A crise, que grassa na construção civil, e a partir dela, o que arrasta
em todas as outras actividades, e em todos os materiais empregues, só lá para
mais tarde é que virá ao de cima do aterro actual, com toda a gravidade
acumulada. Como se isto não bastasse, as centenas de construtores, que caiem
por falência, por falta de crédito, ou por falta de confiança, derrubam na sua
estrondosa derrocada, os arquitectos, que, tal como diz o "nobel",
agora também "leão de ouro", Siza Vieira, estão no grau zero, sem
trabalho, que engolirá ainda os recém-licenciados, que escavam uma oportunidade
nestas áreas. O estatuto deste mestre multi-laureado, apenas vem acrescentar e
reforçar, a opinião do homem comum e calejado, mas dá-lhe maior relevo, outra
projecção, e acorda ainda mais a cidade. Os construtores, que às centenas,
fecham os estaleiros, descem dos andaimes, desmontam gruas, param viaturas,
despedem operários, muitos destes todos, atolados em sofrimento, jamais
regressarão ao sector. Entretanto, os prédios, casas e demais edifícios, entram em
e aumentam o estado de degradação, por falta de manutenção atempada, que o
telhado já exige, a janela reclama, as portas pedem, as paredes esboroam-se, o
tecto que se desfaz, etc. Daqui por uns anos, e pior do que aconteceu e se
repetirá, com o parque automóvel, vai ser necessário e com maior urgência,
intervir a fundo, senão a casa vai abaixo, como tantas já hoje vão, porque no
passado não as cuidaram por falta de meios e vontade. O dinheiro, que ontem,
hoje e amanhã não haverá, porque as políticas que gerem riqueza e uma economia
saudável, não existem, ou não são capazes de nos tirarem da lama e deste
descalabro em que vivemos, mal. A factura real não está fechada, e quando ela
vencer e for apresentada à cobrança, para ser liquidada na sua totalidade, já o
país, estará absolutamente parado para obras, impossíveis de serem bem
sucedidas. Em queda na sua marcha, o país continuará adiado, ou mergulhado nos
escombros da sua sina - raio de sina, ou de muro!
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