Eu, que não sou Guia Supremo de coisa nenhuma no mundo nem sequer em
minha casa, urge-se-me que venha a terreiro dizer e insurgir-me contra o que
outros com responsabilidades imensas e de consequências irreparáveis, escondem
a esse mesmo mundo, pois dele se fizeram governantes e ditadores, e por isso
coniventes com os males inconcebíveis, sistemáticos e tolerados, que dos seus
silêncios e das suas práticas persistentes emanam. Contra o que das suas
soluções e resoluções políticas erradas resultam. Contra o que nos seus acordos
e artimanhas estabelecem e articulam para se imporem aos povos a caminho da
impaciência e do esgotamento. A minha "tollah" já não aguenta muito mais
tanta hipocrisia, tanto cinismo, tanto conluio na falsidade e por igual
participação na barbárie que se vai instalando e praticando em muitas regiões
do planeta, à frente dos nossos olhos cheios de sal e de areia, e com a
complacência das nações mais poderosas, sobretudo. Na Palestina, e em Gaza com
particular precisão, a matança hora a hora sob o sol de pólvora, ou sob a lua
de cristal, é levada a cabo pelos sobreviventes ao "gaz(e)amento nos
campos de concentração e de extermínio nazi". Povo eleito por
Hitler para tal fim, que hoje faz história pelas piores razões, que abomináveis
são. Matança com raiva resistente e própria de ocupante ilegal, que é quase
ignorada, uma, e demasiado aceitável, ao mesmo, que a origina, pelos
governantes ocidentais que esperam submissamente sempre pela ordem de
alinhamento determinada dentro da Casa Branca em Washington. É fácil, velho e
sabido, o que vai naquelas cabeças imperialistas na terra do Tio Sam. Já
estamos carecas e negros de saber, que espalham discursos de circunstância a
cada drama, monstruosidade, na medida que lhes sirva a sua política, a sua
táctica, os seus interesses vários, fora da sua porta. São quase sempre cómicos
repetentes e ridículos actores em tais representações. Já ninguém os leva a
sério. É fácil, velho e sabido, que enquanto fazem de conta que pedem a Israel
para respeitar o Direito Internacional, dizem por baixo da mesa a Netanyahu que
prossiga com a limpeza em contínuo e à bomba desde sempre, até ao fim, e se
possível desde Teerão até aos Montes Golã, e enquanto os palestinianos não se
entregarem e não entregarem todas as pedras que constituem o seu armamento
pesado por troca com a paz miserável suspensa nas sofisticadas armas mortíferas
dos judeus, que nós depois cá estamos para vos absolver. Mas a luta
irá continuar, porque as pedras não se acabam e enquanto a terra ocupada não
for libertada e recuperada segundo a História. Os amigos americanos também não,
é certo, e estes têm muito material bélico para vender. Cavem-se mais valas. A
terra tal como a guerra está prometida. Ao Ocidente cabe-lhe o papel de
coveiro. Eu só queria ser “ayatollah” por uma vez!
terça-feira, 29 de julho de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Teodoro e o Cavaco
O Teodoro e o país que está na sua posse, há quase tantos anos quantos
João Jardim está na Madeira, foram admitidos entre abraços e sorrisos crioulos,
como membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP). O
"sim" dado à adesão da Guiné Equatorial à Lusofonia espatifada, e já
outorgada(!) desde o seu comprometimento no Conselho de Direitos Humanos da ONU
em Genebra, não nos dá garantias nenhumas de que o Teodoro mude de vida e de
comportamento junto do seu povo esmagado na pobreza e na tortura até à morte. A
aceitação da integração da Guiné Equatorial como membro na CPLP, obedeceu à
lógica da batata da bolanha, e dos "nabos lusófonos" que se sentam na
Organização que se pretende seja orientada por valores da Democracia, com dignidade
e no respeito pela vida humana. O nosso Presidente da República, que por cá
também o há, falou e disse no "flash interview" para justificar a
táctica, que foi surpreendido por tal desfecho, mas que remédio tinha senão
concordar com o resultado. Cheira-lhe a petróleo e a negócio, valores mais
altos, que podem dar muito jeito ao país que ele se acha a governar, e o
Teodoro até é capaz de se expressar em "portunhol", o que já é
um contributo a considerar positivo. Outro, é o que Cavaco vai acrescentar ao
mandar introduzir no AO(Acordo Ortogr.) o neo-verbo -"Obiangar"-:
" eu obiango, tu obiangas, ele obianga, nós obiangamos, vós obiangais eles
obiangam". A CPLP obviamente terá que assimilar tal conjugação. Em
Boliqueime já se treina tal verbo transitivo no sotaque local!
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Palestina vs Portugal
Em Portugal, aconteça o que esteja a acontecer pelo mundo que sangra e
grita, ninguém mexe uma palha em socorro ou pelo menos para dar sinal da sua
existência. Pode cair o Carmo e a Trindade, o Taj Mahal e a Sinagoga La Ghriba,
que não faz tremer a nossa condição de apagado e sem fazer borbulhas, de gente
que tenta manter-se na sombra da história dos dias que correm ou nos fogem.
Somos "o silêncio dos idiotas ou acéfalos inocentes". Na Palestina, o
povo árabe que ali luta há muito e desde sempre pela terra sua e pelos direitos
seus, negados e espezinhados pelos judeus de Israel, não tem qualquer notada
solidariedade em terras lusas, e libertas através também da luta contra o
ocupante castelhano. O mesmo já não acontece em França nem na Alemanha, vejam
só. Nas capitais destes dois grandes países e de soberbas culturas existem
"pequenas Jerusaléns", e nelas se manifestam os seus cidadãos em
apoio ao povo massacrado da Palestina, e aonde demonstram o seu nojo contra um
regime e um povo, o hebraico, que o Mundo auxiliou e por eles morreu, a tempo
de não permitir que se extinguissem nas câmaras de gás aonde os nazis os
"acomodavam" a seguir ao banho desparasitante. Mas por irónico que
pareça, é em Berlim hoje que se levantam também manifestações em apoio ao povo
árabe, em luta permanente e armado de luto numa noita infinda, e contra os
"compreendidos hebreus pelos governantes dos anéis ocidentais". O que
fazemos entretanto ou entrepouco nós por cá, em favor dos palestinianos? Do
nosso governo vassalo e refém dos interesses dos judeus e dos seus
guarda-costas norteamericanos nada podemos esperar, vergado que está e
habituado a obedecer como lacaio dos interesses capitalistas e fascizantes, que
se vão impondo um pouco por entre os fracos políticos que "fazem fracos a
forte gente". Porém destes, governo e políticos, não reza nunca, a
História. E de nós?
terça-feira, 22 de julho de 2014
"Vale(as corpus) e Azevedo"
O Ministério Público(MP), rejeitou o pedido ao Supremo Tribunal de
Justiça para a libertação imediata do advogado suspenso e antigo presidente do
S.L.Benfica, detido por falcatruas várias, na prisão da Carregueira e aonde vai
carregar o resto da pena que lhe falta contando com o seu bom comportamento.
Parece que todo o argumento apresentado pela sua defensora, a advogada Luísa
Cruz, não foi suficientemente fundamentado para o aliviar da cruz que ainda tem
que suportar, ao mesmo tempo que for acompanhando à missa e arrumando a
biblioteca que serve de apoio ao bandido que queira cultivar-se. Os Juízes que
lhe negaram a libertação ao abrigo do Habeas Corpus, entenderam que o argumento
em que assentava o pedido que permitiria a liberdade era chocho, e quando
adiantado pelo "Azevedo" de nada "Vale". Se Vale e Azevedo
tivesse ido ao Brasil e lá num descampado tivesse sacado de pistola e dado uns
tiros numa velha cheia de nota e a mandasse desta para melhor, e continuasse
por aí à solta a dar música de igreja ao pagode protector, cheio de milhões que
dariam para comprar muito tapete de automóvel, ainda os Juízes compreenderiam,
e sabe-se lá se não aplaudiam o organista. Se Vale e Azevedo tivesse sido
autarca, fumasse uns "cubanos" e pusesse o produto financeiro
desviado no nome de um sobrinho a jeito que anda de taxi na “estranja”, a coisa
ainda se resolvia a seu contento. Se comprasse sucata em conluio com
"amigos bem relacionados com o poder" em vez de comprar jogadores de
futebol, a ferrugem da Justiça não lhe pegaria ou pelo menos oleava o processo .
Mas Vale e Azevedo era presidente do maior clube de futebol em Portugal e não
reunia muita simpatia, apesar de aparentar ser um bonacheirão. Fez contratos
misteriosos e desvios de dinheiro em proveito próprio, não tem grandes apoios e
ninguém deles dependentes. Qualquer manobra junto dos tribunais por ele apresentada
está condenada ao insucesso. O preconceito dos julgadores parece sobrepor-se à
legalidade tolerante. Os Juízes que apreciam o seu caso não vão à bola com ele.
Assim só decorridos cinco sextos do cumprimento da pena, ou seja lá para 07 de
junho de 2016, é que o ex-presidente e ex-advogado, será ex-prisioneiro, e
poderá regressar ao relvado da vida e do próximo Europeu a tempo de assistir à
final em França se quiser e o deixarem, se entretanto não surgir outro pedido
de captura mal ponha o pé fora do portão prisional.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
"A mim não me enganas tu"
Bafejado pelos meios de comunicação social, que lhe dão desmesurada
cobertura, o deslocalizado presidente da Câmara de Lisboa, percorre o país em
campanha eleitoral para assalto ao poder, primeiro no Partido Socialista para
depois seguir-se o que logo se verá. Este autarca e ex-repetido tri-ministro,
possui gravado na pele as três piores características que um homem é capaz de
reunir:- cobardia, traição e oportunismo. Cobardia, porque sempre
que avançou para a liderança do seu partido, de todas as vezes recuou. Não
tinha certezas de vitória, ou lhe cheirava a derrota, e as causas e os
problemas a enfrentar e combater deixavam de ser prioritárias, e sempre na
altura que o país mais reclamava por esforço e unidade para o melhorar. Traição,
porque andou de braço dado e aos abraços solidários com o actual
Secretário-Geral do PS durante a última campanha eleitoral para as Europeias e
agora que roeu a corda, vê-se que era tudo fingimento. Coisa que não surpreende
num político, e deste coturno. Oportunismo, porque partindo do princípio
de que o seu ainda Secretário-Geral não está muito "seguro" e
apresenta fragilidades de afirmação alargada no eleitorado estreito, incapaz de
levar o seu partido ao poder com uma margem de apoio absoluta, avança mais uma
vez como candidato ao lugar que o possa levar depois a 1º ministro, prometendo
um satisfatório e expressivo sucesso que lhe permita soluções milagrosas quando
e se chamado a governar o país. Os seus apoioantes saltam de quadraturas e de
círculos vários, saem dos armários carunchosos figuras afastadas, quase
esquecidas, e outras sinistras do continente e até das ilhas com contas mal
feitas e nunca prestadas, numa de aproximação interesseira e interessada em
regressar pela sua mão a poleiros que alguns já conhecem e aonde não fizeram
obra fundamental nem alicerçada em competência. António Costa não é por tudo
isto um homem de confiança. À volta dele esvoaça muito lixo e outro que se
amontoa que ele não consegue eliminar, e sempre que pisca ou se zanga pela
falta de consenso com o seu projecto e ambição, a luz tanto se apresenta verde,
laranja ou vermelha, de forma baralhada, que só atrapalha o sentido que os seus
militantes e simpatizantes querem tomar. Com ele ao volante do PS o trânsito
entra numa estrada de demagogia maior e mais perigoso. Lisboa que o diga, e que
Portugal dele se livre. Por alguma razão ele é bem visto à direita. Vêem nele o
homem capaz de fazer com que o PS recue para os 28.5% nas próximas eleições
legislativas!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
"Gula ou Guleada"
O Futebol brasileiro terá forçosamente de reflectir ao mais alto nível
sobre a sua desgraça, e para isso necessita de um grande esforço só para o
tirar da lama onde esperneia, e sobre o que aconteceu à sua Selecção Nacional
decorada de verde-amarelo frente à Alemanha no estádio da cidade ingrata de
Belo Horizonte (que nome para registar tão grande desastre!), e concluir, por
entre a ferida gigante e que há-de persistir e lamber por séculos, que aquilo
que deve apresentar em campo, é qualidade real e séria e não arrogância, como é
sua carecterística e até do seu povo que a confunde com, humildade. O Brasil do
Futebol, que outrora fez história, terá que regressar ao pé descalço, percorrer
as favelas e as praias para encontrar de novo quem faça da bola gato-sapato, e
não bota de biqueira aflita calçada e no gramado milionário, como hoje lhe
pesa. Não lhe bastará ser empurrada por muita propaganda,e publicidade a
preceito para ilustrar o passado aonde repousam "estrelas" e
exibir "símbolos" vivos, que tudo isso faz parte de um pacote
que já não entra na equipa e não joga, e ao mesmo tempo agravada por ser
comandada por um sargentão que engana brasileiros e iludibriou
portugueses, com a "doçura do sotaque e a lábia da demagogia", e a
quem cedemos com a nossa basbaquice. Tal como colocar bandeiras na lapela não
tira um país da miséria, o mesmo acontece em apelar ao povo para por bandeiras motivadoras
nas varandas não dá títulos - apenas vergonha. A "mannschaft" da srª
Merkel demonstrou-o exuberantemente e sem apertar muito com os sambistas e
feiticeiros dados às macumbas, só para não os fazer bonecreiros demais no
carnaval do Mineirão. "K(c)lose" e os colegas fechou-lhes a marcha
rumo ao triunfo que eles cariocas juravam imparável. E o Mineirão tornou-se
assim, o estádio do vexame e da tragédia que aconteceu no "Feio
Horizonte", e onde os "canários perderam o pio".
sábado, 5 de julho de 2014
"Fecuntalidade"
Os portugueses não fornicam quanto se pede e se espera de um latino,
porque o "psique" do hipotético garanhão, anda em baixo. E é tanto
mais em baixo quanto nos esvaziam o salário e emagrecem a carteira. As
estatísticas dadas à luz por órgãos da comunicação social, com causas que já
vêm de longe, dizem-nos coisas sabidas. Sem trabalho, bolsos cheios apenas de
cotão, preocupação em alta e constante, não há ninguém que se aguente firme e
em pé. A coisa dá em moleza e desmotivação. A vida presente apenas nos endurece
a alma e não nos anima ao acto de amar e reproduzir para povoar o futuro. O
sofrimento não é alimento, nem o viagra é solução. Com o homem do fraque a
bater-nos à porta, a sombra da penhora a rondar-nos a casa, as ameaças de
desemprego, o espectro da fome que nos enche a barriga, mulher e homem não
engravidam de sonhos, e só vêem abortar as esperanças a cada dia que passa, sem
sentir que o país aonde nos acolhemos nos alivia para uma relação feliz. Com
esta pressão a habitar-nos o coração, quem é que é capaz de querer trazer
filhos com amor a este mundo despido de garantias e num país sem projectos de
as conceber? Só se for muito cruel!
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