quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A guerra da vida


Um aviso às mulheres e aos homens que nos envolvem. A sociedade, anda sob tensão, os nervos pulsam à flor da pele, e uma palavra mal colocada no ar, um gesto mal desenhado, uma acusação mal construída, uma suspeita infundada ou até mesmo verdadeira, atiradas à cara no momento inoportuno, no dia de maior amargura, no meio do desconforto e da pressão em que se vive, que nos rói por dentro, que nos traz a dormir mal, e sem solução à vista, que agora é o desemprego ou a falta de dinheiro, as más condições sociais e os encargos que aumentaram, os olhares que endureceram, o amor que esmoreceu ou se revelou frágil, o diálogo entre todos e com filhos à mistura que padece de compreensão e solidariedade, paciência e prudência, traz-nos a todos em pé-de-guerra. Estamos em guerra connosco e com os outros muito sentidos e próximos quantas vezes, e por sabermo-nos desamparados por um Estado e governos, que nos lançaram no desespero e dele tão cedo não nos aliviam e não vão deitar a mão. No meio deste aviso, o que se nos pede, para levarmos, a vida, para a frente, com os meios precários e que nos surpreenderam, confusa e à beira de ataque de fúria, raiva, à mínima traição, abandono, dificuldade, é que homens e mulheres que se rodeiam, se sentem à mesa do entendimento, e reparem e repartam culpas, obrigações e deveres, busquem a melhor e mais adulta solução num esforço comum, que satisfaça os quereres de ambos, e atirem para trás das costas a violência das facas e das pistolas, e mandar tal reacção de condição animal que as empunha, às malvas, pois o número de mortes causadas nestes tempos adversos, inimigos, são sempre condenáveis, ultrapassam o racional, não nos engrandece e vira-se contra nós. Para isso, já basta a dura realidade que nos alerta, que na actualidade nos consome, erguida e embrutecida por quem nos governa. De nada valem os argumentos e análises académicas, sempre, dos psicólogos e psicalistas dispostos em fila a discorrer. As razões estão decifradas no essencial - "em casa onde não há amor, dinheiro e pão, todos ralham e ninguém tem razão". O que é preciso sempre presente, é, muito juízinho, bom senso e pés bem assentes na terra da lealdade e da luta em conjunto.

                                                                                                                         

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