É urgente pôr o dedo na
ferida, e ao mesmo tempo soltar a língua, para denunciar o que as Olimpíadas
"lusas", entretidas por terras de S.M. escondem. Os atletas que
representam as cores nacionais, devem ser louvados e respeitados, tragam eles
ou não daquelas miragens com barreiras, o peito forrado de medalhas. É certo e
sabido, que os nossos atletas, quando precisam de obter uma marca que lhes
permita participar nas competições de alto coturno, conseguem-no apenas
"in extremis", e difícilmente a repetem, e muito menos a ultrapassam.
O drama sobe, quando batem a marca que estabelecia o record nacional, e a
proeza, não chega sequer para o apuramento ou continuidade em prova, o que põe
a nú a distância a que estamos do nível necessário. Sendo nós, um Povo,
vocacionado, e que conta grandes feitos pelo mar, que banha toda a costa do
país, não se compreende, que não faça “onda-gato-sapato” nos desportos
náuticos, na vela, natação, polo aquático, etc. Que raio de povo marinheiro,
que mal se inicia no combate, mete água, é logo eliminado da luta Olímpica á
primeira vaga, e lá se vão os heróis do mar. Não nos parece que haja fracasso
dos nossos sérios e esforçados atletas, nas altas competições, em que
participam. O que há, é muita arrogância, vaidade, exigência sem nexo,
demagogia, e pouca noção das possibilidades reais, de alcançar as metas
sonhadas, a vitória final, por parte, dos acompanhantes, imprensa exagerada, e
Poder político, oportunistas, que transmitem apenas pressão e angústia aos
competidores, e estes, na hora H ou de marcar o penalti, falham estrondosamente,
vão ao tapete, afogam-se. É premente, uma entidade qualificada, exterior,
competente, que faça o estudo, o levantamento, sobre o que fazem, em que é que
são úteis de facto, os excessivos membros da embaixada numerosa, que acompanham
os atletas nobres, e se tamanha comitiva olímpica se justifica tão alargada,
tal como a despesa que acarreta e de retorno mais que duvidoso. Antes do
espectáculo subir ao palco, colocam a fasquia numa altura, que nos fazem
acreditar, que o número de madalhas conquistadas, irá ser de tal ordem, que a
Elisabete Jacinto terá de desviar a rota do seu camião do Paris-Dakar para
carregar e trazer tanto sucesso dourado. A pergunta porém continua. Que fez e
faz, tamanha embaixada com expectativas grandes, mas para tão limitadas
hipóteses? Por fim, esperemos, que o Estado português, a quem cabe a obrigação
de criar um “diploma equivalente”( já que tem treinado para isso nos últimos
anos), ou uma medalha, alusivos à participação dos nossos atletas nos jogos
olímpicos, os homenageie com o simbólico prémio, à chegada deles ao solo
pátrio. Veremos quem do Governo irá aparecer no aeroporto para os receber e
entregar a distinção, ou se Carolina Borges, a atleta dissidente, tem razão
quando diz “ estas pessoas incompetentes, estão a envergonhar o país. Talvez
seja por isso que não existam atletas com medalhas”.

Sem comentários:
Enviar um comentário