Como terá sido este último Dia do Pai? Vivido com alegria, sem
preocupação, ou antes com angústia e uma lágrima escondida no canto do olho
apagado? Quantos pais deseperados, não puderam festejar com os filhos o Dia que
lhes é consagrado, que simboliza um amor, admiração, orgulho, respeito mútuo,
comprometimento entre os membros de uma família, e quantos desses lhes apeteceu
desaparecerem nesta data que hoje tanto lhes pesa, por estar com a vida tão
vazia, e sem resposta para dar ao filho que o admira e dele tanto espera? E
quantos pais sem meios nem métodos, envergonhados, não puderam cumprir com a
palavra dada sobre a promessa feita, e sentiram cair-lhes em cima o chumbo e a
cinza do Dia enquanto homem derrotado e sem perspectiva de futuro melhor, ou de
passado recuperado mesmo com a ajuda de S.José? E se o santo deu em político, e
já só nos atende por interesse no voto que de nós pretende, e agora até se
chama Pedro, Cavaco, ou outra coisa assim, e que nos vem repetir os enganos e
as esperanças frustradas, adiar-nos para sempre, e garantir-nos que somos pais
castigados, de filhos castigados, de famílias castigadas, até um dia sem data e
sem capacidade de regresso à festa que já foi, e que nos trouxe unidos até
aqui? Responda quem deu os passos irresponsáveis que estilhaçaram o presente e
que prometem cacos para o futuro. Pode ser o Coelho!
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