segunda-feira, 10 de março de 2014

O Dia da mulher folclórica

A Mulher, Ser usado e retratado para tanto filme, romance, como flor e perfume, sombra e presença, companheira e traidora, mãe e pecadora, gosta de armar ao pingarelho, de dar nas vistas e ser notícia. Se lhe propuserem um "bouquet" de mimos, aí vai ela toda coquette rasgar-se em sorrisos e derreter-se em sedução. Os tempos não são para austeridade nem pobreza consentida, a não ser imposta como hoje é, e os apelos que entram em casa e na pele através dos "media imensos e mundanos", com nomes pomposos quanto estranhos como, facebook, instagram, twitter, selfies, etc.(que sei eu disto), despertou-lhes pensamentos e comportamentos, que - "vai lá vai, até a barraca abana" -, e tornou-as presas da ilusão, e emprenhou-as de ambições pouco abonatórias da dignidade. Bajuladas por muitos com objectivos suspeitos, elas com maior ou menor jeito, com mais ou menos casaco de vison, continuam a ser usadas disfarçadamente como convém ao predador. Tudo se inventa para lhes dar palco e despi-las. Desde a Moda e o glamour encenado, ao lugar na empresa, seja de que natureza for. E ela sem pestanejar alinha, e nem sempre tão inocentemente, como logo dirá quando se arrepende. O homem está atento, e segue-lhe os passos e a elegância que ela provoca por onde deixa rastro. Tenta surpreeder-nos com iniciativas como juntarem-se para um almoço gigante, servidas à mesa por homens travestidos para gozo delas, como jogo de espelhos, num ambiente folclórico, julgando com isso ganharem autonomia, independência, afirmação da sua condição e importância. Isolam-se e não querem companhia dos machos. O Dia é todo para elas, num gesto quase de vingança e de imitação ridícula. Todavia, a sua natureza polémica enquanto animal frustrado, atira-as sem se perceber muito bem o porquê, para lugares condenáveis e por vezes por vontade própria. Mulher decente e recatada procura ginásio para aprender a dança do ventre e do varão? Mulher decente "oferece-se" nos jornais nas páginas "relax", alterna sem procurar alternativa no mundo do trabalho simples às vezes humilde, muitas vezes mal pago mas que a mantém digna, orgulhosa, responsável e exemplo? Mulher decente "oferece-se" ao chefe para garantir emprego e melhorar(!) a sua condição e o salário? Mulher decente expõe-se enrolada ou a deslizar no varão fálico e cromado, sem que isso lhe cause qualquer arrepio? Veste de "coelhinha" em bar tapada por tabuleiro onde só há vício à venda? Esta não é a Mulher que se pretende seja a nossa mãe, a nossa companheira, colaboradora, assistente, criadora do poema, do Belo e da Obra em conjunto com o Homem, envolvidos e a par ou de mão dada na mesma luta pela igualdade. Esta é a outra mulher, a da ambição, que leva à desgraça, à discórdia, à violência que os jornais reportam diariamente nas outras páginas onde elas se publicitam, ou se divertem(!) sentadas agora em mesa separada.


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