O jornal de língua
francesa "le matin", na sua edição de hoje, 02/06, reproduz uma
queixa e uma carta, enviada ao desportivo nacional "Record" pelo pai
de uma criança, onde dá conta que o craque da Madeira, Cristiano Ronaldo, em
estágio na Selecção, recusou dar um autógrafo à sua filha de 10 anos, quando esta
se lhe dirigiu a pedir tal rabisco, só porque esta envergava uma camiseta do
Barcelona. Por esta atitude se pode aquilatar da grandeza e da pobreza do
atleta, verificar o seu "pedigree", e da sua evolução enquanto
pessoa. Na descrição publicada, o pai ferido, da menina magoada, acrescenta
como tudo se passou e como encontrou a sua filha triste e infeliz, pelo gesto
reprovável e também infeliz da estrela madrilena. Demasiado bajulado pela nossa
imprensa, sobretudo, que teima em fazer dele o maior atleta entre atletas, mas
que não passa afinal, do mais pequeno do mundo, a merecer já expulsão, mesmo
antes de entrar a jogar, da "sociedade-dos-homens-de-bom-senso-e-de-verdadeiros-desportistas".
É que por vezes o dinheiro e a fama, só faz monstros.
Joaquim A. Moura - Penafiel
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