quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Na próxima é que vai ser!


É urgente pôr o dedo na ferida, e ao mesmo tempo soltar a língua, para denunciar o que as Olimpíadas "lusas", entretidas por terras de S.M. escondem. Os atletas que representam as cores nacionais, devem ser louvados e respeitados, tragam eles ou não daquelas miragens com barreiras, o peito forrado de medalhas. É certo e sabido, que os nossos atletas, quando precisam de obter uma marca que lhes permita participar nas competições de alto coturno, conseguem-no apenas "in extremis", e difícilmente a repetem, e muito menos a ultrapassam. O drama sobe, quando batem a marca que estabelecia o record nacional, e a proeza, não chega sequer para o apuramento ou continuidade em prova, o que põe a nú a distância a que estamos do nível necessário. Sendo nós, um Povo, vocacionado, e que conta grandes feitos pelo mar, que banha toda a costa do país, não se compreende, que não faça “onda-gato-sapato” nos desportos náuticos, na vela, natação, polo aquático, etc. Que raio de povo marinheiro, que mal se inicia no combate, mete água, é logo eliminado da luta Olímpica á primeira vaga, e lá se vão os heróis do mar. Não nos parece que haja fracasso dos nossos sérios e esforçados atletas, nas altas competições, em que participam. O que há, é muita arrogância, vaidade, exigência sem nexo, demagogia, e pouca noção das possibilidades reais, de alcançar as metas sonhadas, a vitória final, por parte, dos acompanhantes, imprensa exagerada, e Poder político, oportunistas, que transmitem apenas pressão e angústia aos competidores, e estes, na hora H ou de marcar o penalti, falham estrondosamente, vão ao tapete, afogam-se. É premente, uma entidade qualificada, exterior, competente, que faça o estudo, o levantamento, sobre o que fazem, em que é que são úteis de facto, os excessivos membros da embaixada numerosa, que acompanham os atletas nobres, e se tamanha comitiva olímpica se justifica tão alargada, tal como a despesa que acarreta e de retorno mais que duvidoso. Antes do espectáculo subir ao palco, colocam a fasquia numa altura, que nos fazem acreditar, que o número de madalhas conquistadas, irá ser de tal ordem, que a Elisabete Jacinto terá de desviar a rota do seu camião do Paris-Dakar para carregar e trazer tanto sucesso dourado. A pergunta porém continua. Que fez e faz, tamanha embaixada com expectativas grandes, mas para tão limitadas hipóteses? Por fim, esperemos, que o Estado português, a quem cabe a obrigação de criar um “diploma equivalente”( já que tem treinado para isso nos últimos anos), ou uma medalha, alusivos à participação dos nossos atletas nos jogos olímpicos, os homenageie com o simbólico prémio, à chegada deles ao solo pátrio. Veremos quem do Governo irá aparecer no aeroporto para os receber e entregar a distinção, ou se Carolina Borges, a atleta dissidente, tem razão quando diz “ estas pessoas incompetentes, estão a envergonhar o país. Talvez seja por isso que não existam atletas com medalhas”.

                               

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