O ministro dos assuntos
das comunicações, para além das obrigações que tem no Governo e com o Parlamento, e nas questões consideradas
importantes a serem debatidas, divulgadas, esclarecidas, deve ser uma corrente
de transmissão da verdade, e disso merecer credibilidade e respeito. O caso do
jornal “Público”, e de uma sua trabalhadora com o ministro que é assunto agora,
e sobejamente conhecido, ajuda-nos a perceber alguma coisa, do carácter e da
personalidade do governante. Digo, alguma coisa, pois gente como ele pelos
vistos, tem sempre uma pedra na mão, escondida, e pronta a ser arremessada logo
que o desafiem com uma qualquer verdade que não lhe agrade, não se coibindo de
deitar outra mão ao que puder, chantagem que seja. Sabido o caso, que opõe uma
jornalista e o ministro, opinemos sobre a atitude do responsável pela pasta dos
assuntos parlamentares. Ao ameaçar divulgar, dados da vida privada da
jornalista, que antes de o ser, é mulher, e disso pensa tenta tirar proveito,
não revela ele ser pessoa reles, que por não ver satisfeitas as suas
pretensões, irremediavelmente lançou, estigmas, sobre alguém a quem pretende
amordaçar, ao mencionar hipotéticos detalhes dessa vida, na sua posse, e
confiante nesses dados? E em tratando-se de uma mulher, que desenvolve uma
actividade pública, não pretende o ministro fragilizá-la? Uma mente perversa
como a minha e tão depravada que nem DSK, põe-se a conjecturar – “que raio de
vida privada leva a mulher, nas horas íntimas, traidoras, ou de ociozidade que
lhe pertencem”? Será que deambula nas horas difíceis, pelo cais do sodré
abraçada a marinheiros, será que se perde pela Estefânia, Intendente, parque
EduardoVII, ou anda pelos centros comerciais ao engate? Que mais sabe, o ministro
do diálogo e da comunicação inter-órgãos, mas afinal mais depravado do que nós
todos? E que coisas perigosas saberá, de outras mulheres, da sua companheira
inclusive, que nós gostávamos de saber? O melhor é aguardarmos por uma resposta
séria(!) do ministro, ou do inquérito da ERC, enquanto não recebermos um
"clipping" da mãe dele, ou do seu fornecedor habitual, e pouco
secreto, com mais pormenores.
Joaquim moura
Sem comentários:
Enviar um comentário