso oxigénio cultural. Em nome desta gente, que "trabalha a pedra e a terra", e com a fala do norte, dizemos ao barítono ministro dos ministros, que faz coro na coelheira de s.bento - "tá quietinho e caladinho, ou lebas no focinho".