quinta-feira, 24 de maio de 2012

O clipping

                                                                    O clipping 
O ministro dos assuntos das comunicações, para além das obrigações que tem no Governo e  com o Parlamento, e nas questões consideradas importantes a serem debatidas, divulgadas, esclarecidas, deve ser uma corrente de transmissão da verdade, e disso merecer credibilidade e respeito. O caso do jornal “Público”, e de uma sua trabalhadora com o ministro que é assunto agora, e sobejamente conhecido, ajuda-nos a perceber alguma coisa, do carácter e da personalidade do governante. Digo, alguma coisa, pois gente como ele pelos vistos, tem sempre uma pedra na mão, escondida, e pronta a ser arremessada logo que o desafiem com uma qualquer verdade que não lhe agrade, não se coibindo de deitar outra mão ao que puder, chantagem que seja. Sabido o caso, que opõe uma jornalista e o ministro, opinemos sobre a atitude do responsável pela pasta dos assuntos parlamentares. Ao ameaçar divulgar, dados da vida privada da jornalista, que antes de o ser, é mulher, e disso pensa tenta tirar proveito, não revela ele ser pessoa reles, que por não ver satisfeitas as suas pretensões, irremediavelmente lançou, estigmas, sobre alguém a quem pretende amordaçar, ao mencionar hipotéticos detalhes dessa vida, na sua posse, e confiante nesses dados? E em tratando-se de uma mulher, que desenvolve uma actividade pública, não pretende o ministro fragilizá-la? Uma mente perversa como a minha e tão depravada que nem DSK, põe-se a conjecturar – “que raio de vida privada leva a mulher, nas horas íntimas, traidoras, ou de ociozidade que lhe pertencem”? Será que deambula nas horas difíceis, pelo cais do sodré abraçada a marinheiros, será que se perde pela Estefânia, Intendente, parque EduardoVII, ou anda pelos centros comerciais ao engate? Que mais sabe, o ministro do diálogo e da comunicação inter-órgãos, mas afinal mais depravado do que nós todos? E que coisas perigosas saberá, de outras mulheres, da sua companheira inclusive, que nós gostávamos de saber? O melhor é aguardarmos por uma resposta séria(!) do ministro, ou do inquérito da ERC, enquanto não recebermos um "clipping" da mãe dele, ou do seu fornecedor habitual, e pouco secreto, com mais pormenores.
                                      Joaquim moura

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