Enquanto António Costa, Edil da Câmara de Lisboa, proferia um discurso
sério, contundente e republicano, nas cerimónias deste 5 de Outubro, esvaziado
de povo e sem futuro no calendário, e atirado para um "gueto" luxuoso
de Lisboa, Pedro Coelho, com passos perdidos entre o susto e o desprezo pelo
acto, deslocou-se ou ausentou-se para Bratislava, para se reunir com um grupo
"indispensável", que se auto-designa, por "Amigos da
Coesão". Não sabemos se a coesão é, entre eles e os seus reais interesses,
ou se se trata da Coesão dos Países e dos Povos que eles acham que governam.
Pelo que se sabe, não houve coesão total, pois alguns líderes máximos e até
mais ricos, falharam à reunião, porque certamente tinham mais em que pensar e a
importância de tal reunião não era tanta assim, e por isso a acharam
"dispensável". Pedro Passos, entendeu, à revelia do bom-senso, que
estar presente na Eslováquia era uma oportunidade mais, para quem quer ir a
todas, dar nas vistas, e afirmar-se como líder de um país às avessas, e com
intenção forte de não ser esquecido tão rápidamente, quanto o será Sá Pinto, na
sua passagem pelo Sporting de Portugal. Mas enquanto o treinador do clube de
Alvalade, é substituído pelo Oceano calmo, o nosso timoneiro-ministro, parte,
antes de ser despedido, e de modo a evitar e enfrentar mais protestos, para
terra estranha, e deixa o País entregue e a representá-lo no Pátio da Galé, aos
"Amigos do Alheio". Grupo de governantes subordinados, que nos tratam
como "patos da ralé", pagadores de impostos colossais, sem trabalho,
ultrajados, de cabeça desorientada como bandeira ao-deus-dará. No seu regresso
crítico, merecia à chegada, uma recepção á gatinho sem garras, e nunca, á leão
–(como) o rei da selva.

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