sábado, 16 de junho de 2012

A perversão da Democracia


Nestas semanas que antecedem as eleições na grande Grécia, uma data de "notáveis", com altos cargos nas Administrações ligadas à Política e às Finanças Internacionais, e outros, até mais domésticos, surgiram a discursar por tudo quanto é Fórum, Congresso, debates em canais televisivos, e por todos os meios que produza som, eco, onda e chicote, no "sentido" de enviar uma "imposição" aos Gregos, disfarçado de "apelo ou conselho", qual deve ser o sentido do seu voto. A ladaínha académica e filosófica dos poderosos contabilistas, e não dos mineiros asturianos, vai sempre acompanhada de velada ameaça - "ou votam correctinho no Partido que lhes indicamos, ou vão levar com mais dias difíceis, que vos condenará à travessia do braseiro infernal, aonde a fome e a penúria por que hoje passais vos há-de parecer algodão-doce"- e isto é o que eu penso que eles disseram uns aos outros. Eles só querem dos gregos bons ventos e bons votos, para colherem bons lucros. A Democracia actual, luxo herdado dos helenos, está eivada do mais perverso e imoral, e da maior falta de respeito pelo Homem, que deve haver nas sociedades modernas, que tanto custaram a estruturar, e que tantas vidas simples e mais relevantes sacrificou, ao empunharem ideais e bandeiras, e ao marcharem contra as ofensas criminosas. O recado da Política Capitalista que tem governada a Europa, sobretudo, é simples de descodificar. Assim os portugueses quando forem chamados nas próximas eleições, antes de votarem por exemplo em Garcia Pereira ou até nos grupos parlamentares consequentes e da oposição, pensem duas vezes, se querem azedar ainda mais o pão que o diabo nos tem dado amassado, a comer, e escutem primeiro as vozes que chegam das instâncias do BCE, FMI, do Deutsch Bank e do Bundestag, com o "apelo em jeito de conselho" de qual deve ser a cor da urna onde devem depositar o voto unipessoal, intransmissível e secreto. Vá, portem-se direitinhos, que a fome é negra, e a côdea será garantida; - está bem?- e isto aconselho eu agora.

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