sexta-feira, 17 de agosto de 2012

As "Pussy Riot"


A Sentença da Justiça russa determinou: "culpadas de vandalismo". O tribunal de Moscovo, não se deixou comover pela sensualidade punk, das jovens activistas e provocadoras, que protagonizaram o chinfrim na casa que apela à oração e à reflexão - a Catedral do Cristo Salvador - transformando-a no Inferno. Não sendo esta banda punk, própriamente umas "pussy cat-dolls" que cantam " Santa Baby", mas antes, uma banda promotora do hooliganismo, por que razão não pisaram outro palco, que lhes proporcionasse a mesma atenção, mas sem ofender valores que outros defendem como mais elevados que os seus, mantendo o mesmo propósito de mandar correr do Poder um político de que não se gosta? Pelo impacto, já sei. Mas o palco escolhido para o fazer, não foi o mais adequado, para ter o aplauso generalizado. Em Portugal, alguns "media", parecem ter tomado posição de apoio à brincadeira de mau gosto, destas brincalhonas mascaradas, e a pergunta que se lhes faz, é - "e se fosse por cá, na Sé de Braga, na de Lisboa, na de Bragança, Porto, Coimbra, Évora, etc, como reagiriam, que comentários teciam, e a Igreja, mantinha o silêncio que se tem ouvido sobre este espectáculo?" Aceitavam a ofensa religiosa e odiosa, pelo menos para os crentes, como coisa divertida? Até hoje e que se saiba, a dita banda "rockeira", com algum apoio vagabundo, que se move entre a droga e o alcool, não reagiram ao atentado levado a cabo pelos terroristas tchetchenos, no teatro Dubrovka em Moscovo, em Outubro de 2002, durante o musical "Nord-Ost", onde morreram dezenas de reféns, de inocentes idades, que só queriam ser parte daquele musical, como espectadores felizes, ou como participantes da cultura. A pena aplicada pelos juízes moscovitas, foi leve e macia, atenciosa do tempo já cumprido por espera de desfecho processual, que subscrevemos, mas que não nos anima a seguir e muito menos a subir ao pop-altar, com elas. Há outros caminhos, e outros espaços, para apelar a uma qualquer liberdade mais desejada. Imaginem, quantos políticos temos por cá para varrer, e as catedrais que seriam necessárias ocupar, num sinal de protesto. Mas as massas, são isso mesmo - massas. Ou seja; confusão, pouco discernimento, caos, etc. A violência, mora ao lado. Porém, para alguns analistas, “pimenta no c... dos outros , é refresco.”

                         

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