A Mulher, Ser usado e retratado para tanto filme, romance, como flor e
perfume, sombra e presença, companheira e traidora, mãe e pecadora, gosta de
armar ao pingarelho, de dar nas vistas e ser notícia. Se lhe propuserem um
"bouquet" de mimos, aí vai ela toda coquette rasgar-se em sorrisos e
derreter-se em sedução. Os tempos não são para austeridade nem pobreza
consentida, a não ser imposta como hoje é, e os apelos que entram em casa e na
pele através dos "media imensos e mundanos", com nomes pomposos
quanto estranhos como, facebook, instagram, twitter, selfies, etc.(que sei eu
disto), despertou-lhes pensamentos e comportamentos, que - "vai lá vai,
até a barraca abana" -, e tornou-as presas da ilusão, e emprenhou-as de
ambições pouco abonatórias da dignidade. Bajuladas por muitos com objectivos
suspeitos, elas com maior ou menor jeito, com mais ou menos casaco de vison,
continuam a ser usadas disfarçadamente como convém ao predador. Tudo se inventa
para lhes dar palco e despi-las. Desde a Moda e o glamour encenado, ao lugar na
empresa, seja de que natureza for. E ela sem pestanejar alinha, e nem sempre
tão inocentemente, como logo dirá quando se arrepende. O homem está atento, e
segue-lhe os passos e a elegância que ela provoca por onde deixa rastro. Tenta
surpreeder-nos com iniciativas como juntarem-se para um almoço gigante,
servidas à mesa por homens travestidos para gozo delas, como jogo de espelhos,
num ambiente folclórico, julgando com isso ganharem autonomia, independência,
afirmação da sua condição e importância. Isolam-se e não querem companhia dos
machos. O Dia é todo para elas, num gesto quase de vingança e de imitação
ridícula. Todavia, a sua natureza polémica enquanto animal frustrado, atira-as
sem se perceber muito bem o porquê, para lugares condenáveis e por vezes por
vontade própria. Mulher decente e recatada procura ginásio para aprender a
dança do ventre e do varão? Mulher decente "oferece-se" nos jornais
nas páginas "relax", alterna sem procurar alternativa no mundo do
trabalho simples às vezes humilde, muitas vezes mal pago mas que a mantém
digna, orgulhosa, responsável e exemplo? Mulher decente "oferece-se"
ao chefe para garantir emprego e melhorar(!) a sua condição e o salário? Mulher
decente expõe-se enrolada ou a deslizar no varão fálico e cromado, sem que isso
lhe cause qualquer arrepio? Veste de "coelhinha" em bar tapada por
tabuleiro onde só há vício à venda? Esta não é a Mulher que se pretende seja a
nossa mãe, a nossa companheira, colaboradora, assistente, criadora do poema, do
Belo e da Obra em conjunto com o Homem, envolvidos e a par ou de mão dada na
mesma luta pela igualdade. Esta é a outra mulher, a da ambição, que leva à
desgraça, à discórdia, à violência que os jornais reportam diariamente nas
outras páginas onde elas se publicitam, ou se divertem(!) sentadas agora em mesa
separada.
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